O caso Lori Drew e o direito ao anonimato

O Público traz hoje duas páginas dedicadas ao caso de Lori Drew, a americana que se terá feito passar por um rapaz de 16 anos no MySpace, numa situação que terminou com o suicídio de uma adolescente.

Um dos pontos mais interessantes de todo o caso é a justiça americana ter levado Drew a tribunal por crimes informáticos, relacionados com o acesso indevido a informação nos computadores do MySpace. Se a mulher for condenada, fornecer dados falsos para aceder a um site ou comunidade online passa a ser um crime federal.

Não restam grandes dúvidas de que recorrer, pela primeira vez, a uma lei destinada a piratas informáticos para levar Drew a tribunal é pisar os limites da legislação. E criminalizar a falsa identidade na Internet – uma das características intrínsecas do funcionamento do mundo online – pode abrir um precedente perigoso.

Num comentário que acompanha o artigo, José Vítor Malheiros observa:

Paradoxalmente ou não, o anonimato floresceu na Internet, último espaço onde se pode ser outro e explodir em heterónimos nas redes sociais que são os novos espaços de convívio global.

(…)

Os riscos destas imposturas – nomeadamente para os jovens – são reais, mas eles podem ser usados para pôr em causa aquilo que é hoje uma das últimas reservas da liberdade individual.

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Um comentário a O caso Lori Drew e o direito ao anonimato

  1. Tenho vindo a acompanhar este caso, e finalmente uma boa noticia! A senhora responsável pela morte estupida de uma criança, que morreu na ilusão sobre alguém que nem existia, foi confrontada na justiça. No Missouri não se conseguiu fazer nada por falta de legislação mas em Los Angeles conseguiu-se levar o caso a julgamento. Ao que parece a senhora enfrenta uma pena de 20 anos de prisão, a que sinceramente espero que seja condenada. É inadmissivel como alguém adulto, e mãe possa ter tido tamanha maldade para com uma criança, e ainda para mais, sendo amigo da familia e conhecendo os problemas de bulling e baixa auto-estima com que Megan se debatia. Inadmissivel, nem há palavras para se dirigir a semelhante resto de gente!

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