Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

3 de Dezembro de 2015, 14:51

Por

Cada dia será um bico d’obra

Houve de tudo antes deste debate parlamentar: despedidas compungidas, anúncio de revisão constitucional, black-out de cenários todos estudados. Era tudo birra. O país seguiu a sua vida e deixou os indignados esbracejarem sozinhos. Presos entre revelar a fanfarronada contra um putativo golpe de Estado (afinal era só fumaça) e o fingimento da sua própria indignação (ou repetir que o governo é ilegítimo), o PSD e CDS lá apresentaram a rejeição na esperança de se verem livres da sua própria berraria o mais depressa possível.

Os derrotados das eleições desconfiam evidentemente que a desforra pode estar mais longe por cada dia que nos aproximamos do Verão. Diz-lhes a insídia que Marcelo pode faltar a essa chamada e, entretanto, vigiam-se dentro das grades que armaram: Portas nunca mais se apresenta a eleições e Passos Coelho nunca mais falará de empobrecimento. Não sabem portanto o que dizer ao país.

Mais, emaranhados nas contas da sobretaxa, do Novo Banco, do trespasse dos transportes urbanos, PSD e CDS vão ser perseguidos pelo seu governo. Venderam empresas ao desbarato ao PC Chinês, empandeiraram a TAP e prometeram a Bruxelas cortar mais as pensões. Só pedem agora que esqueçamos tudo o que fizeram. E assim terminou o debate.

O governo mostrou também a sua força e fragilidade. Protege os salários e pensões e esse alívio vai sentir-se, tem impulso para o primeiro ano. Depois, confia na sorte e que a Europa nos esqueça. Mas não sabe o que fazer com a banca se o céu lhe cair em cima e, aí, não lhe sobra tempo.

Cada dia vai ser um bico d’obra. Pois ainda bem, afinal Portugal voltou a poder decidir. Como a direita resignada veio aceitar, deixemo-los trabalhar.

Comentários

  1. A propósito do conceito de Falácia que serviu até hoje para dizer que o PSD/CDS ganharam as eleições. A Falácia estabelece-se quando um dos termos do raciocínio é falso embora seja apresentado como verdadeiro. Exemplo:
    “Quem ganha as eleições tem poder para governar
    A coligação PàF ganhou as eleições
    A coligação PáF tem poder para governar”

    Esta conclusão é falsa
    Então o que está mal neste raciocínio?
    O conceito de ganhar as eleições.

    Devia ser formulado com base na verdade. As eleições são para deputados na Assembleia da Republica e destinam-se a encontrar um apoio maioritário nessa Assembleia que possibilite que o partido que obtenha esse apoio possa governar, isto é, tenha poder para governar
    O raciocínio correto é o seguinte:
    “Quem consegueapoio parlamentar na Assembleia da República tem poder para governar
    O PS conseguiu apoio maioritário na Assembleia da República
    O PS tem poder para governar”

    Nota final
    O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro[1] . Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

  2. A propósito do conceito de Falácia que serviu até hoje para dizer que o PSD/CDS ganharam as eleições. A Falácia estabelece-se quando um dos termos do raciocínio é falso embora seja apresentado como verdadeiro. Exemplo:
    “Quem ganha as eleições tem poder para governar
    A coligação PàF ganhou as eleições
    A coligação PáF tem poder para governar”

    Esta conclusão é falsa
    Então o que está mal neste raciocínio?
    O conceito de ganhar as eleições.

    Devia ser formulado com base na verdade. As eleições são para deputados na Assembleia da Republica e destinam-se a encontrar um apoio maioritário nessa Assembleia que possibilite que o partido que obtenha esse apoio possa governar, isto é, tenha poder para governar
    O raciocínio correto é o seguinte:
    “Quem consegue o apoio parlamentar na Assembleia da República tem poder para governar
    O PS conseguiu o apoio maioritário na Assembleia da República
    O PS tem poder para governar”

    Nota final
    O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro[1] . Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

  3. Sr. Francisco Louçã (propositadamente não o trato por Dr. nem por Professor pelas razões que vou comentar em seguida…), sem querer adoptar um tom de ataque pessoal pois não é esse o objectivo do meu comentário, não posso deixar de referir que é muito deselegante, redutora, infantil, básica, descabida, manipuladora e imensamente arrogante a forma como respondeu a alguns comentários nesta página.

    Os seus comentários têm subjacente – mais concretamente a sua expressão “Deram 122 a 107” – uma atitude, uma visão e uma interpretação cáustica, irónica, mordaz, simplista, superior e desajustada do que foi a realidade verdadeira dos resultados eleitorais.

    É inacreditável como os seus comentários lacónicos apresentam os resultados eleitorais de uma forma quase similar a um jogo de basketball ou a um combate de pugilismo…

    Quase que dá a sensação que comenta de uma forma saborosamente revanchista, com o ego pleno de satisfação por esse número de ouro mencionado de forma tão ostensiva e simplista – 122. Será que uma pessoa como o Sr., que tem o título de Dr. e de Professor (na minha opinião, ao comentar desta forma, não parece estar minimamente á altura dos predicados associados a esses títulos…) interpreta realmente os resultados eleitorais dessa forma?

    Sinceramente, não pretendo estar a atacar ou a defender nenhuma cor ou ideologia política mas a visão enviesada, distorcida, parcial e com acentuada desonestidade política e intelectual (e olhe que é com respeito que digo isto – pois critico a sua forma de comentar e o que esta transparece e não a sua pessoa – pois eu até tinha uma certa consideração por certas intervenções e discursos que fez no passado e porque achava que era uma pessoa inteligente e com alguma capacidade de análise política relevante mas, ao comentar desta forma, baixa completamente o nível da argumentação e perde a razão mesmo que a tivesse – o que, na minha modesta opinião, está muito longe da verdade!) que está implícita nos seus comentários, deixa-o ficar bastante mal na “fotografia” (nomeadamente na interação com os seus leitores – mesmo que esses baixem o nível dos comentários, só lhe ficaria bem não descer esse mesmo nível e argumentar de forma mais séria, adulta, consistente, profunda e coerente no plano intelectual e político, não fazendo leituras dos resultados eleitorais que são claramente “manipuladas, sustentando as atitudes de conveniência e aproveitamento político do seu partido – e não só o seu – no “assalto ao poder”, para justificar uma interpretação tendenciosa desses mesmos resultados e que obviamente serve para legitimar uma maioria negativa que não foi na realidade a votos no passado dia 4 de Outubro – pois antes das eleições nunca o PS se apresentou em coligação com o BE e o PC – e que por tudo isto não reflecte, na verdade e na totalidade, as reais escolhas democráticas do povo).

    Apesar de não me rever num governo do PS (com ou sem BE e PC a reboque do mesmo) e ser muito crítico de várias decisões políticas tomadas pelo PSD e pelo CDS durante os últimos 4 anos, acho sinceramente que é preciso saber perder mas acima de tudo é preciso saber ganhar de uma forma elevada, correcta e limpa.

    O que o Sr. António Costa fez para chegar a primeiro-ministro é claramente um golpe muito baixo, indigno, interesseiro e imensamente incoerente do ponto de vista democrático e político (como a política anda nas ruas da amargura, pois a Política verdadeira com “P” contém valores e formas de agir muitíssimo diferentes e incomensuravelmente mais nobres e elevadas que o jogo partidário, vil e mesquinho, da luta pelo poder a todo o custo, da distribuição e manutenção dos “jobs for the boys” e das relações sujas, obscenas, nojentas e altamente condenáveis entre os figurinos do poder político, poder judicial, poder administrativo, poder dos media e acima de tudo do poder financeiro).

    Se quisesse comentar a sério e de forma construtiva, não devia ter escrito o que escreveu… Penso que é bem mais capaz de o fazer de forma consistente, coerente, elevada e inteligente (conforme já o vi fazer no passado!) do que aquilo que demonstrou nos seus comentários.

    Para isso mais valia não ter escrito nada…

    Como diz o povo (o tal que o Sr. diz erradamente que “deu 122 a 107”), “A palavra é prata, o silêncio é ouro”!!

    1. A PaF e o penico de plástico

      É assustador viver há 27 anos no estrangeiro, ter viajado por cerca de 50 países, estar informado sobre o mundo, política, economia e seguir a situação política em Portugal sem que abane a cabeça.
      Quem ganhou e perdeu afinal as ultimas eleições?
      Quem teve a pseudo maioria que resultou num voto de desconfiança bem sucedido ou quem passou na Assembleia da Republica ao voto de desconfiança?
      Parece-me bem, que a exemplo de outras democracias europeias em que coligações existem com base no segundo mais votado mas cimentadas numa maioria parlamentar governem.
      Na política usa-se a desculpa, a mentira ou o seu melhor superlativo, a estatística, para tudo justificar conforme dá mais jeito mas a matemática é uma ciência lógica e incontestável, se a soma das três parcelas mais pequenas é superior à união de facto chamada PaF então esta ganhou somente um penico de plástico na feira popular…

      Quem ganhou afinal as eleições em Portugal? Independentemente de toda a bilis regurgitada por pseudo detendores da razão na política portuguesa…A DEMOCRACIA!

  4. Sr. Francisco Louçã (propositadamente não o trato por Dr. nem por Professor pelas razões que vou comentar em seguida…), sem querer adoptar um tom de ataque pessoal pois não é esse o objectivo do meu comentário, não posso deixar de referir que é muito deselegante, redutora, infantil, básica, descabida, manipuladora e imensamente arrogante a forma como respondeu a alguns comentários nesta página.

    Os seus comentários têm subjacente – mais concretamente a sua expressão “Deram 122 a 107” – uma atitude, uma visão e uma interpretação cáustica, irónica, mordaz, simplista, superior e desajustada do que foi a realidade verdadeira dos resultados eleitorais.

    É inacreditável como os seus comentários lacónicos apresentam os resultados eleitorais de uma forma quase similar a um jogo de basketball ou a um combate de pugilismo…

    Quase que dá a sensação que comenta de uma forma saborosamente revanchista, com o ego pleno de satisfação por esse número de ouro mencionado de forma tão ostensiva e simplista – 122. Será que uma pessoa como o Sr., que tem o título de Dr. e de Professor (na minha opinião, ao comentar desta forma, não parece estar minimamente á altura dos predicados associados a esses títulos…) interpreta realmente os resultados eleitorais dessa forma?

    Sinceramente, não pretendo estar a atacar ou a defender nenhuma cor ou ideologia política mas a visão enviesada, distorcida, parcial e com acentuada desonestidade política e intelectual (e olhe que é com respeito que digo isto – pois critico a sua forma de comentar e o que esta transparece e não a sua pessoa – pois eu até tinha uma certa consideração por certas intervenções e discursos que fez no passado e porque achava que era uma pessoa inteligente e com alguma capacidade de análise política relevante mas, ao comentar desta forma, baixa completamente o nível da argumentação e perde a razão mesmo que a tivesse – o que, na minha modesta opinião, está muito longe da verdade!) que está implícita nos seus comentários, deixa-o ficar bastante mal na “fotografia” (nomeadamente na interação com os seus leitores – mesmo que esses baixem o nível dos comentários, só lhe ficaria bem não descer esse mesmo nível e argumentar de forma mais séria, adulta, consistente, profunda e coerente no plano intelectual e político, não fazendo leituras dos resultados eleitorais que são claramente “manipuladas, sustentando as atitudes de conveniência e aproveitamento político do seu partido – e não só o seu – no “assalto ao poder”, para justificar uma interpretação tendenciosa desses mesmos resultados e que obviamente serve para legitimar uma maioria negativa que não foi na realidade a votos no passado dia 4 de Outubro – pois antes das eleições nunca o PS se apresentou em coligação com o BE e o PC – e que por tudo isto não reflecte, na verdade e na totalidade, as reais escolhas democráticas do povo).

    Apesar de não me rever num governo do PS (com ou sem BE e PC a reboque do mesmo) e ser muito crítico de várias decisões políticas tomadas pelo PSD e pelo CDS durante os últimos 4 anos, acho sinceramente que é preciso saber perder mas acima de tudo é preciso saber ganhar de uma forma elevada, correcta e limpa.

    O que o Sr. António Costa fez para chegar a primeiro-ministro é claramente um golpe muito baixo, indigno, interesseiro e imensamente incoerente do ponto de vista democrático e político (como a política anda nas ruas da amargura, pois a Política verdadeira com “P” contém valores e formas de agir muitíssimo diferentes e incomensuravelmente mais nobres e elevadas que o jogo partidário, vil e mesquinho, da luta pelo poder a todo o custo, da distribuição e manutenção dos “jobs for the boys” e das relações sujas, obscenas, nojentas e altamente condenáveis entre os figurinos do poder político, poder judicial, poder administrativo, poder dos media e acima de tudo do poder financeiro).

    Se quisesse comentar a sério e de forma construtiva, não devia ter escrito o que escreveu… Penso que é bem mais capaz de o fazer de forma consistente, coerente, elevada e inteligente (conforme já o vi fazer no passado!) do que aquilo que demonstrou nos seus comentários.

    Para isso mais valia não ter escrito nada…

    Como diz o povo (o tal que o Sr. diz erradamente que “deu 122 a 107”), “A palavra é prata, o silêncio é ouro”!

  5. Boa noite,

    Permita-me recordar-lhe o que o povo votou: 107 contra 86 contra 19 contra 17 contra 1. Isto são os factos! O meu boletim de voto nao tinha coligaçoes de 4 partidos, nem nunca li programas conjuntos de 4 partidos! Os “122” resultam porque, goste ou nao goste, Antonio Costa, Catarina Martins e Jeronimo Sousa sao lideres MEDIOCRES! Os “122” resultam de acordos feitos apressadamente por indivíduos mediocres que venderam as suas supostas convicçoes. Reitero o “supostas”, pois é inconcebivel um acordo entre partidos Pro-Europa com partidos Anti-Europa!! Mas caso o Dr Francisco Louçã pretenda passar o onus da culpa para os portugueses que assim ‘decidiram’ com os seus votos, então também lhe digo que espero que no futuro a factura seja bem pesada para um Povo que não entende que partidos como BE e PCP tem uma visão anacronica e ultrapassada do mundo assente no discurso populista, que NUNCA assenta em factos que não sejam distorcidos e que anestesia os mais fracos de mente que anseiam por dinheirinho fácil sem que corresponde a sua produtividade e valia reais.

  6. Que ressabiados! Esqueceram-se que em 2011 – e com toda a legitimidade – formaram um maioria parlamenta rpara constituir um Govenro, depois de terem impedido o anterior Governo de terminar a legislatura com a aprovação – ao lado do PC E DO BE – de um Moção de Censura! Haja honestidade.

    1. Não foi aprovada nenhuma moção de censura em 2011. O governo Sócrates não conseguiu aprovar um plano de austeridade e escolheu demitir-se, tendo pedido eleições. São os factos.

  7. 122 deputados decidiram tomar medidas depois das eleições imagino quando será o tempo das grandes decisões….vou começar a pagar a luz de casa mais tarde, a maioria prevalece, fizemos votações cá em casa e como é obvio a decisão de nao pagar ganhou por maioria…. espero que a EDP compreenda. A culpa é dos chineses….

  8. Não falem por favor em nome dos eleitores do Partido Socialista. Votaram PS, por acaso? Eu votei PS e não foi certamente para este Partido servir de muleta a uma coligação PSD-CDS minoritária e aprovar medidas com que não concorda. Por contraposição, PSD-CDS agora comprometem-se a votar contra tudo, incluindo aquilo com que concordem.. Não sabem como funciona uma Democracia Parlamentar com um Sistema Eleitoral Proporcional? Demoraram 40 anos para perceber que não somos um Regime Presidencial em que quem chega à frente leva tudo? Não ouviram o que António Costa disse durante 2015 e durante a Campanha Eleitoral? Temos pena…

  9. F, embora seja um bico de obra e o que resulta do 4.10., onde a correlação de forças é que na esquerda o PS é o partido maioritario da esquerda, e representa sectores sociais que emergem com a industralização dos anos 60, com a democracia, com o alargamento do Estado e o Estado Social em particular, que se fortalecem com as politicas seguidas de adesão à União. O verdadeiro bico de obra é para mim ligar estes sectores sociais a um projecto reformista nas actuais circunstâncias, que é o do seu empobrecimento acelerado. Os constrangimentos conhecidos devem ser vistos no quadro politico de manter e reforçar a nova correlação de forças, não de achar que o ceu é o limite, mas que o pe seja o mais alto possivel. Não sabemos o que ira a acontecer em detalhe em 2016, sabemos que o orçamento tem como restrição um deficit de menos que 3 %, que o escenário do PS projectou 2,4 de crescimento do PIB, é muito dificil de atingir, logo o ponto de tensão sera o saldo primário, que o PS devera pressionar na sua descida. O que vi e ouvi nos debates é a expressão de uma nova dinámica, a esquerda mais unida de novo. Hoje vi com tristeza na TV uma marcha em Atenas, no marco de uma Greve Geral, so conseguiria entender se isso fortalecer a posição do governo de Tsipras em cada negociação, de ir manobrando para evitar o pior que é cumprir rigorosamente o acordo imposto pelos creedores. Uma situação como essas em Portugal teria tambem uma leitura política, que se justificaria como pressão sobre o governo do PS, pressionando sobre políticas que estejam na sua mão fazer, mas não perceberia quando são provocadas pelos acordos, que se goste o não tem ao acordo da maioria dos portugueses. Nestes dias que se celebram 40 anos do 25 de novembro, uma leitura sobre o quebre politico-social que se gerou no pais, conduzindo a rotura da esquerda, uma lição que deve estar na mente de todos.

  10. Deixar aqui o mentiroso se vangloriar. Quando a esquerdalha voltar a falir o país falamos. Não se esqueça de culpar a merkel, mercados e afins quando isso acontecer.

    122 não votaram no costa para primeiro ministro. não seja falso e mentiroso.

    1. Acho curioso que as pessoas que falam em respeito e democracia são as primeiras a denegrir a Esquerda como “esquerdalha” e insultos semelhantes e a insultar pessoas porque as opiniões políticas divergem. Grandes democratas…

      Ressabiamento suponho.

      Deixo só aqui um último pensamento:
      Nem quando o governo de Passos e Portas foi eleito, eu desejei que as coisas fossem de mal a pior. Já estava à espera claro mas não desejava isso. Não desejo desemprego, falta de apoios sociais e destruição de qualidade de vida a ninguém.
      Acho chocante ver alguém a desejar que isto aconteça. Quer-se dizer, desejar que as pessoas fiquem piores para poder dizer “Ah, viram? Afinal tinha ou não razão?!” é o cúmulo da mesquinhes.

  11. Caro Francisco Louçã ,como já reconheceu, esta governação vai ser “um bico d’obra”.
    Os seus artigos a malhar na direita e a dizer que a “geringonça” confia na sorte, não ajuda em nada o País que não votou neste governo mas sim no outro, aquele que ganhou as eleições! Recorda-se ?

    Ajudava mais esta República se continuasse a escrever sobre a publicidade do antigamente, para não se cometerem os mesmos erros.

    Cordiais cumprimentos,
    João Albuquerque

  12. Escrevo o comentário quando a Moção de Rejeição, foi votada e rejeitada.Se dúvidas restassem, ficou claro que existe uma maioria parlamentar, que apoia um governo e uma oposição que o rejeita.Nada conheço que represente maior democracia em qualquer sistema político. Se os dias que aí vêm, serão, ou não, um bico de obra, é uma incógnita e, eventualmente, uma forte possibilidade,quer porque a dívida e o défice , continuam a condicionar toda a acção de qualquer governo, quer porque o sistema bancário apresenta fendas por todo o lado, quer porque os Mercados são mais voláteis e inconstantes, sem que se anteveja um aumento do investimento produtivo e do emprego.

  13. Caro Francisco Louçã. Há alguma verdade no que diz. Ficarmos agarrados a uma “tradição” de ser governo quem foi mais votado vale pouco, se alguém consegue “construir” uma maioria de outra forma. Nada nem ninguém poderia obrigar António Costa a ficar refém e garante de um governo maioritário PSD/CDS e nisso, embora não lhe reconheça outros méritos ou capacidades, esteve bem. Tenho bastante receio de que o facto de agora ficar refém de outros possa comprometer o resultado , mas sem experimentarmos nunca poderemos ter a certeza. E para que fique claro: nunca votei PS, nem sou simpatizante de Costa, embora pudesse ter votado de forma consciente em António José Seguro.

  14. “Os derrotados das eleições” quem? o PSD e o CDS???? A Sério? Sr. Louça o Sr. ou é cómico ou tem muita lata e falta de vergonha na cara!!! menos…

  15. “Pois ainda bem, afinal Portugal voltou a poder decidir. ”

    HAHHAHAHAHHAHA. Há muitos meses, alias precisamente desde o dia 13 de Abril de 2012, que não me ria tanto.
    Agradeço-lhe.

  16. Louçã em 2005 dizia que tinha de haver eleições, porque o povo tinha votado no Durão e não no Santana.
    o FERRO até deixou d efalar com o PR Sampaio.
    Memoria curta desta gente

    1. Hum, 122 a 107 quer então o camarada dizer que todos aqueles que votaram BE votaram no costa para primeiro ministro certo?

    2. Mentira. Desonestidade intelectual da mais gritante. Sabe perfeitamente que a opção dos “122” não foi sufragada nas eleições de 4 de Outubro.
      Fala como se houvessem sido apenas dois programas sufragados a 4 de Outubro, e como se um tivesse tido os votos correspondentes a 122 deputados e o outro a 107 – mentira. Desonestidade. Aliás, os vários programas que, juntos, acabaram por corresponder a 122 deputados têm diferenças, disparidades e contrariedades entre si gritantes. E o senhor professor, mais do que ninguém, sabe-o.

      Aproveito para lhe perguntar: teve o BE acesso à totalidade do modelo económico de Centeno nas “negociações” com o PS? Li há pouco o seu texto de 23 de Agosto deste ano – curioso, no mínimo.

    3. Além do mais, nem sequer se dá ao respeito de responder. Responde sem responder.
      Diz que houve eleições? No caso citado, de Durão/Santana, também tinha havido eleições – ou não? E, também nesse caso, existia uma maioria parlamentar – ou não?
      Responde sem responder. Que nem um puro retórico, nada mais.

    4. Com o Durão efectivamente existiram eleições.
      Mas quando o Durão desertou para a Comissão Europeia, não houve eleições. O Santana Lopes que não era Ministro, nem era Secretário de Estado, nem era Deputado, nem era Asessor de Assessor do Governo.
      Era Presidente eleito da Câmara Municipal de Lisboa.

      “Pedro Santana Lopes, então vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é indigitado para o Governo, pela mão de Jorge Sampaio. Toma posse como primeiro-ministro do XVI Governo Constitucional, em 17 de Julho de 2004.”

    5. Não posso falar pelo Louçã, mas a razão de querer eleições era por falta de uma solução credível, como o manifestamente ridículo governo veio a comprovar.

    6. Curioso. Pegando nas suas palavras, senhor anónimo: ” O Santana Lopes que não era Ministro, nem era Secretário de Estado, nem era Deputado, nem era Asessor de Assessor do Governo.
      Era Presidente eleito da Câmara Municipal de Lisboa. ” Curioso, era capaz de jurar que António Costa tampouco era ministro, secretário de estado, deputado ou assessor de qualquer Governo. E perdeu as eleições.
      O seu argumento, senhor anónimo, mesmo que fosse viável, nem sequer contradiz os factos que eu enunciei, tampouco coloca em causa a evidência da retórica de Louçã, que eu fiz questão de notar com o meu comentário.
      Senhor Paulo Marques, se a “solução” era credível ou não é, no mínimo, subjectivo. Tem a sua opinião e tem todo o direito a ela – quiçá eu até concorde consigo (não obstante, o próprio Sampaio já confessou ter tido uma interpretação abusiva da realidade). Dito isto, e uma vez mais, esse argumento não invalida o que eu evidenciei: que o senhor professor Louçã não passa de um puro retórico da mais gritante desonestidade intelectual.

      Aproveito para repetir a pergunta que lhe havia dirigido, senhor professor, já que não tive direito a resposta: teve o bloco de esquerda acesso à totalidade do modelo de Centeno (não apenas das suas conclusões, mas também das suas “ferramentas” e pressupostos)?

      Li há tempos o seu texto “De repente fez-se luz: o milagre dos empregos”. Muito interessante.

      Ah, aproveito para recomendar a leitura do texto acima citado ao senhor anónimo e ao senhor Paulo.

      Cumprimentos

  17. “o Primeiro Ministro virgula…” é quem? Por outro lado,sei quem é o Groucho Marx.Realizou um filme chamado “os Grandes Aldrabões” ou Duck Soup…que pôs o sr.Passos a “chorar a rir” deixando por momentos a sua cara de “pau”(Expresso).Entretanto…a oposição segue dentre de momentos…

  18. “Os derrotados das eleições desconfiam evidentemente que a desforra pode estar mais longe por cada dia que nos aproximamos do Verão.”
    Os derrotados das eleições estão no Governo….É bom não começar já com o revisionismo histórico…

    “O país seguiu a sua vida e deixou os indignados esbracejarem sozinhos.”
    E desde quando é que alguém como o Senhor pode falar pelo País? Eu também sou o País, como muitos outros, e não me revejo nem em si nem neste Governo

    1. Caro Dr. Francisco Louçã (presumo que seja doutor):
      Admito não gostar da sua cara. Mas não desgosto do que escreve. E a votar, não votaria na sua cara.
      Votaria outrossim na carinha desanuviada da Dra. Catarina Martins (presumo que seja doutora).
      Não me leve a mal, há réstias de sexismo nestes comportamentos…
      Mas faço-lhe justiça no demais: a sua matemática é irrepreensível, ultrapassa de longe a marca do irrevogável.
      Caro Dr. Francisco Louçã, não se sinta ultrajado por esta missiva… antes pelo contrário!
      Concorrer com a (Dra.) Catarina Martins é que não!

    2. Dr Francisco Louçã. Escusa de vir com os 107-122. Sabe bem que os 107 foram escolhidos pelo povo, foram votados pelo povo. Os 122, partindo do princípio que quem votou PS quis o que nunca mostrou querer (que o partido se juntasse ao BE e ao PCP) são produto de contas feitas à pressa, tanto que Jeronimo de Sousa fez saber alto e bom som que foi ele que lembrou ao PS que todos juntinhos podiam fazer cair o governo. Na noite eleitoral Costa assumiu a derrota, como não podia deixar de ser, e disse e redisse que nunca faria uma coligação negativa para formar governo.As palavras são do próprio: “Nós respeitamos a vontade dos portugueses mesmo quando a vontade dos portugueses não se expressa como nós gostaríamos. Houve muitos eleitores à esquerda que acharam que era mais eficaz votarem noutros partidos à nossa esquerda do que concentrarem os seus votos no partido socialista. Porque é que acharam mais eficaz, não lhe posso dizer, mas o futuro dirá se foi mais eficaz”. Posto isto, e não valendo mais a pena malhar em ferro frio poque já todos perceberam que não tem razão, quero dizer-lhe que discordo que a atual oposiçao continue a lamentar-se sobre os atropelos que lhe fizeram. O assunto foi mal resolvido mas está encerrado nesse capítulo. É seguir em frente e horadamente respeitar os compromissos para que foram mandatados.

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