Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

15 de Novembro de 2016, 12:01

Por

Jorge Sampaio, o alerta Trump e o benfazejo fim do consenso europeu

A entronização por Trump de alguns impensáveis gurus de extrema-direita e a sua promiscuidade com outros tantos comparsas europeus provocou tumulto em várias chancelarias. Ora, para alguns, a constatação do perigo iminente não surpreendeu e esse é certamente o caso do ensaio de Jorge Sampaio nas páginas do PÚBLICO.

O texto de Sampaio suscitou aplausos apressados, além de adesões frívolas. Mas, até agora, pouca discussão, e ele não merece isso, tanto mais que é um texto sem concessões, o que é tão raro, e o argumento responde cirurgicamente ao risco da tempestade perfeita que se vai encenando com a rápida vitória de Trump e o lento desmoronar da União Europeia.

Sampaio apresenta-se como “um europeu convicto, que teima em continuar a sê-lo, mas que se confronta com um conjunto de contradições, dilemas e perguntas para as quais as respostas não parecem óbvias nos tempos que correm”. E sublinha que essa convicção é que está em causa: as “convicções outrora firmes que me acostumara a assumir como premissas inabaláveis de um europeísmo esclarecido estão hoje, em 2016, algo toldadas pela acumulação de dúvidas nascidas da confrontação com a realidade”. É isso que o leva a fazer a pergunta mais grave de todas, “se esta alternativa coincide com a União Europeia, tal como a conhecemos hoje, ou se exige uma outra Europa”.

A sua resposta é que a actual União está condenada mas que existe uma alternativa dentro dela. Ambas as ideias precisam de ser discutidas e é para isso que venho contribuir, concordando com a primeira e questionando-me sobre a segunda.

A primeira ideia é que o caminho actual é o desastre: uma “corrida para o abismo”, com o “ponto de não retorno” do Brexit, tudo agravado pela inviabilidade de 10-15 anos de austeridade impostos pelo Tratado Orçamental aos países periféricos. Acresce a “gestão desastrosa” da questão dos refugiados e “uma clara acumulação de dificuldades, problemas mal resolvidos e alguns estrondosos insucessos” e, em consequência, “o esboroamento a olhos vistos da confiança na União Europeia, nas suas instituições e nos seus líderes”. É um diagnóstico implacável, não é?

Corrida para o abismo e sem retorno, o leitor e a leitora sabem o que isto quer dizer, vindo de um homem que não é hiperbólico com as palavras. Mais, acrescenta Sampaio, isto não vai ser corrigido: “o pior é que, de facto, ninguém parece acreditar que Bruxelas (ou Berlim) tenha qualquer iniciativa nos próximos meses para responder à crise da eurozona, para alterar a ortodoxia financeira dos credores ou para criar as condições institucionais e orçamentais que tornem possíveis programas de reforma nas economias mais frágeis”. Tudo o que está errado ficará pior. É assim e assim vai continuar, 2017 será um ano de novas crises eleitorais e de prolongamento sofrido deste “esboroamento a olhos vistos”.

A segunda ideia de Sampaio é ousada, não inédita, mas certamente reveladora da dificuldade da alternativa. Comecemos por “quebrar tabus”, sugere ele, mas concentremo-nos para isso no problema imediato da deficiência da moeda única, para procurar “solidificar” a União em torno do euro, ganhando com a solução económica o “sentimento de pertença” e o “orgulho de ser europeu” que se tem esvaído (se é que existiu generalizadamente). A partir daqui o texto é mais vago: para resolver o impasse da moeda única sugere completar as suas instituições, como a União Bancária e a contrapartida decisória, ou seja o governo do euro. Mais vago ainda: a solução “passa também pelo resgate da democracia representativa na Europa, na fórmula sugestiva de Soromenho Marques, pelo aprofundamento de uma União Europeia que sirva os cidadãos e defenda o interesse geral europeu”.

Quando a proposta é tão pouco explícita, é certamente porque é difícil explicitá-la. É para mais evidente que o problema é que não vai haver União Bancária completa porque a Alemanha não quer e, se quisesse, não podia. E nenhum governo vai propor o “resgate da democracia representativa na Europa”, porque isso implicava eleger um governo europeu com poderes e esse caminho impossível seria um campo de desastres. Como se percebe, foram precisamente os passos nessa aventura para lugar nenhum que criaram as maiores incomodidades populares e desagregaram os sistemas partidários tradicionais, reforçando a sua fragilidade (a legitimidade dos governos nacionais fica esvaziada de poder representativo) e não alcançando nenhum objectivo. Por outras palavras, esse governo será possível no dia em que a Alemanha aceite que o chefe do governo da Europa seja um polaco – tendo esse governo poderes efectivos – e é melhor ficarmos sentados à espera.

Suponho que Jorge Sampaio o sabe melhor do que ninguém, ele que conhece os protagonistas e a história repetida desta farsa de promessas, por isso escreve que passamos o ponto de “não retorno” e que agora são “mais evidentes as clivagens que separam os partidários do reforço de uma aliança alemã dos outros que se lhe opõem”. À União só resta agora o “reforço de uma aliança alemã”, com o desvanecimento de Hollande e Renzi e com o Brexit e é por isso que está condenada. Que está condenada é ainda evidente se repararmos que as lideranças europeias deixaram de ser capazes de enunciar um objectivo para a União que não seja a sua própria auto-justificação e não têm rigorosamente nada a oferecer às pessoas que sacrificaram neste percurso. A sua voz deixou de se fazer ouvir, note-se o que são hoje as cimeiras europeias e o retrato que nos dão desta gente que manda.

Todo o tradicionalista discurso europeísta sobre a bem-aventurança seria por isso curioso se não fosse tão devastador: ele é o argumento para não fazer nada e deixar andar as comissões de sábios, as reflexões constitucionais, os tratados revigorados, as cooperações reforçadas, as maiorias consistentes, os conciliábulos ilustres e as cimeiras refundadoras. Na dificuldade, nada como afogar a dúvida na bebedeira institucional. Aliás, na sua implícita resposta a Sampaio, Santos Silva torna-o meridianamente claro: em vez de questionar o fracasso que tem sido a União Europeia, como sugere Sampaio, para Santos Silva do que se trata agora é de bombardear os cépticos com ideologia, pois, mesmo com o “mal estar” em que “ninguém pode descartar o pior cenário” do tipo do dos 1920 e 1930 (o fascismo, diz ele!), a solução é “defender os nossos princípios e falar a nossa linguagem”, “explicitar o óbvio” e o “credo básico”. Ora, o que é o “credo básico” para Santos Silva? A combinação virtuosa entre liberalismo e responsabilidade social, ou o regresso ao centro, ou tudo o que a União sempre nos tem prometido solenemente – antes do ponto de “não retorno”. Para Santos Silva, basta levantar a bandeira e tudo segue como dantes, eis o perfeito retrato de como as lideranças europeias cantam louvores a si próprias para ignorar os avisos, mesmo quando nos agitam sinais de peste castanha.

Jorge Sampaio, em contrapartida, não é o último dos optimistas nem o primeiro dos pessimistas. É somente um estadista que não tem medo das dificuldades e é por isso o mais realista deles todos, que sabe que a angústia das dificuldades não tem resposta na escassez e inviabilidade das soluções continuistas. Ele não quer desistir, honra lhe seja feita, e aponta para o cerne do problema: é uma economia responsável e não a entoação comovida do Hino à Alegria que pode reconstituir a Europa. Mas adivinho que também sabe exactamente o que isso quer dizer: o euro não resiste à próxima crise financeira generalizada, porque não sabe, porque não quer e porque não pode.

Comentários

  1. Tornei a ler o seu artigo, depois de repetir a leitura do texto de Jorge Sampaio de segunda-feira.Os dois textos e os contextos que abordam, são meritórios e clarificadores e ,não sendo complementares, nem nada que se assemelhe, acabam por trazer uma visão mais alargada dos temas tratados.A visão, transmitida no artigo de Jorge Sampaio, é a de um entusiasta desiludido com uma construção europeia que, nas palavras que utiliza, do sentimento primeiro de sempre se sentir em casa, quando em viagem ou em funções nas diversas cidades e capitais europeias, revela o sentido da ambição inicial de construir uma Europa pelo lado político e pelo lado social, o que veio a estar em causa sempre que as reformas internas se centraram em passos tendentes a uma maior integração, de que é exemplo maior o da malograda Constituição Europeia.De facto, entre a maior integração pretendida, ou esquematizada, melhor escrevendo, pelos centros de poder da UE e alguns dos países membros, interpuseram-se sempre o desejo de um nacionalismo reforçado, ou seja, o crescimento da Europa foi sempre menos entendido como sendo crescimento do conjunto e mais como o crescimento e afirmação política de cada país membro.A construção europeia poderia ser , recorrendo a uma analogia, a construção de um edifício com fundações e paredes em tijolo, mas sem alicerces para consolidar a estrutura e sem cimento para a suportar.
    Ao contrário, o que Louçã enfatiza é a realidade da construção, ou melhor, da parceria europeia de estados, com suporte exclusivo na vertente económica e financeira, de que a constituição do euro é o exemplo máximo.Todas as regras, regulamentos, tratados internos, discutidos e aprovados nas instâncias europeias têm como móbil quase exclusivo, as questões económicas, como o Tratado Orçamental.O sucesso ou insucesso das alterações e das mudanças no rumo seguido na UE, são muito menos dependentes do resultado dos alertas e eventuais recriações de consensos políticos, como o de Jorge Sampaio, do que da percepção das conclusões finais do texto de Louçã.

    1. “quando em viagem ou em funções nas diversas cidades e capitais europeias, revela o sentido da ambição inicial de construir uma Europa pelo lado político”
      Também, poderia escrever “quando em viagem ou em funções nas diversas cidades e capitais mundiais, ” Porque para quem viaja em classe VIP os hotéis e aeroportos do mundo são iguais em todo lado.
      O problema é que quem não viaja em classe VIP não tem esse sentimento.

  2. E “alguns impensaveis gurus da extrema direita” nem sequer sabem,que o termo white trash nada tem a ver com a cor da pele.Basta lêr Erskine Caldwell,por exemplo.

  3. Caro Francisco, sou o co-autor do bilingue onde o Viriato tb escreveu, 8 autores de 5 países, PORTUGAL POS-TROIKA? ECONOMIC DEMOCRACY? apresentado pelo António Saraiva na CIP e debatido em Stockholm c o então CEO da Fundação Nobel, Michael Sohlman.
    Gostava de lhe oferecer alguns livros da série COMO SAIR DA CRISE e este recente.
    PARABENS por esse magnífico comentário ao artigo de Jorge Sampaio.
    Na mesma linha publiquei, com dados estatísticos, uma coluna que o VIDA ECONOMICA promoveu a Editorial, 6a.f 11/11, p.2. Estarei em Lx (aí vou apenas 1-2 vz/mês) 6a.f e sáb. Podemos nos ver?

  4. Mentem quando dizem que a extrema direita dá as respostas erradas às perguntas certas. O que acontece é que as perguntas às quais a extrema direita dá resposta não fazem sentido para a esquerda. E como não fazem sentido não há respostas a essas perguntas que possam ser consideradas certas.

    1. Certo. Mas essas perguntas têm que fazer sentido para a esquerda, porque, pelos cistos, fazem sentido para uma parte significativa das populações europeias. Comecemos pelo tabu de iniciar um debate sério sobre a emigração: é lícito continuarmos a olhar para este problema através dos ‘óculos’ de uma Europa com um déficit de trabalhadores das décadas de 60 e 70 do século passado? A Europa de hoje, desindustrializada e com altas taxas de desemprego, pode continuar a absorver emigrantes em número sempre crescente? Não será possível debater isto sem abdicar dos nossos valores e princípios, sem que se chame imediatamente populista e xenófobo a quem propõe o debate? E a globalização: como é possível defender o trabalhador Europeu, com direito a protecção social (cada vez menos, infelizmente) em relação aos seus congéneres de países de salários de miséria, dias de trabalho de 12h, zero protecção social (quando não mero trabalho escravo), sem alguma dose de proteccionismo? Estas as perguntas que gostaria de ver respondidas pela esquerda, pois da dieita e da esquerda ‘terceira via’ (esquerda?)não espero grande coisa

    2. http://www.dailymail.co.uk/news/article-3944874/They-want-Islamised-despise-country-values-Translator-German-refugee-camp-says-Muslim-migrants-display-pure-hatred-Christians.html
      E quem é que defende o europeu tout-court?
      Já não é um problema de ter ou não ter trabalho. É saber se vamos voltar a ter o horror das guerras religiosas na Europa.
      Ao fim de muito sangue derramado a ICAR foi domada, domesticada, e não incomoda as nossas vidas
      Não sei é se teremos força para fazer o mesmo ao Islão. Veja a forma como nos países muçulmanos tratam aqueles acusados de desrespeitar o Islão. Quantos anos até acontecer isso na Europa.

  5. A narrativa simplificada e simplista de Sampaio não quer tocar no tabu da origem e persistência das desigualdades, para a qual os políticos só sabem babar democracia pelos media, incapazes que são de se unirem e confrontarem os bullies internacionais e moralmente indigentes do capital financeiro desregulado, para os quais culpa não faz parte do vocabulário. E apenas há um tribunal internacional para crimes de guerra, mas não para os crimes económicos contra a humanidade. Aí, onde na verdade se dão as guerras, vale tudo. Nem aos políticos interessa, divididos uns contra os outros pela globalização e competição selvática. Não há as estruturas internacionais de regulação que não sejam em prol dos bullies. A ética, para copiar a evolução, tem que começar pelas bases não permitirem o bullying.

  6. Excelente dissecação do ponto e contraponto da conversa de Sampaio. Mais importante, agora que é claro o “benfazejo fim do consenso europeu” podemos começar a aparelhar a nau do nosso futuro post-europeu? O mundo incuba um futuro post-americano, talvez post-ocidental, cheio de oportunidades e maravilhas para quem como nós tem uma história de relações multipolares e multiculturais. Porquê continuar a insistir nas mesmas conversas atoladas no esterco colonial da europa central? As sendas recentes em prol dos CPLP sugerem que mesmo no gov não estão todos tão vendidos ao colaboracionismo com a UE como eu pessoalmente estava convencido que estavam. Sejamos claros sobre isto – estas elites que beneficiaram e beneficiam materialmente com a venda do que não era deles (https://www.publico.pt/opiniao/noticia/cartas-a-directora-1736605) nem pensem em por as mãos no leme! Daria para o torto: ninguém mais tem ilusões ao que vem essa maruagem bem falante e acabávamos a votar na gente errada.

    1. Essa mania do post-tudo já aborrece. Já experimentaram o post-vida?
      Não há futuro post-europeu. A não ser que entenda que a Europa Ocidental (Aquela parte do mundo entre o atlântico e a Rússia) não tem futuro.
      “O mundo incuba um futuro post-americano, talvez post-ocidental” Um mundo post-ocidental é um lugar horrível, sem liberdade nem democracia, feito de guerras e miséria para gente como Putin, Xi, ou pior, como o Assad e companhia.

    2. Sousa da Ponte, tem de viajar um bocadinho mais ou na impossibilidade pelo menos de ler os relatórios da ONU sobre como pela primeira vez o mundo excedeu os objetivos do desenvolvimento. O resto do mundo tem duas ou três coisas para ensinar a estes arrogantes empedrigados. É preciso estar cego para não ver a porcaria que o ocidente tem feito ultimamente. E nem tem de começar com as guerras, dê uma olhada aos milhões de esfomeados que a política agrícola comum costumava provocar em África. Olhe que o resto do mundo não é parvo, nos também não devíamos sê-lo.

    3. Se não gostar de ler sugiro o “don’t panic hans rosling” no YouTube. “O resto do mundo do aprendeu com o ocidente”, literalmente escrito no museu nacional da China em Beijing (entrada livre). A pergunta é se nos aprendemos com eles. Sabe, a Europa em particular não levanta nem agora nem no passado muita gente da pobreza … é o tipo de detalhe que fica na memória dessa gente horrivelmente post-ocidental. Se afinal gostar de ler: https://www.amazon.com/Post-American-World-Fareed-Zakaria/dp/039306235X

    4. Correctíssimo. Agradecia era que fosse informar disso aqueles procuram vir para o ocidente em vez de irem para os paraísos de que fala Jonas.
      “O resto do mundo do aprendeu com o ocidente”, literalmente escrito no museu nacional da China em Beijing (entrada livre).
      Nem todo o resto do mundo aprendeu nem aprendeu tudo.
      Há três palavras que não declinam muito bem: Tolerância, igualdade e liberdade. O melhor autor que poderá ler que lhe explica isso é Baruch Espinoza.

  7. Desmontar os passos dados erradamente requer uma estratégia realista com prioridades e apoios.

    A ideia da chamada moeda única é um fracasso. Não é única, não faz convergir as diversas economias, não acelera o crescimento, faz a recessão e deflação geral, não torna a Europa competitiva, não é uma moeda adoptada nos negócios internacionais ao nível do dólar, não reforça a confiança dos povos que lhe atribuem a perda de bem-estar.
    O Euro é um fracasso a remover ordeiramente e depois da mutualização das dívidas soberanas que provocou. É necessário construir uma estratégia apoiada para a extinção do Euro e liquidação do BCE.

    Desmontar a colossal enxame de tecnocratas que se aglomeram crescendo exponencialmente e sorvendo crescentes milhares de milhões em troca de complicações e redundâncias futeis e principalmente diretivas intrusivas esmoendo recursos de todo o tipo incluindo a cidadania, a liberdade e a soberania. Também urge uma estratégia e um plano para remover este abscesso.

  8. Não percebo porque é toda esta festa em torno da morte a prazo da UE, tal como a conhecemos. Será que estávamos assim tão bem fechados cá dentro? Ainda alguém se lembra quando de Espanha nem o vento se aproveitava? É a isso que queremos voltar com tanta pressa.

    Porque não exigir uma outra UE, melhor e ao serviço dos europeus para variar?

    A meu ver, o problema de base é sempre o mesmo: a desigualdade, que gera insegurança e desconfiança. É ela que alastra — a verdadeira peste castanha — mesmo dentro dos países ditos ricos, e é ela o carrasco da solidariedade.

    1. “Exigir uma UE melhor” ?! – exigir a quem ? Essa tem sido a conversa até agora, nós nem na nossa terra podemos exigir grande coisa quanto mais na sobranceira UE que vive precisamente do comércio não sufragado do futuro dos cidadãos? Fechados estamos nós na UE em que nos castigam as empresas “demasiado expostas” ao mundo, e nos corrroiem irreversivelmente o tecido socioeconomico como mostram as contas devastadoras do Nobel da Economia Joseph Stiglitz no “The Euro: How a Common Currency Threatens the Future of Europe” – as mesmas contas de João Ferreira do Amaral, Catedratico de Economia da UL fez em “Porque devemos sair do Euro” – as mesmas contas ao desenho institucional colonialista e desintegrador que fez o nosso negociador à adesão Medeiros Ferreira em “Não Há Mapas Cor de Rosa – a história maldita da integração europeia” etc etc. Não sei que mais evidência precisamos para prepararmos e até aceleramos o futuro post-UE. Se as nações europeias não o preparam com juízo antes que a coisa rebente, depois acontecem os desastres do costume. Fazer a coisa a bem não é difícil, já vimos como se faz: começa com um referendo que promova a tal discussão pública que tem sido negada.

    2. @Jonas Almeida,
      Não é preciso referendo para iniciar uma discussão pública, que o Salazar já não manda aqui! A discutir publicamente, é o que estamos a fazer.
      Não sabe a quem exigir melhor UE? Tem que a exigir aos mesmos a quem se calhar vai estar a exigir um país melhor daqui a dez anos: aos nossos partidos e representantes políticos. E há também o activismo social. Quer ver um (óptimo) exemplo: http://www.investigate-europe.eu/en/category/blog/

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