O pato que nos une (e nos separa)


De bucho cheio. Encher o bucho. A expressão só ganha o seu real significado (e peso) depois de uma visita à fábrica artesanal e restaurante Selectos de Castilla, na província espanhola de Palencia, onde o pato é aproveitado até à língua, literalmente – uma iguaria, aliás, muito usada na gastronomia chinesa.

A prata da casa é o foie gras, ou não fosse Manuel del Prado, o proprietário deste espaço que é também escola de equitação e campo de horseball, ele próprio um produto híbrido de Espanha e França.

Aos patos que se passeiam pelos campos, em época de embuche, empurra-se manualmente cerca de 700 gramas de grão de milho francês pelo gargalo abaixo de seis em seis horas. A nós, no estranho círculo da vida, foi o foie gras que se desfaz como manteiga na boca, mas também o mi cuit (do francês meio cozido), o presunto de pato (sim, ele existe), as muitas variedades de paté e o magret recheado de foie gras que escorregaram até ao bucho.

No final, rodeados de pato por todos os lados, pensámos no arroz e passámos a receita que despertou interesse a Maria Reutersten, esposa de Manuel del Prado e mãe para breve, que sabendo tudo do fígado deste animal desconhecia este prato que é o pão nosso de cada dia português.

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