Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

4 de Dezembro de 2015, 08:25

Por

A rábula da vírgula

A minha insistência não teve certamente nenhuma influência na decisão do PSD e do CDS em apresentarem a malograda moção de rejeição, mas só posso agradecer que os destinos cósmicos da direita se tenham alinhado com essa minha preferência. Será raro, mas é saboroso.

O facto é que a direita fez dois grandes favores a António Costa, que mereciam ter sido agradecidos com vénia.

Primeiro, ofereceu-lhe a moção de confiança que desmentiu o argumento tremendista que restava para unir as hostes dos despedidos: se o novo governo era suspeito de ilegitimidade, a votação parlamentar legitimou-o, depois de uma tomada de posse pelo Presidente que, apesar da má catadura, começara o processo constitucional. Ele podia ter terminado com a imagem incerta do Palácio da Ajuda, começou antes com uma votação solene em S. Bento. Assunto encerrado. Não podia ser melhor.

Mas o segundo favor foi o mais importante. Ao sentir-se encurralada e forçada a apresentar a rejeição – argumentando um dirigente do PSD, na surdina do anonimato mas na Antena Um, que só tinham considerado a moção por terem a certeza de que seria chumbada – a direita levou-se a repetir durante dois dias o argumento da ilegitimidade. Por vezes corriqueiramente, à Telmo Correia, outras vezes de olhos no céu, à Passos Coelho (“senti que fui escolhido pelo povo para ser primeiro-ministro”), o argumento foi o único que restou, se descontarmos os sound bytes de Portas, que divertiram toda a gente e que toda a gente já esqueceu. Durante dois dias, a direita abdicou de discutir o programa do governo, deixou de combater os seus pontos fracos, desistiu até de sublinhar as dificuldades da viragem do PS e as contradições do seu discurso.

O PSD e o CDS mandaram as tropas insistir na rábula da vírgula. Assim foi. Os jogos florais consistiam em encontrar a melhor variação para o primeiro-ministro-vírgula-não-eleito. Riram-se muito e aplaudiram com entusiasmo. Os partidos precisam por vezes que lhes digam que são uma muralha de aço. E quanto mais insistiam, se riam e se aplaudiam, mais longe ficavam do país, que olha para tudo isto com algum embaraço pelas más figuras daqueles dignitários e com basto desinteresse ou até desprezo por gente que se pensa o centro do mundo.

Na verdade, o que é que interessa quem ameaça com revisões constitucionais em proveito próprio e que exige novas eleições sempre que os resultados são inconvenientes? Presumo que Portugal pensa mais nos 12500 enfermeiros que emigraram ou na devolução da sobretaxa do IRS do que na farândola dos tristes ex-ministros. Ora, quanto mais tempo estes insistirem na necessidade de serem reconduzidos ao gabinete por um país ingrato, quanto mais ressentidos se mostrarem com o facto de os seus negócios ficarem vulneráveis na TAP e nos transportes urbanos, quanto mais apressados se mostrarem em novos cargos e prebendas, mais se acentua esta clivagem a que alguns, com malícia, chamaram o turno radicalizado da direita, ou o extremismo manso de Portas e Passos.

A rábula da vírgula serve simplesmente para o PSD e o CDS lavarem a alma e confortarem os seus desesperados. Foi o melhor favor que fizeram a Costa. Ao primeiro-ministro basta por agora falar calmamente sobre o país para aproveitar a vantagem que, graciosamente, os derrotados das eleições e do parlamento lhe ofereceram.

Já ganhou mais uma semana.

Comentários

  1. Enquanto a Direita continuar a achar muita graça a si própria, Costa agradece. Felizmente há o Bloco, que fez a pergunta a Mário Centeno que interessava, ou seja, o que vai acontecer ao Novo Banco? Claro, estas perguntas a Direita não pode fazer, porque tem o rabo preso (ou será a rábula?). Suspeito que ainda vamos ter que nos rir destas graças sem graça à Portas durante bastante tempo. E ainda há aqui comentadores que se queixam do seu sarcasmo, Prof. Louçã…

  2. F, dos comentárioS que leio concluo dois coisas, uma, que ha pessoas que gozam de masoquistas a criticar quem tem uma opinião bem firme e sólida sobre as questões políticas e conómicas, podem inclusive ser ate pagas para isso, ou pertecer a agencia de comunicação do insulto. Duas, é frequente ouvir esta opinião: os funcionários públicos não fazem neNhum, trabalham pouco, ganham demasiado e tem muitos privilégios. A primeira pergunta a responder, é necessário a FP com a dimensão actual?, precisamos assim tanto de militares, magistrados, policias, professores, médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, administrativos, diplomatas, barredores de rua, homens do lixo? Ha um sobredimensionamento da FP, ha serviços que os privados poderiam fazer melhor e a preços mais baixos, são os salários demasiados elevados para os impostos que os portugueses são capaces de pagar, quais são as mordomias e benefícios que gozam e porque? Eu penso que a esquerda deveria ter uma ideia clara e comunicável sobre isto. Por exemplo poucos sabem as exigências que recaem sobre um funcionário público, porque normalmente o que vemos é o que temos pela frente, estabelecimentos que funcionam bem outros que funcionam mal, tempos de espera para resolvermos coisas burocráticas, funcionários competentes outros nem por isso, filas de espera nos hospitais, clínicas, professores que faltam as aulas, servicios que demoram a fazer seu trabalho, digamos que a FP esta sempre exposta ao juiço público, escrutada sem dó nem piedade. Ninguêm escreve o que acontece no sector privado, de facto as coisas não são piores ou melhores, basta pensar nos mecánicos, electricistas, canalizadores, pedreiros ou dentistas ou no atendimentos em supermercados ou restaurantes, ha bons e maus, não é muito diferente do que acontece nos serviços públicos. Ha áreas onde simplemente não podemos comparar, militares, magistrados, diplomatas, policias ( embora aqui existem as companhias de segurança, uma especie de policia civil), embora Milton Friedman ate chegou a propor exércitos privados e de facto nos USA ja existem, embora para acções fora do território americano do norte. Nas áreas onde podemos comparar ja houve bastante privatatização, e o passado governo estava en vias de acelerar a privatização de serviços ou de restringir os serviços públicos criando espaço para serviços privados. Ha um juiço que não se faz com profundidade, qual é a qualidade ds elites políticas e económicas, a sua capacidade de dirigir, organizar, o nosso sistema é pouco exigente e pouco controlador. O que acontece no estado é fruto da evolução do Estado, das suas necessidades mutantes, da capacidade formar e criar emprego, de inovar atempadamente. Os quadros do estado sofreram um profundo impacto negativo com as privatizações, por toda parte començaram a existir superfluos, pela duplicação de serviços, pela existência de privados a fazer o que antes faziam. Muito do trabalho técnico que se fazia no estado passou a ser encomendado a consultoras privadas, frequentemente mesmo o trabalho administrativo passou a ser feito por empresas. Não se pode negar que tem havido muito clientelismo no emprego público , os partidos colocam a sua gente nos ministérios, nas autarquias,as entidades reguladoras, nas empresas públicas, o que não é uma particulridade portuguesa. Criar e manter uma máquina de estado eficiente e suficiente é um desafio, mas não se deve confundir os jobs for the boy da necessidade de serviços e administração de estado modernos e eficazes, em tempos de forte inovação tecnológica a pressão aumenta e a racionalização chega também aos minsiterios e institutos do estado, o problema é que se destruem mais lugares de trabalho dos postos que se criam seja no sector privado como público, na visão da direita vão todos os excedentes para o desemprego, a emigração, não tem resposta e nos temos uma posição defensiva, num quadro em soberania económica fica dificil, abç,

    1. Na FP devem estar os melhores e mais bem pagos, para que possamos ser bem servidos. Os privados como pode ser visto na banca, desde 1988, so querem o lucro a qualquer preço, mesmo que para tal tenham que ser vigaristas, cá por casa BPN,BPP,BES…..

  3. Dr. Francisco Louçã,

    Tenho uma pergunta para lhe fazer e gostava que fosse completamente honesto na resposta.

    Acredita que esta coligação entre o PS e demais partidos de esquerda funcione verdadeiramente ?

    Desde já agradeço pela resposta.

    1. Louçã, tenho de o corrigir: sei de fonte segura que ontem, entre as 9 e as 10 dez e pouco da noite, esteve sem funcionar. E hoje houve outra interrupção entre as dez e cinco e as dez e um quarto. Só que tudo tem sido abafado para que os mercados não saibam. Seria o caos!

    2. Na lua de mel, os casamentos são uma maravilha. O problema é depois, principalmente quando não há dinheiro para financiar as pretensões de um dos parceiros…

    3. Deixe lá, João Magalhães. Louçã diz que aquilo está a funcionar mas já se percebeu que Costa está tão seguro do apoio dos amigos de ocasião que nem se atreve a lançar uma moção de confiança para não os deixar baratinados, sem saber se hão de passar aval ao governo ou não. Os três juntinhos para rejeitar a moçao de rejeição foi canja, agora interessa é saber de que lado estão todos. E uma vez que Francisco Louçã é tão escutado nos corredores dos Passos Perdidos (ao que parece mais ainda do que quando fazia parte do elenco) por que não lançar o repto a Costa? Dúvidas sobre o votito da malta do PS que não engole o acordo posnupcial? Miúfas do voto do PCP? Tremeliques quanto à intençao de voto de alguns deputados do BE? Vamos lá a isso, gente! A coisa está sólida e é pra valer? Então vamos lá à moção de confiança sem mais tardança. Quem não deve, não teme. E Costa ficava com um seguro de vida valioso para os próximos tempos. Vamos a isso!

    1. Pelo que leio, está mto bem informado sobre o que se passa no meio dos 2 partidos. Isso é alguma escuta ou será infiltração por parte de Vocelência? Cá a mim parece-me cusquice de alcoviteira mas Vossa Mercê e que sabe para o que tem jeito. Para que conste, tb correu que ainda antes de ser indigitado, já havia quem chamasse a Costa, sr PM, e isso não deu comichão a ninguém. Bem importa ao povo como é que uns e outros se tratam, é mesmo uma questão fraturante. Ele há cada um!

  4. Se há coisa pior que manobras dilatórias, é ser um vácuo de ideias para o país.

    Rui Rui faz uma falta tremenda ao PSD… Sem troika o Passos e o Portas são duas nulidades políticas, e os resultados da sua governação estão há vista.

  5. Caro Professor Francisco Louçã
    não o quero corrigir, mais acho que o titulo de seu artigo não está correto .
    Dou-lho no entanto uma sugestão : O rabo da virgula.

    1. Buscai nos dicionários mas não encontrei a traduição em inglês de “rábula da virgula”. Pode ajudar ?

  6. Acredito fortemente em sistemas ultra-liberais, e juro a pés juntos que são a melhor opção para um país com uma população bem preparada para tal, mas que Portugal não tem. Como tal, creio que um sistema com um estado social de apoio lhe vai melhor. Gostaria de apreciar o BE e PS, mas ler coisas como isto:

    “se o novo governo era suspeito de ilegitimidade, a votação parlamentar legitimou-o”

    Apenas mostra a falta de honestidade intelectual que reina no sistema partidário de Portugal.. todo o espectro politico Português é composto por mentirosos compulsivos que vão desligando o povo da politica.

    Como o Sr. Manuel Gonçalves disse abaixo; votos de boa continuação na buzina, sr. Louçã…

    1. Tal como a absolvição da senhora dona Lourdes o acórdão da relação assinado por aquela juiza confirmou o ilicito

    2. “todo o espectro politico é composto por mentirosos compulsivos”….logo significa que o senhor não vota nem no cds.Portanto é um abstencionista,logo faz parte dos 43% que estão-se a lixar até para votar,logo é um preguiçoso,logo você por não votar ,tramou…o Paf.

    3. «“todo o espectro politico é composto por mentirosos compulsivos”.…logo significa que o senhor não vota nem no cds. Portanto é um abstencionista, logo faz parte dos 43% que estão-se a lixar até para votar, logo é um preguiçoso,» (João Lopes)
      Acrescento: logo a sua obrigação, em decência, é calar a boca e abster-se também nas caixas de comentários.

  7. Estou certo que a vírgula vai ser em breve o tema da próxima crónica do “Dean for life” da “Jacket Society of Portugal”, Sir Espada, numa das próximas segundas-feiras. Aliás, a vírgula foi a única razão pela qual o discreto membro dessa Sociedade, Portas, não falou em Latim: no Latim não há vírgulas e o “soundbyte” ficava todo estragado.
    A coisa está a ficar difícil para os lados da direita liberalóide. Na hilariante peça do “Sir” previam-se ainda duas iminentes hecatombes no “Labour”, agora dirigido por um tipo desengravatado: 115 deputados iriam votar a favor dos bobardeamentos na Síria (afinal foram só 66); e a cabeça de Corbyn já estava a ser pedida por diversos setores do partido, se perdesse a eleição intercalar no círculo de Oldham para o UKIP (ganhou o candidato Trabalhista com 62,2 % dos votos, contra 22% do UKIP e 9% dos “Tories”). E vem aí Espanha! Que dores, vírgula, senhores…

    1. Espera…o Costismo estará a fazer escola por terras de sua majestade? Depois da derrota escandalosa do Labour para o Cameron da maioria absoluta, apresentam o Labour vitorioso?!!!!Espera…espera……numa….eleição….intercalar…no…círculo…de…Oldham. A subversão da realidade não limites para esta escola. O cameron que se cuide, amanhã reivindicarão a perda de legitimidade para governar!! Remember the Oldham!!!

    2. Sr. Manuel Gonçalves: Não entendeu. O “Labour” já não é o mesmo. É aí que esta vitória ganha significado. Particularmente quando querem matar à nascença a atual liderança. Como é desejo expresso do “Sir”.
      Quanto à vitória estrondosa, é melhor que, em nome da honestidade intelectual, desconte o efeito do sistema eleitoral maioritário. 36 % dos votos deram 50% dos deputados…

    3. Seja como for é o sistema que têm, e a sua observação segue no sentido da relativização da legitimidade do governo liderado pelo Cameron. Parece que o syrisa beneficiou de um sistema idêntico de majoração de votos. Com 35% de votos obteve uma majoração de 50 lugares.

    4. Sr. Manuel Gonçalves: Registo a sua resposta, aliás bastante mais mansa que a anterior, o que agradeço. Eu relativizo a legitimidade de qualquer um que pretenda ter ganho as eleições e governe um país com apenas 36% dos votos e chame a isso uma vitória retumbante. Seja onde for (Grécia, Itália, Venezuela…) Felizmente que, por cá, as coisas ainda não são bem assim. Contra a vontade de muitos dos coelheiros de serviço…

    5. sr. António Dias, apenas um espírito belicoso poderá interpretar o meu escrito como sendo agressivo. Convive mal com a ironia. Não fui agressivo nem mal educado. Já o Sr., não tendo aparentemente dificuldades de expressão, é no mínimo indelicado ao atribuir-me mansidão. Se fosse da cepa do Sócrates, respondia-lhe da mesma forma que este respondeu ao louçã.
      Tenha um Santo Natal (atenção: o voto é genuíno! Se for Ateu: Season Greatings)

    6. manuel gonçalves: desculpe lá! Apenas me queria referir a uma menor, digamos peremptoriedade. E também deve compreender que ver costismo escrito com maiúscula e Sua Magestade com minúsculas deixa qualquer um fora de si!

    7. Quando me refiro a religião ou a dogmas de fé uso maiúscula, quanto o assunto é o regime monárquico uso sempre minúsculas. Sou Republicano (note a maiúscula).

  8. Para quem “teatralizam” Pedro & Paulo? Agem sem rumo nem Norte ou direccionam-se premeditamente a que eleitorado? Será apenas estarolice ou têm que trunfos na manga para além da verborreia e dos números circenses?

  9. Desejo deixar aqui bem vincado o meu aplauso a este artigo de F. Louçã.

    Enquanto político sempre estive afastado da ideologia que defende e de algumas atitudes políticas que tomou ou ajudou a tomar, enquanto líder do BE.

    Neste momento tenho que lhe tirar o meu chapéu pelas suas posições, incluindo como comentador político, pois dá provas de ser actualmente um homem que “amadureceu” o suficiente para saber como se faz realmente frente à Direita (braço político do capital selvático).

  10. Para lá do episódio totalitário e desmesura do “uso ” da virgula, Paulo Portas ensaiou um ” número ” de sado-masquismo ribombante, perverso e a rair o psicótico de grau muito elevado. Refiro-me à pseudo-catalinária que colocou na sua intervenção criticando um extracto do texto de intervenção do ministro das Finanças sobre a qualidade e perfomance do processo austeritário imposto sem dó nem piedade pelo ex- governo da Direita. Para mim, tratou-se do momento mais violento de todo o debate parlamentar, e espero que seja analisado profunda e ” visceralmente ” , dada a real importância politica da questão. A ” pirueta ” e descarada inflexão argumentativa de Portas coordenou, passe a palavra, a tese sádica sabotando as regras e sentido democrático do processo tributário ao hipocritamente solidarizar-se com os espoliados pelo fisco da tutela do seu governo, apelando, sem vergonha nem limites para um falso rigorismo conceptual -sacrificio e perseverança- que inspira um masoquismo sem freio nem lei(s).

  11. Esta oposição tem para já,uma grande qualidade:faz rir…isto depois de quatro anos(4 e não 40) com publicidade enganosa e com muitos telhados de vidro(a TAP,sobretaxa ou Novo Banco,por exemplo),a unica coisa que saí é virgulas(???!!!!) e filmes dos Marx(por momentos pensei que só voltaria a ver filmes do Harpo se o Paf…deixar)

  12. Continua o extremismo manso do louçã a se vangloriar com a futura desgraça do país. Não se esqueça de aparecer quando voltarmos à falência, e os ordenados e pensões forem cortados. Aí não culpe os outros. Aí demita-se da função pública e vá trabalhar uma vez na vida.

    1. Ainda bem que me recomenda que vá trabalhar, é sempre uma boa recomendação. Suponho que o anonimato esconde um grande trabalhador. Mas não leva a mal que dê a este anonimato a atenção que merece, pois não?

    2. O capitalista poderia usar a ironia, até o sarcasmo, no que respeita ás opiniões politicas do Louçã, mas parece-me detestável o tipo de ataque pessoal patente na última frase do seu post.

    3. Ó manel, se o Louçã pode insultar 38% do eleitorado numa base diária, e elogiar medidas que irão levar o país à falência, corte de ordenados e pensões, então terá que assumir as consequências desses actos. Não é assim com todos?

      Não espero nada menos que a sua demissão da função pública quando isso acontecer. E um pedidos de desculpas público ao grande líder Passos Coelho, que tirou o país do buraco onde a esquerda nos meteu.

    4. Isto até parece escrito por alguém que quer ridicularizar a direita. Se não é, é bem imitado. Oxalá todo o argumento da direita fosse deste calibre, só posso felicitar e estimular o anónimo autor. Oxalá continue.

    5. O fanatismo já deixou de ser ideológico para passar a acólito. De tal maneira que o Capitalista até já tem o seu Querido Líder! Oxalá continue mesmo! Só rir!

  13. Aiué, caro Francisco Louçã, V. Exa baralha-me !

    Pertence ao grupo das chamadas ” esganiçadas” ou ao PS !
    Os seus elogios ao Costa sugerem que quer mudar de “barco”.

    Os seus fiéis leitores agradecem uma um esclarecimento.
    A bem da Nação, entenda-se.

    João Albuquerque

  14. Dia 2 do governo de oposição à oposição que foi governo…Ocorre-me um episódio contado por amigo: estava ele ao volante da sua 4 L parado num semáforo e o carro vai a baixo quando tenta avançar ao sinal verde. Nisto, o condutor do carro que vinha atrás buzinava insistentemente. O meu amigo abeirou-se desse condutor e perguntou-lhe: “olhe, não quer trocar? eu fico aqui a buzinar e você faz o favor de meter o carro a trabalhar.”. Qual o espanto quando o homem anuiu. Entrou na 4 L e….meteu-se a buzinar!

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