El Limón y vivir mi vida lalalala

Ir ao Salto el Limón pode fazer-se de algumas (não muitas, é verdade), maneiras. À maneira da Ramona e do Basílio mete almoço “bandeira” – o tradicional arroz branco, com feijão, frango guisado e yuca frita – e (opcional) cerveja Presidente (a número um do país, dizem-nos) “vestida de novia”, que é como quem diz, com a garrafa tão fria que vem coberta de uma capa de gelo finíssima.

Almoço tomado, café para animar as hostes e são cavalos que nos esperam: é a cavalo que fazemos a maior parte do percurso, envolvidos em todo o tipo de verde, que tapa o céu e é o tipo de abóbada mais comum nestas paragens. Estamos no nordeste do país, e já atravessámos um parque nacional, arrozais, a maior plantação de coqueiros das Caraíbas e estamos a chegar à cascata (salto) el Limón – partindo da comunidade El Café, apostada em desenvolver um turismo sustentável.

Calha-nos não um cavalo, mas uma égua, a Reina, conduzida por Martir, pachorrento como ela só com alguns acessos de galopes. O caminho não se presta a muitos, íngreme e pedregoso, através de rios, mangais, palmeiras, acácias. Chegados ao topo, os cavalos ficam a descansar e nós metemos pés ao caminho, que é a descer, mas há-de ser a subir… Antes a primeira panorâmica da cascata que 42 metros para um lago de cor (apropriadamente) verde água. Antes dela, uma mais pequena e uma pequena subida até uma pequenina imagem de paraíso tropical bem escondida entre tanto verde.

Como resistir está fora de questão, cair em tentação é uma questão de minutos a discutir a logística – mesmo sem toalhas, a água quente (não para todos – os nossos guias não entraram: “está fria”) é um íman que um contratempo não consegue contrair.

Não nos avisam do lodo e o nosso primeiro contacto acaba por não ser agradável: cair desamparada na rochas e bater com a cabeça não é um bom começo – nada que uma meia-hora nas águas da lagoa não curasse. Não, não conseguimos chegar à queda de água para uma massagem natural ultra-forte, mas entramos numa pequeníssima gruta com a de rochas esbranquiçadas.

Do nosso hotel – as próximas duas noites serão aqui, no Bahía Príncipe Portillo, resort tudo incluído à beira-mar – falaremos depois. O jantar espera-nos em Las Terrenas: em cima da praia, uma fiada de restaurantes e bares em casas típicas, de madeiras e cores fortes, reconstruídas depois de incêndio recente pelo Ministério do Turismo, escondem pequenos oásis que têm como paredes traseiras a praia e o mar aqui tão perto. A chuva vai e vem. Nesta noite quente, é uma bênção. Aqui no resort, a noite segue animada: a música da discoteca chega-nos ao longe, nesta varanda com vista para piscina – de manhã saberemos se vemos o mar para lá do palmeiral. O hino desta visita, eleito por unanimidade do grupo, já passou. Temos ainda de descobrir o nome (falha terrível), mas sabemos que é cantado por Marc Anthony e é um sucesso novíssimo: “voy a reír, voy a bailar, vivir mi vida, lalalala” – o refrão já o sabemos.

__
A Fugas viaja a con­vite do Turismo da Repú­blica Domi­ni­cana

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>