Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Fevereiro 2016

António Bagão Félix

29 de Fevereiro de 2016, 12:57

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No poupar é que está o erro

A poupança silábica está cada vez mais presente na linguagem oral e escrita. Não me refiro à capacidade de fusão digestiva que, na oralidade, transforma várias palavras seguidas numa quase só palavra dita e, não raro, incompreensível, e muito menos não escrevo aqui sobre os códigos que se instalaram no reino das mensagens e correio electrónico, em que letras como o k, antes estrangeiradas, se tornaram comuns. Falo apenas do fenómeno da economia de sílabas que se tem verificado, com… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

29 de Fevereiro de 2016, 09:05

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Uma forte náusea

Escreve João Vieira Pereira no Expresso: “Sempre que ouço a palavra nacionalização sofro um reflexo automático que se expressa por uma forte náusea”. Não sei se devo elogiar a candura, pois é raro que o preconceito ideológico se exprima de forma tão eloquente e até tão fisiológica, ou se manifestar alguma surpresa, porque afinal um jornalista com responsabilidades prefere colocar-se de fora do debate que considera suficientemente importante para merecer a sua atenção. Vieira Pereira é um adepto da espanholização… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

27 de Fevereiro de 2016, 12:38

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Grato ao BE

A direcção do Bloco de Esquerda resolveu usar a figura de Jesus Cristo para ilustrar a sua satisfação por uma nova lei. Dispenso-me de comentar a legislação aprovada no Parlamento, pois não é aí que reside a polémica que se gerou em redor do destrambelhamento propagandístico da medida, por quem julga que não há limites democraticamente decentes à imaginação tornada pública. Sou católico e, como tal, senti-me ofendido pela grosseira utilização da figura de Cristo, para mim não um profeta,… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

26 de Fevereiro de 2016, 11:08

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A tempestade bancária que vai chegando

Os grandes bancos europeus são o elo mais fraco da crise que vai chegando. Depois de terem recebido a quantia astronómica de 661 mil milhões de euros desde 2008 em ajudas públicas, os bancos estão descapitalizados (uma parte dos seus activos vale menos do que o declarado ou, por outras palavras, é tóxica) e têm dificuldades em pagar as suas responsabilidades de curto prazo. Os gráficos que seguem indicam os sintomas mais flagrantes dessa dificuldade. Nos dois primeiros, verifica como… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

26 de Fevereiro de 2016, 09:19

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“Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar”

Dizia assim uma notícia da Lusa – com impacto limitado nos nossos media – de domingo, 21 de Fevereiro: Um hotel preparado para acolher refugiados na localidade de Bautzen, no leste da Alemanha, ficou seriamente danificado na noite passada por um incêndio, enquanto grupos de vizinhos festejavam o sinistro [sublinhado meu]. A polícia deteve temporariamente três pessoas, por interferirem no trabalho dos bombeiros envolvidos no combate às chamas. Os incêndios em unidades destinadas a acolher refugiados, já habitadas ou em… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

25 de Fevereiro de 2016, 18:00

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A descida do rating da dívida pública do Brasil

Já me referi anteriormente à crise enfrentada pela economia chinesa. Ora a economia brasileira andou a reboque do desenvolvimento económico da China na última década e meia. O investimento em infraestrutura e em capacidade produtiva nesse país resultou no aumento das exportações do Brasil (para a China) e dos preços relativos dessas mesmas exportações. Agora vive-se, em parte, o reverso da medalha. A Moody’s baixou o rating da dívida pública do Brasil para “lixo”, sendo a terceira agência de rating… Continuar a ler ›

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