A confiança eslovaca

bratis

Porta sim, porta sim. É assim o ritmo do comércio em Bratislava, capital da Eslováquia, independente desde 1993, após a divisão pacífica da Checoslováquia, e Estado-membro da União Europeia desde 2004 e na Zona Euro desde 2009.

Pelas ruas que sigo, não há porta fechada nem loja às moscas. Se se parar um pouco a observar, aliás, verifica-se um entra e sai (com sacos na mão, note-se) contínuo. Nas arranjadas e limpíssimas ruas pedonais da cidade, uma série de quiosques vendem desde artesanato até souvenirs para turistas. Nas outras, carros bem conservados e muitas bicicletas circulam por um asfalto que, ainda que não imaculado, revela manutenção. E à beira do veloz Danúbio multiplicam-se amigos, namorados e famílias em passeios pausados, esplanadas de mesas cheias, bares em festa.

O ritmo descrito não é frenético, atenção! Mas é constante: turistas, miúdos pequenos em passeios escolares, apressados homens e mulheres de negócios, comerciantes zelosos, jovens foliões, muitos carrinhos de bebés. Tudo à volta parece gritar precisamente o oposto que se vive por cá (e noutros países da Zona Euro): prosperidade, crescimento, confiança.

“Já reparaste nos camiões?”, perguntava o meu parceiro de viagem num caminho de auto-estrada. Não sei quantos eram que lhes perdi a conta, mas seguiam atrás uns dos outros, em passo certo, numa fila que parecia não ter fim. “Assim se vê como é, ao contrário do nosso, um país em crescimento”, concluía, em tom de desabafo.

Cortesia Paulo Passarinho - DR

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