A aldeia digital

Milhões de pessoas descrevem constantemente as respectivas vidas em redes sociais como o Facebook e o Hi5, ou em serviços como o Twitter. E cada uma segue através das mesmas ferramentas as vidas de dezenas (ou até centenas) de pessoas.

Quais as consequências disto? Redes sociais mais vastas (onde os amigos de liceu não se esquecem tão facilmente), mas feitas de relações menos profundas. Uma perda de privacidade. Uma Internet onde se subverte a lógica original do anonimato e alter-ego. Um maior auto-conhecimento. Um mundo que se assemelha a uma aldeia ou pequena cidade.

A metáfora da aldeia global surgiu para descrever um mundo onde a comunicação é simples, rápida e encurta distâncias.

Mas só agora, com todas as modernas ferramentas de life streaming, é que algumas gerações no mundo informatizado – este fenómeno é balizado pelos fosso digital e pelo fosso geracional – estão de facto a viver num ambiente típico de uma pequena localidade: toda a gente sabe quando adoecem, a que festas vão, o que fizeram na noite anterior, como lhes correu o dia de trabalho.

Vale mesmo a pena ler sobre este assunto um longo e excelente texto no NY Times.

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