Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

2 de Junho de 2017, 16:16

Por

É mesmo a sua natureza

A cansada fábula da rã e do escorpião nem chega para descrever a baixeza da decisão de Donald Trump na desvinculação do Acordo de Paris. Estava-se à espera, sim, os sinais eram conclusivos, sim, afinal uma das primeiras medidas da nova administração foi retirar o tema das alterações climáticas da página da Casa Branca. Mas as contradições também se notavam: Wall Street não quer esta corrida para o quarto escuro, as acções das empresas de carvão caíram depois do anúncio, e mesmo Rex Tillerson, o homem que Trump foi buscar à Exxon-Mobil para dirigir a política externa dos EUA, se opunha a esta decisão. Depois, alguns dos principais municípios norte-americanos estão a organizar a revolta.

Substancialmente, todos perdemos com esta escolha. Os Estados Unidos, por ficar reforçada uma extrema-direita que faz política em modo de fantasia armada, o que acrescenta tensões – o governo mais poderoso do mundo é o mais perigoso do mundo. Não é Jong-Un, é mesmo Trump. E, sobretudo, por poder ser um processo sem retorno, visto que se vulnerabiliza desta forma a economia que cria os turbilhões: haverá mais desemprego no país e haverá atraso tecnológico. O presidente argumentou o contrário na sua alocução no Jardim das Rosas, mas convém lembrar que o estudo que citou sobre os impactos no emprego é patrocinado pelo Conselho Americano para a Formação do Capital e pela Câmara de Comércio dos EUA, e é somente uma peça de artilharia ideológica, aliás desmentido pelos cálculos estratégicos de grandes empresas, que percebem que é tão viável viverem agarradas ao carvão, ao petróleo e ao gás natural, como imaginarem que podem accionar as locomotivas actuais com fornalhas de lenha.

Fica ainda a perder a humanidade, pelo atraso na resposta às alterações climáticas: a nossa espécie, a mais perigosa que vive no planeta, é também a que tem consciência e ciência dos riscos que causa, e agora recua-se nas modestas decisões que ajudavam a caminhar para a solução. Como já se começou a saber desde há muito, passam cinco décadas sobre os primeiros relatórios que identificavam o perigo das emissões poluentes e de uma economia viciada em carbono, este recuo é ainda mais grave.

O Acordo de Paris é só um pequeno passo para um grande problema. Conter o aumento da temperatura média em 1,5º graus seria porventura um sinal, mas o facto é que os objectivos voluntariamente definidos pelos países neste acordo não vinculativo já nos levariam a um aumento para o dobro do que é estatuído no preâmbulo do texto assinado pelos 194 Estados. Mesmo com Paris, o planeta está em risco e é neste século, porque pode atingir fronteiras irreversíveis na degradação ambiental. É preciso portanto muito mais, é no tempo das gerações dos leitores e das leitoras, ou deste cronista, que se terão de dar os passos fundamentais para financiar as energias renováveis, para alterar os preços e o sistema produtivo, para criar novas competências e reconverter empregos. Haverá resistências políticas e sociais, os sindicatos desconfiarão, a finança procurará usar este poder para ganhar novas rendas, mas é neste tempo próximo que tudo se decide.

Já se ouvem, entretanto, as vozes que, no desastre, reclamam a sua vitória: que esta é uma prova da superioridade da Europa. Juízo, por favor. Quem falou na União Europeia foi um comunicado de três governos, a Alemanha, a França e a Itália, porque acham que o que conta é o G7 (entretanto, Teresa May e os governos do Canadá e Japão decidiram ficar de fora da crítica ao amigo americano). Ou seja, a União põe-se na fila, atrás de quem manda.

Mas, e mais importante, a UE colaborou sempre com o adiamento das soluções para as alterações climáticas, a começar pela promoção do mercado das emissões, que favorecia a não reconversão industrial dos países mais ricos a troco do empobrecimento dos mais pobres. Esse imperialismo recalcitrante foi a regra das políticas até ao Acordo de Paris e ainda lhe sobrevive. Numa palavra, depois de Trump recusar o Acordo de Paris, é preciso salvar esse passo e dar outros. Com quem for.

Comentários

  1. Trump apenas tenta dar algum colorido para à agonia da Amerika.

    Independentemente da relevância ou não da acção humana no problema das alterações climáticas, um acordo global disciplinador das acções de poluição, que pretende coordenar politicas de energia e ambiente mais limpas e menos agressivas para a natureza, constitui sempre um objectivo nobre e dignificante que deve unir todos os povos Mundo. Que a Amerika renegue um tal desígnio (apenas acompanhado de um outro pária) é sintomático da baixeza moral que atingiu aquela gente. Sobretudo precisamente esses que quando sobrecarregam a humanidade com os seus problemas, as suas inovações disruptoras e as suas crises, não se cansam de repetir que se trata de ”oportunidades”. Eis aqui uma ”oportunidade”, para algo decente.

  2. A OCDE afirma que a luta contra as alterações climáticas é um factor positivo para o crescimento económico(é caso para perguntar: quem são os beneficiários do desejado crescimento económico? Pelo menos, redistribuição justa, precisa-se).

    O relatório da OCDE, conhecido em 27 de Maio passado, de 300 páginas, é dirigido aos países do G20. “Longe de ser um freio, a integração da acção climática nas políticas em favor do crescimento pode ter um efeito positivo, podendo gerar um aumento de cerca de 2,8% do PIB do conjunto dos países, no período que decorre até 2050”. Os países do G20 representam 85% do PIB mundial e 80% do total de emissões de CO2. Estas vinte principais economias agregam 98% da capacidade instalada de energia eólica, 97% de energia fotovoltaica e 93% dos veículos eléctricos.

    Medidas aconselhadas pela OCDE ao G20: supressão das subvenções às energias fósseis, reforço das taxas sobre o carbono e desenvolvimento da investigação em torno das energias verdes. Os investimentos previstos, para a realização destas medidas, de acordo com a OCDE, elevam-se a 5600 mil milhões de euros no conjunto do G20.

    A China tem vindo a implementar medidas que estão em contra-ciclo a Trump: o seu objectivo imediato é proceder à redução de 1% das emissões de carbono já em 2017. A Agência de Energia da China espera investir, neste domínio, 335 mil milhões de euros em energias renováveis.

    O comportamento de Trump, ao renegar os acordos de Paris, até vai contra os interesses globais da América. Os EUA fizeram a revolução do petróleo e do gás de xisto, em que dispõem de vastas reservas, que é comparativamente vantajoso, uma vez que o barril de gás tem um custo de menos um dólar. Os EUA têm todos os motivos para substituírem o carvão pelo gás de xisto, que é mais competitivo para produzir electricidade. A estratégia de Trump é completamente errada: não se afigura que possa exercer mais do que um mandato na Casa Branca. Pretende abrir novas minas de carvão. Para quê, face à sua provável breve estada no comando dos destinos da América? Abrir minas de carvão para serem encerradas pouco tempo depois?

    Trump e os interesses a ele ligados definem-se por generosos e cooperativos? É preciso afirmar que o progresso individual se baseia na ideia de cooperação – a raça humana, aprendeu ao longo da sua longa permanência no Planeta, que, para sobreviver e evoluir, teria de cooperar. Não o intuiu de forma inata, mas através das instituições que criou e das culturas que gerou. O biólogo Richard Dawkins considera que a selecção natural beneficia mais quem coopera e que, afinal, Darwin não nos deixou a ideia da lei do mais forte, mas a ideia de cooperação como ganhadora em termos individuais e colectivos.

    1. A China tem vindo a aumentar a produção e consumo de carvão. As mentiras da OCDE são para enganar e acalmar os europeus. Já as estatísticas oficiais chinesesas não são de fiar, são aquilo que o PCC quiser.

  3. Talvez um dia agradeçamos a Trump ter, com a sua personalidade “clínica”, estimulado um movimento social global de defesa do ambiente. De resto, como nota, os políticos em geral e ainda mais os do novo principado europeu, são quase sempre coniventes na criação do problema de que se auguram salvadores.

  4. “o planeta está em risco e é neste século,” o planeta não está em risco, mesmo estéril continuaria a existir.

    “Fica ainda a perder a humanidade, pelo atraso na resposta às alterações climáticas:” não estamos perante um processo criado pela humanidade, mas sim pela “comunidade científica” (que foi quem inventou e inventa a poluição) e pelos trabalhadores (que foram, e são, quem produziu e continua a produzir a poluição). Chamar humanidade ao homo immundus é típico da ignorância instalada nas medievais universidades.

    O lixo é o resultado científico da ciência. Uma realidade que convém esconder.

    Sim, a “comunidade científica” são os alquimistas do lixo. Sim, os trabalhadores são quem produz o lixo. Sim, o modelo do “progresso científico” não tem fundamento na realidade, tem fundamento na fantasia pré-histórica germânica (do homo immundus), em que o feiticeiro (chamado agora de cientista) transforma o sonho em realidade.

    O homo immundus (é maioritariamente loiro) difere dos humanos pela falta de inteligência que apresenta. Descobriu a “tentativa e erro” e chama-lhe de “método científico”. Enfim, sem sol não se desenvolve o cérebro.

    Nunca essa plebe pré-histórica entrou na história da humanidade, não tem inteligência e, por isso, não tem comportamentos humanos, como se observa no seu passado e presente. Por isso caro Louçã, não é a humanidade que está em perigo, é apenas a fantasia criada pela estupidez dos loiros que está em crise com a realidade (como é normal com todas as fantasias).

    O modelo que a universidade defende é a invenção de lixo, pelos doutos da “comunidade científica”, e produção do lixo inventado pelos famosos “trabalhadores”. Chamam a isso “sociedade contemporânea”, são a plebe do “in trash we trust” (a crença no tal “progresso científico”, que mais não é do que a imundice planetária que temos. É uma chatice a estupidez que essa crença demonstra).

    Caro Louçã, aproveite para assistir à forma abjecta como a plebe da imundice – com as suas crenças no “progresso científico” (lixo), os seus alquimistas do lixo (cientistas), os seus abjectos trabalhadores (que existem para transformar tudo em lixo), e as tais vontades “económicas” dos soezes parasitas feirantes (figurinhas vindas da delinquência medieval) – vai acabar.

    Aproveite para assistir ao espectáculo que demonstra a falta de fundamento de todas as suas crenças universitárias.

    Note, caro Louçã: “alterações climáticas” são a regra. Não existe preservação climática, o clima é dinâmico, como ciclos de glaciações e deglaciações.

    A humanidade apareceu durante a glaciação de Riss, e o homo immundus na glaciação de Wurm. Infelizmente, há dezasseis séculos esses boçais do inverno ocuparam o sul da europa e instauraram a miséria total, típica do seu atraso cultural milenar. Trump é apenas mais um desses macacos loiros, que actua para impor a miséria germânica (passo a redundância), como os seus congéneres. Não tardará a universidade irá inventar uma legitimação qualquer para esse boçalidade, como fez com demais germânicos (Adam Smith, Marx e outros).

    1. “o planeta não está em risco, mesmo estéril continuaria a existir.”
      Esteril? Eppicuro consegue esterilizar o planeta?
      Se condensar a idade do planeta num ano verá que o homem chegou no último minuto e pretende conservar para todo o sempre as condições que encontrou no último segundo.

  5. E que autoridade tem Merkel, depois da maior vigarice de que há memória da indústria automóvel alemã com a manipulação dos dados relativos às emissões de carbono dos seus diesel?? Assunto praticamente não reportado e analisado nos nossos media,mas que diz muito da elite económico~financeira germânica.

  6. Se ficar mesmo provado que Trump obstruiu mesmo a justiça e o FBI, ele não dura muito no cargo, tal como Mike Pence…

    Além da poluição industrial e do dia-a-dia, devemos também avisar as pessoas que os aviões não andam a pilhas nem a baterias. Aquilo é escape livre, e poliu muitíssimo.
    Por isso as pessoas devem limitar, pelo menos nas distancias, quer em lazer, quer em trabalho.

    Faz-me impressão ver gente que se diz muito ambientalista e até vegan, que já fez mais viagens ao outro lado do mundo, por puro lazer ou disfarçadas de trabalho, do que eu na vida comi rojões à minhota, alentejana e aveirense (gosto dos 3)…

    1. @Sousa da Ponte,
      Que o clima mudou no passado, é um facto (científico!). Que há outros factores que contribuem para as alterações climáticas além do CO2 (e outros gases ainda com mais efeito de estufa) é outro facto (científico).
      Mas há um outro facto igualmente incontestável: nunca na história do planeta o clima mudou tanto em tão pouco tempo.

      Se a generalidade dos cientistas (a grande maioria) afirma que as alterações climáticas (já se contestou se de facto existem, mas já ninguém o discute) são causadas pelo Homem — não sendo eu cientista — tenho de acreditar.

      A questão é: você é cientista?

    2. E como é que sabe que no passado o clima não mudou rapidamente? Essa parte da estatística de comparar médias da média da terra no passado com temperaturas actuais que não são médias da terra levantam-me muitas duvidas. Um pouco como se quisesse comparar duas escolas comparando a média de uma com um aluno da outra. E além disso clima está mesmo a mudar rapidamente?
      Alterações climáticas nunca pus em dúvida, são tão velhas como a terra. Dito isto, como é que conseguem dizer que estas mudanças a que assistimos se devem à acção do homem e não são naturais? E olhe que depois do PQM houve uma pequena idade glaciar que durou até ao século XIX, altura em que as temperaturas começaram a subir. E não me venha com essa do fenómeno local, que noutras regiões, nomeadamente Canadá, foram encontradas provas dessa pequena idade glaciar .

      Uma questão: Filipe Martins é cientista?

    3. @Sousa da Ponte,
      Afirmei-me crente, porque só poderia duvidar se fosse eu próprio cientista. Continuamos sem saber se você o é (mas aposto que não — é contabilista, diria).
      Os factos que você refere são sobejamente conhecidos — inclusive pelos cientistas. até porque foram eles que os puseram a descoberto.
      O resto das suas dúvidas, radicam numa crença selectiva na ciência (o registo geológico serve para registar pequenas idades do gelo, e chega) e na incapacidade de fazer um simples raciocínio lógico: se for tudo uma farsa, que é que acontece? oh não, o horror! carros eléctricos e energia solar; e se estiverem certos? só algo muito parecido com o fim-do-mundo.

    1. Isto é o mesmo que dar como exemplo do paraíso o país de Maduro. Sempre podemos apontar qualquer tolinho absurdo para fundamentar os nossos pareceres, ao mesmo tempo que metemos os nossos adversários no mesmo saco.
      O único problema é que acabamos sempre por nos parecermos com o tal tolinho.

    2. Se queriam uma prova de que aquilo que chamam de “alterações climáticas” (na realidade é outra coisa) é uma mistificação, Francisco Louçã acaba de dar uma. Como se trata de um dogma imposto à revelia da ciência no virar das décadas de 70/80 do século demonizam-se os que não aceitam esse dogma para tornar impossível uma discussão racional do mesmo. Francisco Louçã sabe qual a relação entre a intensidade do efeito de estufa e o concentração de CO2? (Dica: não é linear) Sabe o que é a chamada janela de CO2? Sabe que no Período Quente Medieval a temperatura era significativamente mais alta do que hoje? (Exemplar a história do Glaciar de Aletsch e da sua floresta fóssil) Foi o aumento da produção agrícola nesse tempo que permitiu as grandes catedrais do século XII e as cruzadas. Alguns tentam descartar o PQM como sendo um acontecimento local. Desde logo um acontecimento que se prolonga por vários séculos numa área do tamanho da Europa não pode ser local. Por outro, na mesma altura a Civilização Maia definhou devido a alterações climáticas que trouxeram um período de chuvas escassas.

  7. Quem negociou e acordou em Paris foram políticos de carreira. Trump é um capitalista protegido desses políticos de carreira que tanta borrada fizeram até elegeram Trump presidente dos EUA.

    Dito isto acrescento que quem se pôs de acordo em Paris para corrigir os desmandos da revolução industrial não tem credibilidade alguma, mas tem toda a responsabilidade nesse problema ambiental.

    A onda horrenda de demagogia populista nascida deste acto de um populista virgem na política e vítima do seu narcisismo é um mau sinal para o planeta.

    Como todos sabem as decisões determinantes nos negócios que geram as alterações climáticas são decisões privadas, de privados, com capitais privados a que se juntam os públicos mal gastos e nisso os políticos de carreira não mandam nada e o narcisista e populista Trump nada manda.

    O planeta não consegue alimentar o estilo de vida ocidental. É um estilo de vida insustentável!

    Este momento poderia e deveria ser capitalizado pelos defensores da sustentabilidade do planeta para todos os seres humanos, mais de 7 mil milhões, fruírem em igualdade de dignidade, conforto e oportunidades. Porém este choque está a ser capitalizado pelos escroques dos poderes podres de todo o mundo e seus sequazes. O pior de todos, até agora, foi o sr. Macron que ousou fazer de Trump universal.

  8. Podemos continuar a dizer mal de Trump e isso não acrescenta nada ao nosso conhecimento, ou podemos discutir o que realmente interessa.
    Existem cientistas que contestam a conclusão de que existe um aquecimento global. De entre os que concordam que existe, muitos afirmam que a causa é desconhecida e que, portanto, pode não ser devido à ação do homem. Dos que atribuem o aquecimento à atividade humana, bastantes (quase todos e aqui não só cientistas) responsabilizam o ocidente em geral e os EUA em particular. Destes últimos há os que atribuem a responsabilidade aos capitalistas.
    Chegados aqui, há que fazer com que se sintam culpados e que paguem, por exemplo, contribuindo para o chamado “fundo verde”.
    Hoje de manhã, numa entrevista, o “insuspeito” John Kerry afirmou que as medidas do acordo de Paris não são vinculativas (até tive que rebobinar!) e, como tal, os EUA não precisavam de se retirar do mesmo.
    Homessa!? Entraram no acordo só para parecer bem? E então o dinheiro é para gastar no quê? Começo a compreender a razão dos protestos de tanta gente.
    Sair do acordo de Paris, ao contrário do que se quer fazer crer, não é a mesma coisa que abandonar os esforços de racionalização e modernização da produção e consumo de energia. Os americanos e o Canadá cumpriram as metas de Kyoto e não eram subscritores do mesmo (o Canadá saiu a meio). Ao invés, alguns dos subscritores que mão cumpriram o protocolo.
    E que tal Trump pegar no dinheiro que ia para o tal fundo (pelos vistos, sem fundo) e gastá-lo em proveito do seu país, precisamente no setor ambiental, reforçando a investigação no setor da fusão nuclear? Querem energia mais limpa? E sem limites?

    1. Amen! Que o digam também Japoneses (Fukushima)),Ucranianos (Chernobyl) e outros porreiristas!

    2. António Vasconcelos está a passar ao lado de uma questão importante: Se o que chamam de “alterações climáticas”, que é atribuir ao homem todas as alterações do clima, tem bases científicas tão frágeis de onde vem este consenso todo, como adquiriram toda a importância que lhes é dada? Nas Nações Unidas e outros organismos internacionais, na educação, nas universidades, etc. Em Portugal passou a fazer parte do currículo universitário a título de “hipótese plausível” nos anos 80 do século passado e com o passar dos anos passou a “fazer parte da paisagem”.
      E aqui devo abrir um parêntese para dizer que muitas vezes tive duvidas perante isso tudo se não seria eu que estava errado. O que me deu uma explicação plausível para isso foi uma leitura de um livro de Norbert Elias, historiador e sociólogo, especialista no estudo dos fenómenos civilizacionais, que num texto escrito no início desses anos 80 escreveu “O destino das alterações climáticas é ser a ameaça externa que há de unir a humanidade numa única casa (ou estrutura de sobrevivência).
      Encontramos as raízes desse estado de coisas no seguimento da Segunda Guerra Mundial onde, perante a escala de destruição e sofrimento, os europeus e o nacionalismo foram mais ou menos claramente declarados culpados da guerra e eram preciso tomar medidas para que uma guerra assim não voltasse a acontecer.
      Datam desse tempo o Grupo de Bilderberg e a grande revitalização do Council for Foreign Relations para promover uma agenda globalista. tendente à instauração de um governo mundial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Tópicos

Pesquisa

Arquivo