Lively – o mundo virtual da Google

LivelyCom o que parece ser uma inspiração que mistura Tim Burton e anime, a Google lançou o seu próprio mundo virtual. O Lively permite criar um avatar e construir uma sala de chat personalizada.

Esta incursão da Google nos mundos tridimensionais online será interessante de seguir. A empresa tem os recursos (financeiros, humanos, a infra-estrutura informática e o poder de mediatização) necessários para dar o impulso a um tipo de projectos que ainda mal descolou. Por exemplo, o Second Life, o mais conhecido dos mundos virtuais (se excluirmos os mundos virtuais que são jogos multi-jogador, como World of Warcraft) gerou grande entusiasmo inicial; mas não demorou muito até que os ânimos arrefecessem.

Do que é possível ler na página do Lively, e ainda sem ter experimentado, percebe-se que a abordagem é muito mais simples do que a do Second Life. Mas tem alguns trunfos que o podem ajudar a ser bem sucedido.

Cada sala de chat tridimensional do Lively pode ser integrada facilmente numa página Web: site, blogue, perfil numa rede social. Este pode ser um factor chave.

Por um lado, permite usar os sites dos utilizadores como uma plataforma de promoção e distribuição. Por outro, em vez de ter de descarregar uma pesada aplicação própria, como acontece com o Second Life, os utilizadores que quiserem aceder têm somente de instalar um plug-in no browser (para já, apenas disponível para Firefox e Internet Explorer, em Windows; o que, de qualquer forma, cobre a maior parte dos cibernautas).

Para além disto, o Lively não é, literalmente, um mundo; é, antes, um conjunto de salas. Também não permite criar objectos de raiz e não tem uma moeda própria, contrariamente ao que acontece no Second Life.

Esta simplificação pode ser suficiente para que muitos utilizadores se sintam à vontade para experimentar. Já o Second Life é, para alguns, assustadoramente complexo: ao nível do uso da ferramenta, mas, sobretudo, ao nível da complexidade a que chegou o universo habitado por alguns milhares de avatares, que socializam, negoceiam, dão palestras, promovem produtos e interagem de formas complexas num mundo com economia própria.

Uma outra característica curiosa é o visual de desenho animado. Intencional ou não, isto tira da Google o peso de criar uma realidade virtual – algo que o Second Life, até certo ponto, tenta, mas em que não conseguiu (constrangimentos da tecnologia actual) ser bem sucedido.

Por ora, parece não haver planos para rentabilizar o Lively. Mas não há dúvidas de que, se quiser, a Google pode perfeitamente passar a colocar publicidade no seu mundo virtual.

Abaixo, o vídeo promocional:

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