Acesso à informação no novo site “será mais fácil e rápido”

Hugo Torres, jornalista

O PÚBLICO está a trabalhar numa nova versão do site. Porquê? Porque “o design actual já não responde às necessidades dos nossos leitores, que se tornaram cada vez mais exigentes”, explica a webdesigner Andrea Espadinha. “O conteúdo parece forçado a caber num espaço não estruturado, a página é muito poluída, não existe hierarquia e há pouca interacção com o leitor.”

O diagnóstico é o ponto de partida para as “inúmeras mudanças” que vão ser postas em prática até Setembro, que é o mês em que o novo site estará em linha. Andrea Espadinha adianta, ao PÚBLICO Lab, que “o novo design é harmonioso, clean, organizado e bem construído”. “Estamos a evoluir para um design moderno, utilizando melhores práticas e tendências”, diz.

Um dos principais desafios na construção do novo site “passa pela organização dos conteúdos, pela estruturação das áreas”, de forma a “facilitar o acesso e dar resposta às buscas dos leitores”. Os “menus extensos” acabam. “Vamos organizar conteúdos e ‘limpar’ os espaços, o acesso à informação será mais fácil e rápido, talvez até intuitivo”, acrescenta Andrea Espadinha.

O impacto visual “será grande”, revela a webdesigner – “mas mudar para melhor todos queremos”. “A arrumação será diferente da actual, será organizada e coerente. Tudo estará no seu devido lugar, o que tornará toda a informação mais fácil de encontrar. Terá mais hierarquia, pesquisa visível, barra de navegação mais clara, navegação por conteúdo, mais destaques para a multimédia e uma identidade definida.”

Uma das mudanças mais significativas tem que ver com os sites-satélite do PÚBLICO – ípsilon, Fugas, Life&Style, P3, Cinecartaz e Guia do Lazer –, que terão um novo esquema de destaque na homepage. A nova primeira página “terá uma flexibilidade que a actual não tem”, adianta Andrea Espadinha, o que permitirá “puxar” para o primeiro ecrã os assuntos de maior importância dos sites-satélite.

A “flexibilidade” da página é, junto com a hierarquia da informação e a navegabilidade, uma preocupação permanente no trabalho da equipa de webdesigners do PÚBLICO. Mas não é só: a interactividade também terá direito a um upgrade. “Surgirão novas formas de interacção – inquéritos, comentários, etc.”, conta. O nosso foco é melhorar a relação com os leitores e criar novas zonas de discussões que despertem o interesse.”

A webdesigner Andrea Espadinha (foto: Daniel Rocha)

3 comentários a Acesso à informação no novo site “será mais fácil e rápido”

  1. Viva!

    Como estão a trabalhar no novo site aproveito para referir três aspectos que gostaria de ver focados:

    * O primeiro é uma coisa menor, se dermos um clique num link com o botão do meio do rato, deve-se abrir uma nova tab com o conteúdo do link. Actualmente, pelo menos no linux usando quer o Chrome, quer o Firefox, esta “feature” não funciona. Imagino que o evento seja apanhado por algum Javascript (não me dei ao trabalho de ir à procura). Isto dá-me cabo do “workflow”!

    * O segundo aspecto que gostaria de focar tem a ver com o próprio modo de edição do site, actualmente quando actualizam uma notícia, fazem-no no mesmo artigo, ou seja não há possibilidade de ir ver qual o conteúdo anterior da notícia. Eu gostaria de pensar nas versões on-line dos jornais com tanta seriedade como encaramos as versões impressas. Assim seria bom duplicar simplesmente o artigo, sempre que este fosse modificado, depois de ter sido tornado público (os recursos a mais que isto exige são diminutos);

    * Finalmente, há a questão da busca. À primeira vista parece que fazem uma busca booleana simples, seria interessante fazer pelo menos o “stemming” dos termos de busca e idealmente fazer uma busca probabilística. Além disso, esta busca devia ser feita sobre o arquivo completo do jornal. Neste momento, on-line, temos talvez uns 12 anos de artigos. É claro que não espero que esta seja uma opção grátis, penso que seria razoável fazer como o NYT (disponível para assinantes).

    Resta-me agradecer o vosso trabalho e desejar que o novo site seja pelo menos tão bom como o actual!

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  2. Olá, Sandra.

    O nosso objectivo é melhorar. Quando o site actual foi lançado respondia às necessidades pretendidas na altura. Entretanto, foi sendo transformado aos poucos e, agora, há novos conceitos de navegabilidade e de arrumação do espaço. Logo, estamos a estudar novas práticas com base nas novas tendências que vão surgindo no Webdesign.

    Nos últimos anos, a explosão dos novos medias — particularmente a Internet — causou novas ansiedades, tornou-nos mais conscientes. Deixou de ser apenas um motor de busca, para ser uma plataforma responsável que se adequa aos seus formatos e aos seus próprios leitores.

    Com o número crescente de pessoas que usam o nosso website, não se pode estagnar, a tecnologia não pára de avançar e nós temos de acompanhar.

    É comum dizer que as pessoas são resistentes à mudança. Mas com a tecnologia, facilmente nos adaptamos. Há que ter uma atitude saudável perante a mudança e isso é possível quando entendemos o seu raciocínio, quando entendemos que existe um “porquê, uma razão de ser” que a provoca . Nunca nos podemos esquecer que nada na tecnologia muda por conta própria. Algo aconteceu para inspirar ou exigir uma mudança. A evolução, nós.

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  3. se o site que actualmente têm não está estruturado e está mal construído, como diz a webdesigner, porque o lançaram? não foram vocês que o fizeram?? …não entendo

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