Mulher em topless lança pânico entre os pró-russos

 

Pouco depois de o parlamento da Crimeia, em Simferopol, ter aprovado a anexação da república à Rússia, duas mulheres em topless correram entre os manifestantes pró-anexação e os elementos das milícias, gritando “Parem a guerra de Putin!”  As mulheres eram activistas do grupo Femen e tinham a mesma frase escrita no peito nu. Uma delas foi logo detida por milicianos fardados de cossacos, mas a outra conseguiu correr pelo pátio do parlamento, gritando a plenos pulmões. Os jornalistas correram atrás dela, tal como fizeram os milicianos e os “cossacos”. O orador que estava na altura ao microfone do comício gritou: “Prostituta!” E depois explicou: “Isto é uma provocação!”. Depois, várias vezes: “Rússia! Rússia! Rússia!” Por fim: “Isto é só espectáculo para os jornalistas! Tirem daí os jornalistas!”

Era o que os “cossacos” queriam ouvir. Desataram a empurram, a arrastar, a agredir os jornalistas. Vi um cair e ser pontapeado no chão. A mulher foi finalmente agarrada e levada a espernear, por quatro homens. Meteram-na numa carrinha e levaram-na. Nos altifalantes começaram a tocar canções patrióticas russas.

O parlamento regional tinha votado a anexação da República da Crimeia à Rússia. E agendado para o próximo dia 16 de Março um referendo em que os habitantes da Crimeia terão de escolher entre uma maior autonomia dentro da Ucrânia, ou a total integração na Federação Russa. Os tártaros, que representam cerca de 12 por cento da população, já fizeram saber que vão boicotar o referendo. Os russos constituem 60 por cento da população. E o vice-primeiro-ministro da Crimeia já veio explicar que o referendo servirá apenas para ratificar a decisão, que está tomada. Os economistas do governo já estão a trabalhar na adopção do rublo com moeda da Crimeia.

 

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