Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

23 de Dezembro de 2014, 08:59

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A famosa protuberância na estátua do nosso ídolo

ronaldo 3Preferindo ser homenageado em vida, uma sugestão que nunca poderia cair em orelhas moucas, Cristiano Ronaldo inaugurou este fim de semana a sua própria estátua no Funchal. As multidões aplaudiram, os turistas apreciaram, o governo regional e as autoridades do futebol inclinaram-se perante o ídolo, houve directos, consagração maior no espaço mediático que é a nossa república, e o futebolista reconheceu com simplicidade que “a estátua é mais bonita do que eu”.

Ricardo Veloza, o escultor, tem feito carreira como medalhista, aliás em moldes clássicos e oferecendo figurações tradicionais, como no exemplo abaixo. Abalançado agora a uma obra de maior responsabilidade, fez um bronze de 3,4 metros e 800 quilos de imponência, para representar um futebolista de 29 anos em posição antes de marcar (um livre directo? um penálti? vai falhar?). Olhar focado, cabelo oleado, pernas abertas, braços preparados, músculos contraídos, estádio silencioso, guarda-redes expectante, treinadores de pé, câmaras em grande plano. E o que parece ser uma erecção velozaprotuberante.

O detalhe, como não podia deixar de ser, provocou comentários avulsos e graçolas virais. A imprensa internacional, habituada a ser servida em doses banquetais de detalhes picantes sobre o glamour das estrelas, as suas férias em iates, os seus encontros e desencontros, as suas declarações espampanantes, os seus gastos sumptuários, as companhias surpreendentes, atirou-se ao assunto como se fosse mais um episódio dessa telenovela que é a vida de artista de variedades. Em Portugal, tudo mais discreto, ficou-se a conversa por uma citação do que escrevem os estrangeiros.

Ora, porque terá Veloza escolhido detalhe tão proeminente? Só há uma resposta: o escultor, ele próprio, vítima ou perpetrador, fez-se cultor da lenda Ronaldo. E essa lenda alimenta-se vorazmente de símbolos, de provocações e, sempre, dessa manifestação do imenso poder comunicacional que é atravessar a estrada para um certo lado selvagem, mito ou realidade, para o lugar onde só chegam os que vemos ao longe ao longe, porque se pavoneiam para nós.

Assim, este fim de semana deu-nos um exemplo antológico de cultura popular de massas no sentido mais contemporâneo do termo: essas ideias ou modos de comportamento que são transmitidos como norma da banalidade pelos meios comunicacionais mais poderosos e capilares. Como se nota, esta cultura popular não é niveladora. É, pelo contrário, hierarquizadora, porque os ícones são imagens, mas só podem ser imagens de sucesso, dos que estão acima de nós.

Ronaldo é um exemplo porque faz parte deste beautiful people, é rico e, sobretudo, porque olhamos sempre para ele. É por ser olhado que é um mito poderoso, esse mito é o seu corpo. Ele é a pose de si próprio, mesmo quando marca um golo ou até sobretudo quando marca um golo. Herói dos tempos modernos, ele vive da publicidade e para a publicidade. Por isso mesmo, com Beckham, será o futebolista que mais foi contratado para a promoção de colecções de roupa interior, usando essa mesma alusão sexual que o escultor explorou, mais a despropósito, para que aquela estátua resista ao anonimato. De facto, o bronze tornou-se uma homenagem ao mito e só ao mito: não ao futebolista, nem muito menos ao homem, mas à lenda Cristiano Ronaldo.

O corpo é a única coisa que toda a gente possui, lembrava Ernst Bloch. Assim será. Mas estes corpos das estátuas, das transmissões dos jogos de futebol, das fotos da lingerie masculina, separam e distinguem, porque são estereótipos, pois só deste modo se tornam publicidade. Só criando distância se faz olhar, só pinto 2olhando fazemos deles o que são, explorações de desejos ou representações do que é inalcançável.

Assim, o que interessa nestas imagens é a alusão e nada mais, rigorosamente nada mais. De facto, a estátua do Funchal é mesmo anti-sexual: Ronaldo é moldado na concentração para um chuto na bola, o que não será certamente dos momentos mais erotizantes da vida de uma pessoa. Tudo vai das parecenças e aquilo não parece nada.

Parecer, é claro, é o modo, é o visual da sociedade moderna. Vejam este exemplo dessa lei moderna da economia do desejo na publicidade, aqui no cartaz publicitário de uma firma de vinho do Porto, a Adriano Ramos Pinto, algures nas primeiras décadas do século passado. Tudo é tentação, o que neste caso é uma mitologia assumida, com um fauno (ou um pecador que resiste?) e as mulheres que o cercam e lhe sussurram promessas doces. Este vinho é sem dúvida mais erotizante do que a pose de Ronaldo, não é?
david

Ou, em contraposição, veja-se, ao lado, a representação de David por Miguel Ângelo, uma estátua com mais de quinhentos anos (foi fabricada entre 1501 e 1504): não é uma insinuação sexual, mas simplesmente a representação de um corpo como ele é, modelar, mas verdadeiro. Não por parecer, nem por pose, mas por ser uma figuração do que Miguel Ângelo considerava belo, David na sua tranquilidade (atingiu Golias? vai ainda defrontá-lo? sabe que vai vencer?).

A estátua da Madeira, pelo contrário, é um mamarracho, nem tanto por causa da vulgaridade da protuberância, mas sobretudo porque não quer dizer nada, é uma vaidade curta. É assim que o mundo é: quinhentos anos depois de aquele David ter sido colocado num pedestal em Florença, Cristiano Ronaldo coloca-se a si próprio numa praça do Funchal e o escultor, que bem sabia ao que vinha, teve que acrescentar um detalhe saliente para que a estátua seja falada. O ridículo tornou-se uma distinção.

Comentários

  1. A estátua com todos os seus detalhes, dos mais pícaros aos mais óbvios, está à altura do que representa – e não digo de quem representa, note-se. É toda uma atitude pessoal, de alguém que manda erigir a sua própria estátua, a nacional, de um povo inteiro que faz de futebolistas, deuses. A cobertura compulsiva da comunicação social é apenas um sintoma da disfunção social que alavanca e permite este tipo de absurdos.

  2. Excelente análise do Prof. Francisco Louçã. Só peca por não ter explorado uma vertente importante da bimbalhada, que foi o facto da inauguração da “estátua ereta” ter sido notícia de abertura dos telejornais das 20 horas, das três principais cadeias televisivas do continente português. Que João Jardim e Cristiano Ronaldo resolvam elevar as suas bimbalhadas regionais ao mais alto nível até posso entender, apesar de não aceitar. Mas, que essa bimbalhada regional tenha sido tornado notícia de destaque para todo o território português, com declarações de iminentes figuras representativas da família do homenageado (que fiz questão de desligar o som por respeito aos meus neurónios), receio que seja a demonstração do verdadeiro nível da nossa sociedade e dos nossos eleitores.
    Gostava de conhecer a opinião do Prof. Francisco Louçã sobre essa vertente da homenagem ao jogador, que foi o seu destaque noticioso…

    1. Foi sem dúvida revelador. Obrigado por ter chamado a atenção para esse detalhe tão esclarecedor.

  3. Falando tambem de factos, discordo com alguns dos pontos do professor.
    A obra de Miguel Angelo nao se trata de uma representacao do corpo como ele e. De todo.
    Vejamos o tamanho das maos, comparativamente ao resto do corpo.
    A questao do detalhe saliente, ao que parece, esta na foto que o escultor tera utilizado para fazer a obra.

    Concordo com o professor quando diz que a estatua e feia, mas parece-me que o Ronaldo merece esta homenagem. Falamos incontestavelmente do melhor atleta portugues de sempre, contudo, o timing parece-me inapropriado por estarmos a cerca de 3 semanas da entrega da bola de ouro.

    Uma questao que me deixou baralhado foi a de que Ronaldo se “colocou a si proprio numa praca do Funchal”. Parece que foi o seu irmao que financiou a estatua, mas ate que ponto tera o jogador feito alguma exigencia a esse respeito.

    Nao se esquecam disto, Ronaldo com 10 ou 11 anos veio para Lisboa sozinho para ir atras do seu sonho.
    Conseguiu atingir -com grande merito- o mais alto dos patamares. E ser um grande jogador nao tem menos merito que ser um grande cientista, um grande romancista ou um grande artista. Vejamos o caso de Miguel Angelo: escultor, pintor, arquitecto e tantas outras coisas. Parece-me a mim que grande parte do seu talento ocorreu em si, de forma quase natural. Qual foi o sacrificio que ele tera feito para produzir as obras que produziu?

    Como um grande admirador do jogador, fiquei desiludido com a estatua e a primeira impressao que me deu foi que o escultor que a fez era um amador. A intencao parece-me ser uma representacao do corpo como ele, mas, infelizmente falhou, a meu ver nao pelo detalhe saliente, mas sim pelo tamanho dos ombros que estao bastante exagerados.

    Perdoem-me a falta de acentos.
    Obrigado

    1. Todo o talento representa trabalho e sacrifício. Isso é verdade para todos. Agradeço o seu comentário.

  4. Falando tambem de factos, discordo com alguns dos pontos do texto do professor. A representacao de Miguel Angelo nao se trata do corpo como ele e. Vejamos o tamanho das maos, comparativamente ao resto. A questao do detalhe saliente, ao que parece, esta na foto que o escultor tera utilizado para fazer a obra.
    Concordo com o professor quando diz que a estatua e feia, mas parece-me que o Ronaldo merece esta homenagem. E, incontestavelmente o melhor atleta portugues, nao so actual como o melhor de sempre. O timing parece-me inapropriado, cerca de 3 semanas antes da entrega da bola de ouro.
    A questao de que Cristiano Ronaldo “coloca-se a si proprio numa praca do Funchal”, nao percebi. O que sei foi que o irmao, ao que parece, financiou a estatua, mas ate que ponto tera o Ronaldo feito alguma exigencia a esse respeito.
    Nao se esquecam disto, Ronaldo com 10 ou 11 anos veio para Lisboa sozinho para ir atras do seu sonho. Conseguiu atingir, com grande merito o mais alto dos patamares. E isto nao tem menos merito que ser um grande cientista, um grande romancista ou um grande politico.

  5. A abordagem do prezado Francisco Louçã aos Gregos e à Renascença não aparenta estar correta. Os Gregos também faziam estátuas do não verdadeiro, do exagerado, de corpos exageradamente musculados, de posições atléticas inatingíveis, como posteriormente as fizeram os escultores da Renascença como Miguel Ângelo. Faziam-no porque a Arte não pretende retratar o Verdadeiro mas o Sonho, a realidade deturpada pelos desejos e pelos sentidos. A diferença é que os patronos e mecenas de então eram minimamente letrados e evocavam deuses da antiguidade ou sentimentos nobres, apaixonantes ou patrióticos; já os neo-deuses de hoje das sociedades capitalistas não passam de mercenários e de referências populistas para uma sociedade que não tem educação suficiente para saber viver na laicidade, sem Senhores ou Amos, sem grandes líderes ou Führer. O legado dos homens superiores ultrapassa em muito a forma do corpo e está plasmado nas suas obras; já um jogador de futebol com sucesso, que nunca pintou um quadro ou escreveu um livro, pode apenas deixar uma estátua corporal da sua famigerada atividade profissional.

    1. Certo. Mas escolher o que se exagera, o que se mostra e o que se revela é uma opção e um discurso artístico e cultural. Será mesmo esta estátua sobre o testemunho de uma actividade profissional?

    2. A estátua retrata um momento da sua atividade profissional, pelo qual o jogador em causa ficou famoso, antes da marcação de livres. A estátua na sua estrutura e manifestação artística não é muito diferente da de Eusébio junto ao Estádio da Luz.

  6. Como o português ainda acredita que “gostos não se discutem”, fico-me por um comentário estético que ainda é o único que posso ter livremente: A estátua é feia!
    Tiro o chapéu ao Dr. Francisco Louçã por ter paciência para responder a comentários. Parece-me que mostra que o escritor tem mais consideração pelos leitores do que alguns leitores por ele. O que também é feio, senhores leitores.

  7. Muito bom o escultor ter salientado a genitália de Cristiano Ronaldo, há que ter presente que foi Cristiano Ronaldo y não um qualquer político, intelectual, académico, activista português a dizer na cara de um Israelita a verdade y a deixar inequívoca a sua repugnância face à praxis israelita. Cristiano disse bem na cara de um Jogador Israelita “Não toco camisolas com assassinos”, senti-me representada por esta afirmação y estou-lhe civicamente grata. Isto, caro Louçã, por muito culto y hábil na língua Portuguesa que o seja, a sua protuberância numa estátua estaria infinitamente aquém da de Cristiano Ronaldo se mensurássemos só ambas as Posturas face a Israel. É que ser-se pró-palestinino qualquer um pode ser, colocar os Israelitas no devido lugar como o Cristiano Ronaldo colocou é bem outra coisa! Algo da ordem do magnânimo que só por si merece uma estátua em vida face à escassez de genitália bem demonstrada pelos políticos Portugueses, dos quais o Sr não é excepção.

    1. Não conheço esse episódio nem nenhum outro de posição política de Ronaldo (excepto o seu apoio a Alberto João). Mas acho as posições políticas pouco relevantes para a questão aqui tratada: a estátua representa mesmo o quê?

  8. Sem deixar de reconhecer que a estátua não é uma obra-prima, creio que Francisco Louçã não olhou com atenção para a foto que inspirou o escultor.

    http://www.bing.com/images/search?q=ronaldo+free+kick+photo&FORM=HDRSC2#view=detail&id=1E772817EB0334AF9D1E2FDAC0324E7D3073D80B&selectedIndex=51

    Comparando a foto com a estátua, percebe-se o comentário de Louçã “teve que acrescentar um detalhe saliente para que a estátua seja falada” não é válido. O escultor limitou-se a tentar reproduzir o que a foto mostra. Obviamente, outra foto sem protuberâncias poderia ter sido escolhida, pelo que a reflexão de Louçã não cai por terra. Mas digamos que a comparação com o David de Miguel Ângelo não ajuda, porque David não é “simplesmente a representação de um corpo como ele é, modelar, mas verdadeiro”, por obedecer à estética da Grécia Antiga recuperada no Renascimento, em que se privilegiava um pénis pequeno. É muito mais provável que Miguel Ângelo tivesse subtraído o que o escultor de Ronaldo não chegou a acrescentar.

    1. Não conhecia a foto, e tiro-lhe o chapéu por a ter descoberto. Continua a ser uma bimbalhice.

  9. Sou como o Pinto da Costa. Não entro em palhaçadas.Fizeram a estátua ao rapaz, o tio Alberto agora de saída quis deixar mais uma obra no seu reino, esta bem visível, a premiar um símbolo ainda vivo ( que se espera por muitos e bons anos), nascido na sua jangada de pedra. Convidou as autoridades locais, algumas internacionais,imprensa escrita e televisões.A locutora Cristina Ferreira da TVi esteve presente.E ai está a razão da famosa protuberância ! Está dito, não quero mais palhaçadas ok?

  10. Ai de quem em Portugal se atreva a criticar “Maior do Mundo”…

    Triste país este, que ignora por completo ataques do editorial do jornal do Regime de Angola, mas se na mesma semana a Pepsi faz uma publicidade jocosa mas inocente sobre o Cristinao Ronaldo (voodoo na Suécia), a TAP ameaça logo cortar a publicidade com a empresa…

    Somos pequeninos, e temos o ídolo que merecemos. Enfim…

    1. Na Alemanha e nos países nórdicos valorizam os “jogadores da bola”, mas dentro do seu contexto e nunca numa ótica de semi-deuses. E respeitam um equilíbrio racional valorizando também bastante homens de negócio com sucesso (dono do IKEA), como outros desportistas ou investigadores, escritores ou académicos com trabalho comprovado; porque as “obras-primas de um povo” estão longe de estar no relvado.

  11. Primeiro, sou discordo de manifestações que representem o culto de qualquer Homem, todos temos os nossos podres, tal como Twain escreveu ‘fomos feitos no fim da semana, quando Deus já estava cansado’. Agora entendo que isso possa servir como motivo de atracção, viu-se o entusiasmos de umas garotas australianas (!) com a inauguração da estátua e ao que consta o seu museu é um sucesso.
    Artistas tem sempre uma forma exótica de se expressar. Não preciso ir sequer mencionar artistas maiores, basta-me referir o monumento ao 25 de Abril de Cutileiro. Não querendo fazer hermenêutica (mas fazendo-o), talvez a preponderância queira representar questões como a força e vigor que o atleta sempre tem demonstrado.
    Quanto à questão do ridículo perante a imprensa estrangeira… já passamos tantos ridículos bem mais graves…
    Além do mais isto não é muito diferente do que Brueggel fez, aliás se bem me recordo o velho flamengo fez muito pior, muitas vezes.

  12. O autor do texto, um ex-líder de extrema-esquerda, parece usar uma futilidade (uma protuberância nos calções) como um mero pretexto para atacar um dos portugueses mais bem sucedidos de sempre (indiscutivel, independentemente de se gostar ou não de futebol)! Será isso fruto da aversão natural da esquerda ao sucesso alheio? Já que nem todos podem ser igualmente bem sucedidos, para a esquerda radical parece ser mais justo todos sejam igualmente medíocres … Em conclusão: um texto fútil e mesquinho.

    1. De preconceitos, o seu texto está bem servido, Gabriel Bernardo. Eu comento um facto. Experimente ir ver o que diz a imprensa internacional para perceber o ridículo. Da Folha de São Paulo ao Guardian, deve ser a “aversão natural da esquerda ao sucesso alheio”.

    2. Caro Francisco Louça: se esses jornais criticam o CR7, poderá ser por um simples motivo: inveja! Os ingleses nunca tiveram um jogador ao nível do CR7 e os brasileiros tiveram, mas num passado longínquo! Será que esses jornais fariam as mesmas críticas se o jogador em questão fosse inglês ou brasileiro? Tenho sérias dúvidas!

    3. Acreditar que cada vez que somos criticados o motivo dos outros é a inveja é o primeiro erro dos orgulhosos.

    4. Não sei se a “esquerda” tem aversão ao sucesso alheio, mas por norma a esquerda moderna e burguesa tem aversão a semi-deuses, resquícios despóticos do Estalinismo ou da Coreia do Norte, ou aversão visceral a embustes pessoalizados de sonho de vida, caso onde os EUA são pródigos com Oprah Winfrey ou qualquer ator de Hollywood. Sabia por acaso que a mobilidade social é muito mais dinâmica na Europa que nos EUA, ao contrário do que as aparências dos irmãos do Ronaldo nas terras do tio Sam poderiam ditar? A esquerda informada tem aversão a embustes, isso sim!

  13. O que é que a gente há-de fazer? A outra estátua recente que Portugal tinha era a do Eusébio. Aliás, a lã pionagem anda há que tempos a prometer uma estátua do Cosme Damião. O futebol é a única área em que damos cartas lá fora, quinhentos anos depois da anterior, os descobrimentos marítimos.
    Quanto à protuberância do CR7, vem na linha do monumento de João Cutileiro ao 25 de Abril, no Parque Eduardo VII.
    David e Cristiano não passam de diferentes celebrações da virilidade. O que seria da humanidade sem ela? E da feminilidade, pch tá claro…

  14. Excelente análise sociológica de Francisco Louçã. No entanto, ou estendemos a metáfora, de forma a abarcar as orelhas tortas, a não proporcionalidade das mãos, dos ombros e a deformidade geral da estátua (a erecção é o que sobressai mais dada a obsessão natural desta sociedade com o sexo) ou então podemos imaginar outro cenário: o sr Veloza aflito, a trabalhar o bronze, nos últimos dias antes da inauguração, pressionado pelos responsáveis políticos “Olha que o Cristiano já confirmou a vinda, isso está pronto ou não??” e pensando para si próprio: “devia ter-me ficado pelas medalhas!”

  15. Agora é que a Madeira fica com duas Chicholinas. A outra já anda lá arrumada para um canto ao pe do aeroporto. na altura tambem foi uma grande celebração madeirense com honras tambem com o “Colar” para a deputada italiana.

    1. A inveja é uma coisa muito feia! Só mesmo a dorzinha de corno, justificam comentários deste tipo. hahaha

  16. Costa promete fazer um detour aquando da visita a Sócrates e também transigir face a mamarracho ; isto porque tem os saldos em baixo na “ilustração portuguesa” . assim será

  17. isto tb éum pais tal que o prox. governo do bloco central vai mandar é fazer medalhinhas tal quais essas com a efígie de ronaldo e do pp horta Osório . ao que diz referindo que é para substituir “o novo escudo” …
    ahahha

  18. tá q este artigo
    mas agora a única diferança para o ultimo relatório da CE (com europeia) é que a protuberância está em texto. a prova provada disso está nos três “telejornais”

    1. inacreditável , ao jornalismo devia ser é vedada “comissão europea” ; ao jornalismo e a a costa. que o assis já passou a fronteira.

    1. Pagando um preço: ser gozado na imprensa internacional. Mas pode ser que assim se esqueçam do BES.

    2. a madeira hoje, tal qual o bes, é um activo tóxico. não há portunhol que a salve ; nem totta nem “rollando” , Jardim sai e deixa a factura.

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