Sem sombra de burrice


Já nos tinham falado dos burros e da sua importância, noutros tempos, para a sobrevivência na nunca fácil ilha do Porto Santo. Como é natural, carregavam o que lhes era mandado e esmeravam-se pelos trilhos – alguns até traçados especialmente para eles trilharem. Nos tempos modernos, o burro, como acontece por todo o lado, vai sendo esquecido, com a honrosa excepção das associações que lutam pela sua preservação ou graças também ao seu jeito próprio para passear turistas. Por Porto Santo, dizem-nos, também é possível fazer passeios de burro. E, conta-nos Andrea, o nosso guia italiano que sabe tudo da ilha, que ainda há um senhor que de vez em quando visita a Vila Baleira no seu burro e carroça. Nós não tivemos tempo para investigar os passeios – nem avistámos o senhor da carroça. Mas, ainda assim, não resistimos a dar prova viva do charme turístico do animal –  no caso, de uma burra. Este foi o único exemplar que o nosso grupo viu. O certo é que assim que lhe pusemos os olhos em cima, a meio de um atalho todo-o-terreno, parou tudo.

A simpática burra, presa na pastagem de umas ervas seca, deu por si cercada por uns três fotógrafos e demais fãs e portou-se como uma estrela. Chegava a cabeça para as festas, quase parecia fazer pose para as câmaras. Não sabemos o que é a sua vida ou a que se dedica mas o certo é que ficou ali amizade para toda a vida. E fica a lição: vale mesmo a pena defender a preservação do burro, também pelo seu valor para o turismo. Quem é que consegue resistir a esta carinha laroca?

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A Fugas visita Porto Santo a con­vite do grupo Pes­tana e da TAP

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