Paraíso da Amoreira, 30 de Outubro, 30 graus

Bom, não serão 30-30 graus, mas pelo menos psicologicamente a conjugação da data com o calor dá estas contas. É um dia de praia brilhante, em todos os sentidos. A praia da Amoreira, perto de Aljezur, na Costa Vicentina, é um pequeno paraíso do Algarve, com a ribeira até ao mar e protegida por um longo abraço rochoso.

Hoje, o sol arde e cega, a brisa é suave, na praia umas dezenas de banhistas, casalinhos românticos, solitários, surfistas — e um prospector, um turista mais ladino que percorre a areia com um detector de metais em busca de tesouros esquecidos. Nós preguiçamos no Paraíso do Mar (e quem consegue resistir a um nome destes?). É o velho restaurante-esplanada do sr. Marreiros, aberto enquanto houver sol e peixe grelhado. Até costuma estar aberto todo o ano, “mas este ano não se sabe”, diz-me.

Com a vista cintilante do mar da Amoreira, uma névoa de calor salgado sobre a praia, uma pessoa senta-se na esplanada do Paraíso do Mar e nem se perturba com as mesas-pepsi ou os chapéus-nestlé que decoram tanta esplanada lusa. Os olhos vão para o mar já algo revolto e para as rainhas gaivotas.

Na outra encosta fica um afamado poiso, a Taberna do Gabriel, mas vai ficar para a próxima. Hoje ficamos pela Amoreira em versão Paraíso. Cereja no topo do bolo: se estiver por estes lados, páre na pastelaria Pão do Rogil, à beira da EN 120, entre Aljezur e Odeceixe — pão e bolinhos de comer e pedir mais, num espaço, literalmente, de bom gosto: há muita especialidade algarvia mas os bolinhos de batata-doce é que nos conquistaram.


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