5ª etapa: Muita uva, muito cansaço

Subida no Douro Vinhateiro

Subida no Douro Vinhateiro (Foto: Heidi Swift)

Depois de dois dias bem duros em cima da bicicleta, a subida às Penhas Douradas na 3ª etapa e os 165 quilómetros da 4ª, o nervosismo instalou-se mal o grupo de doze ciclistas e seis membros do staff foi tomar o pequeno-almoço no hotel da Quinta da Pacheca, local onde descansámos depois de um dia cheio de acção. Notava-se em cada rosto o cansaço dos dias a aumentar, as olheiras mais carregadas e uma inquietação para saber como o corpo iria reagir a mais 100 quilómetros, desta vez com uma longa subida desde Pinhão até São João da Pesqueira.

Mas toda esta intranquilidade desapareceu mal começámos a pedalar de novo, uma vez que desta vez tivemos a companhia do azul esverdeado do Douro e das magníficas paisagens da região vinhateira. Só que após a subida ao quilómetro 40, e graças à flexibilidade dos horários desta viagem, os ciclistas concordaram que devíamos parar para almoçar.  Imaginem um grupo de pessoas com corpos atléticos, com sapatos que fazem barulho como saltos altos, capacetes coloridos e equipamentos de lycra a entrarem num restaurante em São João da Pesqueira. Os locais, que pensavam que pertencíamos a alguma equipa profissional, quiseram tirar fotografias connosco depois de termos recuperado as forças com feijoada e frango no churrasco.

Bicicletas e equipamentos de ciclismo contrastam com a tranquilidade de um restaurante local

Bicicletas e equipamentos de ciclismo contrastam com a tranquilidade de um restaurante local

Após quase três horas de almoço, partimos para os últimos 60 quilómetros do dia. Todos nos sentimos reconfortados com toda a comida e até ao final só bebemos água. Mesmo assim, ainda senti um pouco de frango do almoço enquanto subíamos uma das colinas do Douro.

Casas de Côro em Marialva

Casas de Côro em Marialva

 

Desta vez a meta estava instalada em Marialva e tivemos os últimos dois quilómetros que mais pareciam uma prova belga de ciclismo da primavera, com subidas de 15% de inclinação e com estradas em empedrado. Contudo, a exaustão da chegada foi recompensada com a tranquilidade das Casas do Côro, uma aldeia transformada em hotel de turismo rural com casas pequenas e pitorescas em granito, local onde pernoitamos.

Dois dos massagistas da InGamba prestes a adormecerem ao jantar

Dois dos massagistas da InGamba, Raul e Ricardo, prestes a adormecerem ao jantar

Já para jantar decidimos ir visitar um restaurante rústico chamado Casa do Avô, em Sarzeda, muito apreciado pelo pai de João Correia, pois foi nesta aldeia de xisto que Manuel Correia nasceu há 65 anos. Como todos tínhamos comido pouco durante o dia, não fomos por menos e vieram para a mesa um polvo à lagareiro tenro, um arroz de pato dos melhores que já comi e uma vitela barrosã muito macia.

Com a fadiga a bater à porta de todos nós, recolhemos às casas em Marialva e agarrados às barrigas pesadas descansámos para um 6º dia cheio de actividades, incluindo uma viagem de barco pelo Douro e um percurso de bicicleta de mais 90 quilómetros até ao Parque Natural do Gerês.

 

 

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Miguel Andrade viaja a con­vite da InGamba Tours

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