Chrome – o dia seguinte

Inevitavemente, o novo browser da Google tem dado muito que falar. Eis uma sugestão de bons artigos sobre o tema.

Os links destinam-se a quem já esteja familiarizado com o assunto. Os que seguem menos atentamente estes temas, poderão querer ler o artigo publicado hoje na edição impressa do Público (reproduzido no fundo deste texto), onde se tenta explicar a estratégia por trás do Chrome.

Google Chrome: The five best new features
Uma análise a cinco boas funcionalidades oferecidas pelo browser, da gestão de processos (como acontece nos sitesmas operativos) a um modo de navegação que oferece maior privacidade.

Google Chrome Not So Lively
Alguns serviços da Google com os quais o Chrome não funciona.

The cloud’s Chrome lining
O Chrome é uma ameaça aos sistemas operativos, como o Windows.

Google Chrome is Bad for Writers & Bloggers
Os problemas da licença de utilização do browser. Mais leituras sobre isto aqui, aqui e aqui (um leitor do Tecnopolis fala do assunto aqui).

Google lança novo browser e quer mudar a forma como o mundo usa os computadores

Publicado no Público, a 3 de Setembro

A Google deu mais um passo para mudar a forma como o mundo utiliza os computadores. A empresa lançou ontem o seu próprio browser, ou seja, um programa que permite navegar na Web, à semelhança do Internet Explorer (da Microsoft) ou do Firefox, os dois programas do género mais usados em todo o mundo.

As funcionalidades oferecidas pelo Chrome não são radicalmente diferente das que já existem noutros programas. Mas a imprensa especializada e os analistas estão entusiasmados com as características técnicas do projecto, que passam despercebidas à maioria: a forma como o programa está construído torna-o ideal para levar a cabo na Web as tarefas que tradicionalmente são executadas em programas instalados no computador do utilizador.

“Nos primórdios da Internet, as páginas Web tinham pouco mais do que texto, mas hoje a Internet está envolvida numa poderosa plataforma que permite aos utilizadores estarem ligados com amigos e colegas, através de e-mail e outras aplicações, editar documentos, assistir a vídeos, ouvir música, gerir finanças e muito mais”. Esta explicação, dada em comunicado pela empresa, é um resumo daquilo a que se chama cloud computing (literalmente, computação na nuvem) e que tem sido anunciado como o próximo estádio na utilização dos computadores pessoais.

A Rede é o computador

No modelo de cloud computing, em vez de ter os ficheiros guardados na sua própria máquina, cada pessoa passa a ter os ficheiros nos computadores de grandes empresas, acessíveis a partir de qualquer dispostivo ligado à Internet (já acontece com os serviços de e-mail ou com os vídeos no YouTube, por exemplo); em vez de usar programas instalados (como o muito popular Microsoft Word), o utilizador recorre a aplicações na Web (espécie de páginas sofisticadas, como o Google Docs, que é gratuito e permite criar documentos de texto, à semelhança do Word).

Mais do que ameaçar apenas o Internet Explorer, o Chrome é uma ameaça ao próprio sistema operativo Windows e pode ter um papel importante na transformação do paradigma de utilização do computador pessoal, notou o especialista Nicholas Carr no seu blogue, numa argumentação que está em linha com a avalancha de reacções publicadas ontem em sites especializados.

Para além disto, o Chrome é um browser de código-fonte aberto. Qualquer pessoa ou empresa pode pegar na tecnologia, modificá-la e usá-la para proveito próprio (o Internet Explorer, pelo contrário, é um programa fechado).

Esta opção, notaram já os analistas, significa que a Google não está tão interessada em concorrer por uma fatia do mercado dos browsers (ver caixa) como em acelerar a adopção de tecnologias que permitam a mais cibernautas usar aplicações on-line – precisamente o tipo de aplicações que a Google tem vindo a desenvolver e que pretende rentabilizar, quer cobrando para acesso a funcionalidades extras (como a assistência técnica) ou através do recurso àquele que é o grande negócio do gigante da Internet: a exibição de anúncios publicitários.

Do ponto de vista do utilizador, as novidades face à concorrência são nas área em que a Google se especializou: o Chrome armazena informação sobre os hábitos de cada cibernauta e integra várias funcionalidades para acelerar o acesso a sites já visitados e para repetir pesquisas anteriormente feitas em motores de busca ou em serviços como a Wikipedia ou a loja on-line Amazon. O objectivo é criar uma experiência tão personalizada quanto possível.

À semelhança do que a Microsoft está a fazer no Internet Explorer, também foi dada atenção à privacidade: é fácil navegar sem deixar rasto no computador que se está a usar, funcionalidade útil sobretudo para quem partilha um computador.

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