Amanhã pode ler no Ípsilon

Tema de Capa

O escritor valter hugo mãe está de regresso com “o apocalipse dos trabalhadores”, romance em que tanto se enternece com a perdição das mulheres. Poeta que não acreditava na prosa, recebeu em 2007 o Prémio José Saramago e quer que os leitores o leiam sem travões.

Nasceu em África mas cedo veio para Portugal, passou a infância em Paços de Ferreira e aos 9 anos foi viver para Caxinas, de onde nunca mais saiu.

Isabel Coutinho entrevistou-o, Inês Nadais foi a Caxinas perceber que os livros dele saíram do corpo delas, das mulheres das Caxinas.

Como este suplemento vai para as bancas a 1 de Agosto, há um especial Verão Ípsilon: sugestões de livros e discos para as férias.

Pedimos também a várias figuras públicas que nos contassem uma experiência marcante subitamente num Verão passado.

E Alexanda Lucas Coelho escreveu sobre os livros que nunca leu no Verão

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8 comentários a Amanhã pode ler no Ípsilon

  1. o tempo mostrará quem tem razão. Por exemplo, um senhor chamado Henry Miller foi proibido e espezinhado durante muitos anos.
    Hoje a qualidade dos seus livros é reconhecida.

  2. Não sou das caxinas, vivo na cidade do Porto, na baixa. E não se trata de uma questão de afecto. Conheci o valter, mas não é dele que se trata tudo isto, é da sua obra.
    Com sinceridade, nem sei porquê responder-lhe. deve ser daqueles escritores frustrados que guarda rancor aos que conseguem. nao tenho paixao nenhuma pela literatura do valter, apenas acho que está a ser injusto com ele e com ela. gosto mais da prosa do J L Peixoto ou do Gonçalo M Tavares, sendo apenas dois exemplos, uma vez que leio preferencialmente poesia, e dentro da prosa ainda estou nos escritores mais atrás como o Lobo Antunes ou a Lídia Jorge. Não preciso que me venha dizer que livros ler, sei bem o que quero e o que não quero. A diferença entre um escritor e um aprendiz esforçado talvez seja domínio que o excede, a sua opinião não vale certamente mais do que a minha. É relativo, não acha?
    Quanto ao valter, uma coisa é certa: está bem afirmado, e o seu reconhecimento é geral. Não que seja argumento, mas Jose Saramago elogiou o valter. E ele não elogia autores novos todos os dias, e diz inclusivé que lê pouca ficção nova portuguesa, pois anda tudo a relatar a própria vida.
    se gosta tanto dos autores estrangeiros, mude de país, ou pelo menos, dê-se ao trabalho de ler os autores portugueses de quem fala, que é coisa que certamente não fez.

    Não estou a colocar ninguém acima de ninguém, não é disso que se trata. a césar o que é de césar. agora se césar vale mais que alexandre… isso é relativo.

    E não precisa de me dizer que não gosta do Peixoto nem do M Tavares, porque eu já cheguei aí sozinho.
    Passe muito bem

  3. kid, jovens autores europeus não são os que refere (o dan brown é americano e o outro nem conheço).poderia deixar-lhe aqui uma lista (de alguns, poucos, até publicados em Portugal)mas seria pura perda de tempo. refiro-me em termos gerais a meia duzia de autores alemães, muitos britânicos, suecos, e das ex-repúblicas soviéticas, e isto para não falar nos espanhóis, que têm cem vezes mais interesse do que o mãe. porque insiste tanto no mãe? é uma questão de afecto? é de caxinas também? percebo tudo mas não o ponha tão em cima literariamente que a escrita dele não merece. se quiser começar por um autor jovem recentemente publicado neste país, SIMON INGS, “O peso dos números”, é só um exemplo. veja a diferença. um escritor e um aprendiz esforçado.

  4. eu só gostava de perceber o que é que este senhor entende por jovens bons autores europeus?
    estaremos a falar do Dan Brown? do Christopher Paolini.

    leiam o valter antes de falarem dele. mas que idiotice, com franqueza.

  5. Caro Carlos Santos
    Se há pessoa que leu muitos livros fui eu, e até já perdi a paciência para ler, isto é, só leio aquilo que me agarra na 1ªpágina, não tenho pachorra para muitos nomes, muita história familiar, doméstica em demasia. Por isso para um grande livro só a Viagem ao Fim da Noite do Céline, e romance moderno – a Gabriela llansol e os estrangeiros como o Paul Auster,Peter Handke, Edmund White, Frank Ronan. São tantos os que já li e gosto que nunca mais acabava.
    Gosto dos romances do valter hugo mãe porque são frescos, fazem-me rir, de pena por este país, pelo sentido crítico, pela ironía, pela observação social. O romance “O Remorso de Baltazar Serapião” foi dado numa turma minha de Desenho, do 12ºano, numa escola de arte, e os alunos adoraram. Realizaram-se ilustrações fantásticas, com atmosferas de Paula Rego e Lucien Freud. Penso que com tanta crítica querem mais atingir o autor que a obra. E isso continua a ser a história da inveja. Porque os anónimos não toleram o estrelato dos outros.

  6. eu diria mais: leitura do vhm só mesmo no 2º ciclo.
    dona graça (deve ser drª), experimente ler meia dúzia de bons jovens autores europeus (bem sei que poucos se vendem por cá, mas o mundo não acaba em badajoz), daqueles autores que não acham bragança cosmopolita, e depois compare. que pobreza vai por esta terra! e não se defenda com a “inveja”, que isso serve apenas para tentar calar as bocas críticas à falta de melhores argumentos seus. e quanto à naftalina, é mesmo disso que falo … o velho parece novo quando não conhecemos mais nada, pois é! mas quanto a isso, só é curável com leituras, muitas leituras …

  7. Como é possível a inveja continuar a exprimir-se desta maneira em Portugal???
    Fiquei chocada co o comentário do sr. Carlos Santos. De certeza que nunca leu um livro do autor.
    O valter hugo mãe devia ser de leitura obrigatória nas escolas e já a começar no 2º ciclo. Talvez este país não estivesse tão cheiroso de naftalina…

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