Lúcio quê?

Onde quer que se entre em Brasília, seja no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, seja na Catedral, com os seus anjos suspensos que pesam toneladas, ou na Saraiva, a única livraria da cidade que não está fechada num centro comercial, só se vêem turistas brasileiros.

Os que vêm de fora não ultrapassam os 100 mil por ano e isso nota-se. É raro encontrar um francês ou um holandês, mas eles estão entre os estrangeiros que mais procuram a “utopia do Planalto Central”. Hoje cruzei-me com um parisiense na Livraria Leitura. Tentava explicar a um dos funcionários, um rapaz com pouco mais de 20 anos, de que livro sobre Lúcio Costa estava a falar. Era arquitecto e não queria acreditar que um estudante a trabalhar em part-time numa das maiores livrarias da cidade tivesse dificuldade em localizar a edição e, sobretudo, o urbanista.

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