As horas de Goa: Uma herança de 400 anos

Goa

Goa | Foto de Adriano Miranda a 4 de Abril

Não podemos esconder – Goa, para nós, seria motivo mais do que suficiente para fazer esta viagem. Segunda saída na Índia (depois de Cochim há dois dias) e já sabemos a rotina, (poucas) horas controladas para descobrir uma herança de 400 anos. Encontramo-la nos nomes – desde a cidade onde desembarcámos (Vasco, que já foi da Gama), às lojas que se sucedem à beira da estrada ininterruptamente, sem permitir distinguir uma povoação de outra – na(s) pedra(s) – ostensiva no Forte Aguada, igrejas da Velha Goa, casas senhoriais que se entrevêem no meio de palmeirais.

Mas falamo-la em Pangim, nas Fontainhas, ali nas margens da ribeira de Ourém. Jovito Lopes, 61 anos, abriu-nos a sua casa, aos pés do Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, onde estudou; Gambeta Gonçalves, 66 anos, disse-nos que o F.C. Porto era o novo campeão nacional de futebol. Tudo isto no Ano Novo hindu, Gudi Padwa: colares de flores a decorar portas e viaturas para trazer boa sorte, explicou-nos Branca Miranda defronte da única casa hindu do bairro; centenas de pessoas na praia de Calangute e por todos os sítios onde passámos, vindos de Bombaim e até Nova Deli.

À noite, houve 70’s Party no barco: o átrio central cheio de gente e as varandas em volta viraram camarotes.


Um comentário a As horas de Goa: Uma herança de 400 anos

  1. Goa fascinou-me, confundiu-me, num momento tinha a sensação de estar em Portugal, dentro de uma Igreja portuguesa, noutro caía na realidade. Almoçámos comida portuguesa e indiana na casa de uma família goesa que falava português. Foi comovedor a uma distância tão grande almoçarmos ao som da nossa música. Para registar este momento, escrevi o seguinte:

    ALMOÇO EM GOA

    A Mansão é bem Goesa
    “Oliveira Fernandes” também
    Mas a língua é Portuguesa
    Sem fronteiras p’ra ninguém…

    Duas famílias, Portuguesa e Goesa,
    Ouvem o fado e lusas canções
    Seguem-se petiscos e a sobremesa
    Num clima que agita as emoções.

    E na fusão de palavras e sentimentos,
    Suspensos na magia do local,
    Esquecemos por momentos
    Não estarmos em Portugal.

    É aqui nesta “Pérola do Oriente”
    Indiana e Goesa
    Que sentimos a força imponente
    Da língua Portuguesa!!

    Responder

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>