Um “ai jesus” ao aterrar pela primeira vez na pista que acaba onde o mar começa

Seria de esperar que uma açoriana tivesse nove vezes menos probabilidades de pestanejar diante de uma aterragem difícil. Ainda assim, o aeroporto do Funchal surpreende.

Depois das escarpas da encosta leste da ilha da Madeira vemos as casas crescerem em número e em altura (muitas delas acompanhadas pelo respectivo quadrado azul piscina) pela janela do avião. “É o Funchal, mas onde é que está o aeroporto?”.

A voar já a (muito) baixa altitude reparamos numa pequena saliência que sobressai no recorte da ilha pela sua planura cinza. E curta. Três quilómetros para ser exacto (e, para quem não sabe: “A pista agora é grande! Antes tinha metade do tamanho”, sublinha, já em terra, Francisco Paulino, o anfitrião e organizador do XXXII Festival de Música da Madeira). Contudo, para um novato no arquipélago é díficil não soltar um “Ai Jesus!” depois de um “Virgem Santíssima” quando o avião faz uma espécie de inversão de marcha aérea para aterrar de frente na pista que acaba onde o mar começa.

P.S: Ainda que todos os hotéis estejam apinhados (se não lotados) durante o fim-de-semana prolongado, a Madeira não estava soalheira na sexta, dia em que aterrámos. Lamentámos a sorte com um cocktail no Velvet Piano, o bar do hotel CS Madeira, nesta noite fria. Melhor: uma noite como o Americano: um pouco menos doce do que esperávamos.

 

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