A Internet será como não a imaginamos

Joana Gorjão Henriques, jornalista

A propósito do lançamento do novo site do PÚBLICO, no próximo dia 22, entrevistámos cinco especialistas para fazer um balanço e tentar perspectivar tendências sobre a Internet. Vamos publicar uma dessas entrevistas por dia – e um texto na revista 2 que faz o balanço.

Jeff Jarvis defende que devemos tornar público o que muitos consideram privado (foto: Daniel Rocha)

Em pouco mais de 20 anos, deixámos de escrever à mão, passámos a procurar toda e qualquer informação online, começámos a partilhar a nossa vida nas redes sociais. Não sabemos viver sem estar ligados à Internet e os avanços foram de tal maneira rápidos e avassaladores que estão a levar indústrias ao fundo.

A propósito do lançamento do novo site do PÚBLICO, entrevistámos cinco especialistas que trabalham nos Estados Unidos para fazer um balanço e tentar perspectivar tendências sobre a Internet. Vamos publicar uma dessas entrevistas por dia a partir de quinta-feira – e, no final, um texto na revista 2 que faz o balanço.

Começamos a série com Clay Shirky, que escreveu Eles Vêm aí: o Poder de Organizar sem Organizações (de 2008, em Portugal editado pela Actual Editora) e Cognitive Surplus: Creativity and Generosity in a Connected Age (2010). É professor na New York University (NYU) e analisa a forma como a Internet se transformou num meio de conversa e de organização de grupos.

No dia seguinte, falamos com o guru Jeff Jarvis, autor de O Que Faria o Google? (Gestão Plus, 2010), Public Parts: How Sharing in the Digital Age Improves the Way We Work and Live (2011), director do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism na CUNY (City University of New York) e consultor de várias empresas de media – ele é um dos defensores da ideia de tornar público aquilo que muitos consideram que deve ser privado.

Depois, é a vez de Ethan Zuckerman, colaborador de vários projectos, como o MIT Center for Future Civic Media, e investigador do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard, e fundador do projecto Global Voices – um site que é uma comunidade de bloggers de todo o mundo e que se afirmou como uma fonte de informação alternativa.

A seguir, entrevistamos o bielorrusso Evgueny Morozov, que está neste momento a terminar um livro, com o título provisório Silicon Democracy, depois de defender que a Internet ajuda os regimes autoritários em The Net Delusion: The Dark Side of Internet (2011).

Finalmente, publicamos a entrevista com Nicholas Carr, cujo livro The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains foi finalista dos prémios Pulitzer de não-ficção. Carr tem-se dedicado a estudar os efeitos perversos da Internet no nosso cérebro, analisando a forma como tem tornado o nosso pensamento mais distractivo, errático e rápido. É ainda autor do artigo Is Google making us stupid?, amplamente debatido (pode ler-se na edição online da revista The Atlantic), e dos livros de The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008) e de Does IT Matter? (2004).

Data de publicação das entrevistas no Público on-line

Dia 22, 5ª feira: Clay Shirky

Dia 23, 6ª feira: Jeff Jarvis

Dia 26, 2ª feira: Ethan Zuckerman

Dia 27, 3ª feira: Evgueny Morozov

Dia 28, 4a feira: Nicholas Carr

Nota: este domingo, dia 25, sai o texto de síntese de todas entrevistas na revista 2

Notícia actualizada a 20/11 com datas de publicação dos trabalhos

 

Camané e Mário Laginha entre as estrelas do novo site do PÚBLICO

Ricardo Rezende, realizador

Na próxima quinta-feira, dia 22 de Novembro, os leitores vão conhecer o novo site do PÚBLICO. Camané e Mário Laginha serão algumas das estrelas do nosso online. São eles que vão estrear a série Transatlântico: todos os meses um encontro, em vídeo, de Portugal com o Brasil com portugueses e/ou brasileiros em discurso directo. Nos próximos dias vamos contar aos leitores o que podem esperar do novo site. Até lá deixamos uma “canja” (como diriam os brasileiros) do que vem por aí.

Imagens de Ricardo Rezende e Joana Bourgard, a partir da conversa com Alexandra Prado Coelho

Contagem decrescente para o novo site do PÚBLICO

Simone Duarte, directora executiva Online

Na próxima quinta-feira, 22 de Novembro, os leitores vão conhecer o novo Público Online. Foi um trabalho de mais de um ano. Tudo foi pensado para tornar a experiência de quem lê o PÚBLICO digital melhor, mais fácil e mais agradável.

O novo site tem várias novidades. No design, valorizámos o essencial. Será mais claro e simples navegar. Pela primeira vez em Portugal, um jornal vai incluir os leitores na moderação de comentários.

Criámos um sistema de reputação que leva a que os leitores com melhor atitude na comunidade PÚBLICO sejam premiados ao longo de vários níveis, o mais elevado dos quais dará poder de aprovar e reprovar comentários. Queremos criar um debate mais profundo e saudável.

Os jornalistas e colunistas do PÚBLICO terão uma página com o historial dos seus artigos, um perfil e os seus contactos. Acreditamos que hoje a informação se faz em rede, não é um monólogo – é um diálogo. Queremos ser o jornal que melhor relação tem com os leitores.

Incentivamos os leitores a registarem-se no novo site. O registo é fácil, gratuito e pode ser feito através das redes sociais. Com ele, os leitores podem guardar artigos para ler mais tarde e terão uma área personalizada. Os inquéritos também terão novidades. Ao responder sim ou não, o leitor pode justificar a sua resposta que, depois, poderá ser votada pela comunidade.

A Opinião vai ganhar mais relevância e visibilidade, com uma secção própria. O Multimédia também, com mais infografias, fotografias com mais espaço e vídeos com melhor qualidade e mais fáceis de visualizar. E quem quiser pode ver tudo isto de “luz apagada”.

Além da tradicional navegação pelas secções, adoptámos a navegação por tópicos, que permite ao leitor aprofundar mais o conhecimento nos temas que lhe interessam e que estão no topo da actualidade.

Participe, registe-se. Dia 22 de Novembro, em publico.pt.

Webcomics no P3: um jornalista intergaláctico e um xerife do Barreiro

Amílcar Correia, director do P3

O P3 somos todos e todos somos P3. Até Zorg & Borges, uma “dupla de jornalistas acolhida com carinho e paciência pela redacção do P3”. É o que diz Álvaro Silveira, criador deste reality show e de um outro (“dois desenhos a conversar”). E continua: “Um é verde e veio ao abrigo de um intercâmbio intergaláctico qualquer, o outro é de Rio Tinto.” Zorg & Borges estão de segunda a sexta-feira, faça chuva ou faça sol (não temos informação quanto aos dias de nevoeiro), no Facebook do P3. E onde vocês quiserem. Mas também na nossa secção de Webcomics, onde podes acompanhar as tiras diárias desta dupla que adoptámos no P3.

Sábado é dia de descanso e ao domingo Zorg & Borges são substituídos pelo Júlio. Quem é o Júlio, mais conhecido por “Xerife”? Júlio é um jovem adulto com os dilemas comuns de “alguém que vive num país sem oportunidades”, explica o seu criador, Pedro Brito. Estamos num subúrbio de Lisboa, no Barreiro, onde Júlio se confronta com um dilema, uma escolha. Ou se mantém no limiar da criminalidade, num mundo de drogas e violência, ou abraça uma nova oportunidade, um novo futuro que se aproxima. É então que um amigo de longa data regressa à sua vida e pode pôr tudo em causa.

Estamos na “Margem Sul”, o webcomic que Pedro Brito, de 37 anos, ilustrador, autor de banda desenhada e realizador de cinema de animação partilha todos os domingos com os leitores do P3. Bem-vindos à “Margem Sul”. Bem-vindos à nossa nova secção de Webcomics.

Problema na publicação de comentários

O PÚBLICO está a mudar o sistema de gestão de conteúdos digitais. Por isso, no final de Agosto, avisámos que poderiam ocorrer erros ou problemas técnicos que afectassem o normal funcionamento do site. Aconteceu agora.

Ontem, mudámos os nossos servidores de sítio e acabámos por ficar sem acesso à plataforma de moderação de comentários. Como estes têm todos de passar pela equipa de editores de comentários, o site está sem novas participações dos leitores desde quarta-feira (4 de Outubro) à noite.

Durante a manhã estivemos a tentar resolver o problema e agora, ao início da tarde, conseguimos começar a normalizar a situação.

Pedimos desculpa por este período sem comentários – particularmente prejudicial para o debate numa manhã em que se apresentaram duas moções de censura ao Governo – e agradecemos a vossa compreensão.

A partilhar experiências com O Globo

A duas semanas do lançamento do novo site, o PÚBLICO recebeu em Lisboa o editor de imagens multiplataformas de O Globo. Ricardo Mello esteve à conversa com mais de 20 jornalistas e fotojornalistas  – e partilhou a experiência acumulada ao longo do último ano e meio na transformação de um dos maiores jornais brasileiros numa plataforma de informação multimédia.

Ricardo Mello tem a seu cargo a coordenação da equipa multimédia de O Globo, que inclui os profissionais do vídeo e da fotografia. Desde que foi chamado para o cargo, em Março do ano passado, que tem conseguido aliciar parte da equipa de fotojornalistas para colaborarem também com o vídeo. “Seis deles estão mesmo comprometidos”, afirmou. “Investem muito nisso. Eles me dizem: ‘Ricardo, estou viciado nisso.’”

Há mais a gravar. Ao todo, o jornal tem cerca de 60 fotojornalistas e muitos deles já fazem vídeo, às vezes no mesmo serviço em que também estão a fotografar. “Outras vezes saem para fazer só vídeo, ou vão para fotografar e acabam por fazer vídeo também”, contou. Ricardo Mello percebe bem por que o fazem. É que também ele, fotógrafo de formação e declarado seguidor da escola Cartier-Bresson (fotógrafo de referência e um dos fundadores da agência Magnum), se confessa “viciado” nas narrativas que consegue construir com o vídeo.

Com os fotógrafos a fazer vídeos, as transformações no Globo não se prendem apenas com o site, mas com o modo de funcionamento de toda a redacção. Os fotojornalistas deixaram de fazer “bonecos” (retratos de protagonistas de pequenas histórias) e fachadas de edifícios. Ricardo Mello explicou que, com o novo projecto multimédia, os fotojornalistas passaram a andar cada vez mais à procura de expressões, de ambiente, de contexto.

Mais: há “uma tendência” para que os fotojornalistas mais novos tenham já no seu portefólio trabalhos em vídeo. É essa a experiência do editor brasileiro, que continua a trabalhar com quem prefere continuar a fazer só fotografia. “Respeitamos os que querem manter-se apenas como fotógrafos. Alguns dos melhores fotógrafos do Globo não fazem vídeo. Mas isso está a mudar”, disse. Para Ricardo Mello, não se trata de uma resistência à mudança, é só uma questão de tempo até que o “vício” do vídeo se propague.

Esta troca de experiências aconteceu nas vésperas do lançamento do novo site do PÚBLICO, que dará aos leitores um acesso mais directo aos trabalhos multimédia. A navegação por vídeos, fotogalerias e infografias – que terão uma presença transversal no site, com destaque idêntico ao de qualquer outro artigo – poderá ser feita a partir da homepage, das páginas de secção e do interior das notícias, assim como de todas as páginas do site. Na página da secção multimédia, será possível “apagar a luz” para ver os vídeos em “modo cinema”.

Ricardo Mello interrompeu as férias para conversar com os jornalistas e fotojornalistas do PÚBLICO (foto: Enric Vives-Rubio)

Texto alterado às 10h26 de 21 de Setembro: corrigido o segundo parágrafo

O PÚBLICO e os leitores: quer partilhar a sua história?

Capa de um dos muitos números zero do PÚBLICO

O Público Online vai lançar o novo site em Outubro. Desafiamos os leitores a partilharem testemunhos que envolvam o PÚBLICO, qualquer que seja a plataforma em que é lido.

O que é que o PÚBLICO representa para si? Quais os seus hábitos de leitura? Houve alguma notícia que o marcou de forma relevante? Houve alguma história que tenha mudado a sua vida? Seleccionaremos alguns depoimentos que serão gravados em vídeo e publicados no relançamento do site.
Envie-nos um breve resumo do seu testemunho juntamente com o seu contacto telefónico através deste email.

Que o P3 esteja sempre contigo

Amílcar Correia, director do P3

P3 já tem 50 mil seguidores no Facebook e lança aplicação para iPhone

Acabámos de atingir os 50 mil seguidores no Facebook e de lançar uma aplicação para iPhone. Desde o lançamento do site, o mais recente do PÚBLICO, que procuramos ter uma presença constante e uma linguagem própria nas redes sociais: estamos no Facebook, Twitter, YouTube, Vimeo e fomos pioneiros no Instagram.

No fundo, estamos presentes nas mesmas redes que os nossos utilizadores, porque acreditamos que o que conta é o modo como a informação é distribuída. Ultrapassar os 50 mil seguidores no Facebook, quando ainda nem temos um ano de actividade, é a melhor prenda de aniversário que poderíamos receber. Já agora, fazemos anos no sábado, 22 de Setembro. Não te esqueças.

Tal como os nossos utilizadores, que nos ajudam a construir, diariamente, este projecto de jornalismo crowdsourcing, mantemos o nosso inconformismo e desejo constante de fazer mais e melhor. Acabámos de lançar uma aplicação para iPhone para quem nos quiser ler no seu smartphone, que já está disponível, gratuitamente, na App Store.

A aplicação permite navegar pelas três secções do P3 (Cultura, Actualidade e Vícios) ou por cada uma das suas 21 subsecções. Podes aceder a galerias de fotografia e ilustração, guardar as notícias mais interessantes para ler mais tarde e, claro, partilhar por email, Twitter ou Facebook. Ou não fosse essa uma das nossas palavras favoritas. Desfrutem. Estamos na era da partilha. Que o P3 esteja sempre contigo.

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Hugo Torres, jornalista e gestor de comunidades

Há exactamente três semanas, demos conta de que o PÚBLICO está a mudar uma parte fundamental, mas invisível, da sua edição online – o sistema de gestão de conteúdos digitais. A nova ferramenta, que demorou meses a construir, começou a ser usada no início de Agosto, de forma experimental, por alguns elementos da redacção.

Com a chegada de Setembro, e o lançamento do novo site a aproximar-se, o número de pessoas a utilizar o jovem sistema de gestão de conteúdos passará a ser muito maior: da dúzia de pessoas que o testou passar-se-á progressivamente a cerca de 150, com necessidades diferentes e hábitos muito enraizados (o velho sistema tem 12 anos), que muitas vezes terão de ser ajustados ao ritmo das notícias – ao minuto.

Mas a troca implica mais do que uma troca de hábitos: este será o verdadeiro teste ao novo sistema, que certamente será confrontado com situações imprevistas. Resultado? É possível que, nos tempos mais próximos, os leitores identifiquem erros indesejáveis, que lhes afectam a navegação. Quando isso acontecer, pedimos duas coisas: paciência e ajuda.

No caso, ajudar significa que gostaríamos que nos dessem conta de qualquer erro com que se confrontem no site. Pode ser o famoso erro 404, uma notícia fora do sítio ou outra falha qualquer. Ficamos à espera deles na caixa de comentários deste post. Esperamos que sejam poucos.