Ballmer, por momentos, pareceu um ministro português

Foi surpreendente: o presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, desfiava elogios ao Plano Tecnológico e até enumerava, de forma entusiasta e apoiado pelos números, o sucesso de medidas como a banda larga nas escolas. Durante alguns momentos, se não fosse o inglês, poderíamos pensar estar a ouvir um governante português a discursar.

Ballmer esteve hoje em Portugal e assistiu à assinatura de um memorando entre o Governo e a Microsoft. Para além da cooperação em áreas que vão da cibercriminalidade à formação de funcionários públicos, a empresa juntou um conjunto de 23 aplicações que vão passar a equipar o portátil Magalhães, com o objectivo de fomentar a internacionalização do computador.

São programas de controlo parental, de edição de vídeo e imagem, de segurança e educativos.

A contra-partida para a empresa é clara: fomenta a utilização do Windows XP nas máquinas (que também estão equipadas com o Linux Caixa Mágica) e familiariza (e, eventualmente, fideliza) milhares de jovens utilizadores com os seus produtos.

Numa nota de pouca importância, mas ainda assim divertida: ninguém (do primeiro-ministro à imponente voz off) falou de Microsoft. Todos usaram a pronúncia inglesa – Maicrosoft. Já Ballmer, mal conseguiu pronunciar JP Sá Couto e disse sempre Portugal à inglesa (com o acento na primeira sílaba). Imagino que ninguém se atrevesse a pedir-lhe mais, depois dos rasgadíssimos elogios ao Governo.

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