O Fim das Miragens

Introdução

A ficção não tem lugar neste livro. Tudo o que está aqui descrito e narrado é fruto de investigação.

Os factos foram submetidos a um crivo interpretativo e são representados segundo a versão de testemunhas. Sempre que possível, essas versões foram cruzadas, para diminuir a margem de erro. Mas não são a verdade absoluta. A verdade absoluta é inatingível, mesmo num texto de não-ficção. Sobretudo num texto de não-ficção.

E este é publicado no momento em que os três arguidos já foram condenados, a penas de 23, 20 e 18 anos de prisão, mas a sentença ainda não transitou em julgado. Maria das Dores Pereira da Cruz e Paulo Jorge Horta recorreram. João Paulo Silva decidiu não o fazer.  Legalmente, todos são, ainda, presumíveis inocentes.

A informação que recolhi é suficiente para afirmar, para lá de qualquer dúvida razoável, que os três estão implicados no assassínio de Paulo Cruz.

Porém, num texto de jornalismo narrativo, serão também, e sempre, presumíveis inocentes, no sentido em que, ao contrário do que acontece no tribunal, as suas razões os justificam. Nesta história, são apenas personagens: terminam em si próprias.

É por isso que esta não é a história de um caso concreto, embora precise do caso concreto. É a história do que conseguirmos ver de nós nestas pessoas. Foi essa, pelo menos, que tentei contar.

Os nomes de algumas personagens são fictícios ou porque são menores, ou porque, não se tratando de figuras públicas, não obtive autorização para os citar: Luís, Sandra e Laura.

As referências a cartas e a mensagens escritas são feitas com base em testemunhos, e não reproduzem portanto, textualmente o que foi escrito, mas apenas o seu conteúdo.

 

Primeira Parte

 

1

 

Quando, por volta das 6h30m da tarde de sábado, dia 20 de Janeiro de 2006, António Brito chega ao número 11 da avenida António Augusto Aguiar, percebe logo que algo terrível se passou. O trânsito foi cortado no sentido do Marquês de Pombal e um magote de curiosos olha para o luxuoso prédio de seis andares e fachada cor-de-rosa. Dois carros de bombeiros e um do INEM estão estacionados à porta, uma escada da polícia foi colocada até à janela do 3º andar.

Um agente da PSP interpela-o:

«O senhor é da família do engenheiro Paulo Cruz?»

«Sou amigo.»

O polícia puxa-o pelo braço para o interior do edifício. Quer que ele identifique um cadáver. «Prepare-se. Isto não é uma coisa boa de se ver.»

Maria das Dores conversa, na entrada do prédio, com a porteira e um homem moreno, de fato muito justo, o cabeleireiro Duarte Menezes, que acaba de chegar. «O Paulo está lá em cima. Penso que está bem», diz ela para Menezes. António olha a mulher do amigo e acha-a realmente aflita. Recebeu um telefonema seu há meia-hora, pedindo-lhe para vir. «Tói, o Paulo está fechado em casa, não me abre a porta. Tenho medo que tenha tido um AVC», disse ela, quase a gritar. Minutos depois, já António estava no carro, ligou ela outra vez: «Então? Estás demorado? Vem rápido, Tói, não sei o que fazer!»

Duas horas antes, Maria tinha passado por sua casa, no Lumiar, para deixar o filho, Luís. Fora Paulo, o marido, quem telefonara a pedir que a criança ficasse com Tói e Sofia, por isso eles estranharam ver Maria aparecer.

Estava com tanta pressa, que nem entrou. E tão agitada que nem conseguiu fazer a inversão de marcha, com o carro. Tói sentou-se ao volante do VW Passat azul escuro e concluiu a manobra.

O polícia abre a porta do elevador, toca no botão do 3º andar. «Quero avisá-lo de que, quando entrar, não deve tocar em nada.»

Lá em baixo, Duarte Menezes tenta saber o que se passa. «Pode dizer-me o que aconteceu com o Paulo?», pergunta a um dos polícias, com uma voz que o nervosismo torna ainda mais dramática e efeminada.

«Não sei se é Paulo, se é Zé. Mas que está morto, está morto», diz o polícia. «E com um saco de plástico na cabeça.» Menezes corre para um dos bombeiros, que confirma a informação e já tem uma teoria: «Da forma como o homem foi assassinado, isto foi passional.» Outros dizem que foi suicídio. Outros ainda, um ajuste de contas.

Menezes tenta consolar Maria, que começa a chorar. A esta hora, já deviam estar a caminho da missa, no Chiado, como combinaram. Duarte telefonou-lhe, pouco antes das 5 da tarde: «Tás onde, querida? Eu estou muito atrasado!»

«Vim à António Augusto Aguiar, com o Paulo», respondeu Maria, com voz ofegante. Do outro lado da linha, Duarte ouviu um ruído que lhe pareceu serem pancadas, ou alguém a dar pontapés na escada.

«Que barulho é esse?», perguntou.

«Vem cá ter», ordenou ela. E desligou. Meia-hora depois, foi Maria a telefonar, muito exaltada: «Estou na António Augusto Aguiar, vim cá ter com o Paulo, por causa das obras… e ele não abre a porta. Já chamei o INEM. Estão agora lá em cima, com o Paulo.»

Menezes, que passeava os seus dois cães, na Lapa, foi deixá-los a casa e apanhou um táxi.

«Ele subiu de elevador e eu fui pela escada, por causa da minha claustrofobia», conta agora Maria das Dores. «Quando ia no segundo vão da escada, ouvi um barulho, de móveis a arrastar-se.» Duarte abraça-a. «Ai amigo, estou tão nervosa. Já desmaiei, já me xixizei toda.»

A porteira, dona Virgínia, de 83 anos, está a falar com os bombeiros. Foi ela que lhes explicou qual era a janela, e como se abria. Sábado é o seu dia de folga e tinha ficado em casa, no 1º andar do prédio, a ver televisão, depois do almoço. Mas alguém lhe foi tocar ao «besouro». Era a dona Maria das Dores, a perguntar se ela tinha uma chave do 3º andar. «Ai, sabe, é que o meu marido está lá em cima, fui bater à porta e ele não abre. Pode vir lá comigo?»

Virgínia subiu com Maria, ao apartamento, de elevador. Tocaram a campainha, bateram à porta, ninguém respondeu. Virgínia não tinha chave.

«Há duas semanas, ele esteve doente, no hospital. Tenho medo que lhe tenha dado outra vez alguma coisa, que esteja caído no chão», explicou a inquilina. E foi com a porteira até às traseiras, e de novo até à porta da rua, para lhe mostrar onde estavam estacionados os carros: o Passat e o Opel Corsa da empresa Campotec, que Paulo conduzia. «Está a ver? Este é o meu, e este é o do meu marido.»

Virgínia e Maria verificaram que Paulo não estava dentro nem perto de nenhum dos automóveis. Inspeccionaram também o passeio, até à estação do metro, junto à entrada do pavilhão Carlos Lopes. A porteira sugeriu:

«Porque não lhe liga para o telemóvel?»

«Já tentei. E agora? Que devo fazer?»

«Chame os bombeiros. Chame o 112.» Maria ligou, à sua frente. Eram 17h39m. E a chegada dos bombeiros e do INEM foi rápida. Já lá estavam quando as duas mulheres voltaram à porta do número 11.

O inspector da Polícia Judiciária abre a porta do 3º Direito, e António Brito entra no apartamento. É uma casa enorme, com 8 assoalhadas, uma cozinha e três casas de banho. Está vazia, sem móveis. Há apenas, no chão do corredor que dá acesso a todas as divisões, alguns vestígios das obras que tinham estado a decorrer. Assim que atravessa o hall, Tói vê logo o corpo, caído junto à entrada da cozinha. Não tem dúvidas: é ele, Paulo, o seu melhor amigo, seu vizinho e companheiro desde a adolescência. Jaz voltado para cima, as pernas no corredor e o tronco já dentro da cozinha. Está de ténis e calças brancas, um joelho dobrado e um braço sobre o peito. No pulso, vê-se o fabuloso relógio Breitling de 4000 euros que a mulher lhe comprou em Nova Iorque. A cabeça está envolta num saco de plástico azul, atado ao pescoço com fios eléctricos. À volta, no chão de mosaico, uma enorme mancha de sangue. Outra projectada na parede.

António confirma, à polícia, a identidade de Paulo Pereira da Cruz. E sai rapidamente. Telefona aos pais do amigo a dar a notícia. Sobe ao 4º andar, onde funciona um escritório de advogados. Maria foi para lá, com Duarte Menezes. Este está ao telefone com o filho mais velho de Maria, David Motta, que vive em Nova Iorque. Informa-o que o padrasto se suicidou e passa o telemóvel a António, que tenta explicar a David, com toda a clareza e serenidade de que é capaz, o que aconteceu. No fim, aconselha-o a regressar rapidamente a Portugal, porque a mãe irá precisar dele.

Do seu apartamento no Upper East Side, em Manhattan, David liga para o balcão da TAP do aeroporto de Newark e reserva um lugar para Lisboa no último voo do dia, às 18h 15 locais, que chegará a Lisboa às 6h05 da manhã.

No 4º andar do número 11 da avenida António Augusto Aguiar, no escritório dos advogados Fernando Carvalhal e Brito Ventura, Maria das Dores fala com um inspector da Judiciária. Explica-lhe que combinara encontrar-se ali com o marido, para substituírem umas torneiras do apartamento. Diz ainda que, enquanto estava com a porteira, viu um homem de raça negra, com uma mochila às costas, a sair do prédio. Depois abre a sua carteira Hermès Birkin de 10 mil euros e o polícia encontra um telemóvel partido, sem cartão SIM no interior. «Caíu, quando fui à casa de banho», explica Maria. A polícia apreende o aparelho e, através da análise técnica ulterior do IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), chegaria ao número do cartão que esteve activo naquele equipamento. Desse número, o 960484436, e segundo uma listagem minuciosa elaborada pela operadora, foi feita a chamada para o 112, bem como algumas para o marido, outras três para Nova Iorque e muitas para um cidadão brasileiro residente em Torres Vedras chamado João Paulo Silva.

Pormenores difíceis de explicar: o último telefonema para Paulo Cruz foi feito às 16h12m. A chamada para o 112 ocorreu às 17h39m. Às 16h01m, 16h05m, 16h18m e 16h34m foram feitas chamadas para João Paulo Silva. Às 16h34m, Maria e Paulo surgem nas imagens da câmara de vídeo número 12, da estação de metro do Parque, a dirigirem-se para o número 11 da António Augusto Aguiar. Às 16h56m e às 17h00m, Maria telefonou de novo para o brasileiro. Às 17h01m, 17h04m e 19h16m, fez chamadas para o filho, em Nova Iorque.

Outro facto que chamou a atenção dos polícias: às 16h40m, momentos depois de ter deixado o marido no prédio, Maria surge outra vez na câmara de vídeo do metro, parada e sozinha. Mal o marido entrou no elevador, ela voltou para a rua. A sua imagem está registada na câmara de vigilância número 12. Agarrando com força a sua Birkin, de olhar vazio, à espera.

****

 

2

 

A imagem de Maria nos espelhos de cristal da Casa Inglesa, cigarro entre os dedos, óculos triangulares Ray-Ban fixados, apesar do cair da noite, na blusa às riscas a condizer com o lenço e os brincos redondos, azul-turquesa. Portimão, Junho de 1977. Tudo começou aí. Ou talvez antes. Mas agora era o fim de um capítulo. O último fim-de-semana em Portimão. O adeus a um mundo.

A imagem de Maria nos espelhos de cristal da Casa Inglesa era mais clara do que a dos amigos. Mais intensa e artificiosa, a imitar Sónia Braga, a Gabriela acabada de chegar à Ilhéus dos anos 20 e à televisão portuguesa dos 70.

Mimi era vaidosa. E tal como a baiana jovem de cabelos negros partira para a cidade que logo caíra a seus pés, também ela iria para Lisboa, para iniciar um novo capítulo da sua existência. Era como se já vivesse lá. O futuro desenhava-se na sua imaginação a traços luminosos e concretos, embora indefinidos.

Terminara o 7º ano no Liceu de Portimão. No seu mundo de adolescente, esse momento representava, à semelhança do que acontecia com a maior parte dos seus colegas, uma fronteira capital. Não só porque permitiria aceder ao ensino superior, também porque significava a liberdade. Viver sozinha, longe do controlo dos pais e da pequenez da sociedade algarvia.

Eram 9 da noite, tinham chegado todos à Casa Inglesa, e não havia tempo a perder, porque à meia-noite teriam de estar em casa. A Mimi, a Rosinha, o Zezé. O pai da Maria — Mimi para os amigos — era o mais severo: depois do jantar, as duas filhas já não saíam. A mais nova, Vanda, acatava a ordem sem discussão. Sempre foi pacata, obediente, disciplinada. Para Mimi, era impossível. A ideia de não ir ter à Casa Inglesa era inconcebível. Não encontrar a Rosinha e o Zezé Correia, e depois o Tó Salgado e o João, e ir com eles ao Bananas, em Portimão, ao Júpiter, na praia da Rocha, ao Hugo’s, na praia da Luz. Ou à enorme pista de dança ao ar livre, junto ao mar, do Bote, no Carvoeiro.

Mimi ia sempre e, para isso, tinha de, muitas vezes com a ajuda da mãe, enganar o pai.

Guilhermina da Conceição e José Casimiro da Silva Alpalhão eram muito diferentes um do outro. Ninguém percebe como se casaram. Talvez ela se tenha iludido com uma suposta personalidade aventureira de José Casimiro. Caixeiro-viajante de roupas, sapatos e produtos de mercearia, Alpalhão nascera na freguesia de S. Bartolomeu, concelho de Vila Viçosa, mas era um homem do mundo. Como hobbies, dedicava-se à caça e, dizia-se, ao jogo. Não era destituído de sentido estético. A vida profissional assim lho exigia, uma vez que a sua especialidade comercial era o calçado, provindo das fábricas do Norte.

Com o seu bigodinho à Clark Gable e tronco maciço, tinha algum estilo, apesar de baixo e insignificante. E algumas manias, que lhe davam personalidade. A principal era o sobretudo. Nunca o largava, fosse Inverno ou Verão.

Guilhermina era uma jovem ousada para a época, apesar de trabalhar na loja da rua, a Casa Moura. Ia ao cabeleireiro e usava maquilhagem e vestidos garridos de chita. Desde miúda que dava que falar na rua Basílio Teles, no bairro da estação, onde vivia com os pais. Passava empertigada pela mercearia da desconfiada dona Amélia, ou na tinturaria da dona Maria das Neves, ou na casa da dona Constança, a única que tinha um forno, que toda a vizinhança usava, para cozer pão e broas, e percebia-se que tinha ambições.

Talvez, mesmo sem o saber, tivesse sofrido o contágio de uma certa nostalgia que amargurava a família. A mãe, a dona Conceição, já fora rica. Crescera na abundância e herdara terras. Mas casara com um homem também de posses, embora de hábitos perdulários. O senhor Correia, descendente de protagonistas do liberalismo, envolvidos nas Guerras do Remexido, era um bon-vivant a que não faltava nenhum dos vícios mais populares da época – o álcool, o jogo e as mulheres. Quando gastou tudo o que tinha, dedicou-se a derreter os bens de Conceição. Fê-lo rapidamente. Quando a esposa engravidou pela primeira vez da sua filha Dores, já era pobre. Correia tinha, por isso, perdido o interesse por ela. Arranjara outra mulher e outra família, para os lados do Sotavento, e não ficou muito agradado com a notícia da gravidez da legítima. Para lhe mostrar os seus sentimentos, enviou-lhe de presente, no dia em que a filha nasceu, uma caixa cheia de ratos mortos.

Conceição foi uma mulher infeliz, embora tenha tido mais três filhos do senhor Correia: João, que seria funcionário do Grémio das Conservas, José Domingos, que foi mestre de um barco de pesca, e Guilhermina. Todos tiveram algum êxito, mas, conscientes dos pergaminhos da família, achavam que mereciam mais.

Portimão era pobre. A maioria da população trabalhava com salários infames nas fábricas de conservas de peixe, como a dos Hermanos Feu, uma família espanhola que dava emprego a centenas de operárias na sua unidade da marca La Rose, junto ao rio Arade.

O trabalho era incerto, sazonal, e, na loja onde arranjou emprego, Guilhermina familiarizou-se com o método de vender fiado no Inverno, a uma clientela que, amiúde, ainda que o tentasse esconder, passava fome.

As comunidades piscatórias e conserveiras são orgulhosas, ocultam a miséria, mesmo quando não têm pão para dar aos filhos. Todos os anos, centenas de litros de leite fornecidos pelo Governo ficavam a estragar-se nas escolas primárias, porque os pais não permitiam que fosse dado às crianças. Seria como aceitar uma esmola: uma vergonha.

Na loja, Guilhermina vendia fiado e percebia que não queria ser como aquela gente. Foi lá que conheceu o homem que lhe pareceu diferente: José Casimiro Alpalhão. Mas não era. Só o percebeu depois de ter casado com ele.

Foram habitar uma pequena casa verde, térrea como todas naquela altura, na rua Francisco Bívar, uma recta estreita e interminável a supurar no estio, ao pé do cemitério. Era uma zona nova da cidade, de casas construídas em antigos campos de milho, pertencentes aos poucos ricaços da região. Ou em terrenos usurpados ao próprio cemitério, que teve de recuar, para dar lugar às novas gerações de vivos.

Foi nessa casa que Maria das Dores nasceu, e cresceu, a multiplicar a excentricidade da mãe e a abominar a austeridade do pai. Guilhermina olhava-se nela ao espelho das suas ilusões desfeitas. Ensinou-lhe afecto e cumplicidade. E confiança. Mimi aprendeu que poderia conseguir tudo. A despeito do pai, que representava o triste papel de aventureiro falhado. Como não viveu, ele não deixava viver.

No futuro, Mimi seduziria os homens com o mesmo desdém apaixonado com que Vanda os rejeitaria. Para lhes exigir o que lhe era devido: até aos limites do que cada um tem para dar e para lá deles.

E depois de as duas irmãs terem começado a trabalhar e saído de casa, Guilhermina percebeu que teria de o fazer também. Foi viver com a filha mais nova, depois com a mais velha. José Casimiro ficou sozinho na casa da rua Francisco Bívar.

Finalmente mandava. Nada saía do seu estrito controlo. Foi nessa altura que perdeu o controlo de si. E todo o dinheiro, o cuidado e o norte. Muito mais tarde, já Mimi frequentava as festas da capital e aparecia nas revistas cor-de-rosa, o senhor Alpalhão era visto a passar, todos os dias, baixinho e sorumbático, com o seu eterno sobretudo, a caminho da sopa dos pobres.

 

Um comentário a O Fim das Miragens

  1. li o livro na prisao de tires.estive na mesma cela com maria das dores.pessoa terrivel.dissimulada,falsa,fui vitima dela dentro da prisao,ninguem consegue conviver com ela,acho que a cadeia nao mudou em.nada o comportamento dela,nao demonstra arrependimento pelo que fez.psicopata…

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