Rui, Ílhavo

Entre outras coisas, conduzo um carro híbrido, mas também ando de bicicleta (trajetos curtos) e de comboio.
Em casa, separo os resíduos e faço compostagem dos vegetais. Uso painéis solares térmicos para aquecer a água (evitando o uso de gás, o que é ecológico e muito económico) e painéis fotovoltaicos para produzir eletricidade. Uso lâmpadas economizadoras e com leds (algumas). Tenho torneiras de baixo caudal e um fogão de sala fechado (“chaminé metálica”) muito eficaz, que não perde todo o calor pela chaminé. Nunca uso a função de secar roupa da máquina de lavar/secar (comprada quando os meus filhos eram bebés).
No trabalho, raramente uso o elevador (são só dois pisos), desligo o computador ao fim da tarde (e também o monitor) e reutilizo as folhas impressas de um só lado. Vou a pé para o trabalho (cerca de 15 min.). Quando chove, é um pouco desconfortável, mas a chuva não mata. Planto árvores onde posso – umas em casa, outras nos pinhais, outras nuns baldios perto de casa.

Pedro Cruz, Beja

Além de tudo o que foi escrito aqui, e foi muito, outra coisa que faço é:

– Faço panos com a roupa que não uso, nem dá para doar;

– Se a loiça que está na máquina de lavar não está muito suja, coloco metade da pastilha. A máquina lava tão bem, que um dia não coloquei pastilha, e a loiça ficou perfeitamente lavada, uma vez que lava a água quente e com pressão;

– Quando vou à padaria, levo o próprio saco.

O resto das sugestões aqui deixadas, cumpro.

Filipe Estevão, Algarve

Eu não sou a pessoa mais ecológica do mundo, no entanto tento ter comportamentos acertados. Penso que é vital começarmos a ir mais à praça comprar a nossa comida, do que aos hipermercados. De que nos vale irmos a pé até ao supermercado, se depois compramos fruta de outros países, que esteve em arcas congeladoras durante semanas?

É claro que não passo roupa a ferro, acho um desperdício de tempo e de energia.

Quando vou à praça, levo sacos para fruta e legumes e também uns tupperwares para o peixe e carne. Posso parecer um maluquinho, mas prefiro assim a, por causa de uns bifes, estar a gastar sem reutilizar sacos de plástico que vão estar por aqui durante séculos.

Água é da torneira. Para quem seja mais esquisito, também existem jarros co um sistema de filtração para água da torneira.

A nível de electrodomésticos, tento o mais possível reparar antes de comprar novo. Não troco de telemóvel a cada seis meses, tenho um de 15 euros há quatro anos que tem um som incrível e uma bateria que dura mais de três dias!

E, mais importante de tudo, tento todos os dias passar a mensagem ao maior número possível de pessoas, para que, no seio desta sociedade, comece a imperar como senso comum que é necessário mudarmos os nossos hábitos consumistas e pensar no futuro dos nossos filhos.

Ana Dias Coutinho, Lisboa

O que nos permite ser verdadeiramente úteis e activos na preservação do meio ambiente é simplesmente o facto de gozarmos de tecnologias avançadas em todas as áreas humanas. De que serviria reciclar plástico se não dispuséssemos das novas tecnologias para o transformar ou dos fornos industriais de altas temperaturas que os destroem de forma quase inofensiva? E o papel? Todos sabemos que se gasta mais energia, água e químicos para reciclá-lo do que em produzi-lo a partir da celulose. Neste caso opta-se por arriscar mais poluição atmosférica e fluvial do que a destruição de árvores. É uma escolha. Hoje podemos escolher o que nos é mais nocivo a curto, médio e longo prazo. É este o cerne da mentalidade ecológica: aliar as avançadas tecnologias de que dispomos às necessidades do quotidiano das sociedades actuais. É também destas premissas que moldo a minha consciência ecológica. No entanto, também são importantes a reflexão e crítica a todas as minhas acções como consumidora – o potencial perigo. Aqui residem as minhas acções em verdadeira consciência: não desperdiçar, não acumular, não perverter, socializar com o conhecimento tecnológico e interagir positivamente para o exterior. Andar a pé não servirá de nada se o nosso veículo estacionado em casa continuar a ser demasiado poluidor. Escrever nos dois lados do papel não servirá de nada se por outro lado continuarmos a comprar guardanapos de papel em vez de pano que se lava e usa outra vez. A consciência ecológica deve constituir um caminho pessoal com seriedade, informação e, não menos importante, desejo. Desejar é dar importância e declarar a necessidade de algo. Assim sim, chegaremos a qualquer lado um dia.

Xosé Augusto, O Porriño, Galiza

Na minha opinião, o mais importante é a reciclagem e reutilização. Sempre separo o lixo e logo deito nos contentores adequados. Guardo os cartuchos gastos de impressora e entrego-os aos centros adequados que há para a sua reutilização. Aliás, também reciclo coisas próprias, por exemplo, papéis utilizados que podem ser preenchidos do outro lado.

Dependo muito do carro, mas quando vou a uma grande cidade, ando de autocarro todo o tempo que posso, e se o tempo fica bom, gosto de passear. No carro, trato de fazer uma condução sustentável, e não só pelo preço do gasóleo.

Agora no Inverno, ponho a temperatura do aquecimento a um nível agradável, mas moderado, poupando no gasto do gás. Também trato de aproveitar o calor do Sol subindo as persianas e abrindo as cortinas para aquecer o ar no interior da vivenda.

Mel, Galiza

Não compro produtos de limpeza com químicos e priorizo a limpeza com água morna e um sabão normal. Nas pequenas deslocações, vou a pé e quando não há mais remédio que ir de carro, conduzo devagarinho e com muita calma. Compro produtos com pouca embalagem e privilegio o consumo de produtos ecológicos, não concordo com os produtos transgénicos. Não imprimo quase nada e quando é irremediável, imprimo os dois lados das folhas, também faço reciclagem de papel e escrevo sempre por trás. Quando lavo as mãos, utilizo a água necessária e quando escovo os dentes, utilizo um copo de água e fecho a torneira. Não utilizo sacos de plástico. Separo o lixo doméstico. Compro unicamente as peças de roupa necessárias e quando está velha, faço panos de limpeza ou envio a roupa, e mesmo outras coisas que já não servem, ao ecoponto. Uso as escadas. Gosto de falar com as pessoas para sensibilizar sobre os problemas do ambiente. Pertenço a uma associação de educação ambiental. Adoro o turismo ecológico, em contacto com a natureza.

Charo, Lisboa

Atualmente, as pessoas gostam do consumismo, mas isto não é bom para o ambiente. Acho o consumo responsável uma boa maneira de ajudar ao ambiente. Isso é que eu faço, consumir menos e reutilizar todo quanto for possível.

Cristina Sky, São Miguel, Açores

– Produzo culturas em modo biológico no trabalho (turismo rural);

– Não passo roupa a ferro;

– Seco roupa no estendal em vez de máquina de secar 95% do tempo;

– Faço reciclagem e reutilização de materiais;

– Reutilizo sacos de plástico e faço compras com sacos de tecido meus;

– Preencho documentos via o computador em vez de papel;

– Quando utilizo papel, tento preencher todo o seu espaço;

– Bebo água de uma nascente local e evito comprar garrafas de água de plástico – utilizo um cantil;

– Pratico um combate biológico contra pragas em hortícolas, frutícolas e aromáticas;

– Consumo pouca carne (tentando ser vegan);

– Alerto autoridades sobre crimes ambientais que tenha conhecimento;

– Tento aprender e partilhar ideias sobre viver sustentável e “eco-friendly”.

José Monteiro, Algés

Ando  o mais possível de comboio e metropolitano. Tenho painel solar para aguas quentes de utilização doméstica desde 1985. Quando uso o carro, consumo GPL (menos poluente e mais barato). Porque não são uilizados os meios de comunicação social, acessíveis à grande maioria dos portugueses, para difundir o escândalo do lobby das empresas importadoras e dirtribuidoras de combustíveis fósseis em Portugal? Haveria assim maior protecção do ambiente!…