Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

20 de Fevereiro de 2017, 10:16

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Erro de percepção mútuo

“Erro de percepção mútuo” é um novo eufemismo na política portuguesa. Algures entre inverdade, mentira entre aspas, omissão, inexactidão, lapso ou “e-mentira”. Como o adjectivo foi dito no masculino (“mútuo”) poderemos concluir que se refere ao erro, ao contrário do que foi noticiado com o adjectivo no feminino, logo associado à percepção. Foi no que deu uma troca de mensagens, vulgo SMS. Escreve-se A e percebe-se B e, ao invés escreve-se B e percebe-se A. Ou seja, uma das partes… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

19 de Fevereiro de 2017, 17:05

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“Exactamente errados” na frente orçamental?

Num post de Abril de 2016, sobre as contas públicas nacionais, argumentei que o défice público poderia mesmo ficar abaixo dos 2% do PIB. Fazer projecções para o ano, com base na execução dos três primeiros meses, envolve sempre elevado grau de incerteza, é certo. E, deparei-me, na altura, com um profundo cepticismo. Parece-me que, nessa altura, nem mesmo o Governo acreditava que a execução orçamental iria correr bem. Hoje sabe-se que, embora em parte consequência dos resultados, não recorrentes,… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

17 de Fevereiro de 2017, 10:25

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O cão que corre atrás da sua cauda

A notícia da semana é a excitação e não os factos que excitam – e o facto é que essa notícia só diz e muito sobre a cumplicidade entre alguma política e o entretenimento. Nos próprios factos, a bem dizer, não há nada de novo. Já se sabia de tudo: que Domingues e a sua administração exigiram uma lei feita à sua medida, que o governo fez um acordo para os satisfazer alterando o Estatuto do Gestor Público, que aqueles… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

16 de Fevereiro de 2017, 07:42

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Hoje, escrevo por defeito (e à condição)

Com ou sem acordo ortográfico, ouvem-se e lêem-se, com frequência, expressões de modismos mais ou menos tecnocráticos e de anglicismos forçados. Sobretudo no futebol, propaga-se em toda a linha, o paupérrimo “à condição”. É assim que se diz e escreve em quase todo o lado, quando, por exemplo, uma equipa fica “líder à condição”. Os entendidos da bola teimam em falar de classificações antes de concluída uma qualquer jornada, usando aquela deficiente expressão. Confesso que tenho saudades do tempo em… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

16 de Fevereiro de 2017, 00:32

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A Grécia, os juros e as “estórias” da carochinha …

A Grécia, como referi no último post, beneficia no presente de três programas de resgate com os concomitantes empréstimos multilaterais de instituições oficiais europeias e do FMI: 2010, empréstimo no valor de 110 mil milhões de euros; em Março e Novembro de 2012 (o processo iniciou-se em 2011), reestruturação de dívida ao sector privado e ao sector oficial, com redução das taxas de juro, aumento de maturidades dos empréstimos ao sector oficial e o diferimento dos juros a pagar pelos… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

14 de Fevereiro de 2017, 12:30

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A trumpificação das direitas

Será mesmo certo que ninguém podia prever que viríamos a ter em 2017 um Trump na Casa Branca? Não, não era fácil prevê-lo mas o certo é que a farsa se instalou no poder. Dificilmente se encontraria alguém mais colado ao reality show e portanto mais marcado pela ligeireza (a graçola de invadir o México), pela arrogância (a crítica à Austrália pelos refugiados), pela grosseria (as mulheres), pelo ódio (os imigrantes, a defesa da tortura), pelo interesse próprio (a defesa… Continuar a ler ›

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