Dindi era o rio

Tom Jobim viveu o prodígio da mata atlântica desde os 15 anos, lá na serraDizia que toda a sua obra vinha da mata atlântica. Por exemplo, “Dindi”. Não era gente, era o rio, lá no sítio de Poço Fundo, São José do Vale do Rio Preto.




Céu, tão grande é o céu 
E bandos de nuvens que passam ligeiras, 
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei… 

E o vento que fala das folhas, 
Contando as histórias que são de ninguém, 
Mas que são minhas e de você também… 

Ai, Dindi, 
Se soubesses o bem que eu te quero, 
O mundo seria, Dindi, tudo, Dindi, lindo, Dindi… 

Ai, Dindi, 
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi, 
Fica, Dindi, olha, Dindi… 

E as águas desse rio, 
Onde vão, eu não sei… 

E a minha vida inteira, esperei, 
Esperei por você, Dindi, 
Que é a coisa mais linda que existe, 
Você não existe, Dindi… 

Deixa Dindi que eu te adore Dindi…

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>