Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

António Bagão Félix

Nasci em 1948, em Ílhavo. Vim para Lisboa em 1965, hesitando entre as Economias e as Agronomias. Fiquei-me pelas primeiras, mas o gosto pela natureza e pela botânica continua a ser uma das minhas vitaminas de alma. Andei quase sempre pela actividade seguradora. Em 1980, entrei na política para Secretário de Estado da Segurança Social. Fui Vice-Governador do Banco de Portugal e em diferentes Governos estive nas Finanças, Segurança Social, Trabalho e Formação Profissional. Costumo dizer que sou independente, por convicção e dependente por liberdade. Sou católico e benfiquista, admitindo a heresia de juntar as duas palavras. Gosto de dar aulas e de trabalhar em instituições de solidariedade. Tenho vários livros publicados. Actualmente, sou membro do Conselho de Estado. O que nunca farei? Buscar razões para nada fazer. O tempo perfeito? A paz dentro de mim.

14 de Dezembro de 2017, 00:02

Santa Casa da Misericórdia? Chega de hipocrisia.

Vá lá saber-se porquê, é anunciada de supetão a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital do Montepio Geral (MG). De acordo com a lei, a SCML “tem como fins a realização da melhoria do bem-estar das pessoas, prioritariamente dos mais desprotegidos, abrangendo as prestações de acção social, saúde, educação e ensino, cultura e promoção da qualidade de vida, de acordo com a tradição cristã e obras de misericórdia do seu compromisso originário e da sua secular actuação em… Continuar a ler ›

11 de Dezembro de 2017, 08:44

Linguagem descafeinada ou sem chá

Gosto de observar e divertir-me com situações diárias em que já  não nos detemos para pensar. Hoje, resolvi fazer uma digressão por substitutos ou erzats alimentares que, todavia, continuam a estar umbilicalmente ligados ao nome do original. Paradoxos que se usam com intrigante naturalidade. Um café sem cafeína é, talvez, o mais popular, no fundo dizendo que se quer um café … sem café. Dantes havia, também, o café de cevada e, em vias de extinção, essa mistura entre o… Continuar a ler ›

7 de Dezembro de 2017, 09:06

A tentação de tudo regular por lei

Está profundamente enraizada a prática de o Estado se meter em tudo. Na discussão do OE, assistimos, de novo, ao poder político a sobrepor-se à iniciativa das partes. O Governo que, enquanto patrão dos funcionários e pagador das pensões, decidiu acabar com os duodécimos no pagamento do 13º e 14º meses, propôs, no OE que os trabalhadores do sector privado recebessem de outro modo, ou seja, metade do subsídio de Natal até 15 de Dezembro e metade do subsídio de… Continuar a ler ›

4 de Dezembro de 2017, 08:34

Fé, espiritualidade, ética e estética

Numa das últimas Audiências Gerais das quartas-feiras, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco reflectiu sobre as exigências catequéticas tendo por base o “coração da Igreja”, a Eucaristia. Sem adornos de correcção política ou religiosa, Francisco chamou a atenção para o carácter leve, para não dizer leviano, com que alguns crentes nela participam. Nas suas palavras “muitas vezes vamos até lá, olhamos em volta, conversamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia…”. Atentemos em mais algumas considerações de… Continuar a ler ›

30 de Novembro de 2017, 09:54

Sal sem remédio e perguntas sem sal

Dias frenéticos na actual política portuguesa que espelham, a meu ver, o seu lado mais inconsequente e errático. Seleccionando apenas quatro situações, qual delas a mais patética: 1. Infarmed: eis, de súbito, uma avassaladora vontade de pretensa descentralização (em bom rigor de apenas desconcentração). De súbito, uma tão serôdia quanto improvisada transferência para o Porto. Já não de súbito, uma mentirola do PM numa recente entrevista, fingindo que o assunto estava há muito congeminado. O ministro da Saúde – fazendo… Continuar a ler ›

27 de Novembro de 2017, 08:51

Economia humana? Onde está ela?

Há tempos, vi num jornal britânico uma notícia acerca de novos instrumentos de controlo sobre o trabalho em empresas do Reino Unido. Eram dados exemplos de “people analytics”, através de sofisticados aparelhos e softwares de controlo ininterrupto. O objectivo não disfarçado é o de medir a produtividade, o empenho, a preparação, mas também coligir dados sobre contactos, emoções, descanso, vida pessoal. Segundo a notícia, pelo menos quatro importantes empresas, incluindo um dos maiores bancos de retalho, estão a utilizar cartões… Continuar a ler ›

Tópicos

Pesquisa

Arquivo