César Marques

Muitas pessoas acham piada e até se sentem ecológicas, mas o que realmente podemos fazer pelo nosso planeta? Tanta coisa!

O que eu faço e ensino aos meus filhos (e sempre que posso até aos filhos dos outros!):

1. Água
Poupo água. Não há torneiras abertas enquanto escovo os dentes, ensaboo as mãos, durante todo o duche, etc, etc. No autoclismo, só descarrego a água necessária.
Não ponho a roupa para lavar se não estiver suja. Não, não ando a cheirar mal.
Até a água que o desumificador acumula aproveito para o ferro de engomar! :)

2. Energia eléctrica
Poupo energia eléctrica. Tenho contador bi-horário e utilizo mais energia no horário “vazio” – o que se traduz numa utilização mais útil para a rede eléctrica dado que a produção durante a noite é superior ao consumo e a rede não têm propriamente baterias para acumular energia – programação do arranque das máquinas o inicio ou fim da noite conforme o que der mais jeito.
Não deixo transformadores ligados nas tomadas nem aparelhos em Stand by (embora alguns não dêem alternativa).
Tenho lâmpadas económicas. Não fornecem um tipo de luz semelhante, nem são 5x mais económicas e mais duradouras como se faz crer, mas que poupam muita energia, isso poupam. Apenas tenho lâmpadas normais em alguns pontos de luz mais específicos e com pouca utilização.
Aproveito ao máximo a luz natural, que é insubstituível! Faz-me uma confusão ver casas habitadas com janelas fechadas!!
Fora de casa apago todas as luzes e aparelhos que ficaram esquecidas (casas de banho, copas no meu local de trabalho e televisões na casa dos meus pais, por exemplo).

3. Reciclagem, Reutilização e Redução (três R’s)
Para além de reciclar 100% do material que é reciclável, sempre que possível reutilizo (sacos de plástico e papel, caixas, etc) e tento sempre reduzir o consumo de embalagens, papel, vidro, etc (evito embalagens pequenas, prefiro produtos não embalados). Em média, 30% do custo de um produto é para embalagem.
Evito ao máximo produtos descartáveis.
Imprimo quase sempre em ambas as faces do papel e só imprimo mesmo quando é necessário.
Utilizo pilhas recarregáveis.

Tudo o que tenho para deitar fora e ainda está em estado razoável (roupa, calçado, brinquedos, etc, etc) entrego a alguém (ou a uma instituição) que sei que precisa. Muita coisa até vai para Cabo Verde!!!

4. Lixo
Ora aqui está um tema onde a nossa sociedade está muito atrasada. Lixo é lixo. Deita-se fora para qualquer lado e por milagre vai parar a um sítio especial que nunca mais no afecta.
Eu não deito nada para o chão, seja o que for! Guardo até encontrar um contentor adequado. Se tenho publicidade no vidro do carro, guardo e em casa reciclo.
Evito ao máximo lixo na sanita (papel higiénico, etc) pois implicará um tratamento de águas residuais mais complexo, para não falar daqueles colectores de esgotos que vão directamente para o mar/rio.
Apanho o cocó da minha cadela com um saco. Se houver cocós de outro cães (com donos mais animais que eles próprios) no mesmo local, com o mesmo saco apanho-os também. Pode parecer nojento mas garanto que faço-o com uma perícia tal que nunca sujei um dedo sequer. Evitar sacos com buracos! :)

5. Automóvel
Já fui um acelera. Muito acelera.
Hoje ando menos rápido. A grande diferença está na economia. Faço uma espécie de fast-ecodriving. Poupo combustível (até 10%), poupo pneus, poupo travões, poupo o motor, poupo óleos, poupo o ambiente com menos emissões, enfim…
Só utilizo o AC quando é mesmo necessário e nunca ando com suporte de bicicletas quando não preciso dele.
Nunca, mas nunca deixo o carro ligado à espera que algo aconteça, tipo à espera de alguém, etc.
Não aqueço o carro antes de arrancar nem dou uma aceleradela antes de o desligar. Isso era preciso nos automóveis antigos!
Não menos importante, não troco de carro com frequência. Tem o que eu preciso? Tem! então há que fazê-lo render!

6. Geral
– Se é razoável ir a pé, não vou de carro.
– Se tenho que ir a determinado lugar de carro, tento conciliar com outra deslocação para o mesmo local.
– Quando compro algo, tenho em conta a ecologia, ou seja, consumos, custo por unidade (poupar dinheiro é ser ecológico!), tamanho e tipo de embalagens, duração do produto, etc, etc.
– Só compro o que realmente preciso ou tenho tempo de utilizar.
– Raramente deito comida fora, seja restos ou não. Quanto às datas de validade, não as respeito cegamente. Chego a comer iogurtes um mês depois da validade, quando sei que estiveram sempre no frigorífico.

– Faço pedagogia sobre o tema (veja-se este post, embora no meu blog o alcance seja reduzido).

Benefícios
Além do ambiente, existe outro factor que para muitos poderá ser a motivação principal, o factor económico. Veja-se por exemplo o tráfego automóvel, que com a subida de combustíveis, baixou cerca de 6% em Portugal.
No fundo todos ganhamos!

Há tantas outras coisas que podem ser feitas no dia a dia. Basta pensar!

Outra coisa que eu acho engraçada é a questão social. Hoje é poupar é ser ecológico, antes poupar era ser forreta. Como sempre fui assim, volta e meia ouvia a boca de ser forreta! :)
Para mim, gastar dinheiro à toa é ser não-ecológico, pois tudo o que se consome tem um custo ecológico e bem maior e mais duradouro do que se pensa!

http://omeusportblog.blogspot.com/2009/01/ser-ecolgico.html

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