De Lisboa a Génova em modo Preziosa: Casablanca, reencontro com (e em) África

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Ainda não mergulhámos nas piscinas nem ganhámos fôlego para uma ida ao ginásio (já lá iremos*). Mas já tentámos acompanhar dois passos de dança, já revivemos o bem-estar do Aurea Spa – neste navio, conta-nos o médico residente, “com equipamento de topo” –, onde tratámos de amenizar o cansaço dos últimos dias, bebemos Margaritas e andámos a testar a qualidade das pastas num navio italiano.

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Os raios de sol com que nos recebe o porto de Casablanca, logo às sete da manhã, levam-nos porém a crer que será hoje que estrearemos as piscinas. Mas, à medida que a manhã avança, o sol reveza-se com períodos de chuva. Nem por isso nos sentimos menos animados: seguimos direitinhos para calcorrear a cidade. Primeira missão: sair do porto. Optamos por apanhar um táxi, versão grande onde cabem cinco ou seis passageiros (ou mais, caso seja preciso). Destino: Mesquita.

E eis que Portugal volta a estender-se além-fronteiras. Mesmo na rotunda de acesso à mesquita, uma caravana de jipes com bandeira lusa atrai-nos a atenção. Não resistimos e perguntamos de onde são, para onde vão. É o Clube TT de Oeiras, diz-nos uma participante, e chegaram a Marrocos no sábado – mas o melhor será perguntar ao presidente do grupo: Carlos Lopes.

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A apresentação haveria de dar lugar a alguma euforia. A já uns mil quilómetros de casa, encontramos dois membros da expedição com que seguimos há mais de um ano e que uniu Lisboa a Dacar. Carlos e Zélia cruzaram Marrocos, suportaram o Sara, sobreviveram à Terra de Ninguém, dominaram as areias do inesquecível Parc National du Banc d’Arguin, na Mauritânia,  e conquistaram o verdejante Senegal. A última vez que os víramos tinha sido precisamente em Dacar: a Fugas voltou de avião; o casal de jipe. Mais de um ano depois, um reencontro sob a bênção do imenso continente africano. É com esse ânimo que seguimos para a Medina, de odores fortes, ruas sujas e esburacadas, enfeitadas de lixo, pachorrentos gatos, enormes peças de carne expostas a céu aberto, panos coloridos entre Lacoste e Burberry (“Não são verdadeiros, mas a imitação é muito boa”, diz-nos um comerciante local que nos brinda com algum conhecimento da língua de Camões). Da Medina, trazemos de souvenir especiarias (gengibre, açafrão, pimenta…) e um regateado lenço para entretanto enfrentar o sol que já queima. E sobretudo sorrisos.

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 * À hora que se foram escrevendo estas linhas, logo a seguir ao almoço de segunda-feira, as piscinas ainda não tinham sido experimentadas. Mas, tal como suspeitávamos (ou desejávamos), o sol de Marrocos brindou-nos com calor, algumas rosetas nas faces e uma enorme vontade de uns mergulhos. E, antes, uma volta pelas dezenas de maquinetas que compõem o ginásio.

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Carla B. Ribeiro (texto) viaja no cruzeiro pré-inaugural do Preziosa a convite da MSC.

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