2ª etapa: Uma lição do início ao fim

Markus, um dos ciclistas mais rápidos do grupo em frente ao Mosteiro da Batalha

Markus, um dos ciclistas mais rápidos do grupo, em frente ao Mosteiro da Batalha (foto: Ian)

O segundo dia do Portugal Randonée foi toda uma lição, não só de História mas também de vivências.

Depois de termos tomado o pequeno-almoço na Pousada de Óbidos, onde estivemos instalados na segunda noite da viagem, vestimos os kits de ciclismo e, ainda com algum receio de que pudesse haver vento no percurso, saímos de bicicleta por dentro do Castelo. Na estrada tivemos a oportunidade de pedalar ao lado de um grande nome do ciclismo português, Nélson Oliveira, que está actualmente a correr pela equipa do WorldTour, a RadioShack Leopard Trek. Enquanto percorríamos os 95km da etapa, o ciclista contou-nos como têm sido os treinos de preparação para os Mundiais de Florença, no final de Setembro, como se roda na frente do pelotão para não serem sempre os mesmos a puxar ou mesmo as experiências em provas por todo o mundo, incluindo a mais recente que foi a Volta ao Utah, nos Estados-Unidos.

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Até durante o percurso se pensa em bom vinho

Durante o percurso, o grupo ficou maravilhado com os monumentos que marcaram a História de Portugal, como o Mosteiro de Alcobaça (Século XII) ou o Mosteiro da Batalha (Século XIV). Também pedalámos dentro do Santuário de Fátima e rezámos para que os nossos corpos tivessem energia para a longa e íngreme subida até às Penhas Douradas no final do dia seguinte.

Por estranho que pareça, no segundo dia senti-me melhor do que o primeiro, com mais energia, mas aprendi que não podia estar sempre na frente a puxar o grupo porque senão não tinha forças até ao final.

A linha de meta da segunda etapa estava instalada em Alvados, num dos vales da Serra dos Candeeiros. Mal terminámos tivemos um banquete com fruta, sandes e bebidas de recuperação à nossa espera e, ainda antes da massagem, fomos aproveitar as instalações do Cooking and Nature Emotional Hotel, onde pernoitámos da segunda para a terceira etapa. Ao jantar, tal como o nome do sítio indica, fomos cozinhar. Tivemos uma aula de cozinha e cada um de nós teve a oportunidade de meter as mãos na massa, neste caso no ravioli com frutos do mar, que comemos a seguir acompanhado de um bom vinho branco.

O grupo de 12 ciclistas e 6 membros do staff aproveitou a barriga recomposta para recolher aos seus aposentos e descansar para um longo terceiro dia, que começava logo com uma viagem matinal de autocarro de 220 quilómetros até Tortosendo, no sopé da Serra da Estrela, onde seria dado o tiro de partida para uma etapa sempre a subir.

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Aula de cozinha no Cooking and Nature Emotional Hotel, Alvados

Mas a lição só terminou com uma frase de um dos ciclistas que está na viagem: “a forma mais importante e recompensadora de aprender é através da experiência, ver algo com os nossos olhos.”

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Miguel Andrade viaja a con­vite da InGamba Tours

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