Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

11 de Novembro de 2014, 07:00

Por

Os Ayatollahs do mercado

 

 “Uma brigada da Nato tipicamente consiste em 3200 a 5500 tropas” Wikipedia

 

Os 14 do “Apelo para resgatar a PT” (em que o autor se inclui) foram transformados em Brigada pelo Ministro da Economia.

Mas a telenovela brasileira da PT continua aí à vista e as autoridades parecem querer continuar a assobiar para o lado:

– A CMVM mantém-se silenciosa, parecendo esperar que ninguém note que existe;

– O ministro da economia, ao invés de produzir diatribes contra brigadas imaginárias, deveria saber que numa economia de mercado avançada, bem regulamentada, aberta ao exterior e ao Investimento Directo Estrangeiro, os pequenos e grandes accionistas não devem ser “lesados” em resultado de uma fusão, que afinal é uma compra (de activos da Portugal Telecom), que um mês depois se torna novamente numa venda desses mesmos activos, numa operação que não pode deixar de suscitar dúvidas em relação à boa-fé da proposta de fusão e ao cumprimento do dever fiduciário dos responsáveis face a accionistas.

Faz lembrar as “aquisições” do filme “Wall Street” de 1987.

Deixem o mercado funcionar, dizem …

Será que o “mercado” (i.e., neste caso a avaliação “independente” do Banco Santander Brasil) avaliou bem o valor da Portugal Telecom? E será que avaliou bem o valor da Oi antes da “fusão”? A antiga participação da Portugal Telecom na Unitel de Angola, por exemplo, que a Oi pretende agora vender, é avaliada pela própria Oi em 1,4 mil milhões de euros, um valor superior ao que a Oi “pagou” por toda a Portugal Telecom no âmbito da operação de fusão. E esse montante não inclui os dividendos devidos pela Unitel no montante de 238,2 milhões de euros.

É provável que esteja tudo “certinho”. Mas não basta confiar. No mínimo, compete às autoridades nacionais escrutinar o negócio da fusão entre a Oi e a PT, para verificar se, de facto, está tudo “certinho” como dizem que está.

Finalmente, nota-se que países como os EUA não deixam o seu sector das telecomunicações “ao Deus dará” como aparentemente se pretende fazer com a PT.

Comentários

  1. deixo como sugestão o filme “o lobo de wall street” o tal filme,que tanto irritou o “ayatollah” joão cesar das neves e outros “ayatolahs” da nossa praça.até porque esta gente quer condicionar( á força) todo e qualquer pensamento que seja minimamente divergente da “politica oficial” da troika/governo.e deixo como sugestão o filme do “luxemburgo” onde toda a grande corporação que se preze foge dos impostos,como o diabo da cruz.e sabe quem sucedeu a barroso,não sabe…

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