A propósito da guerra dos drones: equívocos sobre o conceito de plágio

(Crónica da edição de 16 de Dezembro de 2012)

 

Recebi da leitora Bárbara Salta, que se apresenta como especialmente interessada, “por motivos de índole académica”, em “assuntos militares e de geopolítica”, uma reclamação invulgar. A leitora considera que um extenso artigo publicado neste jornal no passado dia 18 de Novembro — “A guerra dos drones parece um jogo, mas é mais suja do que se pensa”, da autoria do jornalista Alexandre Martins — não passa de “uma duplicação, algo absurda”, de uma outra peça, igualmente dada à estampa no PÚBLICO (no extinto caderno P2). Esse texto anterior, intitulado simplesmente “A guerra dos drones“, foi assinado, a 15 de Fevereiro deste ano, por Gustavo Sampaio, que, segundo informação da direcção editorial, se encontrava então na redacção como estagiário.

A essa alegada duplicação chama Bárbara Salta “um logro”. “Enquanto leitora assídua de jornais e revistas”, escreve, “já tinha uma noção do efeito de ‘canibalização’ entre diferentes órgãos de comunicação social (jornais de maior tiragem que pegam em notícias de jornais de menor tiragem e os republicam, ligeiramente alterados, como se fossem inéditos e da sua autoria; ou o exemplo mais recorrente das estações de televisão que pegam em notícias dos jornais, acrescentam-lhes algumas filmagens e as apresentam como se fossem suas, sem citar a fonte original), mas nunca me tinha apercebido de que também já se faz ‘canibalização’ entre colegas de trabalho do mesmo órgão de comunicação social”.

Em defesa da sua tese, a leitora considera “lamentável” que “o jornalista Alexandre Martins, abordando o mesmo tema, não consiga acrescentar nada de novo, nada de inédito, nada de original, destacando no seu texto, logo no primeiro parágrafo, a mesmíssima conferência proferida por P.W. Singer [cientista político norte-americano] que já tinha sido referida e explanada no artigo de Fevereiro de 2012, em certos momentos copiando integralmente frases do outro artigo (e traduções livres realizadas pelo outro jornalista), apresentando os mesmos dados estatísticos, replicando as mesmas ideias, utilizando os mesmos termos”. Conclui que a publicação do seu texto se encontra “no limiar do plágio”.

É uma acusação grave e, na minha opinião, errada e injusta. Errada no plano dos factos, injusta no que se refere aos valores profissionais e éticos que estão em causa. Pode naturalmente compreender-se que uma leitora que afirma ser uma estudiosa do tema tratado nos dois artigos que refere sinta que o texto mais recente não lhe trouxe “nada de novo” (o que poderia ter acontecido já com o primeiro). Contudo, nem essa conclusão poderá ser generalizada ao conjunto dos leitores, nem este caso particular é diferente do de muitos outros artigos jornalísticos que divulgam com alguma profundidade informações que poderão não trazer “nada de novo” a quem possua um conhecimento especializado da temática abordada. Garantir essa divulgação a uma audiência mais vasta, por razões de actualidade e interesse geral, é mesmo uma das missões fundamentais do bom jornalismo, e é pelo rigor e qualidade com que o faça que deve ser avaliado.

Reli com atenção os dois artigos que deram origem à crítica desta leitora, e o mesmo poderá fazer qualquer pessoa interessada, consultando os arquivos do PÚBLICO. Concluí que se trata, em ambos os casos, de peças jornalísticas de boa qualidade, esclarecedoras, bem documentadas e bem redigidas. Têm em comum muita informação de contexto, como seria de esperar, já que abordam a mesma realidade: a crescente utilização pelas forças norte-americanas de aeronaves não tripuladas (os drones) como instrumentos de ataque militar, nomeadamente com vista ao assassínio selectivo (mas geralmente acompanhado de baixas civis) de combatentes taliban e da Al-Qaeda nas zonas tribais do Paquistão, bem como o intenso debate político e ético que este tipo de guerra robótica tem gerado.

Os jornais regressam aos temas em função de critérios de actualidade, e se os elementos de contextualização estão correctos, podem e devem ser repetidos e actualizados, como aconteceu neste caso, sem que isso signifique qualquer apropriação indevida de trabalho alheio: uma redacção é uma equipa, e a sua memória um bem colectivo.

Na verdade, como resulta da sua leitura, as duas peças sobre os drones, separadas entre si por uma distância temporal considerável, partem de motivos diferentes de oportunidade editorial e assumem ângulos de abordagem igualmente distintos. Enquanto o artigo de Gustavo Sampaio aprofunda e completa notícias dos dias anteriores sobre operações de ataque por controlo remoto, que visaram um campo de treino islamista e a eliminação de um chefe operacional da Al-Qaeda, e descreve principalmente a evolução tecnológica deste tipo de armas e as suas implicações militares e políticas, o texto de Alexandre Martins tem por pano de fundo o avolumar da polémica, nos Estados Unidos mas também na Europa, sobre a eficácia e a legitimidade do uso destas armas, e coloca a ênfase no debate sobre o número de vítimas civis que tem provocado, crescentemente escrutinado por organizações independentes, e nas primeiras iniciativas para tentar abrir caminho à proibição da utilização letal desses aparelhos por países da União Europeia — diligências em que se envolveram, entre outros, dois eurodeputados portugueses (Rui Tavares e Ana Gomes).

Além de ignorar estas diferenças, a leitora precipitou-se ao recorrer, na sua reclamação, a argumentos que não resistem à prova dos factos. Não é verdade que no artigo de Novembro se “[copiem] integralmente frases” constantes do texto de Fevereiro, ou se “[apresentem] os mesmos dados estatísticos”. Acresce que, no essencial, são diferentes as fontes consultadas e citadas. A única coincidência textual, salvo ligeiras diferenças de tradução, encontra-se numa citação de Peter Singer (melhor, de um dos militares por ele ouvidos para uma investigação sobre a experiência dos operadores dos drones), e compreende-se que assim seja: trata-se de uma descrição particularmente impressiva deste tipo de guerra virtual (virtual para os atacantes, naturalmente), que tem sido reproduzida um pouco por todo o lado em artigos sobre este tema.

Falando numa conferência, há três anos, o cientista norte-americano (não confundir com o filósofo australiano do mesmo nome), citou a seguinte declaração de um militar que pilotou drones sobre território do Iraque a partir do seu “cubículo” numa base situada no Nevada: “Estamos na guerra durante 12 horas. Disparamos armas contra alvos, damos instruções para matar combatentes inimigos. Depois entramos no carro e vamos para casa. Vinte minutos depois, estamos sentados à mesa do jantar, a falar com os filhos sobre os trabalhos de casa deles”.

A este respeito, o jornalista Alexandre Martins — que me fez chegar uma explicação clara e consistente em resposta às críticas da leitora  — considera que “deveria ter feito referência” no seu artigo ao texto de Gustavo Sampaio, por ter sido através dele que tomou conhecimento, pela primeira vez, da referida conferência de Peter Singer, que no entanto consultou depois na íntegra. “Teria sido mais transparente”, escreve, e eu só posso louvar o escrúpulo.

Quanto ao resto, não vislumbro qualquer “duplicação” ou sombra de plágio no seu trabalho. Numa nota que me enviou a respeito deste caso, o director adjunto do PÚBLICO Miguel Gaspar sublinha que entre os dois textos “há alguns elementos de background que são comuns, mas cujo uso é justificado, uma vez que sem eles o leitor não teria o enquadramento necessário do fenómeno”. Esse enquadramento, acrescenta, e eu subscrevo, “é muitas vezes subestimado pelos jornalistas, e a repetição de elementos-chave em diferentes textos, com essa finalidade, ajuda o leitor”.

Bárbara Salta descreve com razão alguns exemplos do que chama “canibalização” jornalística entre diferentes órgãos de comunicação social. O conceito, porém, não se aplica ao trabalho do PÚBLICO sobre os drones. A acusação de plágio, já o escrevi, é das mais graves que se podem fazer a um jornalista, e não deve ser banalizada. A sugestão de que um texto se encontra “no limiar do plágio” quando o que está em causa é a repetição útil e nem sequer literal de elementos de contextualização, actualizados quando necessário, não tem fundamento. Confunde com um vício o que deve ser visto como uma virtude jornalística.

José Queirós

 

 

 

Documentação complementar

 

Carta da leitora Bárbara Salta

Por motivos de índole académica interesso-me bastante por assuntos militares e de geopolítica. Nesse sentido foi com agrado que, ao abrir o jornal “Público” de hoje, me deparei com um artigo intitulado “A guerra dos drones parece um jogo, mas é mais suja do que se pensa”, assinada por Alexandre Martins, com direito a chamada de destaque na primeira página. Qual não foi o meu espanto, porém, ao ler o artigo em causa, que se tratava de uma duplicação, algo absurda, de um outro artigo publicado no mesmo jornal “Público”, edição de 15 de Fevereiro de 2012, capa do extinto suplemento “P2”, da autoria de Gustavo Sampaio e intitulado “A guerra dos drones” (até o título é parcialmente copiado!). Eis o link: http://jornal.publico.pt/noticia/15-02-2012/a-guerra-dos-drones-23985252.htm.
Enquanto leitora assídua de jornais e revistas, já tinha uma noção do efeito de “canibalização” entre diferentes órgãos de comunicação social (jornais de maior tiragem que pegam em notícias de jornais de menor tiragem e os republicam, ligeiramente alterados, como se fossem inéditos e da sua autoria; ou o exemplo mais recorrente das estações de televisão que pegam em notícias dos jornais, acrescentam-lhes algumas filmagens e as apresentam-nas como se fossem suas, sem citar a fonte original), mas nunca me tinha apercebido de que também já se faz “canibalização” entre colegas de trabalho do mesmo órgão de comunicação social, neste caso o “Público”. O que me suscita a dúvida sobre se os editores se dão ao trabalho, sequer, de ler o próprio jornal, ou não teriam aceitado publicar dois artigos tão similares (passe o eufemismo). Ao que se acresce a constatação, lamentável, de que 9 meses depois da publicação do primeiro artigo (repito, da autoria de um colega de trabalho), o jornalista Alexandre Martins, abordando o mesmo tema, não consiga acrescentar nada de novo, nada de inédito, nada de original, destacando no seu texto, logo no primeiro parágrafo, a mesmíssima conferência proferida por P.W. Singer que já tinha sido referida e explanada no artigo de Fevereiro de 2012, em certos momentos copiando integralmente frases do outro artigo (e traduções livres realizadas pelo outro jornalista), apresentando os mesmos dados estatísticos, replicando as mesmas ideias, utilizando os mesmos termos, enfim, no limiar do plágio.
Guardei o artigo de Fevereiro, que aliás me ajudou na feitura de um trabalho académico, e fui buscá-lo para comparar com a duplicação de hoje. Conclusão: fico estupefacta com a “canibalização” dentro do próprio jornal. Um logro. É para isto que me cobram 1,60€ por um jornal que acaba por ser disponibilizado, ao fim da tarde, gratuitamente, no site? Depois admiram-se por venderem menos de 30 mil exemplares…
18 de Novembro de 2012 
Bárbara Salta
Ericeira

 

Resposta do jornalista Alexandre Martins (1)

No dia 13 de Novembro, a editora da secção Mundo pediu-me um artigo sobre o uso de drones pelos EUA, que iria ser publicado no domingo seguinte, dia 18. Por proposta minha, iria centrar o artigo na polémica sobre aquilo a que as autoridades militares e políticas norte-americanas consideram ser a eficácia destas armas na zona de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, no âmbito da chamada luta contra o terrorismo.
No fundo, a ideia era tentar perceber se esta tecnologia provoca um elevado número de vítimas civis em comparação com o discurso oficial das estruturas militares e políticas norte-americanas. Para tal, consultei vários artigos, de várias publicações; estudos universitários e de instituições especializadas nesta questão; e falei com o eurodeputado Rui Tavares.
Um dos artigos jornalísticos que consultei – e do qual nada sabia antes de ter partido para o texto que assinei – foi o artigo referido pela leitora, escrito pelo jornalista Gustavo Sampaio e publicado na edição do suplemento P2 do dia 15 de Fevereiro de 2012. Depois de ter lido nesse texto a referência à conferência do analista P. W. Singer, fui ouvi-la na íntegra, no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=M1pr683SYFk), tal como indico no texto que assinei.
Para além disso, li e citei no meu texto vários documentos que não são abordados no texto a que a leitora se refere: o relatório “Vested Interest or Moral Indecisiveness? Explaining the EU’s Silence on the US. Targeted Killing Policy in Pakistan”, do Istituto Affari Internazionali (http://www.iai.it/pdf/DocIAI/iaiwp1205.pdf); dados da New America Foundation (http://counterterrorism.newamerica.net/drones); dados do Bureau of Investigative Journalism (http://www.thebureauinvestigates.com/category/projects/drones/); dados do Long War Journal (http://www.longwarjournal.org/pakistan-strikes.php); um estudo da Columbia Law School (http://web.law.columbia.edu/human-rights-institute/counterterrorism/drone-strikes); um estudo conjunto das universidades de Stanford e de Nova Iorque (http://blogs.law.stanford.edu/newsfeed/2012/09/25/living-under-drones%E2%80%9D-new-report-issued-by-the-international-human-rights-and-conflict-resolution-clinic/); dados do Pew Research Center (http://pewresearch.org/pubs/1683/pakistan-opinion-less-concern-extremists-america-image-poor-india-threat-support-harsh-laws); e falei ao telefone com o eurodeputado Rui Tavares, co-autor de uma iniciativa no Parlamento Europeu contra o uso de drones.
Em comum, os dois textos têm a referência à palestra de P. W. Singer – que decidi incluir no meu texto por expor uma face da guerra dos drones que não está relacionada com os aspectos técnicos mas sim com as questões éticas do uso dessa tecnologia. É um facto que fiz referência à mesma palestra, mas o texto que assinei baseia-se nas consequências do uso de drones na população civil e não nas capacidades técnicas e militares dos aparelhos.
Em relação à tradução de frases de P. W. Singer – que a leitora considera ser uma cópia das traduções livres realizadas Gustavo Sampaio –, fica aqui para comparação a única declaração que surge nos dois textos, que é um testemunho citado por Singer na sua palestra:
Artigo de Gustavo Sampaio: “Vais para a guerra durante 12 horas, disparando armas contra alvos, matando combatentes inimigos, e depois entras no carro e conduzes até casa, onde dentro de 20 minutos estás sentado à mesa de jantar a conversar com os teus filhos sobre os trabalhos de casa.”
Artigo assinado por mim: “Estamos na guerra durante 12 horas. Disparamos armas contra alvos, damos instruções para matar combatentes inimigos. Depois entramos no carro e vamos para casa. Vinte minutos depois, estamos sentados à mesa do jantar, a falar com os filhos sobre os trabalhos de casa deles.”
Como considerei pertinente incluir esta declaração no meu texto, seria difícil traduzi-la de muitas outras formas, já que foram estas as palavras de P. W. Singer.
No artigo assinado por mim há outras declarações de P. W. Singer, que não foram citadas no artigo a que a leitora se refere. Mais: tentei contactar o especialista português citado no artigo assinado por Gustavo Sampaio, Bruno Cardoso Reis, e só não o citei porque me respondeu por email dias depois da publicação do artigo, mostrando-se disponível para prestar declarações, mas dizendo que estava em Londres e que não tinha conseguido responder às minhas tentativas de contacto.

Adenda:

Ambos os textos têm informação de “background” (como as declarações do conselheiro da Casa Branca, John Brennan, por exemplo), que julguei essencial para o texto que escrevi – quis, neste caso, transmitir aos leitores que a Administração Obama tinha reconhecido publicamente pela primeira vez o uso de drones em Abril deste ano, um dado importante para sublinhar o secretismo das operações. Mesmo neste caso, as citações que escolhi foram sempre recolhidas a partir da audição dessas declarações, neste caso em concreto em vídeos de conferências de imprensa disponíveis no YouTube.

6 de Dezembro de 2012
Alexandre Martins

 

Resposta do jornalista Alexandre Martins (2)

(…) Depois de ter lido a crítica da leitora – e com o passar dos dias -, fiquei convencido de que deveria ter feito referência no meu texto ao texto de Gustavo Sampaio, para esclarecer que foi nele que li pela primeira vez a referência à palestra de P. W. Singer. A omissão não foi deliberada; foi fruto de um erro de avaliação, que reconheço, por ter consultado a palestra do analista na íntegra e ter entendido, na altura, que isso não justificaria a referência, já que as declarações de P. W. Singer são públicas e não foram prestadas a Gustavo Sampaio. Entendo agora que teria sido mais transparente proceder de outra forma.
7 de Dezembro de 2012
Alexandre Martins

 

Resposta do jornalista Alexandre Martins (3)

Quero deixar um esclarecimento final, até porque na minha primeira resposta não respondi directamente a nenhuma das críticas da leitora Bárbara Salta.
1 – Julgo que o texto que escrevi acrescenta dados e apresenta algo de novo. Há referências mais detalhadas ao número de mortes resultantes de ataques com drones na fronteira do Afeganistão com o Paquistão, que – friso – era o tema que pretendia abordar.
2 – Julgo que há algo de novo no texto que escrevi – a posição da União Europeia em relação ao uso de drones, através do relatório do Istituto Affari Internazionale e de declarações do eurodeputado Rui Tavares recolhidas por mim.
3 – Julgo que há algo de original no texto que escrevi, precisamente por ter tentado perceber a posição da União Europeia sobre este assunto.
4 – Alguma da informação que incluí no meu texto serve para contextualizar: os dados sobre o reforço do uso de drones por parte da Administração Obama, a primeira referência pública ao uso de drones e outros dados teriam sido incluídos no meu texto ainda que nunca tivesse sido escrito nenhum outro texto sobre drones no PÚBLICO. Estes dados costumam ser referidos quando se escreve sobre este tema e são importantes para sublinhar a utilização cada vez mais comum desta tecnologia.
5 – A partir do momento em que decidi usar a conferência de P. W. Singer, há termos a que não é possível escapar porque são determinantes para a narrativa que tentei construir, como a ideia de “guerra de cubículo”, por exemplo.
8 de Dezembro de 2012
Alexandre Martins

 

Nota do director adjunto do PÚBLICO Miguel Gaspar

A acusação de plágio é infundada, no sentido em que cada um dos trabalhos aborda a temática dos drones a partir de ângulos diferentes. O facto de existirem elementos comuns nos textos, de diferentes naturezas, não torna os textos iguais. Foi usada uma citação comum, que o autor do segundo texto, Alexandre Martins, considerou relevante no quadro do seu trabalho. E há alguns elementos de background que são comuns, mas cujo uso é justificado, uma vez que sem eles o leitor não teria o enquadramento necessário do fenómeno. O enquadramento é muitas vezes subestimado pelos jornalistas e a repetição de elementos chave em diferentes textos com essa finalidade ajuda o leitor.
14 de Dezembro de 2012
Miguel Gaspar

 

 

 

 

 

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>