Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

14 de Dezembro de 2015, 00:01

Por

Não pode ser assim (no BANIF)

Ao cair da noite deste domingo para 2ªf, a TVI e depois os jornais, incluindo o PÚBLICO, publicaram algumas informações e diversas interpretações sobre o eventual fim do BANIF ou uma imediata intervenção dos reguladores no banco.

Esta informação não devia ter sido filtrada e a sua divulgação, verdadeira ou falsa, é prejudicial para a resolução dos problemas do banco. No mínimo cria incerteza, no pior dos casos prejudica as soluções.

Não é novidade que o BANIF está desde há muito em situação difícil. A injecção de 1100 milhões de euros pelo Estado, que se tornou sócio a mais de 90% (e ainda mantém mais de 60% com 825 milhões) demonstrou a precariedade do banco. A procura de novos sócios, a começar por um sempre anunciado e sempre falhado negócio com a família reinante na Guiné Equatorial, só demonstrava que a administração não olhava a meios mas não conseguia resolver o assunto. A desatenção da Ministra das Finanças do governo anterior ou do governador do Banco de Portugal, ou de ambos, é chocante: ou foi incompetência ou foi irresponsabilidade. Não se pode deixar passar tanto tempo sobre um problema que só se agiganta.

Entretanto, tendo a Comissão Europeia rejeitado diversos planos para o banco, a administração emitiu na 6ªf um comunicado, a pedido da CMVM, para responder a especulações. O comunicado anunciava que havia compradores interessados em adquirir a parte do Estado, com as acções a subiram 56%.

Luís Amado já tinha dado uma entrevista na semana passada para tentar conter as dúvidas, mas agora a administração foi categórica. Por isso, se nesta semana essa venda não se concretizar, temos um problema em cima de um problema. Lembro a propósito que também nesta 6ªf, no Tabu na SicN, interpretei este comunicado como podendo ser (pelo menos) uma fantasia: não vejo como possa haver interessados em comprar acções num valor tal que compense a parte do Estado.

O que é portanto certo é que existe um problema no banco.

Mas a divulgação de várias hipóteses de intervenção, aliás diferentes e contraditórias entre si, é um erro. Para operar uma resolução de um banco ou qualquer outra forma de intervenção, não se pode deixar que haja notícias a correr – isso tem um enorme potencial de criação de novos prejuízos e de manobras de última hora. A intervenção, qualquer que seja, é feita num fim de semana e nunca anunciada ou discutida umas horas antes de começar a semana. Dentro de algumas horas, a Bolsa ressentir-se-á disso.

Quem tomou a iniciativa de fazer divulgar estas hipóteses desordenadas nas televisões e nos jornais procurou manipular os jornalistas e procedeu de modo a prejudicar a confiança no sistema bancário, a prejudicar a resposta técnica que venha a ser necessária e a tentar erradamente condicionar os decisores políticos. O resultado é que o tempo ficou mais curto.

Comentários

  1. Caro Francisco,
    Ha , segundo o seu comentario, tres culpados: a MdasF, o governador do BdeP e os jornalistas que deram a noticia.
    O que me surpreendeu ( ou talvez nao ) foi a ausencia de propostas, vindas do Francisco(1). É que, agora, o BE esta com um pé e 1/2 no poder e nao pode deixar de assumir responsabilidades pela medida que for aplicada. Porque, coerentemente, nao vai manter o apoio ao governo se ” forem sempre os mesmos a pagar : – os contribuintes”. Agora, como dizia Catarina Martins, ” é que os banqueiros vao pagar”. É assim ou nao, caro Francisco?
    1* a “proposta” para que remete (do grupo que integrou) só faz sentido dentro da academia ( tal como continua a existir ) . É um exercício fútil próprio para alunos de Financas . Falta-lhe a ressalva “não é para ser usado na vida real”. Efetivamente parte da premissa que não está ninguém do outro lado da mesa a negociar . Isto é, os credores aceitam, rendidos, as condições decorrentes do exercício. Se não fui claro, Varoufakis pode dar certamente um bom contributo.

    1. Eis que chegámos à semana do Natal e o governo da extrema-esquerda decidiu oferecer uma prenda generosíssima aos banqueiros espanhóis do Santander.

  2. Antonio Costa já garantiu os depositos. Passos Coelho não fez nada este tempo todo….
    É um regresso ao passado ( não aprendemos nada com o caso BPN ).
    Vamos continuar a tratar as pessoas como inimputaveis. Onde vou colocar as minhas poupanças? Onde render mais.
    O futuro fica assim adiado, confiando tudo á regulação, nada deixando ao senso das pessoas, que são convidadas a não participar.
    Claro que para a economia é melhor manter a confiança. Sim, manter a confiança porque o setor bancario não é de confiança.
    Um reparo a uma minha anterior intervenção. Ao contrario do que eu preví, Antonio Costa está a governar á esquerda. É honesto da sua parte.

  3. (…) “A desatenção da Ministra das Finanças do governo anterior ou do governador do Banco de Portugal, ou de ambos, é chocante: ou foi incompetência ou foi irresponsabilidade.”(…)
    Não, não foram esses os motivos… Foi mesmo por desprezo em relação à desejável boa gestão da coisa pública, para adiar o assunto e deixar que “as castanhas estalassem nas mãos de outros”, “empurrando com a barriga”. Maquiavel não faria melhor…
    Só não tivemos, desta vez, “a voz autorizada”, daquele que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”,a gritar aos sete ventos, que os portugueses podem confiar no BES, perdão, no Banif…
    Quanto ao sempre atento e diligente Governador do BdP, para quando uma investigação séria – e a sério -, acerca do seu mandado à frente daquela Instituição?

  4. Caro CR, há uma enorme diferença entre BCP, BPI, e BANIF. No caso do Banif o incompreensível é que o Estado tenha injectado 1 cêntimo sem que o plano de recuperação do banco – e respectivo pagamento – estivesse aprovado. Aliás, julgo que nem apresentado estava na DGConcorrência, ao contrário do que aconteceu a todos os demais. E, de facto, a partir da injecção de capital foi assobiar para o alto e deixar andar. Não acredito na viabilidade do BANIF nem na venda do mesmo a um preço que permita ressarcir o Estado. Está na altura de deixar falir um banco, para se perceber o que e o “risco sistémico”…Quanto aos especuladores,sempre se disse que é comprar no boato e vende na notícia mas parece me que, pelo incómodo, também terá algumas acções do banco. Quem tiver comprado títulos nos últimos dois anos, a procura do lucro fácil da roleta, não poderia senão esperar ser apanhado pela contra maré. E não, não invisto em acções para não ter esses “incómodos”.

  5. Para evitar outro BANIF em que o Estado ficou accionista, usaram a resolução no caso do BES. O PSD fez mal no BANIF, fez mal no BES, qual é afinal a solução? Deixar falir? Quando se critica eu gosto que se apresente uma solução melhor, se quiserem defender a falência como solução melhor defendam, ficar na ambiguidade de dizer mal mas não dar caminho é que não.

  6. Posso estar enganado (e,se estiver, por favor corrijam-me) mas não me recordo de ouvir Francisco Louça tomar idêntica posição nos dias que antecederam o colapso do BES. Nessa altura, de acordo com a notícia resumida na TVI24 de 10/07/2014, não se coibiu de referir na apresentação do relatório que elaborou com outros 3 economistas que «estamos a viver uma tempestade no verão porque daqui a uma semana o GES entrará em default no Luxemburgo e na Suíça se não pagar 900 milhões de euros à PT [Portugal Telecom] num arranjo muito estranho que tem afundado as ações da PT, prejudicado o GES e o rating [notação] da República Portuguesa e toda a confiança no sistema bancário». Mais, não se coibiu então de apontar a «resolução bancária» como a solução a seguir. Ou seja, será que em 2014 (com um outro governo em funções) Francisco Louça também escreveria isto: “Quem tomou a iniciativa de fazer divulgar estas hipóteses desordenadas nas televisões e nos jornais procurou manipular os jornalistas e procedeu de modo a prejudicar a confiança no sistema bancário, a prejudicar a resposta técnica que venha a ser necessária e a tentar erradamente condicionar os decisores políticos. O resultado é que o tempo ficou mais curto.”
    Onde está a coerência? Ou isso só é válido para os outros?

    1. A coerência é absoluta. A dívida e o prazo dos 900 milhões eram conhecidos. O default tinha data anunciada e a resolução era o único caminho (a forma de resolução aplicada pelo BdP é diferente, e na minha opinião pior, do que a que os 4 economistas que cita, e entre os quais me encontro, apresentou). Ontem o que aconteceu foi outra coisa: foram feitas especulações sobre vários caminhos a seguir, sem que as fontes oficiais os confirmassem. Como previ e como era fácil prever, hoje a cotação do Banif mergulhou. Na 6ªf houve quem estivesse a ganhar dinheiro com base numa artimanha.

    2. Pode nos explicar resumidamente a diferença entre a resolução do BdP e a resolução que defendeu?

    3. Quando é para criticar simplifica e tudo se consegue em poucas palavras, quando é para explicar a sua solucao envia-me um PDF. Não quer comecar a criticar da mesma forma, via relatório? Como bem sabe, as solucoes adoptadas pela oposicao sao tambem complexas e analisa-las a sério tem de ser feito com detalhe.

    4. Lamento. Pensei que o seu interesse fosse conhecer, estudar e discutir propostas. Enganei-me.

    5. Só para clarificar, eu compreendo que o tema seja complexo. O que eu não percebo é a forma como se simplifica na crítica, e se complica quando é para se dar as soluções alternativas. Ambas as situações devia merecer o mesmo tipo de analise detalhada.

    6. Esta é uma discussão desigual em que você critica em poucos parágrafos e contra argumenta com 70 páginas. Não precisa de 70 paginas para explicar porque razão a estratégia da oposição é errada, mas precisa de 70 para explicar a sua estratégia?

      De forma prática, sendo as criticas ao BdP feitas tão “pela rama”, como é que posso de forma informada comparar o que foi feito com a sua proposta? Uma critica que pretende de facto informar, iria comparar o que foi feito, ponto a ponto, com a sua solução, acompanhando a comparação com uma analise custo/beneficio (porque ninguém pode acreditar que tudo tenha sido mal feito). Algo complexo eu sei, mas é um assunto complicado.

      Eu olho para o seu documento, que até li, e fico sem perceber onde é que a ação do BdP foi distinta da sua proposta, muito por culpa da forma genérica como se critica o que foi feito pelo BdP.

      Finalmente pergunto que discussão pretende ter. Pretende discutir um documento 70 páginas nesta caixa de comentários?

    7. Mas vamos lá então:
      – A sua proposta é uma revisão segundo percebo de todos os bancos, não de apenas um banco. Correto? Ou seja, parece um pouco desadequado comparar com a intervenção num único banco (ou dois) porque mudam todos os pressupostos.
      – “Após esse processo, o valor nominal das ações existentes seria reduzido a 0€.Os detentores de dívida subordinada veriam igualmente os seus créditos anulados.” – Tirando a remissão de ação pelo valor reduzido, os detentores de dívida subordinada ficavam a arder, algo que tem sido o maior problema da resolução do BES (dado que os credores não o aceitam). Em que é que esta solução mitiga esse problema?
      – “Todos os restantes passivos da banca, exceto depósitos do Fundo de Garantia de Depósitos, a dívida ao Eurosistema, dívida a fornecedores e a funcionários, seriam, por lei, redenominados, sendo o valor nominal dos depósitos reduzidos em 24% e o valor nominal dos restantes passivos reduzidos em 34% (vd Tabela 14).” – Ou seja, um “corte” (troca por ações) unilateral de 24 por cento de dividas a fornecedores, depósitos não protegidos pelo fundo de garantia e até divida ao Eurosistema. Considera isto pacifico (assumindo que é sequer legal/constitucional)?

      Tendo em conta todos estes “cortes” unilaterais na dívida, no valor das ações, e tendo em conta a reação social ao resultado da resolução do BES, o que o leva a entender que esta sua solução seria superior, ignorando o facto da sua solução ser transversal? Estamos a falar de trocas de dívida por ações que podem descer de valor no dia a seguir.

    8. Eu gostaria de poder agradecer, mas deixou-me sem respostas. “conhecer, estudar e discutir propostas” foi o que disse, mas a última, a mais difícil, ficou por concretizar.

      Já agora coloco uma questão adicional. O BPN, BANIF e BES foram intervencionados por falharam por completo as exigências de rácios de capital, mas no seu plano a resolução seria aplicável a todos os bancos. Resolução essa que iria implicar uma transferência de capital accionista entre os donos pré-resolução e os novos donos pós-resolução.

      Isto não corresponde a uma espécie de nacionalização e redistribuição posterior? Estamos a falar de bancos que cumprem os rácios exigidos, com que argumento o estado forçaria uma transferência de activos entre privados?

      Quanto ao não concordar com as opiniões, não sei porque diz isso. Eu queria conhecer a sua opinião, que é um pré-requisito para poder discordar. Como critiquei só posso ser da outra “cor”?

      PS: Depois quando reli percebi que as dividas a fornecedores e Eurosistema não estavam incluídas no “corte”. Realmente estava a achar um pouco estranho mexer com o Eurosistema e os pobres fornecedores que nada têm a ver com os processos financeiros.

    9. Pediu-me um resumo e fiz-lho: “Essencialmente trata-se de uma redução do passivo para consolidar o balanço, com menos dívidas, transformadas em capital, de modo que o banco ficasse mais robusto e capaz de se relançar.” Mandei-lhe também o texto detalhado. Fico satisfeito por saber que o leu e que encontrou pontos de acordo.

  7. Claramente esta especulação partiu das forças neo-liberais que querem minar os habituais esforços do governo de maioria (ainda que negativa) por agir pela calada e apresentar de manhã cedinho o D. Sebastião aos incrédulos. Acha concerteza o Professor que deveríamos impor restrições aos media para que se acabe de imediato com estes abusos da imprensa, o que seria perfeitamente aceitável, que eles com governos de esquerda não brincam!!

  8. F é preciso dizer claro que não ha soluções sem perdedores, os depósitos estão garantidos ate 100.000 euros, dúvido que alguêm tenha depósitos desse montante e se os tem é porque é obrigado a tal. Como expões, a venda so faria sentido se o dinheiro quase torrado pelo Estado no crédito de ha un tempos for recuperado, o que o banco tenha activos tão atrativos que surja um comprador de relevo, o que eu duvido, não sei quanto do crédito que não recuperam tem garantias inmobiiarias ou tangíveis. O que resulta claro é a total incompêtencia do Banco de Portugal , desde o BPN ate este Banif, tudo corre mal, se as soluções que o novo governo forem as tradicionais vamos a assistir ao mesmo, ou aberto ou encapotado. Era preciso simplemente nacionalizar toda a propriedade do banco e embargar a propriedade de todos os accionistas ate o montante que cubra o buraco, é preciso moralizar em absoluto a situação, sem isso pagamos todos, embora a direita ira a gritar comunismo, comunismo. Como duvido que isso seja feito, fico a espera do milagre socialista, socializamos as pérdas dos acccionistas donos da ilha da Madeira.

  9. Há seguramente um problema que é comum a todos os governos, é que metem todos os bancos na fórmula “efeito contágio”. Será comparável a dimensão do Banif, Novo Banco, BPP ou BPN com outros bancos de maior importância a operar em Portugal? O efeito contágio, já de si, é um instrumento pouco convincente para defender a promiscuidade que opera no sistema financeiro, mas quando se imprime essa “premissa” na protecção deliberada de interesses privados, está tudo dito… O BdP tem que enviar uma mensagem simples ao sistema financeiro: “meus caros, o país tolera perfeitamente a falência de um ou dois bancos da dimensão do Banif”, sob pena de não chegar a ser levado a sério como Banco Central. Antes da injecção de capital por parte do Estado, os investidores dispuseram de toda a informação para perceber que o banco estava em maus lençóis, devendo por isso acautelar os seus haveres. Alguns tê-lo-ão feito por informação antecipada e privilegiada, os mais pequenos já deveriam saber que são sempre eles a pagar a “fava” financeira, por isso, se persistem, que assumam o prejuízo. O Estado não tem que entrar no capital de um banco para lhe resolver os problemas que, esses, não são públicos mas sim privados. Há aqui uma deturpação gratuita das funções do Estado e se o Estado age desta forma, é porque ganhou o mau habito de entrar no mercado como agente e não como regulador. Por outro lado acho pouco crível que Francisco Louçã veja nas relações de um banco com os seus investidores, algo mais do que informação truncada e assimétrica, como se este não fosse o modo de funcionamento por excelência de um sistema financeiro de mercado, pois é assim que a “fava” cresce e se multiplica, até que ganha uma dimensão gigantesca e generalizada e é finalmente regulado por um krach. Simples como água…não tem nada que saber. Acreditar que o Estado português tem condições para intervir num imbróglio desta natureza é coisa de principiante ou cegueira remunerada, não creio que seja o caso de F.L.. Aliás temos precedentes, bastantes, para perceber que é assim.

  10. Como é que alguem diz:”o anterior governo fez muito bem”,ou seja injectou 1100 milhões de euros dos contribuintes,e nada ficou resolvido?quer dizer,já sabemos que a actual gestão ganha balurdios de dinheiro….,para isto? Pelos vistos,e pelo andar da carruagem,estes “gestores” ainda se lembram de “desaparecer”como o lider da Fosun,e claro,quem vier atras,que feche a porta,pois claro.

  11. BOLSA DE LISBOA – UM PARAÍSO PARA OS ESPECULADORES
    Há-de haver quem ganhe muito dinheiro com toda esta especulação. Um banco que cumpre com os rácios do Banco de Portugal e regressou no ultimo semestre aos resultados positivos demonstrando a sua rentabilidade. Vai ser intervencionado para quê e porquê? A DGCon ja veio dizer que a solução poderá passar por assumir um compromisso de venda durante 2016.
    Esta noticia d outubro de 2015 resume o que se passa: http://www.publico.pt/economia/noticia/bruxelas-pressiona-banif-a-pagar-ajuda-estatal-1711828
    O Banif tem que devolver 125 milhões de divida ao ESTADO tendo até 2017 para resolver o problema do capital. Grande jornalismo económico que temos em Portugal. Onde anda a CMVM o Ministério das Finanças e a Administração do Banif quando permitem este tipo de especulação? Afinal está em causa arranjar 125 mihões para pagar no imediato ou é a saída do ESTADO do capital do banco? É que esta última estava prevista ser feita até 2017 e não em 2015.
    “A DGCom já avisou que ou o Banif paga os 125 milhões de euros (da divida restante dos Coco’s) e aplica um programa de reestruturação validado pela União Europeia ou a ajuda do Estado (que está em 825 milhões) deve ser devolvida.
    Em Dezembro de 2012, quando o banco foi intervencionado, o Estado entrou com 1100 milhões (400 milhões de Coco’s), dos quais 700 milhões foram injectados directamente no capital, tornando-se o accionista de controlo. O acordo de capitalização do Banif prevê que o banco encontre até 2017 um investidor privado que substitua o Tesouro. Esta parte do contrato está dentro do calendário definido por Bruxelas.”
    Pelas contas divulgadas, que terão sido sujeitas à supervisão dos orgãos de fiscalização, da CMVM e Banco de Portugal, não parece que esteja em causa a viabilidade do BANIF. Ou será que estão novamente enganados os senhores dos reguladores principescamente remunerados pelas suas funções e aos quais nunca é assacada qualquer responsabilidade pelos seus erros?
    O ESTADO tem que vender os 60,00% do capital até ao final de 2015 ou até 2017 como ficou acordado? Houve alterações nos pressupostos? É que se houve não foram divulgados.
    Não se trata neste momento de arranjar investidores para substituir os 125 milhões da parte das obrigações de capital contingente (CoCo´s)?
    Porque é que não esclarecem devidamente os investidores evitando que uns quantos especuladores possuidores de toda a informação ganhem milhões com estas jogadas criminosas ao criarem noticias incompletas levam ao pânico no mercado

  12. O Hugo faz uma observação justa e pertinente. Apenas constata que o novo governo tem uma oportunidade de pôr em prática as soluções que defende – que não sei quais são – e demonstrar como se deve resolver este tipo de problema.

    1. Fazer bem será lançar dinheiro público para o buraco e depois olhar para as estrelas?

    2. BOLSA DE LISBOA – UM PARAÍSO PARA OS ESPECULADORES
      Há-de haver quem ganhe muito dinheiro com toda esta especulação. Um banco que cumpre com os rácios do Banco de Portugal e regressou no ultimo semestre aos resultados positivos demonstrando a sua rentabilidade. Vai ser intervencionado para quê e porquê? A DGCon ja veio dizer que a solução poderá passar por assumir um compromisso de venda durante 2016.
      Esta noticia d outubro de 2015 resume o que se passa: http://www.publico.pt/economia/noticia/bruxelas-pressiona-banif-a-pagar-ajuda-estatal-1711828
      O Banif tem que devolver 125 milhões de divida ao ESTADO tendo até 2017 para resolver o problema do capital. Grande jornalismo económico que temos em Portugal. Onde anda a CMVM o Ministério das Finanças e a Administração do Banif quando permitem este tipo de especulação? Afinal está em causa arranjar 125 mihões para pagar no imediato ou é a saída do ESTADO do capital do banco? É que esta última estava prevista ser feita até 2017 e não em 2015.
      “A DGCom já avisou que ou o Banif paga os 125 milhões de euros (da divida restante dos Coco’s) e aplica um programa de reestruturação validado pela União Europeia ou a ajuda do Estado (que está em 825 milhões) deve ser devolvida.
      Em Dezembro de 2012, quando o banco foi intervencionado, o Estado entrou com 1100 milhões (400 milhões de Coco’s), dos quais 700 milhões foram injectados directamente no capital, tornando-se o accionista de controlo. O acordo de capitalização do Banif prevê que o banco encontre até 2017 um investidor privado que substitua o Tesouro. Esta parte do contrato está dentro do calendário definido por Bruxelas.”
      Pelas contas divulgadas, que terão sido sujeitas à supervisão dos orgãos de fiscalização, da CMVM e Banco de Portugal, não parece que esteja em causa a viabilidade do BANIF. Ou será que estão novamente enganados os senhores dos reguladores principescamente remunerados pelas suas funções e aos quais nunca é assacada qualquer responsabilidade pelos seus erros?
      O ESTADO tem que vender os 60,00% do capital até ao final de 2015 ou até 2017 como ficou acordado? Houve alterações nos pressupostos? É que se houve não foram divulgados.
      Não se trata neste momento de arranjar investidores para substituir os 125 milhões da parte das obrigações de capital contingente (CoCo´s)?
      Porque é que não esclarecem devidamente os investidores evitando que uns quantos especuladores, possuidores de toda a informação, ganhem milhões com estas jogadas criminosas ao criarem noticias incompletas levam ao pânico no mercado por parte dos pequenos investidores?

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