Vem, vambora, você tem meia-hora para praiar a minha vida

“Tens meia-hora para ir à praia”

Parece soar bem, não? Claro. Afinal, sempre é a possibilidade de um intervalo balnear. Mas, como sabemos, tudo na vida depende muito do contexto e da geografia. No caso em apreço, raptar 30 minutos – no meio da agenda de uma visita rápida em trabalho – como tempo possível para dar um salto à praia é puro sadomasoquismo para este que vos escreve. Isto porque se trata de Porto Santo. Sim. A ilha dourada. A praia dourada. A maravilha das dunas. A das areias que curam tudo. O espelho abençoado que vai da transparência verde-esperança ao azul encorpado atlântico-atlântico.

Verdade seja dita que hoje não é o dia perfeito de Porto Santo: diz-nos quem sabe que está com muita onda (claro que aquelas três ondinhas que morrem na areia para quem está habituado à costa lusocontinental…) e a brisa está forte (ora, ora…).

Ok. 20 minutos. Tomemos isto como uma experiência científica posta em campo (de areia) em 7 passos.

1 – Os olhos passeiam pelo longo braço de areia que, ainda assim, a vista parece abarca na perfeição.
2 – Areia: perfeita, dourada e fininha como nos postais. A ver se cura todas as mazelas como lhe reza a fama. O certo é que está: morninha.
3 – Água: realmente mais ondulação do que seria oniricamente esperado. A transparência vai azulando. É muito, muito mais salgada do que estamos habituados. E, vá: está morninha
4 – Brisa: fortinha. Mas, vá: é brisa africana morninha
5 – Mergulho: perfeito. Não dá vontade de sair destas águas, extremamente salgadas. Mas na contagem dos 30 minutos, o tempo para a estada dentro de água é ao segundo…
6 – Regresso à toalha: sentir o milagroso iodo e sentir a brisa, absorver o extremo sal.
7 – Secagem: entre todas as condicionantes, a pele seca em 5 minutos.

E toca o alarme que põe fim à fuga para a praia. Conclusão da experiência: às vezes, vale mesmo a pena o esforço de pensar que basta meia-hora de prazer para ver o mundo com outros olhos. Foram 30 minutos que mudaram o dia. E que mudaram a memória futura. Vem, vambora, que o que você demora é o que tempo leva…

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A Fugas visita Porto Santo a convite do grupo Pestana e da TAP

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