Dias de festa e alegria

NOTA DE ABERTURA

Dias de festa e alegria

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conseguiu “inundar” o país num clima de festa e alegria com os actos da sua investidura como novo Presidente da República. Com um sucesso espontâneo, fácil e sincero. Tudo foi calculado pela sua inegável inteligência e conhecimento que tem dos terrenos que pisa. Foi uma “lufada de ar fresco”, em cerimónias, habitualmente “pesadas”, que afastam a simplicidade do povo e se tornam anacrónicas.

Agora, obviamente, a festa acabou. E, ao entrar, hoje, no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, sabe que começa a verdadeira vida e laboriosa actividade de um Presidente, cujos tempos serão difíceis. Portugal, por força da conjuntura externa e interna, vive uma situação de equilíbrio instável. Periclitante.

A comunicação social e o PÚBLICO, claro está, fizeram eco desse sentimento de festa. A actividade política não é para ser vivida debaixo de um clima de ameaças, de aterrorizações e só à espera que a gerigonça caia.

A festa não “fabrica” a unanimidade ou unanimismos falsos. Alguns comentadores admiraram-se por nem BE, PCP E BEV terem aplaudido o discurso do Presidente. Só me admiro é desses comentários. Parecem não ter ainda percebido a questão de fundo: o direito de reserva desses partidos é coerente. Vamos par um futuro com muitas incógnitas

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