Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

22 de Outubro de 2015, 11:26

Por

Os segredos dos dias mais longos da União Europeia

E agora sobre algo completamente diferente.

The Guardian, um dos jornais de referência em Inglaterra, publicou uma investigação detalhada acerca dos três dias mais longos da história da União Europeia e do euro, quando em Julho, depois do referendo que recusou as soluções de austeridade, Schauble e Merkel subjugaram a Grécia e lhe impuseram o terceiro resgate.

Encontrará tudo nesta história. Hollande e Renzi, a fazerem o que seria de esperar. Schauble articulado com Merkel e com Sigmar Gabriel. O governo alemão, a determinar as condições e a conduzir o linchamento público de Tsipras e Varoufakis. Os aliados do governo alemão, como Tusk, o governo holandês ou Passos Coelho e Rajoy, a protegerem as suas campanhas eleitorais. Draghi, a tentar salvar o seu papel. E até um veterano banqueiro do Lehman Brothers, contratado pelo governo grego como conselheiro. Para se chegar ao ultimato ditado e imposto aos perdedores da cimeira, que tinham ganho o referendo na Grécia.

Este é o retrato mais completo do poder no euro e na União Europeia.

Comentários

  1. F, ha muito tempo que tenho a sensação que sair de euro é impossível, ou eres expulso ou o euro implode, mas sair impossível, porque ?, me faz lembrar meus amigos que foram para exilio na australia, o estado os endividou ao ponto que não podiam abandonar australia, so pegando um calote, os recebeu, alugou casa para eles, arranjou trabalho e um crédito para mobilar a casa, comprar carro, etc, encontrei um deles que me diz, de aqui a dez anos consigo libertar-me do crédito., ate la no way. O único modo de criar condições para uma saida do euro seria ter um excedente na balança de pagamentos que financia-se a economia juntamente com uma forte poupança interna. Reestruturar a dívida de foma unilateral, implicaria declarar default, o que implica que ficas sem financiamento externo e mais algumas pressões desagradáveis bem conhecidas no caso argentino. Uma saída negociada implicaria restruturar a dívida negociando, implicaria que as condições de restruração são fortemente determinadas pelos creedores, uma exigencia que faz o FMI nesse processo e o pago dos juros a cabeça, fixar a taxa de juro pelo remanescente da dívida ( o 60 % do acordo do PEC), a prazos maiores, a taxas de juros superiores a média do que seria normal ( uma libor qualquer). Logo eu diria que estamos perante uma casamento à antiga, per secula seculorum ou ate que morte nos separe, e pelo geral te enterram juntos. Que fazer perante isto, tu dizeste ate agora, os amigo gregos foram ingenuos, não estiveram preparados. Se aquel plano B fosse verdade não adiantava nada, ganhavas uns meses de folga, seria ingenuo que os creedores depois disso dizessem… bom nesse caso vamos negociar a reetruturação. O que é preciso politicamente para que uma decisão sobre o euro pudesse ser levada em consideração, ter uma maioria politica muito forte, uma base eleitoral mais ampla, é lembro de Berlinguer depois do golpe no Chile, não basta a maioria simples. Depois de ouvir o discurso do Cavaco ontêm não tenho dúvidas sobre o que a direita seria capaz de fazer num caso desses, o que me faz pensar que se calhar o grito da esquerda unida jamas sera vencida, precisa de ter bem claro isso, a esquerda unida desde a sua base poltica, dos seus eleitores, com ideias claras do que es possível fazer, não colocar-se tarefas que não pode cumprir mas que é preciso ter em mente, não esquecer, trabalhar por disuadir. estamos ha uns meses de que em Espanha possoa acontecer o mesmo que em Portugal, a austeridade acaba por gerar uma polarização politica e social, logo podemos dizer e pur si muove, abç

    1. Creio que não leste a proposta de reestruturação da dívida que elaborei com o Ricardo Cabral, o Pedro Nuno Santos e a Eugénia Pires.

  2. “pancadaria”,”rosto inchado”,”psicotropicos”,”crises de ansiedade”,”governo alemão” e tsipras”.E a isto se resume o “argumentario” dos defensores do (ou ex)governo de Portugal.Pergunta:é esta gente que dá confiança aos tais famosos “mercados”? Vou já dizer aos meus amigos investidores para fugirem de Portugal…enquanto lá estiver um tal de passos/portas.

  3. Um dia destes explique-nos como é que o governo alemão obrigou Tsipras a dar uma cambalhota. Invadiu a Grécia com algum exército? Ameaçou bombardear a Acrópole? Impediu que a Grécia abandonasse o euro? Impediu que a Grécia abandonasse a UE? Impediu a Grécia de declarar unilateralmente que não pagava a dívida? Impediu Tsipras de ir chorar no ombro do Czar?

  4. Além da sessão de pancadaria entre Dijsselbloem e Varoufákis mencionada no artigo, Ian Traynor poderia ter talvez ilustrado outros pormenores relativos ao “waterboarding” mental executado sobre Tsipras, com crises de pânico resolvidas no hospital e a exigir psicotrópicos contra a ansiedade pelo menos durante algum tempo, cujos efeitos foram visíveis nos olhos e no rosto “inchado” de Alexis Tsipras (Junho, Julho).

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