O dono do Sunset é multimilionário

Visita a Saint Martin/Sint Maarten em contra-relógio, “contre la montre”, como diriam na metade francesa desta ilha do Caraíbas, que também tem uma parte holandesa. Sem dias e apenas horas para gastar, é preciso ter guia para mostrar o melhor e ultrapassar rapidamente os piratas sem olho de vidro e perna de pau e com barba pintada e as lojas de diamantes que preenchem as primeiras experiências dos visitantes no porto da ilha.

Levem-nos à melhor praia, ao melhor restaurante, ao melhor sítio para beber mojitos, ao melhor ponto para ver aviões a sobrevoar as nossas cabeças a poucos metros de distância.

Sim, aquelas fotografias que ciclicamente andam pelos emails de toda a gente não são montagens, são verdadeiras. Há aeroportos assim, daqueles em que a pista e a praia são separadas por uma estrada de pouca largura e em que quase corremos o risco de um trem de aterragem nos arrancar a cabeça.

Ao longe já se vêm dezenas de pessoas de máquina fotográfica na mão e a olhar para o horizonte. Não são mais que cinco metros de areia para acomodar os “planespotters”. Quem não quiser estar na areia pode esperar no Sunset Bar & Grill mesmo ali ao lado, que actualiza diariamente os horários de chegada dos aviões ao aeroporto de Saint Martin. O próximo, o das 11h20, seria um avião de pouca envergadura da Insel Air proveniente da vizinha Curaçao. Quem tivesse tempo poderia esperar pelo KLM das 12h21 proveniente de Amesterdão.

“Perigo! Os motores dos aviões podem causar danos físicos graves e/ou morte”, é o aviso a que ninguém liga. E disso se aproveita o dono do Sunset que, dizem (facto não confirmado), está multimilionário. Aparentemente também já tem fama internacional, votado o terceiro bar de praia mais sexy do mundo pelo Travel Channel. O bar deixa ainda o aviso: homens sem camisa não serão servidos; não há referências a como devem estar vestidas as mulheres.

Seguimos para o melhor mojito, em L’eau lounge, um eco-resort no interior da ilha em ambiente floresta tropical. Piscina com água da nascente e música talvez um pouco alta demais, mas a envolvência da vegetação compensa (e pode sempre pedir-se para baixar o volume). E o tal mojito bebe-se num bar construído sobre estacas com vista para as palmeiras. Não levem cães. O dono do sítio, William Welch, diz que a culpa foi de um dono de cão demasiado pretensioso.

Agora o melhor restaurante, o Talk of the town, em Grand Caise, quase dá para comer com os pés na água. Mesas ao ar livre, grelhador na rua, carne, peixe, marisco. Som, cheiro e gosto caribenhos.

E a praia, a Oriental, à qual a guia comparou à francesa Saint-Tropez. É a maior praia da ilha e tem tudo o que se espera: areia branca, mar azul e água quente. Pena estarmos com pressa. Não é sítio para se ter pressa.

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Marco Vaza (texto) e Miguel Manso (foto­gra­fia) viajam pelas Caraíbas a convite de Melair/Celebrity Cruises e da TAP

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