Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

António Bagão Félix

Nasci em 1948, em Ílhavo. Vim para Lisboa em 1965, hesitando entre as Economias e as Agronomias. Fiquei-me pelas primeiras, mas o gosto pela natureza e pela botânica continua a ser uma das minhas vitaminas de alma. Andei quase sempre pela actividade seguradora. Em 1980, entrei na política para Secretário de Estado da Segurança Social. Fui Vice-Governador do Banco de Portugal e em diferentes Governos estive nas Finanças, Segurança Social, Trabalho e Formação Profissional. Costumo dizer que sou independente, por convicção e dependente por liberdade. Sou católico e benfiquista, admitindo a heresia de juntar as duas palavras. Gosto de dar aulas e de trabalhar em instituições de solidariedade. Tenho vários livros publicados. Actualmente, sou membro do Conselho de Estado. O que nunca farei? Buscar razões para nada fazer. O tempo perfeito? A paz dentro de mim.

22 de Junho de 2017, 08:38

Diante da morte

Diante da morte, compreendemos com absoluta nitidez o valor insubstituível da vida. Diante da morte, somos tudo o que, muitas vezes, não somos capazes de ser diante da vida: ternos, gregários, próximos da essência e longe do quotidiano dizimado pela adjectividade. Diante da morte é-se final e verdadeiramente afectuoso e doce. Por isso, se tenta recuperar no dramático infinito daquele momento o que faltou no finito da relação em vida. A morte – essa iniludível certeza –  é o momento… Continuar a ler ›

19 de Junho de 2017, 08:41

Basta!

Perante a tragédia: o sentimento, o respeito, a solidariedade e o silêncio das palavras. Como também o reconhecimento de um trabalho e bravura levados aos limites por populações heróicas e por todos quantos têm lutado em diferentes áreas de actuação. Perante a tragédia: a unidade, coisa rara no Portugal destes tempos, sempre envolto em quezílias de terceira ordem e em paroquialismos elevados à categoria de causas de primeiro grau. Órgãos de soberania, partidos, forças sociais, autarquias, instituições solidárias e de voluntariado,… Continuar a ler ›

15 de Junho de 2017, 12:26

Recorde de triplo-salto

Cada ano, cada calendário de feriados. Umas vezes bem entrosado com o prazer do ócio, outras vezes mais favorável à sua negação, quer dizer ao (neg)ócio. Voltámos a ter 13 feriados obrigatórios a que se juntam, por regra, mais 2 (Carnaval e feriado municipal). Um número não muito diferente da Europa (Espanha, 12; França, 13; Alemanha, 10; R. Unido, 9; Grécia, 14; Itália, 12). Desta vez quis o capricho das datas que houvesse (em Lisboa) três feriados no espaço de… Continuar a ler ›

12 de Junho de 2017, 09:09

Cuidado com a língua!

Li no Ciberdúvidas um texto que me entristeceu: o de que a RTP irá interromper (terminar?) o programa “Cuidado com a Língua”. Trata-se de um didáctico magazine, iniciado em 2006, e que vai na sua 9ª série. Um projecto interessante de promoção da nossa língua, “ao mesmo tempo informativo e lúdico, divertido e com algum humor q.b.”. A confirmar-se este óbito linguístico, e embora desconhecendo o contexto da decisão, não posso deixar de criticar mais um duro golpe no quase… Continuar a ler ›

8 de Junho de 2017, 09:55

Futebol, poderio e passivo

Desde criança que gosto de futebol. Ou melhor, fervoroso adepto de um clube, o meu gosto tem mais a ver com o coração do que com a razão. Gosto dos golos, da fantasia, das emoções. Com cor, movimento, alegria, ansiedade. Lá dentro, nas quatro linhas. Visto como o jogo do ano, acompanhei a final da Champions. Venceu bem o Real Madrid. Cristiano Ronaldo foi soberano. Os dois treinadores excelentes: Zidane não precisa de histrionismos patéticos, nem de piadas subliminares. É… Continuar a ler ›

5 de Junho de 2017, 08:55

Danos colaterais de Goldman & Maduro

Há uma expressão politicamente correcta muito usada no campo bélico. Falo de “efeitos ou danos colaterais”, um modo amoral de se dizer que morreram inocentes, civis, crianças, idosos. Hoje tende a espalhar-se para outras áreas onde a beligerância é menos física e mais monetária. Entre os chamados “colaterais” financeiros e os seus “efeitos colaterais”, há sempre espaço para uma escapatória igualmente amoral. Vem isto a propósito da notícia sobre mais uma operação do sempre omnipresente (e, pelos vistos, omnipotente) banco… Continuar a ler ›

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