4ª etapa: Chegada à região do vinho do Douro

Se na 3ª etapa fizemos o percurso sempre a subir até aos 1500 metros de altitude, no 4º dia tivemos na ementa 165 quilómetros, com os primeiros 30 quilómetros a descer para sair da Serra da Estrela.

Uma das trabalhadoras da Fábrica da Burel, em Manteigas, a terminar uma cobertura para uma almofada

Uma das trabalhadoras da Fábrica da Burel, em Manteigas, a terminar uma cobertura para uma almofada

Mas, ao contrário dos dias anteriores, e mesmo com longas horas pela frente em cima da bicicleta, fomos fazer uma visita de estudo à fábrica da Burel, em Manteigas, que deixou todos os participantes da viagem encantados e com vontade de levar alguns dos produtos em produção para casa. Esta fábrica, que pertence aos mesmos proprietários da Casa das Penhas Douradas, onde pernoitamos da terceira para a quarta noite, veio dar uma nova vida à indústria de lanifícios da região, uma vez que a antiga fábrica, a Lanifícios Império, faliu em 2005 e deixou no desemprego cerca de 300 pessoas. Através da recuperação de um método do século XI para transformação de lã, a marca Burel empregou alguns desses trabalhadores e fez renascer um tecido áspero mas resistente à água e que serviu durante anos para aquecer os Invernos rigorosos da Serra da Estrela. Agora, tanto na loja do hotel como na do Chiado (Rua Serpa Pinto, 15B) o burel pode ser comprado em forma de mantas, casacos ou cachecóis.

Longo dia em cima do selim foi recompensado

Musette: saco a tiracolo que contém a comida para os ciclistas para durante as etapas

Musette: saco a tiracolo que contém a comida para os ciclistas para durante as etapas

Depois de voltarmos ao hotel e nos termos equipado começámos o que iria ser um dia bem longo. Fizemos a descida da Serra da Estrela a uma velocidade estonteante e quando chegámos ao sopé da Serra da Estrela encontrámos um terreno de sobe e desce que nos levou à região do Douro. Pelo meio tivemos uma pequena paragem com a particularidade de termos comido uma bifana e bebido uma cerveja.

Apesar de termos levado quase 6 horas a pedalar foi reconfortante chegar ao hotel no Peso da Régua e vislumbrar as paisagens de montes e vales da região do Douro. Para hidratar depois de tanto esforço nada melhor do que uma prova de vinhos da Quinta da Pacheca, depois de uma visita às caves, seguida de um jantar no restaurante do hotel com iguarias como morcela com maçã, folhados de vitela ou bacalhau com brôa, todos os pratos acompanhados com vinhos da Quinta.

Nessa noite, nenhum dos ciclistas teve problema com o sono, foi dormir sem se mexerem tal foi a acção do longo dia. Mas antes do recolher para os quartos sentiu-se uma ansiedade no ar para pedalar no dia seguinte ao lado do rio Douro e das vinhas.

 

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Miguel Andrade viaja a con­vite da InGamba Tours

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