Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

António Bagão Félix

Nasci em 1948, em Ílhavo. Vim para Lisboa em 1965, hesitando entre as Economias e as Agronomias. Fiquei-me pelas primeiras, mas o gosto pela natureza e pela botânica continua a ser uma das minhas vitaminas de alma. Andei quase sempre pela actividade seguradora. Em 1980, entrei na política para Secretário de Estado da Segurança Social. Fui Vice-Governador do Banco de Portugal e em diferentes Governos estive nas Finanças, Segurança Social, Trabalho e Formação Profissional. Costumo dizer que sou independente, por convicção e dependente por liberdade. Sou católico e benfiquista, admitindo a heresia de juntar as duas palavras. Gosto de dar aulas e de trabalhar em instituições de solidariedade. Tenho vários livros publicados. Actualmente, sou membro do Conselho de Estado. O que nunca farei? Buscar razões para nada fazer. O tempo perfeito? A paz dentro de mim.

19 de Outubro de 2017, 09:00

À volta do Orçamento do Estado (II)

Aumenta o peso da tributação indirecta face à directa, o que é adequado. Quanto ao IRS, finalmente e aos soluços, termina a sobretaxa. Há alguns justos agravamentos de “impostos sobre o pecado” (bens nocivos para a saúde), mas há uma previsão global demasiado optimista de 4,6% nos impostos indirectos (1 pp acima do PIB nominal). O IRS é constitucionalmente um imposto progressivo e redistributivo. Mas, por força de sevícias de toda a ordem, é cada vez mais uma manta de… Continuar a ler ›

16 de Outubro de 2017, 10:16

À volta do Orçamento do Estado (I)

A apreciação de um qualquer Orçamento do Estado (OE) é fácil de imaginar. Governo e maioria, salientando o que é popular e omitindo as notícias desagradáveis; oposição, esmiuçando os pontos impopulares e menorizando as partes positivas. Este maniqueísmo orçamental é agora agravado com a descontextualização comparativa. PS, BE e PCP salientam o bom momento confrontando-o tal e qual com os anos da crise, como se fossem iguais, a que acresce a conveniente amnésia do PS quanto à responsabilidade no período… Continuar a ler ›

12 de Outubro de 2017, 08:45

Arvo Pärt entre números

Neste dia da apresentação do Orçamento do Estado e da leitura do seu sempre extenso relatório e da proposta de lei certamente labiríntica onde, habitualmente, se mete tudo numa fúria legiferante e se submete à paciência dos interessados remissões de remissões de artigos perdidos em códigos tributários remendados e desconsertados, nada melhor do que ouvir Arvo Pärt. A música deste estoniano nascido há 82 anos é um bálsamo de espiritualidade, num tempo em que até o Outono nos foge e… Continuar a ler ›

9 de Outubro de 2017, 08:12

Estatísticas com género a papel químico

Estava equivocado. Segundo o censo de 2011, afinal há 16.077.756 nacionais. Portugueses são 10.562.178 e portuguesas são 5.515.578. Nos portugueses estão incluídas as portuguesas, mas como cada vez mais ouço “portugueses e portuguesas” (ou vice-versa) fiquei baralhado e fui fazer as contas. É que essa coisa dos conjuntos matemáticos, em que na sua união não se consideram os subconjuntos contidos num ou mais dos conjuntos, foi inventada antes deste século. Há dias, estive numa reunião onde, nos discursos, ouvi “todas… Continuar a ler ›

5 de Outubro de 2017, 09:35

A tentação fiscal

Pela voz da presidente do Conselho de Finanças Públicas “a redução do défice não deve ser o único motivo para reduzir impostos e aumentar despesa pública, considerando que é necessário fazê-lo de forma estrutural”. Para Teodora Cardoso, “este é um ciclo vicioso que se tem de quebrar. Não podemos e voltar a cair na tentação de que os problemas estruturais se resolvem com política orçamental“. E, ainda se referiu à parte fiscal:  “não significa que não seja necessário repensar impostos…. Continuar a ler ›

2 de Outubro de 2017, 10:16

Mossos e moços entre Catalunha e Castela

Catalunha. Um erro de palmatória que, curiosamente e no essencial uniu, nestas semanas, o governo de Rajoy e a oposição do PSOE. A dura investida do poder centralista de Madrid sobre os catalães é um erro que vai sair caro à unidade do Reino de Espanha. Digo Reino, apesar de um silêncio ensurdecedor do Rei Felipe VI, que é ou deveria ser o garante da unidade espanhola. Na verdade, reprimir a ideia independentista e o acto referendário foi estúpido. Aquilo… Continuar a ler ›

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