JK, sempre JK

Muito se discute sobre a forma do monumento dedicado a Juscelino Kubitschek, junto ao museu da família, onde estão guardados os 3500 livros da sua biblioteca pessoal. Conhecidas as convicções comunistas do seu autor (Oscar Niemeyer) – as mesmas que não o impediram de continuar a trabalhar em Brasília, mesmo quando a ditadura militar no poder o forçara ao exílio em Paris -, muitos são os que defendem que se trata de uma estilização da foice e do martelo, mas há quem garanta que se trata de algo bem mais apolítico: um braço erguido, com a mão fechada em concha para acolher a figura do Presidente que chegou a ser proibido de viver na cidade que mandou construir.

Seja no mausoléu – o antigo Presidente está sepultado no monumento, como um faraó na sua pirâmide -, seja no Estádio Mané Garrincha, recém-inaugurado, Kubitschek é um homem da cidade.

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A Fugas viaja a con­vite da Embratur

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