Ana Dias Coutinho, Lisboa

O que nos permite ser verdadeiramente úteis e activos na preservação do meio ambiente é simplesmente o facto de gozarmos de tecnologias avançadas em todas as áreas humanas. De que serviria reciclar plástico se não dispuséssemos das novas tecnologias para o transformar ou dos fornos industriais de altas temperaturas que os destroem de forma quase inofensiva? E o papel? Todos sabemos que se gasta mais energia, água e químicos para reciclá-lo do que em produzi-lo a partir da celulose. Neste caso opta-se por arriscar mais poluição atmosférica e fluvial do que a destruição de árvores. É uma escolha. Hoje podemos escolher o que nos é mais nocivo a curto, médio e longo prazo. É este o cerne da mentalidade ecológica: aliar as avançadas tecnologias de que dispomos às necessidades do quotidiano das sociedades actuais. É também destas premissas que moldo a minha consciência ecológica. No entanto, também são importantes a reflexão e crítica a todas as minhas acções como consumidora – o potencial perigo. Aqui residem as minhas acções em verdadeira consciência: não desperdiçar, não acumular, não perverter, socializar com o conhecimento tecnológico e interagir positivamente para o exterior. Andar a pé não servirá de nada se o nosso veículo estacionado em casa continuar a ser demasiado poluidor. Escrever nos dois lados do papel não servirá de nada se por outro lado continuarmos a comprar guardanapos de papel em vez de pano que se lava e usa outra vez. A consciência ecológica deve constituir um caminho pessoal com seriedade, informação e, não menos importante, desejo. Desejar é dar importância e declarar a necessidade de algo. Assim sim, chegaremos a qualquer lado um dia.

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