Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

Francisco Louçã

Francisco Louçã, nascido em Lisboa, economista. Foi deputado (1999-2012) e é professor de economia na Universidade de Lisboa. Os últimos livros que publicou foram "A Dividadura" e "Isto é um Assalto" (Bertrand, 2012 e 2013), ambos com Mariana Mortágua, "Os Burgueses" (Bertrand, 2014, com J. Teixeira Lopes e J. Costa) e “A Solução Novo Escudo” (Lua de Papel, 2014, com João Ferreira do Amaral). Também se dedica agora a este Tudo Menos Economia e ao que mais se verá.

28 de Abril de 2017, 13:15

O escroque contra a fascista

Entendamo-nos: o início da campanha da segunda volta correu pessimamente a Macron. Deslumbrado, festejou no domingo os 24% como se já tivesse a presidência no papo, esqueceu-se de que lhe faltam outros 27%. Arrogância. Esqueceu-se de que houve uma greve geral contra o seu governo há um ano. Insensibilidade. Esqueceu-se de que a lei que tem o seu nome foi imposta pelo Presidente por fora do parlamento dada a revolta dos próprios deputados do PS. E que lei: cartas de… Continuar a ler ›

25 de Abril de 2017, 13:16

A França, cantando e rindo

Um suspiro de alívio atravessou as chancelarias no domingo à noite e houve governos europeus que, mesmo antes de o Presidente francês o fazer, se precipitaram para apelar ao voto em Macron. No centro e até na esquerda ouvem-se vozes indignadas exigindo essa mesma entronização, castigando quem se atreva a sugerir que perceber o risco é útil para o combater. Tal precipitação partilha aliás um consenso que convém a ambos os candidatos que chegam à segunda volta das presidenciais francesas:… Continuar a ler ›

21 de Abril de 2017, 15:50

A curiosíssima teoria do sequestro

Numa das curiosas coincidências cósmicas que povoam o nosso firmamento, a mudança de agulha da direita sobre a forma de atacar a “geringonça” inspirou-se em vários comentários e análises que antecipavam uma maioria absoluta para o PS, a haver eleições. A partir dessa iluminação, a “geringonça”, que era demonizada por ser esquerdista, passou a ser condenada por ser situacionista. Essa contorção esclarece a difícil posição da direita. Os mesmos arautos que fustigavam António Costa por estar manietado pelas exigências dos… Continuar a ler ›

18 de Abril de 2017, 13:01

A França, nossa vizinha

Creio que não se consegue encontrar ninguém à esquerda que responda simultaneamente a duas condições: primeira, aceitar a União Europeia como instituição capaz de cumprir a sua promessa; e, segunda, acreditar que é realizável um plano concreto de reforma democrática que corrija as suas contradições. Entendamo-nos antes que me bombardeiem: há por certo muito quem ache que esta União é o destino celestial, é a própria ideia de Europa, que encarna a paz, a prosperidade e até o Estado Social… Continuar a ler ›

14 de Abril de 2017, 10:41

Santificado seja o teu nome, Donald

Nasceu uma estrela. Trump passou a ser um estadista, falou pelo mundo. Trump passou a ter sentimentos, ficou incomodado com as imagens do ataque químico a Khan Sheikhoun. Trump passou a ser ponderado, não reagiu pelo Twitter mas sentou-se no gabinete de crise. Trump deixou de ser amigo dos russos, ou pelo menos amigo dos amigos dos russos, é cá dos nossos. Trump passou a ser melhor do que Obama, porque Obama acabou por aceitar a sugestão de Trump (vire… Continuar a ler ›

11 de Abril de 2017, 12:26

A geração mais rasca do que a rasca

Para quem sabe tão pouco sobre o que se passou de facto em Torremolinos, esta vaga de sentenças apressadas pode ser arrogância demais. Sem informação certificada, ficamos no domínio do tablóide: um jornal espanhol titulava que os estudantes portugueses tinham “destroçado” um hotel, mesmo que o texto acrescentasse depois, mais comedido, que tinham provocado “destroços”, mas quais não se sabe bem. Entretanto, o próprio hotel prometeu explicações e nunca as deu. Daqui até ao “terramoto” e ao “inferno” ainda vai… Continuar a ler ›

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