A política no radar dos «media»

A Política no radar dos media
Toda a comunicação é eminentemente política. Qualquer mensagem na boca de um político tem uma implicação política. E por mais diverso ou divergente que seja o desbobinar do discurso de um político soma sempre efeitos cumulativos. Os políticos, hoje, em contínuo contacto com os media, aliás o que acontece por obstinação mútua, não têm por isso direito a ser inocentes. Nem se compreende como alguns, por impreparação ou inqualificável improvisação repentista, estão convencidos de que neste enredo das palavras que fazem desfilar correntemente através dos media é possível vir a «iludir» os efeitos das suas frases. Há, aqui, um duplo efeito, qual deles o mais implicativo. Primeiro dizem. Depois redizem ou até desdizem. Apelam ao contexto e forçam retorquir a interpretação que os media ou esse contingente enorme dos comentadores «espalharam». Algumas vezes aparecem a reagir maldispostos e irritados, o que, de algum modo, reflecte a versão de que «fazer o mal e a caramunha» só agrava a situação.
É evidente que, nesta era intrinsecamente comunicacional, os media «estão sempre lá» e um político não goza de tréguas. Ele está sempre a falar sob o eco de microfones ou câmaras, visíveis ou ocultos. É verdade que, por vezes, os media actuam como autênticos «predadores». Mas será possível imaginar que, hoje, algum político não tem consciência da arena onde desenvolve a sua actividade? Ou será que ignoram que na «bagagem» da sua preparação é primordial saber lidar com a comunicação social? Toda a comunicação é política.
Esta semana foi um desfiladeiro de má comunicação política. Na oposição e nos situacionistas. Nos actores responsáveis da cena política.

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