Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

28 de Abril de 2015, 13:26

Por

Duarte Marques e o amigo que afunda os barcos da pretalhada

Duarte Marques, ilustre deputado do PSD, escreve no Expresso sobre as propostas do PS. Critica, como seria de esperar. Mas tem uma arma secreta, uma invocação de autoridade: “Tal como lembra o Professor Pedro Cosme Vieira da Faculdade de Economia do Porto”… e ficamos lembrados de que existe e que escreve o Professor Pedro Cosme Vieira da Faculdade de Economia do Porto.

Ora, o que opina tão distinto analista? Pois escreve que as medidas do PS para a segurança social “não são medidas, são sonhos”. Talvez. Mas porquê? Ele explica: “Para aumentar o número de contribuintes é preciso desviar os barcos com pretalhada que atravessam o Mediterraneo para o Algarve. Para diminuir o número de pensionistas é preciso matá-las (sic). Isto é que seriam medidas não era dizer o resultado que queríamos que acontecesse”.

Parece um pouco ligeiro, o nosso engenheiro. “Desviar os barcos com pretalhada” e matar os pensionistas? Aqui está uma ideia que só pode ocorrer a mente brilhante.

Fui então estudar o pensamento de Cosme Vieira. E encontrei uma discussão filosófica elevada sobre a vida: sobre a sua mãe (“a minha mãe, totalmente caquéctica (sic) da cabeça”), sobre a política (o “fardo de palha que o Portas escreveu sobre a “Reforma do Estado”) e, notável contributo original, sobre as possíveis soluções para o problema do Mediterrâneo, o tal mar cheio de “barcos com pretalhada”, e é essa que quero partilhar com os leitores, pois vale a pena transcrever estes momentos definidores de um pensamento refundador de Portugal, o que inspira aquele seu discípulo venerando, que o cita e recita.

A primeira solução é uma ponte aérea para trazer toda a gente de África para a Europa. Cosme Vieira não gosta nada disso, vive aterrorizado com esta ideia. Mas veja agora a “Estratégia 2 – Afundar os barcos e matar toda a gente”, que seria uma alternativa:

“Em vez de tentar salvar as pessoas que vêm nos barcos precários, ‘salva-los’ atropelando-os com navios portugueses e, depois, todos os que consigam nadar, meter um tiro em cada um. Nos primeiros dias vão morrer algumas pessoas, talvez 1000 ou 2000 podendo mesmo chegar aos 5000 ou aos 10000 mas, depois, deixará de haver candidatos à tentativa de atravessar o Mediterraneo de barco. Antecipando aos (sic) pessoas que não vale a pena tentar chegar à Europa desenvoivida (sic), desitem (sic)”.

Percebeu? Cosme Vieira explica mais graficamente: “Será que alguém morre afogado a tentar ir do Bangladesh para a Birmânia? No passado também havia muitos naufrágios de pessoas que fugiam da miséria do Bangladesh para a Birmânea (sic) mas há já vários anos que isso acabou. É que, se alguém chegar a terra, matam-no, queimam-no vivo.

Ainda há uma terceira estratégia mas é preciso deixar essa hipocrisia esquerdista de que quem chegar ao lado de cá é um cidadão de pleno directo (sic), com igualdade de direitos face a nós que cá nascemos, mas quem não chegar ficando do lado de lá é um bicho.

Digamos que há ‘falta de vontade política’ seja para afundar os barcos ou para considerar quem chega cá com exactamente os mesmos directos (sic) de quem não chega cá.”

O distinto engenheiro é como uma enciclopédia, trata todos os assuntos. Ei-lo na sua melhor forma:

A SIDA é uma doença sem cura e mortal que apenas se transmite de umas pessoas para outras de forma, em certa percentagem, culposa. Actualmente há cerca de 35 milhões de infectados e morrem cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Então, se, tal como fazemos com os animais, se fizesse o abate sanitário de todos os infectados (0.5% da população mundial), a doença desapareceria da face da Terra recuperando-se em apenas 15 anos os 35 milhões de pessoas abatidas. Agora imaginemos que a SIDA se propagava de forma inexorável e que ia levar à extinção da raça humana. Será que votaria a favor do abate sanitário dos infectados?

Só posso agradecer a Duarte Marques ter-me conduzido a esta autoridade que o inspira e conforta, o Professor Cosme Vieira, o homem que se pergunta sobre o abate dos doentes de Sida ou sobre o bombardeamento aos barcos da pretalhada e “meter um tiro em cada um”. Estou certo de que Duarte Marques o vai continuar a citar. Afinal, ele é um poço inesgotável de sabedoria e logo sobre tantos assuntos. É a autoridade de que o deputado do PSD bem precisa para criticar o plano económico do PS. Duarte Marques dá-nos sempre uma certeza, inspira-se nos amigos e na ciência certa. Nestes tempos difíceis em que vivemos, que falta que isso faz.

Comentários

  1. Já entreguei a petição pública

    Estimados universalistas.
    Como prometido, já entreguei a petição pública à Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da República, pedido a concessão de um território para poder instalar um campo de refugiados.

    Por favor, assinem já hoje pois há milhares de pessoas em risco de eu lhes afundar o barquito e de matar com um tiro os que escaparem ao afogamento.

    Para assinar => Carregue aqui <= ou copie o endereço
    peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT77218
    para o seu browser

    Eu já assinei pelo que agora só faltam 9999999 assinaturas para fazer dez milhões.

    Vamos fazer força camaradas para que essas pessoas não morram afogadas.

    O professor mais odeiado de Portugal

    1. Boa noite…

      Também já redigi uma carta à FEP relativamente ao senhor…agora só falta terem coragem de o mandarem para à fila de um centro de emprego…
      Continuação

  2. Amigos cibernautas.
    Eu acredito que o Sol e todo o Universo andavam à volta da Terra mas que, por culpa do Galileu, a Terra passou a ser um insignificante grão de areia perdido no Universo e que anda à volta do Sol.
    Eu acredito que, apesar de nos 6 anos dos governos do Eng. Sócrates a economia ter crescido 0,40%/ano, num eventual futuro governo do Dr. Costa, repondo as políticas do Eng. Sócrates vamos crescer 2,60%/ano (como diz o relatório dos 12 sábios do PS). Vamos crescer num ano mais que crescemos nos 6 anos do Eng. Sócrates.
    Eu acredito que 10 459 999 portugueses querem que todos os desafortunados que vivem na miséria um pouco por esse mundo fora venham viver para Portugal mas eu, o único, com este blog que é uma arma de Antimatéria com maior poder destrutivo das vontades que todas as bombas nucleares que existem no Mundo, não deixo.
    Como já estou a ficar sem leitores, PF, veja mais coisas que eu acredito e a solução à Pareto que eu defendo para os desafortunados.
    http://economicofinanceiro.blogspot.pt/2015/05/eficiencia-pareto-e-os-imigrantes.html
    Vale a pena ler o poste, é que demorei uma semana a escrevê-lo

    Até sempre camaradas.
    Pedro Cosme

    1. Tens uma fixação enorme pelo antigo PM José Sócrates que se pode observar em tudo o que escreves. Já experimentaste fazer psicanálise?

      Tanto quanto julgo saber, não foi José Socrates, nem Barack Obama, nem Angela Merkel, nem sequer o maravilhoso Passos Coelho que inventaram este sistema financeiro tão estúpido. Já quanto a crescimento, no conjunto dos últimos 4 anos (PM Passos Coelho ) foi negativo.

      http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+crescimento+%28percentagem%29+do+PIB+e+PIB+per+capita+a+pre%C3%A7os+constantes+%28base+2011%29-883

  3. Quando Cosme Vieira fala do “abate sanitário dos infectados da SIDA”, fá-lo no contexto de uma pergunta de investigação em “A Tortura em Democracia”. E imediatamente antes de lançar a pergunta, adverte:

    “Se eu orientasse uma tese em A Tortura em Democracia mandaria o aluno escrever uma introdução em que referiria a pertinência do tema, depois passaria para a literatura definindo o conceito, o seu objectivo estratégico, os argumentos contra e a favor. Por fim, talvez construísse um conjunto de situações e, para avaliar como os portugueses aceitam a tortura, fazia uns inquéritos que enviaria por e-mail a uma amostra de alunos (seria o mais fácil) para eles dizerem se eram a favor ou contra aquelas situações. ”
    (http://economicofinanceiro.blogspot.pt/2013/10/a-verdade-sobre-o-pec4.html)

    Agora confronte o leitor a citação que Louçã faz, isolando-a cirurgicamente do contexto, com o verdadeiro sentido que tem a citação no contexto original. E depois deste exercício, decida o leitor se Louçã estava ou não de boa-fé.

    1. Fui ler…e gostei! Parecia um episódio do walking death mas à portuguesa…com uma fotografia de uma boazona ( e sempre a usar metáforas com classe) para distrair os leitores do conteúdo…
      Fazer perguntas cujas respostas serão mais ou menos previsíveis não me parece lá grande premissa para uma discussão…o cerne da moralidade é e sempre será discutível (e até histórico)…Não há duas moralidades iguais…
      Mais vale deixar o assunto para quem percebe destas coisas…

    2. O problema é que a criatura refere-se ao tema noutros escritos…não é só no exemplo que o Paulo deu…ele deambula pelo assunto… Não faz sentido. E eu referi-me à pertinência das perguntas colocadas pelo mesmo…são quase retóricas cuja previsibilidade não levam a lado nenhum…a não ser a uma ignorância camuflada…ou então sou eu que tive a sorte de estudar com professores que nos colocavam questões dificeis e nos obrigavam a reflectir sobre elas…

    3. Registo que continua a não responder ao âmago do meu comentário, caro Valente.

    4. Paulo…independentemente do homem ter contextualizado e dado um (mau) exemplo (o abate sanitário…)…ele refere-se ao tema noutros locais…não está patente só no exemplo que o Paulo deu… Não lhe consigo explicar de outra forma que o “âmago do seu comentário” não se reporta apenas a esta contextualização…

    5. Pois, caro Valente, mas quem lê a citação de Louçã fica a pensar que Cosme Vieira defende o abate sanitário dos infectados com a SIDA. Isto, porque a citação é cirurgicamente desinserida do contexto. Este é que é o âmago do meu comentário — por que arrancou Louçã o contexto original à citação que faz?

      Acha verosímil que Louçã o tenha feito sob boa-fé? Ou sabia de antemão que os jornais iriam pegar em tal citação, cirurgicamente desiserida do contexto, como pegaram, para fazer manchetes falsas do tipo

      “Cosme defende o abate sanitário dos doentes com SIDA”,

      com o objectivo de desumanizar Cosme Vieira aos olhos de todos nós?

    6. Esta é a citação que fiz, sem mais nenhum comentário:

      “O distinto engenheiro é como uma enciclopédia, trata todos os assuntos. Ei-lo na sua melhor forma:

      “A SIDA é uma doença sem cura e mortal que apenas se transmite de umas pessoas para outras de forma, em certa percentagem, culposa. Actualmente há cerca de 35 milhões de infectados e morrem cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Então, se, tal como fazemos com os animais, se fizesse o abate sanitário de todos os infectados (0.5% da população mundial), a doença desapareceria da face da Terra recuperando-se em apenas 15 anos os 35 milhões de pessoas abatidas. Agora imaginemos que a SIDA se propagava de forma inexorável e que ia levar à extinção da raça humana. Será que votaria a favor do abate sanitário dos infectados?””

      Tive o cuidado de não reproduzir nenhuma das fotos que o Cosme Vieira tem o bom gosto de publicar.

    7. E o “somos todos racistas” (???) também é culpa do Dr. Louçã?

      Aqui não se trata de ser verosímil ou não, nem uma questão de boa-fé… quem dúvidas tivesse da contextualização do comentário poderia sempre recorrer à fonte!!! Tal como ainda é possível fazê-lo…é uma falsa questão…
      O exemplo dado pelo sr. cosme é mau…podia perfeitamente dar um exemplo de uma pandemia sem especificar qual ou até inventada…é uma questão de bom senso. Além do mais, tal como disse anteriormente, já li outras coisas escritas pelo homem e acho absolutamente ignóbil…que a juntar a isto…torna-se quase decadente.

      Infelizmente estamos na época da desumanização, do estado líquido das coisas e dos homens lights…isso é notório pelos comentários do Cosme e não do Dr. Louçã! Um académico, efetivamente, não significa um bom professor…(e já agora, nem um bom Minstro da Educação…mas esta questão levar-nos-ia para caminhos bem mais tortuosos)
      Abraço

  4. “É na incapacidade de ironia que reside o traço mais fundo do provincianismo mental. Por ironia entende-se, não o dizer piadas, como se crê nos cafés e nas redações, mas o dizer uma coisa para dizer o contrário. A essência da ironia consiste em não se poder descobrir o segundo sentido do texto por nenhuma palavra dele, deduzindo-se porém esse segundo sentido do facto de ser impossível dever o texto dizer aquilo que diz. Assim, o maior de todos os ironistas, Swift, redigiu, durante uma das fomes na Irlanda, e como sátira brutal à Inglaterra, um breve escrito propondo uma solução para essa fome. Propõe que os irlandeses comam os próprios filhos. Examina com grande seriedade o problema, e expõe com clareza e ciência a utilidade das crianças de menos de sete anos como bom alimento. Nenhuma palavra nessas páginas assombrosas quebra a absoluta gravidade da exposição; ninguém poderia concluir, do texto, que a proposta não fosse feita com absoluta seriedade, se não fosse a circunstância, exterior ao texto, de que uma proposta dessas não poderia ser feita a sério.”
    Fernando Pessoa

    Gostava de saber o que o Louçã pensa do Swift, o Cosme inglês que propõe que se comam os filhos, e já agora que pensa do Pessoa que o defende.

    1. Pelo comentário vejo que é um entendido de história inglesa do séc. XVIII…
      O senhor acabou de comparar Jonathan Swift ao Cosme…??? Se calhar o Gulliver também ia no navio com a pretalhada…faz sentido…Que grande comparação…!!! Segundo o Cosme o nosso Gulliver nunca chegaria a Lilliput porque seria baleado na hora…Parabéns! Já agora seria interessante irmos perguntar ao Pessoa o que é que ele acha da ironia do Cosme! Já agora fazemos também uma prospecção aos heterónimos todos que é para não haver dúvida…Well done sir!

  5. Recomendo que, antes de deixarem comentários, procurem e leiam o comentário de Duarte Marques (suponho que o “verdadeiro”) no dia 28 Abril, 2015 às 17:36 assim como a subsequente resposta de Miguel.

  6. Independentemente do humor a que muitos de vocês chamam apelidar de ‘negro’ há coisas que simplesmente não se escrevem.

    Muito menos um professor universitário!

    Pergunto: Onde é que vamos parar?

    Andamos anos e anos a batalhar pela igualdade racial a tentar educar as pessoas a respeitar todos por igual .e depois vem um professor universitário, cheio de humor ‘negro’ deitar tudo por terra?

    E se ele quer falar de história, então que relembre bem a história de um país que explorou colónias por mais de 500 anos. Nós somos um país de imigrantes desde sempre, há um português em qualquer parte deste mundo!

    Se ele quer falar de economia, que ilustre as suas ideias com os conceitos da economia!

    Se não, mais vale ir fazer STAND UP…com o humor ‘negro’ dele. E vocês que gostam tanto, paguem bilhete para assistir!

  7. Não sei como ainda me admiro com o que leio nestes comentários.
    Aí está a razão pela qual saí de Portugal: esta mentalidade tacanha, fechada, bipolar, preconceituosa, individualista.
    O problema de Portugal são os portugueses, esses também que saem, emigram e vão engrossar as fileiras da extrema-direita nos países de acolhimento. Sem noção, um vómito.

  8. É assustador o número de xenófobos que aqui se assumem . Mas … De uma geração de jotinhas sequiosos por pôr a mão no pote, o que esperar senão estupidez e ignorância ???

    1. Xenófobos?! Ser contra a invasão imigrante e a destruição da Europa é ser xenófobo?! Europa para os Europeus!

    2. É de facto engraçado…

      A Europa só está a ser destruída pela Alemanha, para não variar muito.

      O problema europeu, não é a imigração…ela sempre existiu!

      O problema europeu é a economia alemã, que mais tarde ou mais cedo, terá de sair da União Europeia.

      Eles não nos conseguiram dominar a todos na 2ª Guerra Mundial…Eles dominam-nos AGORA!

      E ninguém parece estar preocupado com isso…ah…a imigração é que é uma ameaça…Tá bem tá!

    3. Caro Luís

      As suas palavras demonstram uma enorme falta de cultura sociológica. Passo a explicar: como a Europa está velha, ou seja, a renovação de gerações está a recuar assustadoramente, a Europa irá precisar de imigrantes se quiser sobreviver. A Europa como a conhecemos, ou achamos que conhecemos, está em risco sim…mas, não é por causa da imigração…tal se deve ao facto de as pessoas não terem filhos. Esta situação deve-se ao elevado nível de desemprego, a empregos precários e/ou mal remunerados, à falta de tempo para estar com a família…entre outros motivos, por demais conhecidos! Culpar uma “ameaça” externa é absurdo…a ameaça, caro Luís é interna e tem raízes bem mais profundas…

  9. Caro Francisco Louçã,

    Tirei o curso de economia na universidade onde o senhor lecciona.

    Sigo o blogue do Pedro Cosme há anos!

    Aprende-se muito sobre economia de uma forma prática. Sem ser muito tecnico, recomendo-o a leigos na matéria.

    Mas o senhor desiludiu-me. Não distingue ironia e humor nem que lha esfreguem na cara, desculpe a expressão.

    O professor Pedro Cosme está no seu pleno direito de escrever o que quiser, tal como o Professor Louçã em escrever aqui a sua crónica. Mas no fundo qual o mal das expressões ou ironias que o professor cosme cita? Acha que ele quer mesmo irradicar metade dos habitantes da terra? É que ele diz que ficávamos muito mais eficientes e eu concordo. Isso não quer dizer que nem eu ou ele alguma vez considere apoiar essa causa. É o mesmo que dizer que preferia que o campeonato Português fosse sempre Benfica, Torrense e Desportivo da Covilhã. É verdade que assim o benfica seria campeão 99% das vezes, mas não é isso que desejo.

    Caramba, leia 4 ou 5 artigos do professor Cosme e tente perceber que desde a primeira à ultima palavra ele escreve para ensinar e fazer rir. Podemos não achar graça ou não concordar. Se for o caso, temos bom remédio, não visitar o blogue!

    Mania da malta de esquerda de criticar tudo o que mexe. Essa caracteristica mesquinha torna-os perdedores, sempre! Mentalidade invejosa e perdedora, sempre!

    Desde que saiu do BE o senhor Louçã perdeu um pouco o Norte, não perdeu? Parece que não tem nada para fazer…

    Vá lá, au até o estimo e considero-o importante no debate geral da sociedade, pois mesmo não concordando consigo, considero-o intelectualmente honesto. Mantem a mesma linha de raciocinio e aí tiro-lhe o chapéu. Nºao concordo consigo quase nunca, mas isso é saudável e não o torna nem melhor nem pior que eu.

    Agora deixe o professor cosme escrever o que quiser, o homem brinca do inicio ao fim como se pode atestar pelas fotografias de mulheres à fartazana para exemplificar artigos que escreve.

    Vá lá Francisco Louçã, eu sei que consegue melhor que isto! Que os restantes comentadores coviferem e gritem aos sete ventos por um blogue tão inofensivo eu percebo! (Lá está, é a mentalidade mesquinha e perdedora!) Mas de si esperava mais.

    Eu por exemplo, não visito o 5dias!!! Escolho não o visitar!

    A todos os ofendidos, recomendo vivamente o blogue do prof pedro cosme, pois é brilhante e hilariante! Para os que não conseguem, vão chatear outro!!

    P.S.
    NÃO SOU RACISTA

    1. Olha, este descobriu a pólvora! Afinal o gajo é só brincalhão…
      Um humorista, como o foi Hitler nos seus bons tempos.
      As barrigadas de rir que os judeus apanhavam naquelas câmaras de gás… Era um fartote!

      PS: ò André, vai dar banho ao cão, anda!

    2. A quantidade de gente com dificuldades de entendimento no que toca a ironia, humor negro ou honestidade intelectual só vem explicar melhor aquilo de que o Cosme fala no blog. Está provado que são todos racistas, de facto. E nada democratas (o que também explica a porra que têm feito em Portugal nos últimos 40 anos), visto que, mesmo discordando do prof. Cosme, só tenho a dizer “I disapprove of what you say, but I will defend to the death your right to say it” (Evelyn Beatrice Hall).
      Só conheci ontem o blog graças a esta polémica e só tenho a agradecer aos mentecaptos que não entenderam os textos do economista em causa. Era capaz de aprender Economia com um professor assim, fartei-me de rir com todo o blog. A Universidade do Porto sai dignificada com este verdadeiro prof. ao estilo “Clube dos Poetas Mortos”.

    3. Suponho que gostou também das fotos, que se fartou de rir. Parabéns, é tudo muito giro.

    4. Ana Maia

      Aconselho-a rever o Clube dos Poetas Mortos- I guess you’ve missed the point do “Oh captain, my captain…”

      Definitivamente Shakespeare não é para qualquer um, não obstante o facto do Dr. Cosme poder vir a ser excelente Falstaff!

    5. Sim…os economistas são hilariantes e brilham, deve ser de tanto pensarem…no fundo o Cosme é um pirilampo! Afinal todos nós é que temos dificuldade de entendimento…COSME para a presidência JÁ!!! Será que também gosta de bolo rei???

  10. A mim já nada me admira de “professores universitários”.
    Gente dessa estirpe existe por todo o lado, inclusive no governo.
    Se um professor meu tivesse a lata de dizer tal coisa numa aula, levantava-me, sairia da sala e iria fazer uma queixa dele.
    E se nada acontecesse, transferia-me para uma outra Universidade.
    É que neste país tudo é permitido. E ninguém refila. E ninguém faz nada.

    1. Exmo. Sr. Deputado Francisco Louçã,
      Recomendação: Dedique o seu preciso (e caro) tempo a trabalho efetivo na assembleia da república.
      Melhores cumprimentos,
      Carlos Fernandes

  11. Eu diria que o artigo peca apenas por lhe faltarem conteúdos sobre as soluções defendidas por Louçã para as questões enumeradas. Quanto às posições de Cosme Vieira, a questão é mais séria. Cosme Vieira sabe que um blog é um documento público, tão público como um escaparate na junta de freguesia; saberá também que tem ou terá alunos provenientes, em primeira geração, de África, seja de PALOPS ou de outros países; saberá também que o VIH se contagia melhor em sociedades com higiene e saúdes públicas precárias resultantes da má gestão dos recursos de tantos países, não sendo portanto tão culpa dos intervenientes diretos no contágio como sugere (aliás se Cosme vieira tivesse por acaso nascido na África do Sul, de famílias com mais genes negróides dos que os que a sua família atual tem – porque em Portugal quase todos temos alguma influência genética africana relativamente recente – podia muito bem ser um infeliz infetado). Como Cosme Vieira aparenta não saber estas coisas, pergunto-me o que faz ele numa instituição de ensino?

  12. Tendo vindo aqui por mero acaso ,li perplexo a maioria destes comentários e a paciencia biblica de F. Louçã em responder.
    Fora de Portugal há muitos anos não tenho na vida do país qualquer envolvimento e portanto sem “rabos de palha” acho que posso comentar também:
    A mais importante questão é a dos Portugueses não saberem o que é a Liberdade. Escrevesse o Dr. Cosme na Grã-Bretanha e estaria preso e a cumprir pena, porque é crime publico aquilo que escreve.O mesmo se passaria em França e noutros países da Europa. A Liberdade é um bem demasiado precioso para ser gasto dessa maneira. Será o Dr. Cosme e os seus alunos que aqui escrevem produto da “praxe” , essa “liberdade” que tanto prezam, e que serve para humilhar, para agredir ?
    Um professor universitário a escrever coisas desse jaez ? Na Europa e no Sec. XXI ? Não haverá limite para a ignominia? Tudo isto é profundamente perturbador pelo que revela de Portugal.

    1. O que você descreve não é liberdade, é uma ditadura de opinião. E sim, os países mais esquerdistas da Europa têm quase todos “delitos de opinião” puniveis por lei. Não têm liberdade.

      Nos paises que referiu por exemplo, é um crime criticar o Islão. Tal como nos paises islâmicos. Não há liberdade de expressão

    1. Isto é o tipo de disparate que não se permite neste blog. Fica publicado como exemplo do que não é tolerado. Não é assim que se discute.

    2. Caro Louça: penso que O ZÉ tem muito pouco de disparate…antes pelo contrário. É que já não há pachorra para a “ discussão educada”.

  13. Sr. Francisco Louça, o Senhor é politico, professor ou jornalista ? Não concorda com aquilo que o Prof. Cosme diz, e a brilhante ideia que surge: vou divulgar ! A poeira não levanta sem vento. Ou seja, o responsável por todo este aparato e confusão não é o Sr, Prof. Pedro Cosme, que até hoje sempre escreveu no seu blog aquilo que queria, mas, quem trouxe esse assunto à ribalta. Se o Sr. Louça não tivesse a ideia de divulgar estes artigos tinha poupado uma bela dor de cabeça, já viu ?
    E esse continuo tom irónico em todo o seu artigo também é algo que acho bastante caricato. Das poucas aulas de filosofia que tive no secundário, acho que o Sr. Louça conseguiu ilustrar-me melhor o que é um argumento ad hominem que qualquer uma delas ! Que é aquilo do que retiro deste seu artigo.
    Sou aluno do Professor Cosme, já desde o inicio do ano que vou lendo o seu blog simplesmente por puro prazer, e ainda vou aprendendo umas coisitas em cada artigo (coisa que aqui não aconteceu de todo). E como aluno, estou aqui a afirmar-lhe que nunca nenhum desses pensamentos que o Professor Pedro Cosme publica no seu blog afetou a mentalidade de algum aluno ou docente desta casa. Ou acha mesmo que alguma vez alguém ponderou minimamente em realizar as “estratégias” que o Sr. Professor Cosme referiu ? Para quem leu isso e acha que na verdade, a intenção daquele artigo era realmente “mentalizar” as pessoas a afundar navios e matar pessoas por causa de uma doença, desculpe-me a palavra, mas não é nada mais nada menos que ignorante. E volto a referir, sou aluno deste professor, ou seja, há aqui melhor pessoa para puder julgar este professor enquanto docente ? Talvez, mas não é o Sr. Francisco Louça de certeza absoluta. E como já percebeu (suponho eu) também não fui “corrompido” pelos “artigos” e “humor” deste professor, não tenho intenções de ir la pro sul do país praticar actos de pirataria. E falo por cada aluno da faculdade neste ultimo ponto, isso lhe garanto.
    Só para terminar, sem concordar como da forma de como o Professor Cosme aborda todos estes assuntos que tem causado agitação, a verdade é que ao menos alguém abordou, e ainda não vi ninguém a discordar da citação “não são medidas, são sonhos”, parece que o “tolo” tem alguma verdade afinal.

    1. Só existe uma forma de tratar com os Cosmes deste planeta e os respectivos alunos “graxas”
      Com uma boa marreta de aço ,esmague-se o hipotálamo dos mesmos até que a maior partícula seja 100 mil vezes inferior à escala de Plank !
      Pelo sim pelo não lave-se bem a marreta com tricloroetileno e lixívia após o trabalho.

    2. Repito. Isto é o tipo de disparate que não se permite neste blog. Fica publicado como exemplo do que não é tolerado. Não é assim que se discute. Não haverá mais disto, João Soares, se preza a sua opinião.

    3. Touché, Pedro Silva. Francisco Louçã (FL) não conseguiu responder.
      A falácia ad hominen é a falácia preferida das figuras públicas portuguesas ligadas à política. O prof. Cosme Vieira (CV) pode ser execrável em muitos aspetos mas sabe falar de economia e finanças. No seu artigo de opinião, à citação de CV aquando do pacote de medidas do PS “não são medidas, são sonhos” – opinião fundamentada no respetivo artigo, claro – FL limita-se a comentar “talvez”. E possivelmente até teria muito a dizer sobre a opinião do professor (aquela que interessa, não a que não interessa). Mas da discussão salutar que faz o país avançar preferiu deixar a causa de lado e atacar o homem. Será pessoal?
      Gostava de ver o senhor Francisco Louçã responder de sua justiça, em vez de apenas intervir no espaço de comentário para notar que argumentos são disparatados e que, como tal, não devem fazer parte do mesmo (como se fosse uma “autoridade” como o professor universitário?)

    4. Caro colega aluno da UP. Sou doutorando desta casa, onde fiz a licenciatura e mestrado, e onde entrei há 25 anos. Estou profundamente desiludido com o nível de raciocínio, para não dizer pensamento (coisa diferente e que poucos parecem ter), a que se prestam vocês, seja esse tal professor Cosme, seja o caro discípulo dessa luminária, quando pretendem falar de assuntos sérios com arremedos de ironia ou pretensões de intelectualidade deprimente. Não vale tudo, escrevendo sobre tudo e disparatando sobre tudo, para se pretender ser diferente e acabar por se tornar numa figurinha ridícula, a quem sempre alguém apara o jogo. A nossa casa tem e sempre teve gente de gabarito. Não precisa de personagens “non sense”.

    5. esperem.. afinal estamos todos errados… o cosme é um incompreendido…dou graças por não ter tirado o curso na fep.
      obrigado ao cosme…o malthus português

  14. É interessante que leio o blog do professor há muito tempo e nunca vi um comentário que possa chamar racista em nenhum dos artigos. Nenhum!! Diria até o contrario, normalmente aborda o assunto demonstrando como as posições racistas e anti imigração são não só ridículas como sem qualquer lógica social e económica. Não existe em Portugal ninguém que explique temas económicos(e não só) de maneira tão incisiva e lógica.
    É verdade que abusa nas fotos de gajas boas e não é politicamente correcto nos comentários, podia perfeitamente não usar as palavras esquerdistas, maricas, pretos, e muitas outras mas se chamar preto a um preto é racista os pretos são todos racistas o que é ridículo.
    Alguém que leio o artigo por completo e esteja habituado a ler o blog, sabe perfeitamente mesmo sem ler que tiraram o que ele disse fora de contexto de maneira pouco seria.
    Pessoalmente é um liberal demasiado liberal para o meu gosto mas tenho de reconhecer que usa argumentos e explicações muito validas e bem substanciadas, com explicações detalhadas e compreensíveis, coisa que nenhum politico nem jornalista em Portugal faz, e 99% nem sequer tenta.

    1. Então não se compreende, caro “troglodita”, porquê tanta ofensa pelo facto de ter citado as sábias palavras do professor.

  15. Boa tarde meus caros,

    Como “Fepiano” fiquei sentido por julgarem a nossa integridade. No entanto fiquei ainda mais impressionado como português.

    Passo a explicar.

    Tanto o blog como os email’s do Professor Cosme são momentos de distração com entretenimento dos alunos, assim como por exemplo o “tubo de ensaio”, as “mixordias”, o “governo sombra” ou os golos do Ronaldo (já fora da arte da comédia). Nós acompanhamos a actualidade e sabemos criticar de forma superficial, claro que, cada um com a sua linha de pensamento. Lá por seguir uma ideologia politica diferente, não deixo de me rir com aquilo que se diz, tudo isto fora de aulas ou qualquer sebenta e/ou material de estudo. Nós na faculdade temos dois jornais à disposição e sabemos as cores partidárias deles, assim como percebemos os destaques editoriais do Público ou do Sol(que hoje também me fez rir). Temos de saber filtrar as noticias a partir do nosso nível de conhecimento. Por favor, não caiam na tentação de fazer deste assunto noticia quando há problemas sérios no ensino superior português bem mais urgentes e preocupantes. Nós Fepianos temos carácter e personalidade suficiente para ter as nossas convicções, nós sabemos distinguir ciência de comédia.

    Agora, quando vejo um deputado, mesmo que seja citando só parte, a levar estes “suponhamos” para um assunto de politica nacional, fico preocupado. Mais preocupado ainda por se virarem para o blogger e não para aquele que tem acento no parlamento português e que o partido governa esta república…Em vez de se preocuparem em “enxovalhar” alguém ou vender a politica de um partido, devíamos estar a discutir os parâmetros que afetam a receita e a despesa da SS. Vou mais longe, porque não toda a génese do sistema da segurança social portuguesa (porque não o sistema Norueguês).

    Chego à conclusão que nem seria mau lerem o blog do professor, ao contrário da casa dos segredos em que as questões são: “Onde fica África?”. No blog pelo menos temos de saber mais do que a localização geográfica para acompanhar com ironia o que acontece no mundo do professor Cosme.

    1. Era mais útil se todos lessem uns livros (dos sérios) de não tanto uns blogs…Depois não se queixem por não saberem a diferença entre ironia e mau gosto…

      Sr. Fepiano…não tenho nada contra a FEP (daí a minha admiração por este minério ser professor na FEP!!!)…tenho contra a mediocridade, mesmo e sobretudo a mediocridade académica. Este tipo de escrita e comentário desrespeita aqueles que estudam e estudaram na FEP e pior torna-nos nuns provincianos…Ser complacente com isto…é-me incompreensível.

      O professor Cosme precisava de umas aulas de história, outras quantas de filosofia, outras de sociologia, algumas de literatura… aproveitava e levava esta pérola de deputado com ele. Embora, não me pareça que haja salvação para este último…

      Efetivamente temos o país que merecemos…e este é o legado que deixamos!

  16. Acho adorável como estes senhores associados ao BE conseguem levar as brincadeiras a sério, e nos pedem para aceitar alegremente todas as atrocidades cometidas pelos regimes que seguem as suas ideologias… Simplesmente ADORÁVEL..

  17. Eu estou absolutamente incrédula com alguns dos comentários que aqui li e só posso tirar as seguintes conclusões:

    1. Como antiga aluna da UP só posso salientar o quão baixo desceu a qualidade da FEP. Será para mim lamentável se a UP e a FEP não tomarem uma posição séria e assertiva quanto a este brilhante académico de minas.

    2. Alguém que se orgulhe em ter sido aluno deste depósito de minerais deveria se calhar ser metido dentro dos barcos juntamente com a pretalhada. Mas afinal, se olharmos para a história do séc xx também podemos constatar que o hitler tinha ideias refinadas e eram seguidas por gente deste calibre.

    3. Com tantos ataques ao professor que apenas cita o o outro “professor”/ calhau citado por um psd só posso entender que os jotinhas e os deputadinhos deste país saíram todos em defesa da estupidez. Mais uma vez parabéns à classe política deste país…que me envergonha e que me aflige.

    Apelo à UP que tome uma medida! Não quero estar associada a uma universidade que permite este nível baixo de ensino e de promoção de ideias xenófobas e mesquinhas! Defendam o conhecimento e por favor tornem de leitura obrigatória nos cursos de economia e gestão livros a sério que abram a mente destes alunos, nomeadamente os que falam sobre a nova escravatura na economia global.

    Dr. Louçã, deixo-lhe apenas uma palavra de humilde agradecimento!

    1. Agradeço a simpatia. Mas nem creio que isto tenha que ver com a faculdade, que aliás é uma boa escola de economia. Tem que ver ou com as opiniões ou com as graçolas de uma pessoa, cuja citação entusiasmou um deputado. E nada mais.

  18. Este shôr professor Louçã é uma comédia… Diz que o Cosme insulta as minorias mas próprio shôr prof defende regime assassinos como o do Fidel, Estaline, Mao ou do o Pol Pot em que a sua actividade preferida era andar matar essas mesmas minorias.

    Ou será que dizer que se deitar abaixo barcos com petralhada é pior que defender regimes que matam e segregam por ideologia?

    PS: Estou a esconder o nome porque tenho bué medo de si.

    1. KM,
      Santa ignorância! O senhor está a falar de Francisco Louçã dirigente da LCI.Como pode relacioná-lo co o o Estaline e outros tipo Fidel

  19. o Duarte Marques pôs-se a jeito. afinal de contas o Pedro Comes Vieira passa de trunfo tecnocrata da sua retórica eleitoral a fonte de alarvidades racistas. estou seguro que o deputado do PSD concordará comigo quando digo que é uma metamorfose demasiado radical para um personagem de uma só crónica. só não sei bem o que dizer bem sobre o Pedro Cosme Vieira. li 2 ou 3 textos do seu blogue na diagonal e fica até a sensação de que poderia estar a brincar

    Francisco Louça, gabo-lhe a disponibilidade para responder a tanta gente!

  20. Boa noite Prof. Francisco Louça,

    Não sendo eu um fervoroso seguidor do seu pensamento político, considerava-o uma pessoa intelectualmente séria e longe de desferir este execrável e dissimulado ataque ao carácter de um colega que, apesar de uma forma peculiar, exprime a sua análise económica através da escrita. E bem. Até hoje, por muita sátira, piadas de mau gosto e metáforas que o Prof. Cosme use, nunca vi ou li alguém a colocar em causa os seus pressupostos e/ou as explicações e conclusões que escreve. E não me refiro às frases como “afundar a pretalhada” mas sim explicações como:

    “Todas as medidas aumentam a despesa pública mas
    na folha de cálculo da p. 95, a despesa pública diminui de 48,6% do PIB em 2014 para 43,1 do PIB em 2019! Conseguem diminuir a despesa pública aumentando a despesa pública.
    Isto é um milagre, estes gajos têm que ser canonizados, que isto é um milagre nunca visto, muito mais difícil do que curar 100 paralícos.”

    A diferença entre o Prof. Louça e o Prof. Cosme, de quem tive o prazer de ser aluno (também já andei no ISEG e confesso-lhe que o nível de ensino é miserável comparativamente com a FEP), é que o Prof. Cosme é alguém livre de interesses políticos e o Prof. Louça tem uma agenda política de permanentes ataques de carácter aos seus opositores.

    Escrever que o deputado Duarte Marques é racista por ter citado um artigo onde desmonta todas as medidas do PS (independentemente do tom e das ironias que contém), é quase tão ridículo como eu aferir que o Prof. Louça por fumar uns charros é um toxicodependente e não tem credibilidade nenhuma para comandar um País.

    Para terminar, gostaria muito de ler um artigo seu a explicar, com números concretos, que as análises que o seu quejando da FEP não fazem qualquer sentido e – coisa rara na esquerda Portuguesa – apresentar uma análise mais sustentada e correta.

    Enfim, só tenho pena de alguns comentadores deste artigo de opinião perceberem tanto de economia como eu percebo de arquitetura e terem o mesmo sentido de humor do que o Prof. Louça.

    Cumprimentos,
    Fernando Monteiro

    1. Compreendo o seu ponto de vista. Eu ataco e o dito professor é “livre de interesses políticos”. O problema é que eu citei e ele fez textos políticos e os seus defensores não encontraram outro argumento a não ser dizer que era tudo a brincar. Um “tiro em cada um do barco da pretalhada”, é a brincar?

    2. Se acha que estas frases são piadas então o seu sentido de humor repugna-me. Porque é racista, xenófobo, sociopata. Alguém que escreve como tal indivíduo, por muita capacidade técnica que se lhe reconheça (e alguns ex-alunos já me esclareceram sobre o espécime) essa não justifica as imbecilidades que passam por brincadeira mas que mais não são do que as mais básicas teses da extrema direita. Eu diria que o carácter e a moral do economista, como cientista social que é, conta para alguma coisa. Atacar este texto que apenas transcreve o absurdo é ainda mais absurdo. Não há defesa. É patétitico.

    3. Falar em pretalhada é feio, mas chamar cabra a uma mulher já é muito bonito.
      Flashback do Bruninho num espectáculo com textos do João Quadros.

    4. “apesar de uma forma peculiar” ahahahahaha está boa essa… O pessoal da extrema direita também não são racistas nem xenófobos, apenas têm uma “forma peculiar” de se exprimir.

      O Hitler também tinha boas ideias e medidas económicas, apesar da sua “forma peculiar” de lidar com as pessoas diferentes.

  21. A partir do momento que se deixa a análise de uma crónica política para a crítica barata a um docente FEP a credibilidade do artigo aqui escrito desce para valores inimagináveis.
    Partindo do princípio que existem mil e uma maneiras de expressar opiniões, Pedro Cosme não é só docente da FEP, é uma pessoa com total liberdade de expressar o pensamento, essencialmente económico, que diga-se em bom das verdades bastante, mas mesmo bastante melhor do que a seu pensamento económico, que por todas as razões e mais algumas é frequentemente ignorado pelos académicos.
    Como docente Pedro Cosme Vieira, usa o seu tom irónico para se referir aos problemas da sociedade actual, usa expressões que se podem considerar xenófobas mas que veja lá bem Doutor Francisco, alunos africanos assistem e são até bastante amigos do docente referido.
    Enxovalhar em hasta pública o docente é que não é, nem deveria ser aceite. Contudo há certos radicalismos que nunca mudam.
    Voltando ao cerne da questão, quando um artigo seu falar concretamente de políticas, dos efeitos delas na economia nacional, é que será de estranhar, o seu contributo para a política portuguesa é igual ao da rainha da Inglaterra no seu país, abaixo de zero, com a diferença que lá toda a gente ama a rainha e em Portugal só uma fracção da esquerda o conhece e é capaz de o ouvir!
    Com todo o respeito, não se dá lições de moral porque todos temos telhados de vidro. E uma coisa é não acreditar numa opinião, não respeitar e denegrir a imagem de um colega, que quanto sei, com o mesmo grau académico na área da Economia é perder qualquer tipo de razão e credibilidade que porventura poderia ter.
    Mas também tantos anos como Secretário Geral do Bloco de Esquerda, não se esperaria muito melhor…

    Paulo,
    Aluno da Faculdade de Economia do Porto

    1. Se chama enxovalhar citar o que o dito professor escreve pela sua mão, ficamos conversados.

    2. Sim chamo, em nenhum momento fala sobre o artigo de Duarte Marques, usa-se de uma demagogia barata e incoerente com a sua corrente de pensamento.
      Mas como lhe disse não esperava outra coisa.

    3. “DEmagogia basta e incoerente” é citar o seu mestre, Cosme Vieira. Mas se o homem não quer ser citado, para que é que escreve?

    4. Então um indivíduo escreve estas imbecilidades mas depois não se pode dizer que as escreveu porque é injusto? É enxovalhar o tal Cosme citar as suas palavras? Não as escreveu? Não o citou o Duarte Marques? Se a UP ainda não investigou as palavras racistas de um seu docente fez mal. É livre? Será. Mas este tipo de teses, ainda que escritas a brincar (o que não isenta o autor de um pensamento racista e sociopata), têm significado, têm valor e devem ser avaliadas. Dá a sensação que preferiam que os segredos podres do pensamento do Sr. Cosme (publicados na net) deveriam ficar escondidos para fingirmos todos que tem um grande pensamento económico… Hummm… Indesculpável.

    5. Escreve porque supostamente vive numa sociedade onde se pode expressar livremente. Se o Charlie Hebdo publica o que publica e as pessoas chamam aquilo liberdade de expressão e até fazem marchas em Paris porque não pode o autor do blog em causa faze-lo ainda que seja de forma irónica ?

      Seguindo a sua lógica, as criticas do deputado do PSD não têm valor porque cita uma opinião económica de um autor com um blog aparentemente racista. Seguindo esta lógica a opinião da esquerda não tem qualquer valor quando se fala do que se passa no Médio Oriente porque as ideias marxistas e leninistas estiveram por trás da morte de milhões de pessoas às mãos de Estaline e Mao. Já Marx e Engels escreviam coisas como “O último capitalista será enforcado com a corda que vendeu” ou então que se justificam actos terroristas para que se implante o socialismo/comunismo, ainda que não seja aquilo que as pessoas defendam. Concerteza se os textos de Pedro Cosme Vieira não são irónicos estas citações também não o serão.

      Mas já que estamos a falar de racismo podemos sempre citar Marx : “The classes and races too weak to master the new conditions of life must give away – They must perish in the revolutionary Holocaust”. Dado que a esquerda se apoia nas ideias de Marx e como ele escreveu isto, seguindo a sua lógica, as ideias de esquerda não têm credibilidade nenhuma. Mas podemos ir mais longe e referir que Marx e Engels nasceram nas famílias mais ricas da altura e que portanto como nunca viveram como membros da classe operária também o que escreveram no Manifesto Comunista não tem qualquer relevância e credibilidade.

      Ora não creio que as coisas tenham de ser discutidas nestes termos. No dia em que o forem o nosso parlamento é um local moribundo e a nossa democracia será certamente obsoleta. Até às eleições os portugueses têm o direito de saber como é que desta vez se consegue diminuir o défice e não comprometer o desenvolvimento futuro aumentando despesa pública no presente quando nos últimos 40 anos isso nunca aconteceu. Se essa ideia falhar novamente quem vai pagar a factura não vai ser o Francisco ou o deputado do PSD. Vão ser todos os portugueses de parcos rendimentos.

    6. Sugiro-lhe que reveja as suas citações. Marx a escrever sobre um “holocausto revolucionário”? Em que blog é que inventou essa citação? Não se apercebeu de que é falsa? Holocausto, antes de 1883?

    7. O professor é uma comédia dissimulada.
      No dito livro fala que na transição do capitalismo para o socialismo justifica-se com actos terroristas, ainda que a generalidade das pessoas não o queira.
      Isto é o que uma comissão de boas festas?

    8. Isto deve referir-se a alguma teoria do “afundar os barcos da pretalhada” (deve ser isso, o acto terrorista) que ainda não tive oportunidade de estudar nos contributos do professor Cosme Vieira. Mas confesso a minha ignorância sobre essa parte da sua teoria, certamente deslumbrante.

    9. Caro Paulo,
      Por partes…independentemente das posiçoes politicas de cada um que temos de respeitar, como creio que concordará, o CV do FL e os premios q recebeu em meios academicos estrangeiros, nomeadamente USA, falam por si. Que esse seu “professor” diz e escreve barbaridades, é inegável. Que haja gente que o defenda, é incompreensivel. Que recorram a justificações espurias para o defender, é inacreditavel. Se esse “professor” lecionasse em qq pais mais civilizado, já teria sido, muito provavelmente, demitido ha muito. Faça um exercicio e Imagine lá artigos desse jaez publicados em blogues UK ou USA…o que nao seria! Haja decoro, por amor de Deus! Ctos. Jorge Xavier

    10. Oh Francisco Louçã, essa do holocausto nem parece sua… Qual é o problema de um “holocausto” antes de 1883? “Holocausto” é um palavra que vem da Grécia Antiga que, só para esclarecer os mais distraidos, aconteceu (um bocadinho) antes de 1883…

      Já agora, só a título de curiosidade, se não concorda com a opção “matar a pretalhada” (e ainda bem!) podemos concluir que concorda com a opção “ponte aérea” e trazer em segurança para Portugal todos os estrangeiros (sejam eles pretos, brancos, amarelos ou azuis às riscas) que queiram vir para a Europa? Em resumo, defende a opção A ou a opção B que o dito cujo avançou?

      Muito obrigado,

    11. Caro Ivo, que lata! Vou lhe fazer uma pergunta: prefere comer (A) excrementos ou (B) cianeto? Se achar que cianeto é perigoso porque pode matar, serei eu livre de perguntar a jeito de confirmação que escolhe a (A)?

  22. Como hoje estou cansada porque tive de ir a Lisboa, a uma consulta urgente, particular, de um especialista, porque fiquei sem médico de família, pois ainda sou do tempo dos Serviços-Médicos-Sociais, quando a Previdência Social a Saúde, eram representadas apenas por um único Ministério. Isto quer dizer que desconto há muitas dezenas de anos. Desde o tempo em que os estudantes só podia trabalhar em part-time, fora das horas de estudo, mas mesmo nesse emprego parcial eu comecei logo a descontar, imaginem para a Caixa de Previdência dos Profissionais do Comércio. Tudo isto para dizer que agora fui escorraçada do meu posto médico, que até tinha SAP, e é mesmo aqui ao pé da minha casa. Mas nem uma reclamação aceitam. Tenho de me queixar ao Gabinete do Cidadão. E mesmo cansada, velha e doente não consigo calar a minha voz ao ver estes escarros, da direita reaccionária, que estão desesperados, fazerem os comentários que aqui li. Como é possível haver gente tão anormal. Será possível que sejam todos por interesse?
    Estive a ler o Currículo, mal escrito, deste anormal, que começou por tirar engenharia de minas, depois dedicou-se às artes marciais. Este homem devia estar numa camisa de forças, porque ele é mesmo perigoso. Que pena não ter levado uma transfusão de sangue no tempo da Leonor Beleza. Um sujeito destes merecia ficar contaminado e, como acredita em deus, até pôs fotografias da sua comunhão na sua página, talvez seja castigo divino o que as irmãs estão a sofrer. Como isto foi escrito de supetão e não estou para reler, peço desculpa pelos erros e pela falta de pontuação. Nunca precisei de ser dactilógrafa, até porque o meu pensamento é muito mais rápido do que uma máquina, e tinha quem o fizesse por mim, que conseguia ler os meus hieróglifos. Gosto do professor Francisco louça, porque é uma pessoa inteligente, mas a sua condução política ainda estragou mais este país, já que com o PCP ninguém consegue contar. Este país é mesmo um país condenado. É preciso realmente esclarecer a malta, mas hoje ficaram todos amordaçados e com medo de abrir a boca. Pois eu nunca me calei, nem aceitei propostas vantajosas que me fizeram, nem permiti que me beneficiassem legalmente pelos cargos que ocupei, por nomeação secreta, em representação dos trabalhadores, durante oito anos, até ser extinto o Organismo, mas sei que à fome não vou morrer e que ninguém me vai calar, porque não tenho nenhum rabo de palha. Dá-me um gozo danado poder dizer sempre o que penso e também não sou educada o suficiente para chamar os nomes que quero a esta escumalha que nos governa. Desculpe o desabafo, mas fiquei mais aliviada.

  23. À observação do Professor e Engenheiro Pedro Cosme “as medidas do PS para a segurança social “não são medidas, são sonhos””, responde o Professor Francisco Louça: “Talvez”. É isto que devemos reter.

  24. Penso que a última coisa a fazer é instituir uma censura dos “bem pensantes”:por um lado porque o mal e a estupidez devem ser mantidos á vista, porque assim podemos avaliar o estado civilizacional da sociedade, por outro porque por vezes os argumentos dos bem pensantes parecem não ser muito sinceros

  25. O marquês de pombal se vivesse hoje teria de certo que declarar não dignos todos estes politicos e teria tomado a decisão de mandar metelos num barco com um boraco no funde e despacha-los para o mei do mar.
    Faltam marqueses neste pais mas faltam ainda outros mais e um deles diria de certo. Esta canalhada de politicozinhos que acabaram de sair com cursos tirados nas universidades privadas e com a ajuda dos professores nunca poderam ser bons politicos, porque tambem não foram bons alunos e alem disso foram creados sem preconceitos e educados por outros burros mais burros que eles.

  26. Que nojo ouvir graçolas de professores universitários. Mas são professores ou são humoristas ou são o quê? E a Faculdade de Economia do Porto emprega atrasados como este Come Vieira?

    1. Parece que para citar é preciso que a citação tenha um autor. Mas, desengane-se, foi esse autor quem escreveu as frases citadas.

    2. Um Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia identificada quando alguém procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo.1 2 3 Um argumentum ad hominem é uma forte arma retórica, apesar de não possuir bases lógicas.

      In wikipedia

      So para clarificar alguns leitores, perdoem me a fonte

    3. Se eu disser “Hitler defendeu matar os judeus, exterminá-los da face da Terra.”. O Prof. Louça sempre me pode citar e dizer que eu escrevi ‘matar os judeus, exterminá-los da face da Terra’. É basicamente o que aconteceu com esta história.

  27. É uma opinião pessoal, não uma defesa, pois nem sou advogado, nem conheço o senhor em causa.
    Quanto à frase, contextualiza-se por exemplo dizendo que essa era a segunda estratégia proposta por PCV, sendo a primeira estratégia, imagine-se, “mandar aviões para trazer as pessoas em segurança”.
    Contextualiza-se na forma ___ (cada um adjective como quiser), como o autor escreve, dando exemplos exponenciados ao absurdo, algo aceitável para quem não faz do politicamente correcto, profissão de fé.
    Muito honestamente, gostava de ver um debate de ideias do Francisco Louçã com o Pedro Cosme Vieira, no seu espaço semanal na tv.
    Cada um tem a sua forma, uns são mais brutos, outros mais polidos… A mim interessa-me mais o conteúdo.

  28. Indo ao âmago da questão, à constatação do Prof. e Eng. Pedro Cosme de que “as medidas do “PS não são medidas, são sonhos””, o Prof. Francisco Louça responde: “talvez”; é isto que verdadeiramente vale a pena reter do seu artigo.

  29. A minha incredulidade ao descobrir que existe uma pessoa que para alem da profissão ou cargo que ocupe profere tanta desumanidade.
    Maior estupefação sinto, para os que o vêm defender dizendo que é ironia e tem um humor.

    Aaron Slator era um executivo da gigantestca AT&T que enviou uma imagem a um amigo, onde continha a imagem de crianças e mencionava “Its friday Nigers”

    A empresa considerou nao ter espaço para o comportamento do Sr. Aaron Slator e ainda lamentou nao ter tomado uma medida mais cedo.

    Era um executivo numa empresa privada.. e era uma conversa entre amigos!
    Imagino o que aconteceria a estes professores, deputados, contribuintes e trabalhores Portugueses, num país com uma justiça civilizada.

  30. A crítica gratuita é a mais baixa e mesquinha, Sr. Francisco Louçã. Difamar alguém para atingir os seus propósitos é do mais baixo que há.

    1. Absolutamente de acordo. Suponho que se refere aos negros, aos imigrantes, aos homossexuais, aos esquerdistas e às crianças que são insultadas nos textos que citei. São de facto gratuitos e mesquinhos.

    2. Não, não, Sr. Louçã. Era mesmo a si que me referia. Usar os outros para os seus próprios propósitos, difamando e cortando a liberdade de expressão.

    3. “Maria Papoila”, percebo que fique ofendida por citar o dito autor. Acho que está na altura de fazer uma petição para ele ser canonizado.

    4. Grandes Bestas são todos aqueles que ou fazem uso do seu estatuto de figuras de referência, mostrando factos deturpados e forçando o pensamento público a seguir deste modo as opiniões que pretendem passar/fins que pretendem atingir; ou seguem o que pelos seus supra-sumos é dito sem terem um breve cuidado de analisarem contextualmente as informações que veiculam. Uns “marionetam”, outros são marionetas. Da foice e do martelo sempre se sabe o que esperar: o pior.

    5. Aterrador é alguém considerar uma citação ipsis verbis uma difamação. E toda esta conversa. Milénios de evolução para isto….

    6. Sérgio,
      Citação ipsis verbis? Isso interessa-me bastante. Onde é que posso encontrar uma dessas por aqui?

  31. Muito bem, caro Francisco Louçã. Utilizando apenas uma escrita dissimulada, algumas pérolas da escrita de Pedro Cosme Vieira, descontextualizadas, conseguiu desacreditar o duas pessoas. O chamado “matar dois coelhos com uma cajadada”.
    Ainda assim, personalidade por personalidade, eu prefiro mil vezes uma pessoa desbragada, a uma pessoa dissimulada.
    O carácter de um homem, ou mulher, vê-se muito mais na forma como faz, que na forma como escreve, ou fala.

    1. Excelente defesa. Então é um problema de carácter? “Afunda-se o barco da pretalhada”, é capaz de me sugerir como se pode contextualizar isto, Helder Lopes? Suponho que o seu carácter lhe ensina essa sapiência. Então parabéns.

    2. Eu posso contextualizar. É um contexto de um imbecil que acha que boçalidades racistas são irreverentes e/ou chocantes. Ou então achou que não estava a ter a atenção que merecia e resolveu escalar… Seja como for, a razão de ter sido preciso escrever uma frase daquelas para ser falado diz muito acerca do conteúdo do blog e das ideias que defende…

  32. Quando o Arménio Carlos se dirigiu ao membro do FMI, em tom sério e nada irónico, como “escurinho” não mereceu tanto destaque. Curioso.

  33. Santa paciência para racistas que ainda por cima vem argumentar sobre a sua estupidez. A única coisa positiva é que alguns tem a lata de aparecer e falar abertamente sobre o que sentem.

  34. É preciso colocar os pés na Terra. A política em Portugal, infelizmente, resume-se à demagogia, com um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular. Por isso, vemos muitas vezes promessas (ex: ver atual programa do PS) que não são realizáveis, visando apenas a conquista do poder político.
    Eu considero a austeridade algo inexorável, face as condições macro e microeconómicas da nação Portuguesa. Contudo, acredito que ainda há muita margem para se discutir sobre a operacionalidade da atual austeridade, que nem sempre se tem demonstrado eficaz e justa. Aqui é que devemos centrar o debate na “operacionalidade da austeridade”. Mas infelizmente continuamos a ver debates fora daquilo que é o essencial. Há muitos bobos da corte disfarçados.

  35. Não há pachorra para o Prof. Francisco Louçã. Deve ter algum ‘parti-pris’ em relação ao Prof. Pedro Cosme Vieira (digo eu), e trata de desancar, a completo depropósito, no Deputado Duarte Marques. E, a avaliar por uma grande parte dos comentários acima, não é que a coisa pegou.

    1. Ainda bem que, a despropósito, o deputado Duarte Marques veio criticar o “racismo” do tal Prof Cosme Vieira. Os amigos de um e de outros, como o anónimo ACCM, são o melhor argumento que eu poderia encontrar.

    2. Estou em crer que o sr. ACCM não sabe ler. Não sabe ou prefere não saber. Devia na mesma medida evitar escrever.

    3. Eu não sei se o Sr. (a) ACCM sabe ler ou não. O que eu tenho a certeza é de que, quer o Sr. henrique tabot quer o Prof. Louçã, sabem ler e bem, Eles perceberam perfeitamente o que aquele (a) quiz dizer. De outra forma não teriam reagido da forma como reagiram.

  36. Mas a Pretalhada nada diz e nunca disse nada sobre a expropriação das suas terras pelos Branquêlas … Se Africa está como está, Uma deve-se em parte a ganância do Europeu. E pegar numa comparação desta para dar resposta aos vossos problemas crônicos, é realmente infeliz … Nós chega-mos de barco e vós chegais de Avião, mas o objectivo é o mesmo. Risos… Era mais interessante no tempo dos pretinhos da sorte a Europa e Portugal….

  37. Sou assíduo leitor deste espaço.
    É louvável a paciência de Francisco Louçã na reposta aos Trolls.
    Proponho que em vez de resposta aos Trolls – os Trolls são Trolls, ogros de limitadas capacidades intelectuais e cognitivas, nunca passarão disso – produção de mais artigos com chancela de Francisco Louçã. Muito melhor que ler respostas a Trolls é ler artigos que incomodam cada vez mais Trolls.

    1. Sou eu, eu estou aqui e existo mesmo.

      Quanto à pretalhada
      Todos nós somos racistas e eu sei-o porque sou regularmente vitima disso. Para compreender o fenómeno, diversas vezes tenho experimentado, estando a falar amistosamente com desconhecido portugueses, normais, civilizados, de várias escolaridades e estatutos sociais, de esquerda e de direita que não me conhecem de lado nenhum, dizer que sou judeu e, outras vezes, que sou cigano.
      Esperimentem para ver, mais de 500 anos depois do Édito de Expulsão dos Judeus e dos Ciganos, a rudeza com que serão tratados.
      Prova de que todos nós somos racistas é que sentimos desconforto quando, num local público, ouvirmos pessoas a falar romeno, ucraniano ou búlgaro.
      Eu sou racista, nem mais nem menos que todos os outros portugueses, mas defendo que podemos e devemos receber essa pretalhada toda em Portugal porque isso será positivo para nós.
      Como sei o que é ser tratado como cigano, costumo falar com as ciganitas que estão a pedir à porta do hipermercado onde faço compras. Perguntar-lhes de onde são, como é a terra onde nasceram, o nome delas e dos filhitos.
      O meu proposito é não lhes dar nada mais que não seja a minha numanidade mas, às vezes, o meu coração fraqueja e dou-lhes um franguito.
      São búlgaras e romenas, bonitinhas e totalmente analfabetas, nem os números conhecem.
      Quantos minutos na vida o Camarada Louçã “perdeu” a falar com os ciganos pedintes?
      Somos racistas mas fica bonito dizer que temos pena da pretalhada. Temos muita peninha mas longe da vista.

      Esta teve graça
      Eu ando no judo e tenho duas companheiras, duas irmãs gémeas, que estão praticamente cegas, é de cortar o coração, chegaram aos 22 anos e começaram a perder visão e, no espaço de 4 anos, ficaram com uma visão de 1%. O engraçado é que quando eu disse “afogava-se a pretalhada” a mais bonitinha disse “mas assim, o Mar Mediterraneo passar-se-ia a chamar Mar Negro”.

      Quanto ao equilíbrio da segurança social
      Não é possível aumentar as pensões, o RSI e o complemento solidário para idosos e, com isso, descer a despesa da SS.
      Não é possível descer as contribuições e, com isso, aumantar a receita da SS.
      Chamar “12 sábios” para dizerem que isto é possível, é acreditar que esses “12 sábios” têm mais poderes que a Nossa Senhora de Fátima. Deve ser o “Quarto segredo de Fátima.”

      E o que propõe o Camarada Louça?
      Nada.
      É o que se chama um orador sofista, fala, fala, fala, fla, tudo muito inflamado, mas não sai nada.

      Não deixem de me visitar
      Em economicofinanceiro.blogspot.com que vou-me esforçar por continuar a apresentar ideias que os façam pensar.
      Não podemos deixar que outros, os sábios, os iluminados, os tocados pela Luz, a Nossa Senhora de Fátima, tomem para si o exclusivo de pensar por nós.

      Até sempre camaradas,

      pcosme

    2. Bem Sr Cosme, fale por si, se o incomoda ouvir outras línguas na rua e isso lhe dá a sensação de estar a ser invadido, também é problema seu, a mim não me incomoda nada, mas seria interessante vê-lo seguir o concelho do nosso ilustre governante e emigrar, mas para um país onde não gostassem de ouvir falar estrangeiro, e, assim podia sentir-se verdadeiramente vítima de racismo, como disse hoje o Bruno, o senhor deve ter-se formado na escola do klu klux klan, já agora quanto lhes custou o seu curso. Ainda acredito no dia em que comentários atentadores a dignidade humana e digo Humana, ( todos os povos de todas as nacionalidades) sejam um crime punido por lei. Agora em relação a segurança social, deixo-lhe um exemplo de um país verdadeiramente civilizado, pelo menos para mim, que resolvia de uma vez a sustentabilidade da mesma, cá vai: Na Suíça a pensão mais alta é de 1500€, e os políticos não andam a queixar-se que “mal dá para as despesas” como alguns cá da nossa república “RICA”, em que esse coitados “apenas” ganham 6.000€.

    3. ” Prova de que todos nós somos racistas é que sentimos desconforto quando, num local público, ouvirmos pessoas a falar romeno, ucraniano ou búlgaro.” – custa-lhe muito acreditar que existem pessoas – eu por exemplo – que nao se sentem de modo algum incomodadas com linguas de paises de leste?

      Quantos minutos na minha vida “perdi” a falar com os ciganos pedintes? Bom, eu quando era estudante, solteiro e sem filhos, e por conseguinte tinha mais tempo livre, juntava-me as quartas e sextas a’ noite a uma associacao que levava comida, roupas e agasalhos a sem-abrigos. Como nao sou racista, nao queria saber se estava a lidar com pretos, com ciganos, com emigrantes de leste, de oeste ou portigueses. Ficava sempre algum tempo a falar com aqueles que tinham vontade e disponibilidade para conversas. Estou convencido que nunca calhou ter falado com alguem de etnia cigana, ou pelo menos nunca ninguem se identificou como tal. Desengane-se o Pedro Cosme se pensa que e’ isso que faz de si alguem mais sensivel e humano – o facto de nao conceber a existencia de seres nao racistas diz tudo sobre o seu background e as pessoas que o rodeiam.

      O facto de duas raparigas, cegas ou nao (o detalhe e’ completamente irrelevante), terem achado graca a’ sua fraca tentativa de humor, reveladora de um raciocinio primario, nao significa que tenha de facto piada – ha’ malta com mais referencias e malta com menos referencias, nao se prepare para comecar uma carreira humoristica, porque so’ pode correr mal.

    4. Sr. Pedro Cosme, lamento informá-lo mas há pessoas que não são racistas, sabia?

    5. Pronto! Não digo que a minha pergunta tenha sido objectivamente respondida, mas fiquei efectivamente esclarecido.
      Às vezes, é melhor não perguntar. Eu é que este tique de ser uma pessoa curiosa.

  38. O mais interessante na questão dos migrantes é que recentemente se descobriu que os traficantes lhes explicam uma coisa muito curiosa. É que se conseguirem chegar ao Litoral Europeu sem naufragar, alguns poderão conseguir ficar, mas a maior parte será enviada de volta. Mas se naufragarem, ou forem salvos de um navio em perigo, a Legislação em vigor diz que têm mesmo direito a Asilo. Por isso é que põem tanta gente nos barcos e eles começam a afundar assim que avistam um Navio-Patrulha…

    1. O senhor deve estar a brincar, então acha que os desgraçados que pagaram o que tinham e o que não tinham para tentar chegar cá , afundam o barco de propósito, só falta dizer que pediram ao comandante que provocasse a onda que afundou um onde morreram mais de 800 e que o comandante acedeu ao pedido para os ajudar.

  39. A resposta aos ‘Duartes’ deste mundo (o estado a que o país chegou é também, entre diversos outros assuntos ‘Cósmicos’, resultado de uma enorme multiplicação de ‘Duartes’ com poder desbragado a influir demasiadamente nos destinos do país) deve ser dada em sede e local próprio: as próximas eleições legislativas!
    Fica todavia um registo positivo no meio de tanto chafurdanço argumentativo: o professor Cosme reúne predicados e o perfil ideal para ser orador na próxima Universidade de Verão do PSD.

  40. Creio existir uma diferença substancial entre a ironia socrática e a estupidez pura. Um educador responsável não deve passar doutrina preconceituosa (ou outra qualquer) aos seus educandos. Certo. Mas o problema está menos em quem diz as tolices do que em quem as alimenta. E uma das formas de acender a fogueira da parvoice é dar importância aquilo que não é relevante. Por vezes a boa intenção de quem quer eliminar o preconceito só favorece aqueles que o querem divulgar. Mas como calar também não é solução, ficamos com um problema. Os formadores de opinão têm de ser astutos. Nem sempre o melhor caminho é o da confrontação.

  41. Caro Dr. Francisco Louçã,

    Antes de mais, muito obrigada por ter a capacidade de me continuar a surpreender nos seus jogos de distração politica. Passado tantos anos de atividade isto mostra, no mínimo, uma boa capacidade de inovação que não deve de ser esquecida.

    Passando ao que é realmente importante:

    1) Que todas as faculdades têm professores maus, isso já toda a gente sabe. Também é certo e sabido que a qualificação de “mau” é, em si, subjetiva e que não existem apenas professores maus em faculdades, como também em escolas e todas as profissões. O Sr, enquanto professor universitário, certamente que não concorda com muitos dos seus colegas, assim como existem muitos dos seus colegas que não concordam consigo. Portanto, já que gosta tanto de criticar a opinião de outros economistas e se dedica a esta área, também devia explicar o porquê de haver tanta divergência entre economistas. Afinal, e dado ser professor, a sua preocupação fundamental deveria ser ensinar e consciencializar, independente de concordarem ou não consigo. Criticou tanto o Professor Cosme Vieira mas em momento algum o vi defender a generalização que foi feita ao ensino da FEP ou de Professores Universitários.
    Deixe-me que lhe diga que a FEP não é a faculdade com melhor média de acesso do país tanto para economia como para gestão por acaso, e que nem todos os professores falam desta forma assim como, alias, não sabe se o Prof. Cosme o faz nas aulas. Independentemente das opiniões que ele tenha, não significa que nas aulas tente formatar os alunos para que pensem da mesma forma que ele e, estar a fazer esse tipo de acusações ou colocar a imparcialidade de um trabalho que um docente faz (sem provas), não é só difamação como uma falta de respeito perante o ensino português.
    Ou vai-me dizer que só aceitava bloquistas nas suas aulas? Afinal a faculdade serve para abrir pensamento ou para formatar? Afinal os Professores dão as aulas tendo em conta um programa ou tendo em conta os seus blogues e artigos?
    Certamente que tem uma boa resposta para estas questões e certamente que os seus princípios e valores, que o fazem comentar tantas atitudes de outras pessoas, também o deviam fazer defender uma generalização injusta perante uma escola e um corpo docente de alta qualidade!

    2) O Deputado Duarte Marques citou uma PARTE do artigo, não o artigo todo. Penso eu que não existe ninguém à face desta terra que concorde com tudo o que outra pessoa diz e se o Sr. tem o hábito de estar rodeado de pessoas que pensam sempre da mesma forma, então aconselho-lhe a procurar pluralidade de pensamento e conhecer o mundo real.
    Foi uma manobra ridícula de desviar atenções daquilo que era realmente importante, de tentar denegrir a imagem de um Deputado que, pelo menos, não foge nos momentos de dificuldade, não deixa o seu mandato a meio e cujo partido também não fugiu das reuniões da troika quando “o barco de Portugal” estava a afundar, como o Sr. Francisco Louçã o fez!

    Gostava, sinceramente, de o ter visto a assumir até ao fim o mandado para o qual foi eleito pelos Portugueses!
    Gostava de o ver a ter estado na primeira linha das negociações e ter tido a mínima disposição para colaborar mas, claro está, existem guerras partidárias que estão acima de qualquer país!
    Gostava de ver o “milagre do Syriza” a ser concretizado, já que tanto gosta de defender teses “irrealistas”! Gostava de o ver a fazer artigos em que explicasse o pensamento que segue, afinal, porque não escreve de forma simples e concreta sobre o marxismo e o trotskismo para que, os eleitores conhecessem, de facto, as bases ideológicas por onde se rege?
    Onde está a sua solução milagrosa? Onde está a sua luta no Parlamento?
    Pois, ser deputado de bancada é mais fácil mas então que tenha mais respeito pelos que nunca deitaram a toalha ao chão!

    1. Aqui está a defesa possível de Duarte Marques, que, entretanto, se pôs a milhas e desautorizou a citação.

  42. Parece-me absolutamente inacreditável que um professor universitário mantenha um blog onde usa a linguagem que o blog de Cosme Vieira utiliza. Se alguém acha que aquilo é ironia, faz uma bela parelha com o autor do blog. Para além de racista e xenófobo, o blog é pura e simplesmente da autoria de quem não tem a noção do ridículo e que, quanto a maneiras, deixa muito a desejar. Citar tal autor, só pode envergonhar quem o faz, independentemente do mérito que pudesse existir na crítica. Quem fez a citação foi um deputado da República.

    Importa dizer que quem escreve naquele tom completamente apalhaçado, retira mérito e respeitabilidade a tudo o que escreve. Que o deputado Duarte Marques não se aperceba daquilo que citou, bom, parece-me que só se pode pedir ao senhor que tenha cuidado com a forma como usa a internet. Já teve de apagar textos infelizes do Facebook, agora corrige textos no Expresso. Que grande trapalhão, para não dizer outra coisa…

  43. Depois de ler atentamente a publicação, o espaço de comentários (que tantas vezes compõe o lado hilário de assuntos sérios) e as respostas cuidadas do autor da primeira, não pude resistir ao impulso de registar aqui estas palavras:
    Gabo-lhe a paciência, caro Louçã.

  44. Não se brinca com coisas sérias. Curiosamente, a intenção de ironia que é tese defendida aqui por alguns comentadores relativamente aos textos do senhor Cosme, é negada pelo deputado Duarte Marques, ao rapidamente desmarcar-se das posições do autor que ele próprio referiu. Ou seja, efectivamente o deputado Duarte Marques não as considera irónicas, mas racistas. Acredito que tenha sido infeliz na referência, registo a sua emenda e desejo que para a próxima tenha mais cuidado a referir gente que não conhece.

    Passando à tese da ironia, é bom lembrar que fazer ironia é uma arte, temos bons exemplos na literatura portuguesa em que o Saramago é provavelmente o exemplo mais recente. Ironia, esta sublime, é o “Truca-truca” de Natália Correia em pleno parlamento em resposta ao deputado João Morgado do CDS. Ironia é subtileza, é originalidade, é elegância, não é decididamente um chorrilho de expressões que pela violência que comportam rejeitam qualquer possibilidade de um enquadramento irónico.

    1. Lembrei-me do texto do Pessoa “O Provincianismo em Portugal”. Segundo o Pessoa, parece que se brinca com coisas sérias…

      A essência da ironia consiste em não se poder descobrir o segundo sentido do texto por nenhuma palavra dele, deduzindo-se porém esse segundo sentido do facto de ser impossível dever o texto dizer aquilo que diz. Assim, o maior de todos os ironistas, Swift, redigiu, durante uma das fomes na Irlanda, e como sátira brutal à Inglaterra, um breve escrito propondo uma solução para essa fome. Propõe que os irlandeses comam os próprios filhos. Examina com grande seriedade o problema, e expõe com clareza e ciência a utilidade das crianças de menos de sete anos como bom alimento.

    2. Ora aí está. É mesmo isso. É importante afirmar, no entanto, que a a denúncia do conteúdo do pensamento do Sr. Cosme, é fundamental. A denúncia provocou o distanciamento de Duarte Marques. Por sido artigos como este, a transcrever o que diz esse senhor são importantes para provocarmos um esclarecimento no político. Duarte Marques (deputado) é racista e xenófobo? Ele que responda (já respondeu).
      É igualmente interessante tentar perceber porque querem tanto os seus leitores que não se cite o Sr, Cosme? Porque têm vergonha de se ter rido com ele e de pensarem como ele? Provavelmente. Estes Trolls pró-Cosme estão carregadinhos de culpa e cospem veneno em defesa desesperada. Típico.

  45. Francisco Louçã: Ai ai, o meu adversário político citou um blog onde expressões e opiniões politicamente correctas estão presentes! Vou já denunciar e marcar já uns pontos batendo em duas pessoas de direita ao mesmo tempo!

    Bravo!

    Pior do que isto só o deputado Duarte Marques que vem aqui desculpar-se esfarrapadamente, sem precisar pois não fez nada de mal.

    Vi o dito blog, tem análises muito boas à economia portuguesa, objectivas e que muitas vezes não passam para o conhecimento público. Também muitas opiniões controversas e ideias radicais. Mas se há coisa que une o blog de uma ponta à outra é a crítica, a ironia e um estilo de humor próprio a roçar o rude. Adorei! Muito obrigado ao Duarte Marques e ao Francisco Louçã pela divulgação!

    1. Fico feliz por ter dado oportunidade a esse encontro de duas boas almas. Afinal, é para isso que todos existimos.

  46. Dr. Louça o que me parece estar em causa não serão tanto as “opiniões” que o tal professor debita -gente com estes e outros pensamentos ainda piores qualquer País tem, mas não devem provocar grandes danos, desde que controlados- preocupante mesmo é existir um deputado da Nação que usa estes ideais para atacar uma proposta de um partido da oposição e que o seu próprio partido o deixe à solta, calhando até alguns “camaradas” se revejam e apoiem, porque isso sim, no sítio em que está pode ser perigoso.

  47. Este deve ter sido o seu pior texto de sempre. A falta de conteúdo, a forma como tenta ridicularizar quer o professor Pedro Cosme, quer o deputado Duarte Marques, a sua arrogância e a sua desonestidade intelectual deixaram-me deveras surpreendido. No fundo, no fundo, até deu alguma razão ao professor Pedro Cosme quando fala dos “esquerdalhas” ou “esquerdistas” demagogos. Fico à espera de textos com conteúdo porque estou certo de que conseguirá fazer melhor. Assim só conseguiu chegar ao nível do ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, aquando do acontecimento que provocou a sua demissão.

    1. Sim, tudo isto prova que Pedro Cosme tem razão. Não fiquei com dúvida nenhuma sobre isso. O problema é sobre que é que ele tem razão? sobre a ideia interessante de que “uma criancinha gaseada hoje é menos um terrorista que aparece daqui a dez anos”? Isto deve ser humor, suponho, não é, João Vieira?

  48. Subscrevo as criticas à retórica hiperbólica, no cerne de mau gosto, que o artigo menciona.
    O que tenho realmente a condenar não é o uso de fontes com outros artigos controversos pelo Deputado Duarte Marques mas sim a sua falta de vontade de analisar o artigo mencionado. Tomando o caminho de desacreditar uma fonte por artigos em nada relacionados com a questão, não tendo vontade de analisar os méritos ou mesmo a falta de mérito da análise do Professor Pedro Cosme, é com grande pena que constato que a imagem que a sociedade tem de um Político neste país está bem à vista neste artigo.
    Não há por si vontade, ou atrevo-me mesmo a dizer capacidade de analisar artigos pertinentes para o futuro deste País.
    Infelizmente muitos leitores irão cair no erro de dar ao vosso artigo inflamatório um valor bastante superior ao que lhe é devido, não fez nada mais do que evitar o assunto em questão e desferir um “golpe baixo” com motivos políticos que afectam a imagem da fonte.
    Pergunto-lhe se considera realmente o diminuto valor do que escreveu ou se considera que este tipo de manobra tem qualquer tipo de valor no que deveria de ser um debate evoluído.
    Quanto ao ataque ao Professor Pedro Cosme apesar de pessoalmente discordar da forma como escreve gostaria de apontar que as suas análises de carácter social estão impregnadas de hipérboles e humor que o Dr. Francisco Louçã sem qualquer noção de escrúpulos decidiu ignorar neste “artigo” que muito melhor encaixaria num tablóide.

    1. Subscreve as críticas. Mas acha que não devem ser feitas. A crítica tem “diminuto valor”, o silêncio certamente é de ouro, sobretudo quando se trata do respeito por pessoas – as dos barcos, as da Sida. Registo e agradeço os conselhos.

    2. Como referi e decidiu não incluir no seu comentário a verdade é que as criticas que subscrevo nenhum valor ou interesse têm quanto à análise do Professor Pedro Cosme que o Deputado Duarte Marques decidiu invocar.
      O diminuto valor que auferi ao seu artigo deve-se ao facto de contornar a análise em questão do Professor Pedro Cosme e focar-se meramente em fazer uma critica às suas muitas falhas.
      Mais uma vez na sua resposta decidiu invocar as passagens controversas do Professor Pedro Cosme em vez de justificar o porquê de nem considerar a sua análise.
      Apreciei muito mais a sua análise do proposto e prometido pelo PS do que este artigo inflamatório que fica na minha opinião muito aquém das suas capacidades.
      .

  49. É evidente que poderá ser sempre realçada a imbecil sabedoria, uma vez que não temos da Outra….
    Acresce também que não podemos deixar de “admirar” os novos sofistas que em vez da Ágora de Atenas encontraram um sitio privilegiado, uma televisão ….uma espécie de púlpito… e todos, sem excepção, proclamam uma sabedoria plena total….incontroversa… E nenhum se dispensa de AFIRMAR a sua pessoa (E NADA MAIS TÊM PARA ACCRESCENTAR), discorrendo e perorando acerca do que o esfaimado e inculto povo pode pretender–Eles é que sabem!!….
    Quando nos poderemos ver livres de eles todos?…Poderiam esconder-se na AR que nós pagávamos para não nos apoquentarem mais…..Quanto ganha o Louçã por cada uma das solenes homilias, mediante as quais espalha aos 4 ventos a sua imensa sapiência???!!!!! Deve ser equivalente ao seráfico Rebelo de Sousa ou redimensionado M Mendes que quando ministro inaugurou uma obras faraónicas inversamente proporcionais à sua estatura física (mero referencial!)..sem esquecer o envinagrado narcisismo do M Carreira… e por aí fora..
    Gostaríamos de os ver, no silêncio e com um mínimo de seriedade, a discorrer acerca de coisas sérias que não acerca do seu umbigo..

    1. Como na semana passado foi proposto por três partidos o visto prévio à comunicação social, espero o seu visto prévio ao que aqui vou escrevendo. Portugal precisa da sua generosidade, Basto da Silva.

  50. Acho lamentável que se use Cosme Vieira, pessoa que quer Duarte Marques quer Francisco Louçã desconhecem como arma de arremesso. Acompanho o blog do Professor Cosme Vieira há muitos anos e não lhe vislumbro os juízos aqui feitos. Sei que o seu blog lhe causa alguns dissabores na sua Faculdade, mas nunca deixou de manter o seu tom irónico, rebelde e cómico. Aliás pelas inúmeras imagens de mulheres jovens e com pouca roupa que acompanham os seus textos dá para entender o seu estilo humorístico. Tenho pena que seja aqui alvo de um ataque bastante injusto, pois não tem culpa que Duarte Marques use o seu blog para fundamentar as suas ideias. Eu fico sempre satisfeito quando o Professor Cosme Vieira publica um novo post no seu blog, independentemente de concordar com as suas ideias ou não. Põe-me sempre a dar umas gargalhadas.

    1. Não lhe vislumbra, mas bem poderia ler, porque está tudo escrito. “Aliás pelas inúmeras imagens de mulheres jovens e com pouca roupa que acompanham os seus textos dá para entender o seu estilo humorístico”. Percebo. É um estilo de humor especial as “mulheres com pouca roupa”.

    2. O seu problema Jorge matos é que você já perdeu a noção da fronteira que separa o cómico e o irônico D o bizarro. Esse seu professor deve achar-se muito engraçado e inteligente. Uma pergunta: ele não tem homens nus a acompanhar os seus textos superinteligentes? É que assim eu talvez fosse capaz de também ir ler os seus textos super super super.

  51. Professor Francisco Louça, o que fez aqui para além de demagogia, é manipulação de textos, manipulação de opinião e abuso de poder. E como tal é crime. Qualquer ser percebe rapidamente a ironia das declarações do Professor Cosme. O que o professor Cosme fez, foi usar uma linguagem rude e soluções quase de tasco, o que não foge muito ao que o PS tenta fazer, tirando a parte da linguagem. Acho que a politica está tão descredibilizada, que se começassem a falar como o professor (estou a exagerar aqui, e é melhor explica-lo…se não corro o risco de fazer uma cronica sobre mim), as pessoas acreditavam mais nos seus representantes. Fartos de malabaristas da língua, politicas de conveniência, e partidos que são formados para desestabilizar e nunca prontos para governar ou dar opiniões sinceras, está o povo Português.
    Alguns partidos como o Bloco de Esquerda, podem às vezes dizer, o que os outros também sabem ser verdade, só pelo facto de saberem que nunca vão governar e nunca se vão ter de contradizer.

    Para um Partido ser eleito, tem obrigatoriamente de mentir, nesta falsa democracia assente em instabilidade constante. De outra forma, ninguém tem cultura politica ou económica para perceber politicas de longo prazos e ausência de resultados.

    1. Sim, deve ser a ironia de tasco. Agradeço a todos os admiradores do engenheiro e professor Cosme que aqui vieram, todos me ajudaram a reforçar o meu ponto.

  52. O homem é mesmo professor? É que alem de tudo escreve muito mal. “Meter” um tiro na cabeça? irónico???? não conhecia esse sinónimo de estúpido. Mas para quê perder tempo com entes como este? Paz à sua alma

  53. qualquer semelhança entre o que se passa em Baltimore e a opinião do dito prof não é coincidencia,é mesmo a triste realidade.

  54. Fui aluno da faculdade onde o prof. Cosme dá aulas. Como qualquer pessoa com dois dedos de testa consegue ver, as suas opiniões são escritas num tom satírico, mas o conteúdo está lá. Do prof. Cosme não se espera a postura de um governante, mas apenas de um teórico, que levanta hipóteses e propõe soluções. Isto ele faz.

    Quanto ao Louçã, fica mais uma vez demonstrada a sua profunda limitação intelectual e como político. De um político espera-se a capacidade de absorver toda a informação e tomar a melhor decisão possível. Louçã mostra a sua incompetência, uma vez que não compreende nem responde a nenhum tema levantado pelo prof. Cosme. Ataca, em vez disso, a pessoa do prof. Cosme.

    Na minha opinião, Louçã não passa de uma tentativa de Tsipras com menos charme. Já todos percebemos que as teorias que ele defende não vão dar a lado nenhum. Hollande percebeu. O próprio Tsipras parece ter percebido ao afastar o ministro-estrela Varoufakis. Desconfio que o próprio Louçã já o tenha percebido: imagino a nota que ele atribuiria a um aluno que num exame seu respondesse com a verborreia que Louçã distribui diariamente. 1+1=2, como explica o prof. Cosme, por muito que doa ou seja mais fácil imaginar outro cenário.

    A bem de Portugal, espero que Louçã e os seus discípulos percam algum do protagonismo, e que o prof. Cosme e outros que fazem o seu trabalho ganhem algum, cada um na sua função.

    1. Não ataquei pessoa nenhuma. Citei in extensum os textos do dito professor. Basta citá-lo para que toda a gente perceba a profundidade.

    2. A pobre tentativa de humor satirico do seu professor, como diz o Filipe e muito bem, nao retira o conteudo; e o conteudo revela ideias pobres, preconceituosas, e intelectualmente limitadas. O problema deste pais e’ capaz e ser precisamente a existencia de demasiadas pessoas com suficiente falta de referencias para acharem o seu querido professor um tipo divertido e inteligente.

  55. O Professor Cosme Vieira não me parece assim tão diferente do banditismo salazarento que governa Portugal. Os bufos da PIDE eram os seres mais execráveis durante a ditadura. Após o 25 de Abril, um deles ganhou quatro maiorias absolutas: duas conduziram-no a primeiro ministro e duas a Presidente da República. Algo correu assustadoramente mal. Hoje somos governados por um trio que enriqueceu à custa de negócios ilícitos na SLN, da Tecnoforma e na aquisição de equipamento militar incluindo submarinos. A desfaçatez deste trio maravilha, tal como a estupidez humana, não conhece limites. Hoje se alguém defende os valores da dignidade humana, do combate à pobreza e da justiça é imediatamente apelidado de esquerdista e aconselhado a ir viver a a Coreia do Norte. Como foi possível criar tanta monstruosidade num país com uma história de 900 anos?

  56. Para que não fiquem dúvidas. Eu vi a expressão “recuperar o Excell de Gaspar” num facebook de um amigo e que era útil para completar o texto que estava a preparar para o expresso. Fui procurar a respectiva fonte para poder citar, Não gosto de plagiar. Através do Google encontrei o respectivo post cujo link inseri no texto que escrevi. Para ter a certeza que era mesmo Professor da FEP ainda procurei no respectivo site e o nome estava mesmo lá. Colar-me a citações racistas é muito desonesto. Penso que na minha vida pessoal e política já dei provas suficientes do meu respeito por outras raças, credos ou religiões. Este tipo de manipulação não é séria, é baixa e pouco ética até.

    1. O Duarte pos-se a jeito. O facto e’ que o modo como cita o autor das afirmacoes racistas em causa, quer o tenha feito consciente ou inconscientemente, atribui a este um estatuto de autoridade. Evidentemente que faz todo o sentido alguem chamar a’ atencao o valor intelectual dessa figura de autoridade. Eu nao leio este texto como uma colagem do Duarte as afirmacoes racistas citadas (e fico contente de o ver a repudiar as mesmas), leio este texto como uma critica as referencias que voce escolhe para formular as suas posicoes (e ja’ percebi que a pessoa em causa nao e’ uma referencia do seu conhecimento, mas convenhamos que isso nao e’ obvio para ninguem, assim como nao era obvio, antes da sua tomada de posicao, que voce repudiava os restantes comentarios do autor do blog).

    2. Caro Miguel, depois do que escreveu eu fiquei sem opção de originalidade, resta-me dizer que disse tudo o que eu queria dizer.

  57. Será possível que um Professor da Faculdade de Economia no Porto divulgue, perante turmas de jovens universitários, opiniões que revelam um evidente carácter racista. A formação universitária deveria permitir interpretar a realidade de uma perspectiva racional, nomeadamente no que respeita a fenómenos complexos como a emigração ilegal de África ou as epidemias que afectam as nossas sociedades. Julgo que se deve analisar se existe matéria criminal na divulgação de ideias como o “abate sanitário” de cidadãos infectados com SIDA (talvez a Associação Abraço possa promover essa acção judicial com apresentação de uma queixa no Ministério Público) ou o incentivo à perseguição dos imigrantes. Também seria oportuno que a Faculdade de Economia do Porto se pronunciasse relativamente à divulgação destas ideias por parte de um docente na sua instituição.

  58. Dr. Francisco Louça, como é que uma pessoa com a sua inteligência não consegue perceber que as publicações deste professor universitário são meramente irónicas. Pelo que entendi ele tenta dar um ar mais cómico aos problemas que vivemos e quando diz para “matar a pretalhada” passo a expressão, penso que está a comparar as soluções apresentadas pelas diferentes forças políticas com a gravidade dessa questão. Não penso que queira efectivamente faze-lo, mas apenas dizer que as políticas apresentadas são tão más como a “actividade” que ele descreveu.
    Apesar do grande apreço que tenho por si e por algumas das suas ideologias, penso que é muito limitado de sua parte ler textos de cariz humorístico e satírico e levar as palavras à letra.

    1. Aconselho a que leia os textos (todos têm o link). E diga-me depois se é “humorístico”.

    2. Sim acho que é suposto ser humorístico e acho que algumas das analogias utilizadas até são bastante perspicazes. Mas são pontos de vista e perspectivas diferentes, nem toda a gente tem que compreender da mesma forma. Daí não existir só liberdade de expressão mas também liberdade de pensamento, que eu ainda primo mais. Eu acho extremamente sarcástico de uma ponta a outra o texto que o Dr. publicou, mas é a minha opinião. A sua é diferente e tal como o autor do texto que citou, publicou a sua opinião num local onde não há (ou há poucas) restrições ao conteúdo: a Internet. Se lhe dissesse que há um site (que eu já vi, juntamente com muitas outras pessoas e que apenas pensar nisso dá-me náuseas) que vende bonecas sexuais humanas? Seres humanos sem braços, pernas, dentes, cordas vocais e com a audição e visão danificadas quase a 100% a serem vendidas como objectos de lide doméstica (procure “human sex doll deepweb” no google é certo que aparece um blogue a denunciar isto). Isto é grave. Não um professor que não deve ter muito que fazer ao tempo (presumo eu que não conheço o senhor) e utiliza analogias um bocado extremas para descrever o estado do país

    3. Humorista e perspicaz. Pois foi por isso que citei extensivamente. Todos os leitores e leitoras poderão apreciar. Dispensei-me aliás de reproduzir as imagens humoristas e perspicazes que acompanham os textos. Bastam os textos. Talvez perceba porque é que Duarte Marques está agora a fugir da referência a sete pés. Ele não acha que seja “humorista e perspicaz”.

    4. Manuel, e’ evidente que se trata de ironia e piadas infantis e de mau gosto. Mas nao deixam de ser reveladoras quanto a’ pobreza intelectual da pessoa em causa. Os raciocinios apresentados, em geral, sao tao basicos como as piadinhas. O facto de ser escrito sobre o formato de pretenso humor, nao altera substancialmente as intencoes.

  59. Este senhor que é Professor numa Universidade Portuguesa , (Un. do Porto) devia ser demitido.
    A Universidade devia imediatamente despedir o senhor , e pedir desculpas aos alunos e aos pais dos alunos por ter um lunático ou um doido varrido a ensinar jovens estudantes.
    Só num país de governantes irresponsáveis e incompetentes é que deixam este maluco dar aulas.
    Isto só envergonha a Universidade do Porto e Portugal , é inacreditável.

    1. Já comentei essa proposta. Registe entretanto que Duarte Marques corrigiu o seu texto e retirou o “Professor”…

    2. De facto fui aluna do mesmo no 1º ano e enquanto uns o acham uma mente brilhante outros acham-no um lunático maluco. Acho que o professor Cosme será ambas mas sem dúvida que não merece ser professor desta Faculdade porque para além de inteligente é preciso ter-se “tento na língua” e não dizer coisas que ferem os sentimentos dos outros como ele o faz (dizendo e escrevendo!). Não percebo como não é afastado de professor!

    3. Se tivesse tido o cuidado de ler a publicação original, tinha facilmente percebido a ironia do texto. O Sr. Louça é que pretende tomar como sérias afirmações irónicas. Muito Estalinista, muito típico, há gente que nunca muda.

    4. O problema é que eu citei extensivamente o texto original e coloquei os links para todos poderem ler tudo o que quisessem. E assim se apercebessem das “sérias afirmações irónicas”.

    5. Também fui aluno do Sr Professor Pedro Cosme na Faculdade de Economia do Porto. Quem teve a oportunidade de presenciar as aulas do Professor sabe bem que ele escreveu aquilo ironicamente! Aliás basta ler muitos dos seus outros textos para nos apercebermos disso. Triste é que o Professor seja aqui citado e criticado por pessoas que nem o conhecem! Alguns vão ao ponto de rebaixar o seu mérito académico!
      Cosme Vieira tem um estilo próprio, pode-se gostar ou não, mas colocar em causa a sua competência enquanto professor (como muitos parecem fazer) por causa das opiniões escritas num blog pessoal e é ridículo! Podemos concordar ou não com as suas ideias, mas ele tem o direito de as ter, expressar e afins sem represálias. Afinal de contas, não somos todos Charlie

    6. Sabe, Luis, há ironia e ironia. E quem tem sensatez sabe que metralhar “barcos de pretalhada” não é bem ironia, ou é prova de falta de senso. Estou certo de que os seus pais lhe ensinaram isso.

    7. Luis Sousa, eu fui uma das pessoas que rebaixou o merito academico ao seu professor, e nao o fiz sem antes passar os olhos pela sua tese de doutoramento, a sua tese de mestrado, e dois artigos de acesso livre: “A low cost supercritical Nuclear + Coal 3.0 Gwe power plant.” e “A plan for a country to exit the Euro Zone” (sem surpresas, ambos sem citacoes contabilizadas). Nao lhe reconheco de facto grande merito academico ou uma mente genial; talvez seja um bom professor, isso nao poderei aferir. O blog, por mais que queiramos desculpar as suas parcas capacidades humoristicas (e falta de bom senso como diz Francisco Louca, eu chamaria ate’ falta de educacao), tambem deixa transparecer um pensamento primario e muito pouco sabio, carregado de preconceitos infantis, chegando ao nivel do argumento comum nas conversas de cafe’, que diz que “a unica alternativa as politicas de direita liberal e’ uma ditadura comunista, que e’ o que querem os partidos de esquerda”. Realmente, ele deve ser muito bom professor, ou muito bom a praticar a lavagem cerebral, porque por aquilo que me e’ possivel aferir da pessoa em causa, eu nao percebo onde e’ que os estudantes todos que vem aqui comentar lhe identificam o merito academico ou a genialidade.

    8. Qualquer um, e Francisco Louça também, percebe que partes do texto do Cosme são ironia. Ou pelo menos escritas para parecerem. A questão é mesmo até que ponto será ironia? tanta ironia junta.. será que no interior dele ele não é mesmo assim? Racista, mesquinho, mau? Compara-se ao Hitler no último post que fez, algo que também já me tinha passado pela cabeça. Em relação à muita cultura e genialidade dele não posso dizer que a tem ou não.. os alunos apenas comentam que é um génio. Talvez Hitler também fosse. Pensar nisto é que assusta. Ai Cosme, arrastas o nome da FEP para maus caminhos :/

    9. É inacreditável que seja tolerado que alguém (quanto mais um professor universitário) trate pessoas por “pretalhada”. Como disse Maria Ramos, e na minha opinião muito bem, “é preciso ter tento na língua”. Temos liberdade de expressão e de pensamento, mas isso não serve de desculpa para humilhar e maltratar ninguém. O facto do texto do Sr. Professor ser ironico não o desculpa, continua a ser ofensivo e de mau tom!

  60. Que muitos políticos do PSD se dão com gente ascorosa, já era sabido… Agora, que este animal tenha lugar de docência numa universidade pública, com salário pago com os nossos impostos, é absolutamente revoltante, em todas as acepções da palavra.

    1. Se me permite, isso é um tema distinto do que aqui se discute. Pelo meu lado, não faço sugestões sobre critérios de recrutamento para uma universidade, nem nunca sugeriria incluir cláusulas ideológicas. Mas discute-se, critica-se e combate-se a visão simplista, xenófoba e discriminatória que emerge nestes escritos delirantes.

    2. Se em vez de escrever patacoadas fosse ler o texto de Cosme Vieira, percebia que o mesmo é irónico. Só mesmo o ódio cego e a mentira mais descarada podem levar o Sr. Louça a escrever um texto deste tipo. Lamentável e delirante.

    3. Talvez se possa impor uma censura prévia a quem escreve “patacoadas”, não é “Pedro V”? O texto é “irónico”, pois é o que se lê.

  61. A invocação, de autoridade, não isenta o senhor Duarte Marques de subscrever estes horríveis comentários. A ofensa é para os Africanos, para os refugiados, que pereçem aos milhares no mar Mediterrâneo, e para as pessoas bem formadas. E já agora o Senhor Primeiro Ministro não é casado com uma senhora , luso africana a Senhora Laura Ferreira? Que medidas pensa o PSD implementar sobre os comentários do senhor deputado?

    1. Com franqueza, creio que o Primeiro ministro não tem nada que ver com estas graçolas e com esta xenofobia. Duarte Marques, numa nota para este debate, demarcou-se da xenofobia e ainda bem (mas não verificou que estava mesmo no texto cuja autoridade citou e utilizou).

    2. A solução para o problema da invasão imigrante é muito simples. Passa por deportar TODOS os imigrantes ilegais de volta para os países de origem. A solução passa por votar nos partidos nacionalistas europeus. E o Francisco Louça como bom democrata que é vai censurar o meu comentário. eh eh

  62. Porra! Como é que você conseguiu ler isto tudo sem vomitar?
    A impunidade faz com que esta canalha se desmascare de vez.
    Com gente desta a dar aulas na Universidade e a de[puta]r na Assembleia da República, compreende-se melhor como é que chegámos a este estado miserável…

  63. Vergonha alheia, e’ o que senti ao passar os olhos na diagonal pelo blog em causa. Eu percebo que se trata de uma tentativa de ironia e piadas de mau gosto, mas nao deixam de revelar o quao basico e’ o pensamento do autor. Nao fico espantado que Duarte Marques, por quem nao nutro grande respeito, na sua pobreza intelectual, seja um leitor de tal blog. O que me deixa profundamente espantado, e’ que em 2015, a faculdade de economia da Universidade do Porto (que imagino ser uma faculdade com ensino de qualidade) inclua uma pessoa tao primaria como esta no seu corpo docente! Ja’ nao estamos nos anos 80, quando a falta de recursos humanos no meio academico era tal que tudo o que tivesse um doutoramento entrava. Hoje em dia seguir a entrada na carreira academica e’ tao competitiva, que nao devia haver espaco para a existencia de pessoas tao intelectualmente pobres. Nao vou agradecer esta referencia nem a Duarte Marques nem ao Francisco Louca, porque honestamente fiquei deprimido com o que vi.

    P.S. Nao resisti a espreitar a tese de doutoramento da pessoa em causa, e de repente, tornou-se clara a razao pela qual demonstrou um desprezo tao grande pelas teses de mestrado quando decidiu cascar no Socrates e no peciV, ao ponto de dizer que estas nunca geram novo conhecimento. De facto, com uma tese de doutoramento tao pobre (e ja’ li teses de mestrado bem mais ricas com trabalho publicado nas melhores revistas cientificas), imagino que a referencia do senhor seja o chao do mundo academico, e nao consiga olhar muito para cima disso.

  64. A quem devo agradecer não ser preto, não ter sida e viver num sítio que me concede direitos de cidadania? O prof. Cosme é uma mente brilhante, sem dúvida. Que pense assim, não me incomoda muito, mas sendo um professor universitário e que não tem nenhuma reserva em que se publiquem estas imoralidades, já. Quem perde, mais uma vez, é a Universidade.

  65. Pelo menos o homúnculo tem a vantagem levar até às últimas consequências o que se esconde por trás da suposta operação humanitária da UE (que continua a deixar nos braços da Itália e da Grécia, da tal Grécia depauperada) o tratamento da “questão”. Para isso, o distinto economista, vai até à rocha do fundo, ao substracto, atravessando de cabeça o lodo da hipocrisia dominante espelhada nos “media”. É assim a modos que ao invés do polido “A Alemanha está a tratar bem do problema comunista”, do Henry Ford a propósito do governo nazi, ele ter dito o que lhe ia na alma: “Matem os vermelhos todos!”. A única vantagem da coisa é que depois ninguém tem desculpa.

  66. Está bom para ir escrever comédia com o Rui Sinel de Cordes, o Sr. Professor Cosme Vieira.

    A FEP tem também uma grande mais valia se o Sr. Professor Cosme Vieira utilizar este discurso e metodologia na sua actividade leccionista.

  67. Confesso que não fossem as aspas e o itálico a demonstrarem inequivocamente a barbaridade de tais afirmações, não acreditaria. Mesmo que eventualmente essas palavras tenham sido proferidas num contexto de descredibilização da política do PS, a verdade é que o vocabulário utilizado e expressões como “barco de pretalhada” não tem contexto que lhe valha, e revela a mentalidade e o carácter insano de quem as proferiu.

    E trata-se de um professor universitário numa prestigiosa faculdade, em pleno século XXI, usado como referência por um deputado. Ao que nós chegamos.

    Pergunto: pode alguém, funcionário público, ousar dizer tamanhas atrocidades à luz da liberdade de expressão, sem qualquer consequência? Não é isto racismo na sua mais extrema expressão? Afinal não está consignado na constituição, preto no branco, que não é aceitável qualquer forma de discriminação? Permite-se isto a um professor de uma faculdade pública? Não é este cavalheiro pago pelos contribuintes? Não existe qualquer código deontológico na Faculdade de Economia?

    Mesmo sendo ele um ninguém (retiro o zé de ninguém pois todos os zés merecem-me o máximo respeito) tais pensamentos não são toleráveis, e isso deveria ser dito de forma bem clara a este indivíduo.

  68. Caro Dr. Louçã, não sigo nem me inspiro no dito Professor da FEP, escola que muito prezo e respeito. Apenas referi um simples parágrafo de um post muito divulgado nos últimos dias. O que fez aqui neste texto foi um desonesto exercício de manipulação e demagogia acerca dos restantes posts do dito autor que de todo desconheço e que jamais tinha lido. Ser Colega de figuras ilustres como Teixeira dos Santos na Universidade do Porto deverá ser credencial suficiente para ter o direito de ser citado sem ser de imediato ofendido. Aliás é seu colega como professor, terá feito provas semelhantes…mas afinal também escreve alguns disparates como os que refere de índole claramente racista.

    1. Fica a explicação de Duarte Marques. E registo a sua distância em relação a “disparates de índole claramente racista”. Ainda bem. Só que esses disparates também estavam no texto que citou como autoridade na matéria.

    2. Nesse caso, o sr Duarte simplesmente não sabe usar a internet. Se fosse obrigado a fazer pela vida, fazia-lhe bem umas aulinhas de requalificação dadas pelas empresas do seu chefe. Veja lá se não lhe arranja uma borla, afinal, somos nós que pagamos.

  69. Assim é muito fácil. Preferia ver F. Louçã a explicar se e porque é que as contas que PCV apresenta estão erradas

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