O entusiasmo da blogosfera com as compras do Estado

A história conta-se rapidamente: o Governo cria um site para informar sobre as compras das entidades públicas, a ferramenta é mal concebida e pouco funcional, uma associação de software livre resolve usar os dados, cria um motor de pesquisa que funciona e a blogosfera (ou, melhor, uma parte da blogosfera) incendeia-se – essencialmente pela razão errada.

Os valores que constam da base de dados governamental não significam que haja contratações milionárias de professores de educação física ou outros absurdos quejandos; significam apenas que os números estão errados e são mais uma das falhas do site.

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7 comentários a O entusiasmo da blogosfera com as compras do Estado

  1. Pingback: País de corruptos… | sixhat pirate parts

  2. No meu tempo de investigador (que por acaso é agora) ainda se apostava no conhecimento com base em factos, provas e valores. Na minha terra jornalismo é sinonimo de leituras imparciais…
    Duvido muito que a ANSOL com tão competentes associados fizesse tamanha asneirada, pelo contrario, acredito muito mais nas asneiradas praticadas e/ou introduzidas pelo Governo (seus funcionários)
    Só para o esclarecer, dá bem mais trabalho apresentar números falsos que representar a realidade nua e crua.
    Espere-mos e verá quem tem razão, a sua ignorância, ou a competência da ANSOL!
    Para já a razão está do nosso lado, coo bem refere Mind Booster Noori.

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  3. Adriano,

    Faria bem em informar-se e reflectir antes de escrever o que quer que seja.

    Os números errados – o que é muito diferente de falsos – não são da ANSOL. Nunca aqui se escreveu tal.

    Como está escrito neste post e na notícia (e, de resto, também a ANSOL esclarece no Transparência AP), os dados errados estão na base de dados do Governo.

    Mind Booster Noori,

    Concordo: a informação errada numa base de dados deste género deve ser motivo de queixa. Mas não é isso que a maioria dos bloggers aponta. Faço minhas as palavras do Sérgio Rebelo.

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  4. É natural que a tendência seja para acreditar nos números. A informação é apresentada por fonte estatal, um entidade cujo interesse não é (ou não deveria ser) criar descontentamento, mas sim informar (devido a motivos de transparência).

    Além disso, se uma página que pretende ser informativa (não desinformativa) contém tamanhos erros, é prefeitamente concebível que os erros se prolonguem noutros âmbitos, como contratos de prestação de serviços ou venda de bens.

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  5. Pelo que vejo, e no momento em que escrevo, em alguns dos casos mais “escandalosos” já foram apagados os dados. Repito: não foram corrigidos, mas apagados. Se estavam errados e os responsáveis apenas deram conta disso apenas através das “denúncias” nos blogs, então os responsáveis navegam à vista… e isso é mau. Se apagam os dados da empreitada, mas não a empreitada propriamente dita, então os blogs fazem muitíssimo bem em “denunciar” coisas… e isso é bom.
    Em qualquer dos casos, nenhum blog inventou nada do que estava e do que ainda está na “Base”.

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