O melhor da Costa Rica (e uma lista infindável de bichos, incluindo um puma a atravessar-se no nosso caminho)

Dia e meio no Parque Nacional do Corcovado, na Península de Osa, é quanto basta para ficarmos viciados em vida selvagem no seu habitat natural. O parque, com 425km quadrados, foi criado em 1975 para proteger a maior floresta tropical da costa do Pacífico das Américas. O melhor é chegar de barco, da Baía de Drake até à Sirena Station, uma das poucas e quase inacessíveis entradas desta área protegida e campo-base para muitos biólogos que aqui chegam de todo o mundo. É uma viagem de hora e meia que, só por si, vale a pena.

No primeiro dia percorremos 15km de trilhos por floresta primária (intocada pelo Homem) e secundária (com alguma intervenção). O som de ramos a partirem-se vindo da copa das árvores denunciava famílias de macacos que saltavam de árvore em árvore, correndo sobre os ramos e baloiçando-se com vertiginosa facilidade. Além destes animais, o percurso permitiu-nos descobrir aves coloridas, o tapir, borboletas do tamanho da palma da mão, lagartos, esquilos, enfim, uma lista perto do infindável. De regresso à Sirena Station, dezenas de araras vermelhas, numa árvore ali perto, lançavam sons estridentes ao anoitecer, às 18h00.Esta estação, com capacidade para albergar 38 pessoas (entre investigadores e turistas) só tem electricidade de fonte solar e, por isso, só há luz para o jantar e até às 21h00. O dia – que tinha começado às 04h45 – ficou marcado por um jantar às 17h30 e dormida às 19h00. A manhã seguinte começou à mesma hora com uma saída antes do pequeno-almoço, hora a que os animais estão mais activos. Já de volta, ao aproximarmo-nos de Sirena, um puma atravessou-se no nosso caminho, para espanto e admiração de todos. Memorável, sem dúvida. As surpresas estavam longe do fim e à tarde a lista de espécies observadas aumentou com um crocodilo e vários tubarões-touro junto à praia.

Mas para descobrir o Corcovado, com trilhos pouco visíveis e com poucas ou nenhumas infra-estruturas, é essencial um guia. Até agora ainda não percebi como é que a nossa guia costa-riquenha conseguiu identificar tantas espécies no meio da floresta que me teriam passado completamente despercebidas. Disseram-nos que começámos pelo melhor da Costa Rica. Acho que têm razão.

 

3 comentários a O melhor da Costa Rica (e uma lista infindável de bichos, incluindo um puma a atravessar-se no nosso caminho)

  1. estive na costa rica ha 3 anos,ainda hoje tenho saudades de pais tao bonito,sem duvida que as estradas fazem nos perder um pouco de paciencia mas nao podemos desjar este mundo e o outro,qd se nos depara tanta diversidade de fauna e flora,tao lindas paisagens, enfim hei de lá regressar…………..

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