Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

14 de Fevereiro de 2017, 12:30

Por

A trumpificação das direitas

Será mesmo certo que ninguém podia prever que viríamos a ter em 2017 um Trump na Casa Branca? Não, não era fácil prevê-lo mas o certo é que a farsa se instalou no poder. Dificilmente se encontraria alguém mais colado ao reality show e portanto mais marcado pela ligeireza (a graçola de invadir o México), pela arrogância (a crítica à Austrália pelos refugiados), pela grosseria (as mulheres), pelo ódio (os imigrantes, a defesa da tortura), pelo interesse próprio (a defesa dos negócios da filha, as suas empresas a sobreporem-se às relações internacionais), ou pela vulnerabilidade (a apreciação de Putin e o ódio à China). Trump comporta-se como um adolescente mimado com um tweet nuclear nas mãos e com uma ansiedade que deixa prever que reage a cada anzol num segundo.

Mas o verdadeiramente notável é que, se não se podia prever Trump, já não se pode antecipar nada. O efeito da globalização financeira é esse mesmo: tudo o que era sólido se desvanece no ar. A globalização devastou os pilares do funcionamento institucional do capitalismo moderno e, desse modo, abriu as portas a todos os fantasmas trumpistas. Merkel inventou Le Pen, tal como Cameron inventou Farage e Clinton inventou Trump. Criou a crise dos regimes tradicionais (depois da explosão dos partidos em Itália, do Brexit e da crise espanhola, em França talvez só reste um candidato do centro e da direita, Macron, que é um aventureiro fora dos velhos partidos). Criou uma crise dos governos, pois não governam. Alinhou poderes regionais, que temem a democracia como a peste. Incentivou mecanismos punitivos, como as regras do euro, para elevar a lógica TINA (não há alternativa) a um princípio sagrado.

Assim, criou um constitucionalismo paralelo e manipulatório que é a nova ordem das coisas. Ora, esta ordem precisa de recrutar arautos e cultores. Ela deve ser reproduzida intensamente, deve ser banalizada mesmo pelas mais atarantadas figuras políticas, deve convidar os que nela vêem uma oportunidade de ascensão, deve criar um novo senso comum de agressividade e de alinhamento – em que tudo é possível. Pacheco Pereira chamou a atenção para este esforço de trumpificação das direitas portuguesas e isso terá consequências profundas. O CDS ficará mais atrevido e, com o PSD, inventarão uma austeridade que tenha como argumento humilhar os de baixo. Nesse apelo às armas, como também notou Pedro Mexia, os nossos neoconservadores são dos primeiros a acorrer ao chamamento, mesmo quando os seus líderes norte-americanos se sentiram obrigados a demarcar-se da farsa trumpista.

Rui Ramos, uma das luzes do neoconservadorismo do Observador, indigna-se por isso contra esta crítica, nela descobrindo um ataque subterrâneo à “direita democrática e liberal, muito temida pelas oligarquias instaladas como eventual agente de reformas”. Como cabe, para Ramos em guerra não se limpam as espingardas e é tempo de resistência: “Os democratas liberais — não só à direita, mas à esquerda – precisam de resistir a este delírio de guerra civil (a “divisão do mundo entre Trump e os seus inimigos”), a esta militarização do pensamento, a esta anulação da complexidade, em que seríamos obrigados a tomar, não as posições que correspondem aos nossos valores, mas os postos de combate de uma fantasia niilista”. Paulo Rangel, que pretende um estatuto mais respeitável, dedica-se antes ao entretenimento de argumentar simultaneamente que o trumpismo não existe e que, como existe, é a esquerda que se parece com ele. Não precisa de ser verdade mas também não se esforça por ser bem apanhado, é antes um jogo floral em que o nevoeiro sobrou como última razão.

Temos portanto uma direita entre o trumpificado (os seus temas são os que servem para o realinhamento eleitoral, veja-se Fillon), com o argumento último de que o alerta anti-trumpista é um ataque à cruzada ilustre da direita liberal (Ramos), e o argumento de que é a esquerda, os outros, quem está trumpificada (Rangel). Não é grande defesa.

E é que não é mesmo precisa nenhuma defesa. A direita, a direita que conta, está confortável com a agressividade trumpista. É disso mesmo que precisava para renascer. Habituemo-nos.

Comentários

  1. Trump assusta-me por aquilo que pode provocar, mas mais me assusta o que pode vir de França, Holanda, Bélgica, Hungria, Áustria, mais alguns países de leste e mesmo os nórdicos. Sinceramente não vejo “a direita” aqui descrita atacar “esta esquerda” comentadora, mas vejo cada vez mais “esta esquerda” em histeria a culpar a direita porque Trump foi eleito. Não seria melhor para a esquerda perguntar-se a si mesma, porque razão está o seu eleitorado a esvanecer-se, e muito dele a votar em Trumps, Le Pens, Geerts, Straches ou Thulesen Dahls? É que essa mania de acharem que quem apoia as vossa ideias são os espertos e cultos, e o resto do eleitorado é burro e mal informado, não vos acrescenta um único voto a mais. E sinceramente, entre o BE, PCP, Frente Nacional ou Trumpolandia… venha o diabo e escolha.

  2. É uma questão de pedigree…A direita portuguesa, desde 4 de Dezembro de 1980, com a queda da avioneta em Camarate, ficou pouco cerebral e deselegante. Existem, em 2017, sucedâneos de outra qualidade e cariz – digamos, Rangel e Ramos.

    Rangel e Ramos não se mostram capazes para grandes cometimentos e doutrinações e nem a existência de Trump os fará crescer. O desabafo de Pacheco Pereira é isso mesmo – um desabafo sem pernas para andar. Portugal não entra nestas contas do extremismo de direita porque se tem aguentado e não tem raízes criadas para o crescimento da coisa. Estas lamúrias são para animar a malta e fazer render o peixe a comentadores encartados. A reorganização da direita, com a ajuda de Trump, é um não-assunto. É o conjunto vazio.

    É de elencar, sim, àquilo a que Trump vem:

    (1) Trump é keynesiano? Promete lançar grandes trabalhos e proteccionismo( a antítese da globalização do comércio). Este programa é claramente dirigido a parte dos seus votantes, os operários brancos.Claro que tudo isto é enganador: o keynesianismo não se caracteriza somente pelo papel-motor do Estado mas também pela política social que o caracteriza;

    (2) Trump não nacionalizará bancos como Roosevelt fez. As restrições às trocas comerciais internacionais aquietarão as ambições do sistema financeiro;

    (3) As obras públicas de Trump farão decrescer o desemprego de baixa qualificação. A inflação subirá por efeito do aumento do consumo privado e reduzirá os salários reais;

    (4) A livre troca recuará – as desigualdades cresceram com a globalização, porque beneficia diferentemente os agentes económicos de um mesmo país. Trump explora este aspecto e demoniza a mundialização do comércio;

    (5) O retorno da filosofia dos Estados-Nação, contrário ao espírito da UE e em particular da Alemanha. A UE vai perder por jogar com as armas tradicionais: o livre comércio como factor de prosperidade entre as nações, a disciplina orçamental e a diplomacia como arma geopolítica;

    (6) A UE será o grande perdedor pela emergência de Trump. Cuidado com ele. Não é um simples clown perigoso e excêntrico. Sabe ao que vem.

  3. hoje nota-se mesmo a trumpificação da direita,e tambem no jornal publico.hoje pode-se fazer descargas ilegais no rio tejo,porque os jornalistas e os seus donos(os donos de Portugal) só querem,melhor exigem o SMS.Alias.a “guerra civil” começa hoje às 18 num canal de tv,proximo de si.(tudo pelas tricas politicas,digo pelas audiencias)

  4. Esta tentativa de tentar colar a nossa direita social catolica ‘a direita Americana e’ desonesta, mas como tem que encher a coluna com alguma coisa interessante e polemica ate’ entendo.

    1. A ligeireza e má educação com que define uma ideia de que discorda como sendo “desonesta” diz tudo sobre o autor.

  5. Ouvi numa rádio, ainda, a referência a um professor universitário – escrevinhador nesse mesmo jornal online – que dizia qualquer coisa como isto: “Trump fará mais pelo mundo do que Costa pelo nosso país.” Genial, não? O que faz o dogma e a ausência de pensamento aos seres humanos…

    1. Claro que em vez de comentar a brilhante profecia do escriba do observador, optou por reconduzir tamanha estupidez à oposição esquerda/direita; compreende-se, é bem mais fácil e cómodo…

  6. Mas será que é a primeira vez que um país elege um fascista!??
    Não é, e não será a última.

    Está provado cientificamente e historicamente que quando um povo quer mudança, as elites bilionárias com políticos no bolso os empurram para a extrema-direita e para o fascismo, com exactamente as mesmas promessas que Trump fez aos americanos, e o piscar de olho de “Mike Pence” aos perdedores de que “o que realmente interessa foi ter afastado a esquerda” (como se o Sen. Sanders fosse um perigoso comunista), e como se a esquerda desaparecesse por milagre, ou que o provável saque generalizado ao povo americano afastasse os EUA de uma guerra civil (Racismo + Guerra Comercial (têxteis ingleses, no séc. XIX) = Guerra Civil Americana).

    Quanto aos falsos socialistas, jornais fascistas científicos como o Observador com a sua “oligarquia” na própria ficha técnica do jornal, e os milhares e milhares de Franz von Papen, que aparecem sempre nestas alturas, também a história dos anos 30 europeus os explicam – já sabemos que estes fascistas vão negar, tal como negam o próprio neoliberalismo pré fascista, ainda no poder, e que os neoliberais ‘modernaços’ ignoram, sem a noção do perigo, como se estivessem num qualquer país da América do Sul solarenga e amigável, e não na Europa das “Facas Longas”.

  7. “O efeito da globalização financeira é esse mesmo: tudo o que era sólido se desvanece no ar. A globalização devastou os pilares do funcionamento institucional do capitalismo moderno”… é esta a “economia” que ensina na universidade?

    A “economia” tem regras ao acaso do que acontece?! É uma disciplina como o jornalismo, que apresenta a realidade a posteriori? “Economia” é essa coisa ao acaso do que acontecer entre a oferta e a procura, não é?

    A gnose consta exactamente do contrário: conhecem-se as regras que determinam o que aconteceu, acontece e vai acontecer. Mas talvez esta seja uma forma demasiado intelectual para a capacidade instalada em Lisboa.

    Caro lisboeta as suas linhas revelam um profundo conhecimento “económico”. É o mesmo que dizer que a gravidade às vezes existe outra vez não, depende se a maçã cai ou não. Porque tudo que é sólido, mas não está maduro, não cai. Podemos assim concluir que “a falta de maturidade da fruta devastou os pilares do funcionamento da gravidade terrestre”.

    É claro que o capitalismo pertence à “economia”, tal como o comunismo e demais ideologias de feira. A “economia” depende do que acontece nos “mercados”, tal como a gravidade depende da maturidade da fruta.

    Não é assim caro Louçã? E devem ensinar isso à plebe, para que a realidade nunca perca a douta “trumpificação” universitária.

    Senão como teríamos este espectáculo de analfabetismo saloio, que a corte lisboeta apresenta com suas publicações toscas, que demonstram a ignorância medieval instalada, vinda de todos os quadrantes e octantes dessa mouraria?

  8. O crescimento da direita neoliberal assusta, sem dúvida. E preocupa-nos imenso. Assusta a falta de formação cívica, polítca e etéca do cidadão norte-americana típico que terá votado no senhor Donald Trump. Dá-me a impressão que lhes faltou uns livrinhos na escola para desenvolverem aquelas cabecinhas e as tornar um bocadinho mais pensantes, ponderadas, introspectivas e reflexivas.
    Faltou-lhes um “Ética para um jovem” de um Fernando Savater, ou um “Política para um Jovem”, também da sua autoria.
    Nisso de livros acho que nós Portugueses podemos ajudar. Ou podíamos: se nos fosse solicitada essa ajuda.
    E algumas boas películas de cinema (de autor) europeus, também podiam e iam ajudar; tenho a certeza. Nisso podemos ajudar.
    Para abrir aquelas cabecitas e as fazer pensar, dialogar, discutir. À boa conversa tanto se aprende. A gente lá precisa de livros quando tem com quem bem conversar. Já diziam os “Cabeças no Ar” na sua curiosa música da seita onde não há papão. Engraçada e douta! Genial.

    [A propósito de livros na escola/juventude. Ver nota de rodapé com a minha sugestão para o Plano nacional de leitura]

    Até o Dr. Alberto João Jardim precisava de ler uns livrinhos. E digo-o muito honesta e sinceramente. Às vezes, e tenho dito, dizia que ele devia ser preso, trazido para uma penitencíária de Portugal e do Continente, e até, porque não, ir para a mesma cela onde esteve Carlos Cruz, tão injustamente [Ver nota de rodapé]

    Mas, já que falamos de Trump, devo dizer há muita coisa que não se sabe desse homem de negócios de lucros fáceis, de esquemas ludibriosos e enganadores. Um pulha.
    Há muita coisa que não se sabe da fortuna que ele herdou e multiplicou logrando dos furos e falhas do sistema, da ingenuidade e ignorância de tantos e tantos.

    Vou vos contar. Quiz falar nisto e contar esta estória há dias na rádio da BBC em Londres, mas não me deixaram. O senhor “Mel”, que atendes os telefones censurou a minha participação. Como aliás faz amíude, sistematica e abusiva(mente). Mas isso é outra conversa. Não vem agora ao caso.

    Vou vos contar. Era meados de 2005-6, 2007 não era certamente pois nessa altura já não vivia em Brixton. Salvo erro, iremos ter que apurar.

    Mas a estória é 100% verídica.

    Como é sabido, eu vivia em grande depressão, seguido por psiquiatras, sem dinheiro para o dia de amahã, e atormentado pela minha luta anti-tauromaquia.
    Adiante. Sempre na net, como sempre, está claro, lá andava eu nas salas de chat e nos fórums de discussão. Nomeadamente, no Yahoo Groups.

    Eis que não quando: mando uma das minhas mensagens vagamente tolas, senão mesmo isso, tolas. Na minha mensagem ficava claro, que era um indivíduo um bocado à toa, sem carreira proficional, à beira do suicídio, desesperado e ‘naive’. Peço desculpa de não pôr o acento de trema, mas não me dá jeito. Tinha que ir ao Google.

    E quem é que quer ir ao Google, encontrar um ‘naive’ com acento de trema, se pode continuar a escrever no seu laptop? Bom. Já estava a divagar, para a ironia.

    Mas, como vêm, a estória não acaba aqui. Eis se não quando recebo mensagem de alguém que leu essa meu “post”, de que não me orgulho nada de facto e preferiria ver enterrado, sem dúvida, não fosse o caso exigir a sua revelação para o mundo…

    Bom, não vou poder ficar aqui a contar tudo tim-tim por tim-tim, mas vá, lá fui ao evento para que a mensagem me convocava. Para bom entendedor, o típico email americano, para ludibriar néscios, né?! Mas pronto. O caso, é que chego lá, e eram centenas de pessoas. Num Hotel em Euston, que não posso agora precisar, mas que em dois tempos podia atestar, indo àquela zona e tal. Chego e perguntam-me “Então, qual é o seu nome.”, e eu “Dénial”, e ela, “Ah! Dánial! Ok.” e lá me madou entrar. Não estou certo se terei pago alguma coisa, mas talvez. Talvez tenha dado umas dez libras. Não me admirava mesmo nada. Mas não posso precisar isso.

    Depois lá dentro, várias plestras. Falavam sempre de Donald Trump. E eu, juro, nunca na minha vidinha tinha ouvido falar de Donald Trump. Isto em 2005-2006.
    Não fazia ideia quem era. Mas da maneira como falavam fiquei com a ideia que era um mega-milionário, mestre do Marketing. Eles falavam dele mesmo dando essa
    ideia, do género, se um Alfred Hitchcock é o mestre do cinema e do suspense, o mestre é o mestre do Marketing, é o Donald Trump.

    Isto é verídico. 100% Verdade. Já em 2005-6, usavam o nome de Donald Trump para reforçar a ideia de altos génios do Marketing e de esquemas ludibriosos.

    Mas toda a cena era caricata. À saída da sala onde houve essas palestras, havia uma cena de sensualidade, uma rapariga muito bonita, mesmo muito, e nisso eu sou bom, eu sei ver quando uma rapariga é mesmo muito bonita e ela: era! Nisso eu sou bom. Ela era muito sensual e muito bonita. E abeira-se com o namorado, meia, vai, anda para aqui, queremos falar contigo e dar-te mais umas dicas de como podes enriquecer com estes esquemas lubrisosos.

    Lá me abeiro à beira do bar com o casal, sempre a pensar na loira está claro, e vai que me explicam, que tinha que convencer todos os familiares a aderirem ao plano daquela telecóm. Que eram planos com tarifários baratos, e que eu podia seduzir muita gente, e blá blá, e blá blá.

    Conclusão queriam que eu fosse a um jantar daquela organição que ia ser em coisa de um ou dois meses. Pagava-se, como diria Durão Barroso esse outro que sabemos, uma pipa de massa, desta feita uns 200 ou 400 Euros. Vá, sejamos soltos, como sabem eu gosto de números redondos, umas trezentas libras.

    E eu pensei. Se calhar isto era um bom modo de vida. Toda a gente anda a fazer destas, nestes esquemas, no fundo até podia fazer umas massas…

    Bom… Fico-me por aqui. Já vai longa esta estória, que tanto precisa de ser esclarecida.

    E isto para dizer o quê? Para dizer que o Sr. Donald Trump tem telhados de vidro. E não são poucos. E que mais e mais se começará a saber sobre esquemas lubriosos onde o seu nome está envolvido e é patente.

    Ora, ninguém aqui é parvo. Eu pelo menos não sou. Ninguém aqui é tapadinho.
    Quero saber disto e de muito mais. Tapadinho… precisamente, quando vou a Portugal lá aparece um João Baião a dizer nas ondas hertzianas que ficam no ar coisas assim: “Continuem a telefonar e queixar-se que nós cá nos defendemos. Telefonamos logo para todos os nossos amiguinhos advogados”. Isto é verdade, não é só publicidade.

    Eu não ando aqui a enganar ninguém, como querem fazer disso passar a ideia. As coisas serão postas no seu lugar e a verdade, disto e daquilo, virá mais ao de cima.
    Hoje e cada vez mais.
    Porque, por favor, Trump? Um pulha desses? Um pulha desses como presidente dos Estados Unidos? Um pulha desses a mediar relações com todas as outras Nações do Mundo, sendo os Estados Unidos a maior superpotência do mundo, entre muitas outras está claro, mas ainda a preponderar. Isso não podemos aceitar. Nem direita nem esquerda.
    ‘Impeachment’ já! E não sou só eu que o diz. Todos os grandes académicos do mundo o dizem. Todo o mundo o diz. As nações estão a unir-se cada vez mais para derrubar Trump. E ele será derrubado. Ou estaríamos muito mal. Mas seria. Estaríamos mesmo muito mal se assim fosse o mundo. Mas ainda não vamos assim!

    Ainda sabemos os perigos! Ainda sabemos quem somos. Ainda sabemos quem é um Dr. Mário Soares, ou um Pedro Abrunhosa, ou uma Daniela Mercury. Ou não? Pergunto.

    Viva o Nosso, o Nosso Nóbel da Paz: Edward Snowden! A viver na Rússia, em Fort Greene Park e no Mundo. Graças à Nossa maravilhosa Internet. Viva Edward SNOWDEN!

    [A sugestão referida é a seguinte: tornar a leitura (e aquisição) do livro “Inocente para além de qualquer dúvida”, de Carlos Cruz, obrigatória para todos os alunos do segundo ciclo (acho que ainda é assim que se chama: segundo ciclo). A razão é simples. Não se trata de putos nem, muito menos, de cadelitas apanhadas à beira estrada, nem de uma música da Antena1 que nos faz chorar, para bom entendedor. Trata-se de coisas muito sérias que devem ser estudadas, entendidas, assimiladas, discutidas e até abordadas. Um dia Carlos Cruz disse em frente às lentes das câmeras televisivas, que eu por acaso, um áparte, até já estudei por dentro, que nunca iria ficar em paz enquanto houvesse um português que achasse mesmo que ele era esse nojento e estava culpado. Meu amigo, enquanto houver Raúl Solnado e Júlio Isidro, pode contar comigo. Não só irá ver toda a verdade esclarecida e apurada a trama, como irá poder apresentar o Jornal da RTP ao lado de um Professor José Rodrigues dos Santos. Eu pessoalmente gostava: Carlos Cruz às oito da matina, às doze e à meia-noite. E José Rodrigues Miguel às Vinte, com o nosso tão querido Telejornal]

    [PS. – Peço desculpa mas careço de corretor ortográfico para tanto texto. Na verdade uso o laptop mais baratucho que encontrei numa destas grandes superfícies de venda a retalho. As minhas sinceras desculpas. Até porque isto é um Jornal. Isto é o Público. Mas também urge enviar, esta missiva. Penso que podem compreender.]

    1. O Trump nao e’ neoliberal. E’ contra a globalizacao. Algumas das suas posicoes sao de esquerda. O Trump e’ um Putanista,

    2. Ficaria admirado que ainda não se tivesse conseguido apurar a data em que esta estória se passou, mas só para a minha paz de Espírito, alguns detalhes que podem ser úteis:
      1) O tal jantar ia se realizar em Berlim e as viagens não estavam incluídas no tal avultado montante. Se bem me lembro 200 a 400 euros. Talvez 250, não me lembro bem.
      2) Isto deve se ter passado antes do livro que comprei na livraria Foyles em Charing Cross Road. Estou convencido que quando o comprei já andava bastante entusiasmado com telecoms e com a minha recente descoberta do fato de que as operadoras telefónicas podem por lei usar a infraestrura física de telecomuniações, sem ter que a implementar elas póprias, precisando apenas de licença para operar.
      Tenho a certeza, portanto, que quando comprei o livro já teria ido ao tal evento, muitos meses antes. Não compro assim tantos livros na Foyles. E sobre Telecoms, acho que foi só um: esse.
      3) O hotel ficava perto da estação de Euston. Não era nem o Hilton, nem o Premier Inn, nem era perto da Biblioteca Nacional. Era muito mais para o lado da estação de Euston. Mesmo muito perto dela. Entretanto, lá irei eu acabar por dizer o nome do hotel. Nem que tenha que lá ir. Não é assim tão longe. É só meter-me no Metro. Ou ir ao Google Streets e andar um bocadinho às voltas. Não era um hotel extravagante. Era de 3 ou 4 estrelas, diria eu.
      4) A rapariga, de seus 30 anitos, não era assim tão loira. Talvez mais cabelo castanho clarinho e cabelo um pouco frisado. Usava calças de ganga e não saia.
      O rapaz não era de altura mediana, também de seus 30 e picos, diria eu, mas seguramente não muito alto. Se tivesse que escolher um rapaz que me lembre muito vagamente parecido, talvez este ator que foi recentemente ao Canal Q com o filho da Júlia Pinheiro falar de uma peça de teatro alegórica de uma Rua Sésamo para adultos. Não era careca nem usava cabelo muito curto. Era um cabelo ligeiramente volumoso. Muito bem vestido e bem parecido. Mas sem exageros.

  9. “Habituemo-nos”. É pouco mais do que nos resta. “Habituemo-nos” às alternâncias de poder de uma equipa para a outra. “Habituemo-nos” a ver boys e girls, girls e boys, a subir ao poder sem mérito (colar cartazes não é mérito). “Habituemo-nos” a ter radicais a acusar outros de radicalismo e vice-versa. “Habituemo-nos” a ser governado por um grupo de amiguinhos, poder e oposição, que vão trocando de campo mas no fim do jogo jantam juntos alegres e contentes. “Habituemo-nos” a esperar infinitamente por um grupo de políticos que preste e que olhe para o trabalho como um serviço aos outros e não a si próprios e aos amigos. “Habituemo-nos”.

  10. A trumpificaçãs das esquerdas:
    1- saída da união europeia/rasgar acordos de comércio
    2- Controlo puplico/Maior investimento publico da historia dos EUA
    quer mais?

  11. Não é nada surpreendente que a direita portuguesa(ou parte dela) tenha uma adoração pelo Trump.Repare-se que o Trump é um milionario que ganhou dinheiro a pontapés com a globalização,e que foi eleito pelo voto popular com a promessa de resolver o desemprego nos EUA.Nem sei como é que o homem,enquanto CEO, despedia tanta malta,ou pagava tão mal,inclusive a imigrantes ilegais.Mas agora ,como presidente dos EUA,todos os problemas dos americanos serão resolvidos…e nem pensar em impechemants que foi só a pior coisa que fizeram no Brasil( e por isso é que o Brasil agora esta muito “melhor”,como se nota)

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