Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

18 de Abril de 2016, 08:49

Por

Brasil: faz a democracia a metade e cavas a tua sepultura

Saint-Just, um dos mais destacados jacobinos na Revolução Francesa, dizia com amargura, antecipando o seu próprio destino: “desgraçados dos revolucionários que fazem a revolução a metade, cavam a sua própria sepultura”. Dilma, tão diferente em tempos tão diferentes, bem pode agora reconhecer que “desgraçados dos democratas que fazem a democracia a metade, permitem o golpe que os vai derrubar”.

O golpe que avançou ontem em Brasília foi uma avalanche que entrou pelas portas dentro da fraqueza de Dilma Rousseff e do PT, mas é também revelador da natureza da direita política no Brasil. E, se é cedo para apreciar friamente todo este período longo em que o PT dominou a política brasileira, algumas tendências de fundo são muito evidentes.

A primeira é a fragilidade dos partidos de direita na transição depois da ditadura militar e sobretudo na modernização do Brasil nas duas últimas décadas. A ditadura deixou poucos personagens viáveis e o caminho foi aberto para Fernando Henrique Cardoso, opositor do regime militar e a figura mais destacada do PSDB, o partido que procurou conjugar uma imitação da social-democracia europeia com um liberalismo que cedo se identificou com a oligarquia financeira do país, e que era um trânsfuga da esquerda intelectual – por isso, começou a sua presidência a pedir indiscretamente que “esqueçam tudo o que escrevi”. Ele próprio já tinha esquecido todos os seus arroubos passados contra a desigualdade e a dependência. E Fernando Henrique era o que havia de apresentável. O resto, entre marajás e caciques, coronéis e seus jagunços, bispos de igrejas várias e militaristas avulsos, era uma fauna colorida mas sem préstimo, a não ser para grandes golpes de baú. A multidão de partidos de direita tem sido uma coligação de negócios e de carreiras pessoais, por vezes extravagantes, sempre em vantagem própria.

Desses partidos destaca-se o PMDB, o maior partido no parlamento, mas o mais insignificante nas eleições presidenciais em que sempre fracassou – o regime é presidencialista, é por via de eleição directa do presidente ou da presidente que este ou esta formam governo – e que foi portanto sendo moldado ao poder de turno, sem perspectivas de disputa vencedora, o que o PT aproveitou para uma aliança sempre espúrea.

A direita política veio então a ser uma soma de vazios, num país em que a burguesia proprietária, agroindustrial ou industrial e sobretudo financeira, é muito poderosa e bem organizada, apoiando-se em fortes órgãos de comunicação social, que aparelham intelectuais orgânicos e densos processos de legitimação, e em associações patronais que são uma voz na sociedade. Portanto, a fragilidade política da direita partidária estava desconectada da potência social do capital.

Foi nesse espaço que surgiu o PT no início da década de 1980, interpretando um amplo movimento popular, absorvendo grande parte da esquerda (nos primeiros anos, além do PCB e do PCdoB, o partido pró-soviético e o pró-chinês e depois pró-albanês, além de outras organizações de esquerda, havia ainda o PDT de Leonel Brizola, vinculado à 2ª Internacional e com influência no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro) e mobilizando um sindicalismo reivindicativo e impetuoso. Esse PT mudou o mapa político brasileiro e consolidou a sua base de classe, mesmo tendo de início resultados eleitorais discretos.

Foi a vitória de Lula nas eleições presidenciais (ocupou o cargo de 2003 a 2011) depois de duas candidaturas falhadas, que virou o jogo. Mas foi então que o PT se começou a transformar. A adaptação ao poder, o deslumbramento dos cargos e das pequenas sinecuras, o jogo das alianças partidárias para criar uma base maioritária no parlamento federal e no senado em Brasília, e sobretudo a aceitação da política económica liberal e o abandono dos grandes projectos sociais, como a reforma agrária ou uma política produtiva de base nacional, tudo foi convergindo para moldar o PT ao poder que queria transformar. A corrupção de vários dirigentes e governantes foi o resultado dessa adaptação, mesmo que em alguns momentos parecesse que Dilma tinha renascido: ela prometeu um referendo para mudar as regras de um sistema de voto construído para corromper o parlamento, quando grandes manifestações em 2013 abalaram o país. Tarde de mais e pouco de menos, não aconteceu nada e continuaram as traficâncias de influência como a que foi julgada no caso Mensalão.

É certo que houve no PT quem se batesse contra a corrupção e quem fizesse da reforma do sistema político a primeira das prioridades. Mas esses foram derrotados. O PT não quis fazer a batalha política que mudasse o sistema eleitoral, que conduzisse a escolhas sociais mobilizadoras e que evitasse a aliança com a direita e a política reverente aos interesses que têm diminuído o Brasil.

Rodeado por isso de aliados que são os seus inimigos, o governo Dilma cai agora num golpe sujo, sem fundamento legal (no gráfico, uma estatística da justificação dos deputados para o voto individual pela motivos de votodemissão, registada às 18sh50′, hora brasileira, fonte: El Pais, clique para ampliar), mas simplesmente porque os políticos que correm mais riscos judiciais se querem salvar criando o caos absoluto (note-se que em Portugal houve quem elogiasse esta turba de dirigentes e deputados acusados na justiça como salvadores da democracia). Ou seja, Dilma e o PT cultivaram a democracia a metade e abonaram os seus piores vícios, convivendo se não alimentando as piranhas, e agora percebem que cavaram a sua sepultura.

Há em tudo isto um epitáfio histórico: o poder económico, a profundidade dos abismos, o que conta mesmo, o que move as forças certas no momento certo, esse nunca confia em recém-chegados de percurso duvidoso: o PT serviu os seus interesses quando não havia ninguém na direita que conseguisse uma representação eleitoral convincente e portanto uma hegemonia confortável, mas esses cargos só podiam ser transitórios, só vigoram até voltar o pessoal tradicional que é o único aceite na mesa do poder. Foi assim na América Latina nas ditaduras militares, é agora assim em democracia: Lula não pode ser, é demasiado metalúrgico, é demasiado sindicalista, é demasiado povo, como Dilma é demasiado suspeita para as elites, mesmo quando nomeia um liberal para dirigir as Finanças ou uma representante do agronegócio para dirigir a Agricultura. E não é assim em Portugal, já agora, vista a indignação visceral (revolta “ética”, dizia-se no congresso do PSD) pelo facto de o governo resultar no parlamento de partidos que não têm bênção divina para chegar ao poder, pois “não fazem parte do arco do poder”?

A direita que conseguiu em Brasília uma primeira vitória no seu golpe quer simplesmente devolver o poder todo aos donos e ter no governo os seus e nunca mais qualquer político sem pedigree. O paradoxo é que contribui para uma crise política e constitucional que não sabe como vai acabar.

 

Comentários

  1. Dia D de Dilma
    Quando me ouvirem, vocês já saberão se eu fui banida ou não
    Estou aqui no meu cantinho do Alvorada falando sozinha, agora dei para isso, mas falo sim registrando nesse gravador a história de minha missão neste país, onde tentei combater sem trégua os perigos maiores que nos ameaçam. Um, dois, gravando, esse gravador é uma merda que o Mercadante deixou aqui, mas tudo bem… Declaro de peito aberto o que penso da vida e o que fiz para proteger meu Brasil brasileiro. Querem me impichar, dar um golpe. Será que conseguiram? Eu vos falo do passado, pois são sete horas de domingo, depois de uma noite insone. Quando me ouvirem, vocês já saberão se eu fui banida ou não.
    Começo metida a ética dizendo que minha consciência está em paz. Minha máxima sempre foi: os fins justificam os meios. Sim. Muita gente acha isso até um crime, mas eu, não. Meus fins uniram o país. Sim, uni vocês até mesmo contra mim, porque confundiram minha sutileza ideológica com incompetência, acharam que eu errava, sem saber que meu acerto era no futuro. Nunca errei.
    Meus queridos, o Brasil estava perdido entre muitas ideologias metidas a “moderninhas’’ social democracia, liberalismo, mas eu restaurei o essencial: a luta contra o imperialismo norte-americano, contra a desnacionalização de nossas riquezas, contra a sociedade de empresários reacionários, contra o lucro, colocando o Estado no topo, no centro de tudo, pois de lá emana a verdade para essa sociedade de ingênuos e ignorantes. Meus fins sempre justificaram os meios sim, e não me arrependo de nada.
    Essa porra de gravador está gravando? …Vamos ver: “…porra de gravador está gravando’’, sim. Declaro aqui também que acho o Brasil tão frágil ideologicamente que tem de ser dirigido por um grande Estado sim. Só um Estado provedor pode proteger o povo nas lutas sociais que ele nem sabe que está travando, mas eu sei, porque nós somos da “elite de esquerda’’. Não, ‘‘elite’’ não, fica feio. Pronto, apaguei.
    Eu tenho orgulho de ter usado o Estado e seu tesouro acumulado para distribuir riquezas para o consumo tão ansiado pelos pobres diabos, sim, mesmo que os cofres públicos tenham ficado vazios para investir. Populismo? Eu chamo de catequese, conquista de adeptos para o grande futuro que virá! Disseram que eu quebrei o Estado para isso, mas e daí? Fiz isso sim, porque o fim justifica esse meio; o fim era garantir apoio para as próximas eleições do nosso PT, pois era fundamental que ficássemos para sempre no poder deste país alienado e reacionário, até a chegada do futuro socialista.
    Eu já vejo nosso futuro. Nossas massas cantarão unidas com desejos uniformes, com uma felicidade preestabelecida, com desejos programados, assim como a Coreia do Norte (de uma forma ‘‘light’’, claro); se bem que nossos irmãos coreanos às vezes exageram um pouco… Aquele presidente parece um porquinho, mas está na “linha justa’’, porque é temido pelos americanos, nosso inimigo principal.
    Na luta contra os ianques, sempre falávamos da importância da democracia. Mas tenho de confessar uma coisa: para nós, ‘‘democracia’’ sempre foi uma estratégia para tomada do poder… Falávamos: temos de pedir democracia burguesa para depois fazer o centralismo democrático que tanto usou nosso grande irmão Stalin. Democracia o cacete… O povo não sabe se governar. Um minuto de silêncio para tomar um Rivotril.
    Alô, alô, voltando a gravar… Bem, vamos lá, me criticaram muito pela política de aliança com canalhas. Sim, por que não? Eu odiava ver suas carinhas pedindo verbinhas, puxando meu saco, mas me aliei a eles sim, uns filhos da puta necessários, para aprovar coisas naquele ninho de cobras que votam minha saída. Vocês acham que eu gostava daquele hipopótamo do PDT que me beijou a mão, vocês acham que eu gostava de ver o brilho eterno daquele cabelo pintado do Lobão, do traidor Temer, em quem sempre vi a inveja debaixo de sua cara de mordomo de filme de terror?
    Eu fiz tudo certo. Distribuí cargos sem fim, verbas infindas para seus currais… Fiz isso porque sei que é preciso praticar o mal para atingir o bem. Será que o Maquiavel disse isso?
    Eu sabia de tudo, eu sabia que a compra da refinaria de Pasadena ia ser um rombo pavoroso, mas como conseguir dinheiro para minha reeleição sem tutu, sem propinas? Propinas de esquerda, é claro. Não mandei comprar aquela refinaria lata-velha, mas fiz vista grossa sim, quando aquele caolhinho Cerveró me entregou uma página solta com uma piscadinha do olho bom.
    Bom, gravando mais… Quero dizer tudo para o futuro. Tenho orgulho de tudo que fiz…
    Eu menti sim… Menti na campanha, dizendo que não ia ter comida no prato do povo, menti nos bilhões que arranquei dos bancos para esconder o deficit público, eu menti sim sobre as pedaladas. Uma mentira repetida vira verdade pelo bem de meu povo.
    Olha aqui, meu querido, volta com essa bandeja, joga esse café de merda fora e faz outro que eu possa engolir, porra, essa massa atrasada não sabe nem fazer um café? Vai logo, cacete!
    Continuando: essa porra desse neoliberalismo funciona muito na prática. Por isso, sempre lutei para impedir que sejamos um país todo “coxinha’’, todo organizado, com o povo trabalhando feliz pra o capitalismo. É muito difícil desenvolver esse país de merda. Por isso, temos de destruir o capitalismo por dentro, já que não dá mais pé uma revolução russa. Mesmo uma avacalhação é melhor, mais revolucionária — seria uma espécie de ‘‘esculhambação criativa’’, ha ha ha…
    É isso aí… São sete horas da manhã de domingo… Aqui fica minha mensagem. Se eu for impichada, o Lula vai adorar, porque será o ‘‘mártir’’ da direita e eu é que me fodo como fracassada… É um escroto; vai fazer sua campanha em cima de minha desgraça… Que vou fazer, se banida? Tricô? Para onde vou?
    E se eu não for banida, o Lula se muda para o Planalto para preparar sua candidatura em 18.
    E eu vou ter de obedecer. Vou ter de recontratar a besta do Mantega, gastar mais ainda para o povão pensar que tudo melhorou (nem que seja por uns meses), até o Lula ser eleito e eu jogada para escanteio.
    Quando vocês ouvirem isso, eu terei sido escorraçada ou mantida? Que será que me aconteceu?

    Arnaldo Jabor

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/dia-de-dilma-19120981#ixzz46N7S3maq
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  2. Senhor Professor,

    O artigo não foi escrito por mim.

    “A história do Brasil do PT
    18/04/2016 02h00

    A “batalha do impeachment” é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.
    Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A “inteligência” brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da “inteligência” romper com a esquerda, perde “networking”.
    Ao afirmar que a “história não perdoa as violências contra a democracia”, José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.
    O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma “teoria do Brasil” e uma historiografia.
    Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.
    Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como “agenda socialista do Brasil” só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada “letrada” do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.
    Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção “liberal” (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como “direita” que deixam a esquerda com água na boca).
    Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um “deus”) e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como “merceeiro”, como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.
    O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.
    A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.
    Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha.

    Luiz Felipe Pondé”

    1. Ninguém é dono da verdade, mas como já estudei em vários prédios da Universidade de São Paulo, tenho alguma amostragem para comentar. A Faculdade de Economia é quase integralmente liberal-conservadora. A Faculdade de Direito é bem dividida, como as manifestações recentes sugerem. A Faculdade de Filosofia e Letras e de Ciências Humanas cultiva majoritariamente o pensamento de esquerda. O articulista tem má-fé quando sugere um perigo comunista no Brasil no meio intelectual, pois omite o dado mais relevante que acontece no Brasil hoje, que é o avanço do ideário de direita, conservador e crescentemente fascista, alimentado sim pelo meio intelectual e principalmente pela mídia. Pondé, por exemplo,sempre teve graves dificuldades em explicar coisas como a liberalização do desejo feminino (diz que as avós gozavam mais que as mulheres de hoje) e a liberalização de escravos (!), pois sugere ser coisa de ressentido que não aceita que o mundo sempre foi injusto. O objetivo desse artigo é confundir as coisas e não esclarecer. Ao invés de pluralidade de vozes, quer exterminar a esquerda no único reduto em que resiste, a intelectualidade, colocando medo nos pais de família . Será que devo desconfiar dessa professora que vai de tailleur vermelho? Os fascistas adoram.

  3. Não me meto na política interna de outro país por não ter o conhecimento profundo. Mas como há comentários destes comunistas portugueses sobre o Brasil vou retribuir. Se vcs chamam o processo de Impechament golpe é pq são ignorantes a respeito da CF brasileira. Improbidade administrativa é crime e passível de punição. Mas se vcs da esquerda portuguesa acham que foi golpe vai minha resposta: o que vcs fizeram para colocar Costa tbm teve cheiro e sabor de golpe, mesmo constando na CF portuguesa. Não se metam com a vontade popular de outro país. Ok?

    1. Márcia Lopes, como Brasileiro, “Formado em Leis”, como dizem aí na Terrinha, historiador e cidadão responsável na minha terra, digo à senhora que a existência de uma lei não significa que ela possa ser levantada em situação que não lhe cabe…. Não há nenhum indicio de crime de responsabilidade da presidenta Dilma Roussef. Mesmo que tal lei de responsabilidade englobasse ato da presidenta, o que não alcança, ela seria posterior ao ato, portanto, ineficaz… O que ocorre no Brasil é uma tentativa de golpe. Informe-se melhor, sobre a politica e as instituições de minha terra, por favor.

    2. Essa comparação é interessante… Mas o que tem de notar é que em Portugal o sistema é parlamentarista e cabe ao parlamento eleger o governo. no Brasil, pelo contrário, o sistema é presidencialista. O chefe do governo é eleito directamente por sufrágio directo e não é suposto ser destituído por uma maioria parlamentar.

      Se acha que em Portugal houve “um golpe”, então, por maioria de razão, terá de concordar que no Brasil terá havido algo pior…. Ou então a lógica é uma batata.

  4. Mais uma lúcida análise com que o FL complementa as anteriores ,sobre o processo político de destituição pela Câmara dos Deputados da presidente do Brasil, não como episódio fortuito na agitada actualidade política, mas como o ponto mais próximo da retomada da iniciativa pelas classes dominantes, ou das élites, caso prefiram, que entenderam ser chegada a hora de, através dos meios constitucionais que o sistema reserva, reassumirem o protagonismo e o comando dos assuntos do Estado.A presidente Dilma, deixou de fazer sentido, quando por inépcia, ou incompetência, segundo alguns, ou por debilidade e dificuldade de adaptação de políticas de continuidade dos governos de Lula da Silva, a uma crise em que os impactos resultantes das quedas dos preços das matérias-primas, da continuada perda do valor do real face ao dólar se somaram a todos os outros efeitos exportados pela crise global e cedeu as suas próprias propostas eleitorais às dos partidos e candidatos que contra ela se apresentaram a escrutínio como primeira tentativa de dominar e segurar um poder em cheque.
    A segunda tentativa ocorre quando apela ao envolvimento de Lula da Silva, não para protecção deste perante a Justiça, mas para reforçar uma defensiva e suscitar o apoio das franjas da população que apoiaram a sua candidatura e o PT, com recurso à mobilização em torno do antigo presidente.Total desnorte.Os aliados de circunstância que suportam o governo Dilma, entram em estado de negação e as deserções para o campo da destituição são mais que muitas.A presidente cada vez se encontra mais só e presa a um poder, que a mantém pela legitimidade do voto, como um colete salva-vidas mantém à tona o náufrago depois de um naufrágio.
    Por último, não será mera coincidência que à retomada da iniciativa da direita que representa as élites financeiras, agroindustriais e proprietárias de terras, não seja alheio o tónico que a recente eleição presidencial na Argentina possa ter no precipitar da crise política para a destituição, até por razões de semelhança com a forma como a direita retomou o poder naquele país e pela concorrência que as élites dos dois países nunca fizeram por ocultar.

  5. a lição do Chile de Salvador Allende, não foi aprendida, ou foi entretanto esquecida. Por exemplo o movimento social dos sem terra foi reduzido à inconsequência, por quem tinha a obrigação, de ter impulsionado uma reforma agrária, que melhorasse a vida da maioria, diminuísse o êxodo para as cidades, contivesse o desmesurado poder do agro negócio

  6. Depois do circo de ontem, tentar levar o Brasil e a sua subdemocracia como um país sério é perda de tempo. Nunca vi tanta mediocridade, tanta infantilidade e palhaçada política. Li na Folha de São Paulo que em todo o tempo como deputado, Tiririca finalmente tomou a palavra no Congresso e para dizer só sim ao impeachment. Antes havia-se reunido com Lula garantindo apoio à Dilma. Não admira, um país que elege Tiririca deputado só pode ter um Congresso de palhaços, com todo o respeito à estes e aos deputados acima da mediocridade e da palhaçada. E para fazer justiça ao palhaço, é bom registar que ele não foi o único a trair a palavra dada. É o regresso do Brasil à sua normalidade depois de uma efémera ilusão de descolagem rumo à um patamar de desenvolvimento socioeconomico ombreando com os países mais sérios e desenvolvidos do mundo, como retratado numa célebre capa do Economist durante o consulado Lula. Ainda é muito infantil, anão político. Está bem como o país do Carnaval.

    1. concordo viveu uma ilusao muitos até que pensavam que era desta mas com tanto lixo voltam para o lugar que lhes pertence carnaval mulher pelada e malandragem falta o futebol já era

  7. O Brasil, governado pelos mesmo grupos desde a sua Proclamação, foi concedendo aos poucos o direito de voto, diferentemente de outras pátrias não houve lutas, foi decretado o direito. Por sinal, as mulheres só adquiriram o poder de escolher neste mesmo momento. Até outro dia nem banheiros femininos havia no Congresso Nacional de maioria machista, fácil de notar durante a votação. Infelizmente os grupos que perderam poder desde que Lula assumiu, agora com Dilma, não toleraram a recente derrota, tanto que 4 dias após o pleito, pediram recontagem. Desde então, vem se cercando da mídia, de empresários, usando todos os meios possíveis para retornar a liderança do país. Eis que por possuir minoria no congresso, o governo foi obrigado a fechar acordos com outros partidos, dentre estes o PMDB, a fonte de todos os problemas dentro e fora de todos os governos. Ais tais pedaladas são e foram praticadas por governadores, por ex-presidentes, o TCU nunca se manifestou até então, faltava uma razão, com o aval do STF(parcial), obtiveram o motivo. E eis ai a desgraça!

  8. Não confunda a Revolução com a Democracia. Nas Revoluções, não há escolha. Nas Democracias, tem de haver, senão não é Democracia. Porque os outros 50% têm o direito de não concordar. Só nas Revoluções ou nas Ditaduras, é que um pequeno grupo impõe a sua vontade a todos os outros. Se quer ser revolucionário não se arme em democrata!!

  9. Caro Francisco Louçã,
    Porquê neste artigo – como em outros que escreveu sobre o tema: “Farsa política no Brasil”, “fazer contas no Brasil”, só para falar nos últimos – tanto destaque às óbvias fragilidades de quem acusa Dilma quando os indícios de ilegalidades surgem de ambos os lados do debate? Não me parece justo diminuir as acusações que pendem sobre o governo actual simplesmente em função das que são imputadas a muitos dos membros da oposição. Da mesma forma, não me parece relevante o gráfico que apresenta para caricaturar o processo de votação cujo resultado expressivo nunca pode ser exclusivamente imputado a uma direita golpista. A democracia é desacreditada de muitas formas e recordo que, poucas semanas antes desta votação , a própria presidente demonstrou-o ao nomear Lula para ministro, oportunamente para este.
    Cumprimentos.

  10. Prof. Francisco Lousã,

    A análise efetuada pelo Senhor parece-me louvável, do ponto de vista que defende uma pessoa que (teoricamente) vem do seu espetro partidário. A diferença é que o Senhor é um economista admirável e a Presidente do Brasil uma terrorista e assaltante de bancos..

    Agora o que acho inqualificável é que o Senhor, sem quaisquer pejos, se coloque a criticar todos os deputados (mais de dois terços) que optaram por votar a favor da continuidade do processo de destituição. Um parlamento é a casa da Democracia, por mais palhaços que sejam os seus Deputados.

    Com efeito, os Deputados, espelham a realidade do seu país. Gostaria de ver como seria a AR caso o voto fosse obrigatório.
    Não deve ainda esquecer que os deputados no Brasil são eleitos diretamente, mesmo que inseridos em listas, não pertencendo o seu mandato a qualquer partido (como era apanágio do Bloco de Esquerda quando o Senhor era o seu líder).

    Além do mais, o povo demonstrou que quer essa Senhora fora da Presidência que muitos, aliás, dizem foi alvo da mais descarada fraude.

    Com os meus melhores cumprimentos

    1. Amigo, não fale asneira do além-mar! Leia mais sobre a história recente do Brasil antes de chamar Dilma de terrorista e assaltante de bancos! Tenha a decência de não diminuir a história dessa senhora, que foi um fiasco como presidenta, mas que é integra! E o povo não demonstrou que quer Dilma fora do poder. Verifique suas fontes, leias mais diversamente e não fale bobagens!

    2. Caro Wilson,

      Não que esteja a defender a posição do Miguel, mas não seria tão rápido a defender a integridade da Sra Presidente.

      É verdade que não tem nenhuma ligação directa a nenhum dos casos de corrupção atuais, e que as próprias “pedaladas fiscais” não conseguem ser atribuídas directamente a ela, mas sim a quem trata das finanças. Mas isso por si não lhe confere integridade. Se ela presidia o Conselho de Administração da Petrobrás durante as propinas, se era a candidata a re-eleição quando os fundos para propaganda política magicamente apareciam, e se presidia no governo quando se deram as pedaladas fiscais, das duas uma: Ou decidiu activamente deixar que as coisas acontecessem desde que não a implicassem, o que faz dela cúmplice, ou era extremamente incompetente.

  11. Meu caro parcial Louçã,

    É triste ver o mesmo discurso da esquerda x direita e mais ainda ver alguém que não tem a menor noção de leis dizer que não houve crime de responsabilidade. Os maiores juristas brasileiros, alguns com reconhecimento internacional, disseram que houve crime de responsabilidade e V.Sa., continua com a mesma ladainha repetida exaustivamente pelos partidos criminosos no Brasil. A dita “presidente” da república maquiou as contas do governo e cometeu estelionato eleitoral, nomeou um procurado pela polícia de ministro da casa civil para escapar da prisão, todos os membros do governo dela estão sob investigação da polícia e V.Sa. ainda insiste em dizer que ela é inocente e que não deveria ser expulsa da presidência?

    Se o sr. acha que isso não é crime me assusta a possibilidade de imaginar que o sr. tenha visto coisas similares em Portugal e que tenha passado uma vida inteira sem denunciar tais crimes e achando isso aceitável. Espero que isso não tenha acontecido e ao mesmo tempo não lembro que o sr. tenha vindo à público para denunciar junto ao MP algo que tenha tido conhecimento.

    Sei que nem em Portugal nem no Brasil, os políticos não estão acostumados com a ética, a probidade e a honestidade. Na Suécia uma política foi expulsa por usar o cartão de crédito do governo para comprar uma barra de chocolates e outra foi expulsa por pregar o uso de meios ecológicos de transporte como bicicletas e ser a que mais usava taxi.

    Na Islândia o primeiro-ministro caiu porque teve o nome mencionado no Panama Papers. Em Portugal políticos vigaristas continuam no poder, mesmo com escândalos de licenciaturas falsas e outras vigarices.

    Aconselho-o a deixar cair o vosso discurso esquerda x direita e vestir a camisola da imparcialidade. Além disso, aconselho-o a consultar o que dizem os maiores juristas brasileiros e escusar V.Sa., de comentar aquilo que não domina.

    1. Os maiores juristas brasileiros…fonte: trolóló! Há mais juristas que não consideram pedaladas como crime do que aqueles que consideram! E a questão vai além disso: pedaladas sempre foram praticadas, Pq somente agora estão sendo usadas P derrubar um presidente? Na verdade quem repete uma ladainha é vc! Informe-se melhor sobre o Brasil, informe-se mais diversamente!

    2. Wilson Santana, emérito mortadela. Quer dizer que, porque foi o PT que cometeu as pedaladas não pode ser crime? Porque todos cometerem então não pode punir? o PT é o mal maior e cunha é como um cano de esgoto: Todos sabem que é sujo, mas é necessário para escoar todo a merda do PT (os maiores ladrões da história, não se esqueça!)

  12. Caríssimo Francisco,

    Antes de mais, obrigado pelo seu artigo de opinião. É sempre benéfico ouvir todos os lados do debate, e foi interessante e elucidativo ler o seu argumento.

    Permita-me que apresente alguns do ponto de vista de um leigo na matéria, que por força de ter feito do brasil a sua nova casa, se preocupa com a situação:

    – Nunca concordei com o uso da expressão golpe para descrever o que acontece aqui no Brasil. Quando todas as decisões tomadas no processo são postas a voto, é dificil chamá-lo de golpe. Não discordo que existam motivos ulteriores da parte de quem fomentou o processo, mas todo eles tem decorrido dentro dos trâmites da legislação (pelo menos ao que me foi possível apurar)

    O que ficou claro foi que qualquer governo, para exercer as suas funções, precisa de ter o apoio do povo e o apoio da máquina política. Principalmente do segundo, como aliás, ficou claro com o sucedido recentemente com o nosso próprio governo.

    – Concordo plenamente que o sistema de governo brasileiro precisa de uma revisão. Apesar de ter vários pontos positivos (como a aparente separação e independência entre os três poderes) não deixa de mostrar uma realidade feia de políticos amorais que dizem o que mais lhes convier para ganhar votos, e pior, vendem a sua moralidade para quem paga mais, ou mostra maior força. E isto reflete-se em todo o espectro político, e não apenas a direita política como referiu.
    Aliás, pelo que me foi possível entender (como disse, sou leigo no que toca a política), foi apenas quando Lula se abriu moralmente a trabalhar com todo o espectro político (aqui no Brasil chamam de Lula Light) que lhe permitiu ganhar as eleições

    Apesar de a minha opinião não ter consequência, eu concordei com a instauração deste processo, principalmente porque o vi como a forma mais rápida de se conseguirem novas eleições (já que tinha ficado claro que o governo actual não iria abdicar, mesmo sem condições para governar). As razões apresentadas são tecnicalidades frágeis, e a sua validade depende da interpretação da lei. Mas a verdade é que o status quo não funciona. Mais do que descontente com o governo actual, o Brasil está descontente com o estado actual, mas parecem todos demasiado presos às suas razões pelo descontentamento que não conseguem ver a situação global.

    – A crise económica não é só resultado da crise política nem vice versa.
    – A crise económica não é só resultado da má gestão deste governo, mas também o é.
    – A crise política não é apenas resultado de uma tentativa de usurpação de poder, mas também o é
    – Os escandalos de corrupção não são sintomáticos de um governo de esquerda, mas sim sintomáticos de um governo ponto.
    – Mesmo que o Brasil tivesse o governo menos corrupto do mundo, ainda assim estaria em crise. A lava jacto não é nada comparada com a queda do preço do petróleo de 100 dolares para 30-40 em dois anos para as finanças da empresa.
    – A solução não é apenar tirar um governo e colocar outro. Mas também o é.

    O Brasil precisa urgentemente de largar a sua dependência na exportação de matéria prima. Dizer é mais fácil do que fazer, e vai levar anos até isso acontecer, mas tem de começar agora. A descida do preço dos commodities foi o principal motor da crise económica, mas o facto que o país teve mais de uma década de bonança petrolífera e deu mais importância a projectos sociais do que ao reforço da infraestrutura e indústria também foi importante.

    Convém referir que eu não sou contra os projetos sociais do Lula (mesmo que ele tenha sido a dada altura). Investimento en educação e direitos mínimos são dos melhores usos de dinheiro público, mas esse investimento é muito a longo prazo, e o Brasil precisava de outros investimentos a curto prazo. Não julgo o governo do Lula por assumir que o preço do pretróleo não ia parar de subir, mas julgo o governo da Dilma que se recusou a assumir que as coisas tinham de mudar, que correu uma campanha onde prometia que nada ia mudar, que o povo brasileiro ia continuar a receber o mesmo que antes (que, aliás, foi o que lhe permitiu ganhar as eleições), para no dia seguinte a ser re-eleita ter iniciado as mesmas medidas de austeridade que o concorrente tinha sugerido. Foi isso que quebrou a confiança do Brasil que a elegeu (os outros já não gostavam dela pelas razões citadas acima).

    Penso que o Brasil vai iniciar um período de austeridade mais forte do que Portugal sofreu, pelo impacto que qualquer medida de austeridade tem nas classes mais baixas. E o povo brasileiro precisa se preparar para isso, e entender exactamente porquê, e o que é necessário que aconteça. É preciso ficar com os olhos abertos e garantir que o que acontece daqui para a frente não é o que os políticos de direita querem, nem o que os de esquerda querem. Nem tão pouco o que o Brasil quer. Apenas o que o Brasil realmente precisa. E o que nós queremos e o que nós precisamos raramente são a mesma coisa.

    Obrigado

    1. O Homem sonha e a obra nasce… O que se quer é o que se precisa e vice-versa. A maior parte desta sociedade liberal cria coisas que não são necessárias na realidade. É uma loucura completa e inconsciente da humanidade destruir recursos escassos que mais tarde o levará à extinção. O Homem só precisa de umas poucas necessidades básicas para se manter vivo e ser feliz, tudo o resto é barulho para favorecer uns poucos e escravizar muitos outros… é o que está a acontecer no Brasil.

    2. Parabéns meu caro! belíssima análise. És estrangeiro mas tem um senso de observação mais apurado que 99% da sociedade brasileira.

    3. Caro Pedro parabéns pelo comentário,o senhor falou exatamente tudo que a grande maioria dos brasileiros pensam(inclusive eu) falar do brasil sem ter conhecimento do que acontece na política brasileira e muito fácil,mais uma vez parabens

  13. O que parece inquietante é o silêncio ” ruidoso ” observado pela administração norte-americana. Será por causa da táctica utilizada de momento na durissima campanha das primárias yankees pelo núcleo duro dos clintonistas que simulam fazer o jogo dos neo-conservadores e do ” complexo militar industrial “, para esconjurar a demagogia depravada e irresponsável de Trump ? O diário dos neo-cons, o W.Post, alvitrava hoje nas entrelinhas que o processo de impeachment de Dilma pode-se arrastar por semanas ou meses, o que só pode agravar a recessão económica…E que fará despoletar reflexos politicos misteriosos e insondáveis mesmo na programação de um golpe de estado constitucional em curso, que se exprime pelo afastamento da PR sem a convocação de eleições presidenciais.

  14. …com a lucidez habitual, o título do artigo de FL, põe o dedo na ferida…na verdade a democracia no Brasil era só ‘meia democracia’, o pior é que, depois deste golpe, já nem essa réstia sobra…tal como diz María Martín no El País «Tras casi cinco horas de votación, Dios y los nietos de los diputados derribaron a la presidenta de Brasil.»

  15. Prezados,
    Observo um alto desconhecimento da realidade Brasileira, no que tange ao caso, relatada por Vossas Senhorias.
    Primeiro é muito importante enfatizar, “não há um golpe”. Trata-se de uma retórica do PT para desmoralizar contraditórios.
    Todos os tramites estabelecidos seguem rigidamente a Constituição Brasileira. Como relatar como “golpe” ?
    Só como referencia o PT foi partido que mais propôs processos de impedimento na história do Brasil (16).
    O PT criou um projeto de poder “populista” (Similar a Maduro, Kirchner, Morales) com a “possível” diferença que resolveu levantar “bilhões até trilhões” de US$ em propinas para bancar seu projeto de poder e também a perpetuação no governo .
    A Sra. Dilma e o Sr. Lula são os “home hunters” deste processo. Não velas só pode abranger dois fatores, ignorância ou má fé. Talvez a maior parte dos políticos Brasileiros seja corruptos, sim é verdade. Assim como há, em maior ou menor escala ou tipos ma há, corrupção em todos os países. Mas o PT se profissionalizou e conseguiu aparelha-la e instrumentaliza-la, de forma tal, que levou a chantagem e cobrança de propinas a travestirem-se em doações “legais”. Nenhum grupo criminoso, no mundo, conseguiu tal façanha. Legalizar o maior valor, já extorquido, no mundo pós século XIX.
    Será que hoje vocês conseguem observar a dimensão do que estamos falando ?

    1. Caro Franco, quem estar a mostrar desconhecimento da realidade brasileira é vc, claro está! Quais suas fontes Q provam Q o Pt, um partido Q deixou se corromper no poder, portanto uma decepção para sua militância, mobilizou bilhões ou trilhões? Que conversa fiada é essa de Q “nenhum grp criminoso no mundo conseguiu…”? Não conseguiu o Q? A corrupção no Brasil surgiu Qdo vcs aportaram por aqui, fato! Mas não era investigada, outro fato! Dê uma checada rápida para ver como era a atuação da PF antes de depois do governo PT! Vá ver se houve tentativa de abafar investigações da PF durante o governo Dilma! Se não sabes sobre a história de uma país, não se passe por papagaio da grd mídia nativa Q manipula descaradamente nosso povo! Informe-se mais diversamente!

  16. O ‘impincheent’ brasileiro não é bem um golpe de direita. O povo está mesmo é farto de corrupção. É uma ilusão tentar disfarçar isto, seja com colorações à esquerda seja à direita.

  17. “se identifica com os fracos.” Como assim? Devo entender que isso é ter política pública voltada para melhorar a qualidade de vida dos pobres, sendo a principal delas a educação básica de qualidade, pois é essa que habilita o indivíduo ter uma vida melhor, e nunca na história do Brasil um governo teve uma situação fiscal tão favorável como teve Lula, então nada o impediu de investir pesadamente no setor (lembrem que a classe média paga escolas particulares há muito tempo, fato que facilitaria a ação governamental); lembro que Fernando Henrique aumentou a carga tributária de 27% para 37% do PIB, naturalmente o petismo porralouca foi contra tudo que não fosse o espelho de suas idiotices naquele governo excelente. Mas depois de 13 anos e arrecadação pública (desde 2003; quando o Lula chegou no Planalto), nos valores de hoje, de R$ 26 trilhões de reais a educação pública é na média, calamitosa. Outro “se identifica com os fracos” pode ser políticas que melhore a renda do trabalhador como FGTS, PIS, 13º salário, Vale Refeição, Vale Transportes, Previdência (66% do INSS é pago pelo empregador; e vale em torno de R$ 200 bilhões considerando os R$ 337 bilhões arrecadados segundo o jornal Valor Econômico ), seguro desemprego, férias renumeradas, salário família, cesta básica, aposentadoria por idade (sem contribuição atuarial) etc. e tal, rubricas que transferem para os trabalhadores brasileiros em torno de R$ 500 bilhões de reais por ano; só que tais não tem nada a ver com o lulopetismo e a própria Bolsa Família, pela qual ele arvora na tal “inclusão social”, teve semelhantes ações como Bolsa Escola, criada no governo FHC, e com outros nomes pelos governos estaduais. Agora a Dilma canta uma tal “Minha Casa Minha Vida; bom. Só que casas populares é uma prática bem antiga no Brasil e o ex-presidente militar, João Figueiredo, teria feito mais de 2 milhões delas no seu governo , existindo inclusive o FGTS (criado no governo Castelo Branco) para financiar essas habitações.
    Não é possível compara a renda média de um trabalhador norte-americano, por exemplo, com a renda do trabalhador cubano; nessa diferença brutal em favor do primeiro, quem se identificou com os fracos foi Fidel Castro?
    Nasci em uma família de comunistas e demorei 40 anos para entender que ,quem melhora de verdade a vida do pobre é o regime econômico liberal capitalista e que a esquerda das variantes marxistóides é uma tremenda fraude histórica. A esquerda é a maior desgraça da América Latina.

    1. “quem melhora de verdade a vida do pobre é o regime econômico liberal capitalista e que a esquerda das variantes marxistóides é uma tremenda fraude histórica. A esquerda é a maior desgraça da América Latina.” – Quem melhora a vida do pobre é quem o explora? Você está doido ou come mer*a? O povo trabalha para pagar ao patrão (muito), pagar ao Estado (muito) e sobreviver (mal) com o restante. O povo não tem é consciência de classe… O Homem é corrupto por natureza… não há esperança para a humanidade.

  18. Jardel (o ex-goleador do Sporting e do Porto, e não o defesa do Benfica) para a Presidência!!! E Romário para a Vice-Presidência!!! Pois, o que Brasil precisa é de um “show de bola” :-))

  19. O Sr. Francisco Louçã não parece que não conhece o Brasil nem o que aqui se passa. Está distante, no seu conforto “europeu”, esquecendo-se que o Brasil é cria de Portugal.
    É melhor o povo ir às ruas e lutar contra seu sofrimento e fazer uma democracia “pela metade” do que viver entregue a uma cleptocracia populista, que se diz de “esquerda”.É melhor meia democracia do que nenhuma democracia. Vide os exemplos da Venezuela, Bolívia e outros países latinos que foram colonizados pelos ibéricos. A Argentina agora sai do populismo que a levou à bancarrota. O Brasil há de sair, pelos caminhos de sua constituição, que se não é a melhor, pelo menos é uma constituição.

    1. Vamos parar por favor com essa história de por as culpas nos colonizadores. O Brasil é independente há duzentos anos, e os demais países que cita há mais ainda. Quando da independência S.Paulo era uma aldeia, hoje é uma metrópole com dezenas de milhões de habitantes. Que culpa? De quem? Depois dos colonizadores, milhões de imigrantes engrossaram o caudal populacional brasileiro, por que projetar a culpa nos séculos XVII e XVIII? Qualquer solução passa por assumir os seus fracassos. O Brasil é um grande e rico país. Se não consegue se desenvolver harmoniosamente é porque isso serve a alguns ou porque os brasileiros não são competentes, ou ambos. Mas vai chegar lá à custa de muitos sacrifícios que esperemos não recaiam sempre nos mesmos. O desenvolvimento exige o esforço de todos, nunca chega para quem quer apenas gozar o suposto lado fácil da vida à custa dos outros. Quanto à corrupção, que é uma das consequências do subdesenvolvimento no mundo inteiro, mas não a sua causa, isso se combate com leis, se evita, e não se instrumenta para alcançar o poder e se esquece no dia seguinte. Quem elege os Malufs e outros “democratas” anos a fio, como aqueles deputados de ontem, sob quem pendem até crimes de morte, deveria pensar duas vezes antes de acusar um pensador do séculos XIX (Marx), ou qualquer outro. Conheço muito bem o Brasil e os brasileiros: olhem-se no espelho.

  20. Porquê insistir na teoria do “golpe”? Só porque está em vias de destituição um governo de (pseudo) esquerda? É uma analise muito parcial. Se antes se poderia ter duvidas sobre a “justiça”, agora é muito caricato chamar-se “golpe” ao resultado de uma votação por 2/3 na Camara dos Deputados. Ou a “democracia” só conta quando no nosso parlamento quando se destitui a coligação vencedora das eleições, mas não conta nos outros parlamentos?

  21. Caro Francisco Louçã, obrigada pela lúcida análise da situação do Brasil, que me deu muito gosto ler. Eu gostaria que me explicasse porque escolhe utilizar o termo “golpe”.
    Percebo – e concordo – com a sua argumentação quando diz que os deputados da Câmara, na sua esmagadora maioria, certamente que não entraram em qualquer mérito jurídico para justificar seus votos ou sequer mencionaram o relatório que estava sendo votado. Contudo, senti falta no seu texto justamente de uma menção sobre isto. Considera que o pedido de impeachment não tem fundamento legal suficiente para a abertura de um processo de investigação? Se sim, porque?

    1. Obrigado, Joana. Discuti isso noutro post anterior: acho que o pedido de impeachment não tem fundamento legal.

    2. Prezados,
      Observo um alto desconhecimento da realidade Brasileira, no que tange ao caso, relatada por Vossas Senhorias.
      Primeiro é muito importante enfatizar, “não há um golpe”. Trata-se de uma retórica do PT para desmoralizar contraditórios.
      Todos os tramites estabelecidos seguem rigidamente a Constituição Brasileira. Como relatar como “golpe” ?
      Só como referencia o PT foi partido que mais propôs processos de impedimento na história do Brasil (16).
      O PT criou um projeto de poder “populista” (Similar a Maduro, Kirchner, Morales) com a “possível” diferença que resolveu levantar “bilhões até trilhões” de US$ em propinas para bancar seu projeto de poder e também a perpetuação no governo .
      A Sra. Dilma e o Sr. Lula são os “home hunters” deste processo. Não velas só pode abranger dois fatores, ignorância ou má fé. Talvez a maior parte dos políticos Brasileiros seja corruptos, sim é verdade. Assim como há, em maior ou menor escala ou tipos ma há, corrupção em todos os países. Mas o PT se profissionalizou e conseguiu aparelha-la e instrumentaliza-la, de forma tal, que levou a chantagem e cobrança de propinas a travestirem-se em doações “legais”. Nenhum grupo criminoso, no mundo, conseguiu tal façanha. Legalizar o maior valor, já extorquido, no mundo pós século XIX.
      Será que hoje vocês conseguem observar a dimensão do que estamos falando ?
      Impeachment pela constituição é um processo de “arguição jurídica” e “julgamento político”. Será que desconhecem ?

    3. Hoje, precisaremos repensar o que é legalidade. As tais pedaladas fiscais foram continuamente aprovadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União); praticamente todos os governos anteriores utilizaram a medida e tiveram suas contas aprovadas pelo mesmo tribunal, porém, em 2015, o TCU resolveu mudar o seu entendimento. Eu me manifestei absolutamente contrário a esta postura, que acima de tudo ergue um pretenso manto de legalidade que tem sido acriticamente utilizado para o famigerado pedido de impeachment. Não há nenhuma consideração à segurança jurídica, neste caso. Porém, hoje, a câmara legislou e julgou em grau de exceção, e não acredito que esta câmara titubeará em agir novamente assim, se for necessário para a conservação de seus interesses (interesses das bancadas evangélicas, do agronegócio, das viúvas da ditadura e da família tradicional da elite brasileira, racista e homofóbica, que vê neste impedimento a última barreira para apertar ainda mais os trabalhadores). Então, por quê do impedimento? Esta é uma justa pergunta, mas não é preciso dizer que a resposta já foi dada.

      Se, agora, as tais pedaladas fiscais são motivo legítimo para impedimento, para sermos plenamente justos precisaremos pressionar nossos legislativos para aplicá-la efetivamente, há 16 dos 27 governadores para cassar com base neste argumento, além de nosso vice-presidente e milhares de prefeitos pelo Brasil. E, por enquanto, vai permanecendo no congresso, intocáveis, todos aqueles parlamentares acusados de lavagem de dinheiro, de crimes eleitorais, de pagamento de propinas etc, o que inclui os presidentes das duas casas legislativas e o vice-presidente da República. Ao invés de buscar por fim à corrupção, vamos dando o aval para que o Sr. Michel Temer, citado na operação lava jato, governe ao lado de todo o banco de réus no STF (Supremo Tribunal Federal). É como se fóssemos caindo e ainda não vislumbrássemos o fundo do poço.

      Se não estamos julgando a presidente de impeachment por crime de responsabilidade, o que pode ser esse processo senão um golpe contra o Estado Democrático de Direito?

    4. Acro que o pedido de impeachment não tem fundamento legal???? Acho???? quem acha não tem certeza, pois se tivesse mostraria o ponto exato, Santa Mortadela, o mundo todo esta comendo o sanduiche, por isto somos tão pobres, o dinheiro nosso suado alimente otarios pelo mundo!

  22. Excelente artigo (pelo menos para quem sente as coisas sem no entanto as conhecer pormenorizadamente)! Esperemos que a análise seja correta. Acredito que seja. Apenas um senão, creio eu: a comparação com Portugal é exagerada. O PSD e tutti quanti bem podem cacarejar quanto queiram que ninguém os pode levar a sério. O Governo atual é o mais constitucional que se possa imaginar e, tanto quanto se saiba, para já não fez burricada. Oxalá assim continue, nomeadamente no que aos tostões (aos tostões aos milhões!) diz respeito. Aos tostões e ao resto, claro. Que nem só de vil metal vive o homem luso. Por mim, estou confiante, criticamentre alerta mas confiante, e exorto o Governo a não fraquejar nos seus intentos.

  23. Isto já era esperado. Como pode um País ser bem governado por uma mulher que foi assassina, assaltante de bancos, e guerrilheira? Como pode um País ser governado por uma mulher que nem vereadora nunca foi, sem experiência administrativa em setor econômico, político ou financeiro? Só neste Brasil totalmente acéfalo.

    1. Para Francisco Louçã: mas machismo de capoeira porquê? Onde está o “machismo” naquilo que é “atirado” contra Dilma. Há vários adjectivos e um percurso, pode ou não ser verdade, parte ou tudo. Mas como o texto do artigo de FL, a sua resposta é a cassette habitual, com a eloquência e verniz da esquerda menos acéfala que é o bloco, mas menos acéfala não significa que o não seja.

    2. Caro Joao,

      Contra Dilma é perguntado “Como pode um País ser governado por uma mulher…?” Ora aqui tem um preconceito machista troglodita.

      Passa-lhe pela cabeça imaginar dizer o mesmo de Merkel?

      Não. Não passa!

      Porque o Joao é reacionário e pensa que tem de ser solidário com Merkel e associa Dilma à esquerda que lhe estimula o preconceito reacionário.

      Está enganado nos dois casos: nem Merkel nem Dilma se regem pelos seus preconceitos políticos, ideológicos e culturais. O Joao fica no chinelo de ambas as simpáticas senhoras.

  24. Parabéns pelo esforço analítico da conjuntura brasileira. Porém com explicar que os bilionários e banqueiros brasileiros ou estão na cadeia ou estão sofrendo processos, por estarem umbilicalmente ligados ao PT?

  25. Os brasileiros são gente boa mas têm os defeitos do pai. A turba é perigosa, desde o tempo de Cristo, quando a turba enraivecida preferiu Barrabás ao Nazareno. Faltam no Brasil zelotas para a Democracia. Houvesse no Brasil tanto zelota pelos valores da “Ordem e Progresso” como há de membros de seitas evangélicas, e o “gigante pela própria natureza” seria muito mais civilizado.

  26. quem está fora dá opinião sem vivenciar o que acontece, na verdade nenhum político de nenhum partido brasileiro presta. Depois, o PT é um partido de corruptos, o Lula e sua truque institucionalizou a corrupção, acabou com a educação (agora geografia é restrita, História eliminaram a parte da antiguidade, modernidade, na Literatura querem limitar o conhecimento a autores brasileiros e africanos), querem que crianças de 6 anos aprendam sexo nas escolas e a homossexualidade o certo, errado são os heterossexuais. Ademais, a massa vive de migalhas porque não tem educação de qualidade, o que acontece? Vivem de bolsas. Logo, não há golpe, há um povo trabalhador que não aguenta mais a corrupção e se engana quem pensa que o povo brasileiro deixará Temer, Cunha, Renan e seus caciques no Poder.

    1. Muito me admiraria se o povo tomasse conta do seu destino (como a Islândia), uma espécie de Primavera Árabe, até justificaria o derrube do PT, mas cheira-me que cavaram a sua própria sepultura… vão lá meter a raposa a guardar o galinheiro.

  27. Análise perfeita. O poder de influência da oligarquia econômica/financeira não é apoiada (ou não foi nos últimos anos) por uma sólida representação no Congresso, mas sempre esteve presente na grande mídia brasileira, e este fato teve grande peso no julgamento político de ontem.

  28. só faltou dizer que a turma do PT roubou tanto o povo que julgava defender, que tornou-se insustentável mantê-los no poder.

  29. Saint-Just “desgraçados dos revolucionários que fazem a revolução a metade, cavam a sua própria sepultura”. Santo Jesus …também se aplica(ou) aqui.

  30. Parabéns por uma leitura tão lúcida da realidade brasileira. Não poderia ter sido este momento da História nacional ser descrito de melhor forma. O poder corrompe, mas apenas aqueles que a ele interessa corromper. A elite brasileira, que sempre navegou nas ondas do poder político/financeiro, não poderia aceitar de bom grado pessoas como o diz bem “sem pedigree” governando o país. E, infelizmente, o PT recaiu em erros aos quais não tinha o direito de fazê-lo; Digo o PT, não digo Dilma. Esta é vítima das circunstâncias de instituições desmoralizadas e de um Congresso que a tudo interessa, exceto o bem-estar social e o que é melhor para o país.
    Como se diz em um jargão por aqui: aguardemos cenas dos próximos capítulos desta novela dantesca”

    1. Não se trata disso Caro Pimentinha. Do que se trata é de conciliação de classes, algo que Salazar também fez em ditadura com a União Nacional transversal e hierarquizada simultaneamente.

      Lula da Silva governou com suporte dos partidos da direita e quando os donos desses partidos entenderam que era oportuno fizeram o golpe. Estão a fazê-lo. Ficarão, sem eleições, a governar sem conciliação de classes, mas reprimindo as classes trabalhadoras, devolvendo à pobreza os milhões de brasileiros que ascenderam ao mundo do trabalho e se incluíram na sociedade.

      Pela segunda vez, no Brasil a experiência da conciliação de classe dá golpe. Há 60 anos Getúlio que vinha da burguesia conciliou e foi pros anjinhos. Agora Lula veio da classe operária conciliou vai para a prisão para não ganhar as eleições de 2018 se ainda houver disso no Brasil.

      O que se aprende daqui é que há classes sociais, interesses de classe, luta de classes, instituições de classe, como a justiça e que a conciliação gera o pântano que destrói quem se identifica com os fracos.

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