Esta ainda não é a aldeia de Astérix

(Crónica da edição de 26 de Junho de 2011)

Não sei o que pensa a generalidade dos leitores acerca da decisão tomada pelo PÚBLICO de se manter fiel às normas da ortografia tradicional. Só posso presumi-lo, sem rigor estatístico, a partir da correspondência que me é dirigida. A verdade é que não me chegam reclamações contra essa opção editorial, mas recebo, com alguma frequência, manifestações de apoio à orientação adoptada — vindas sobretudo de leitores que querem saber se o seu jornal se propõe continuar a resistir à mudança ortográfica já consumada em vários e influentes órgãos de comunicação social.

Na direcção do PÚBLICO é igualmente “empírico” — pois “nunca foi feito qualquer inquérito” — o conhecimento das preferências dos leitores sobre a adesão ou não às regras do acordo ortográfico (conhecido por AO 90) que já se encontra em vigor, embora ainda longe de uma aplicação generalizada. “Mas é sintomático” — sublinha o director adjunto Nuno Pacheco — “que todas as cartas ou mensagens que recebemos sejam contra o AO 90 e não a seu favor. Tal como é sintomático que apenas dois cronistas (Vital Moreira e Rui Tavares) tenham feito questão de escrever segundo as novas regras (o que aceitámos, referindo isso mesmo; podíamos ter recusado, mas não o fizemos porque prezamos acima de tudo a liberdade) “.

A reforçar esta percepção de que as simpatias dos leitores se inclinarão mais para a manutenção da ortografia tradicional, a mais recente tomada de posição do jornal contra o AO 90 (“Um acordo inútil”, editorial do passado dia 4) deu origem a uma torrente de muitas dezenas de mensagens de apoio, que vão da simples congratulação (“É bom poder ainda ler as notícias em português correcto” — Mafalda Amado; “Fico feliz por saber que alguém dos media não assina o novo acordo ortográfico” — Ana Maria Gonçalves) à sugestão de intervenção política (“Proporia, dentro da legislatura que se vai iniciar, uma tão rápida quanto possível revisão do acordo” — Armando Benfeito). Na sequência desse editorial, e de uma crónica de Nuno Pacheco, que a 6 de Junho criticava a primazia dada à fonética pelos defensores do acordo, o tema regressou durante uns dias ao espaço das Cartas à Directora (com um leitor a criticar os argumentos utilizados pelo PÚBLICO e outros a subscrevê-los) e ao debate nas páginas de opinião.

Na qualidade de provedor do leitor, não vejo motivo para discordar da resistência da direcção do PÚBLICO à mudança ortográfica. Mas cabe-me procurar respostas às interrogações dos leitores que manifestam inquietação pela sustentabilidade futura dessa posição, quando se aproxima — se não houver alterações de calendário — a adopção das novas regras no ensino e nos documentos oficiais.

É o caso, entre outros, do leitor Rui Valente, que já em Março passado escrevia: “Com a adesão da RTP à televisão em ‘dirêto’, estamos cada vez mais cercados por este disparate nacional que dá pelo nome de AO 90. Sendo que a política do PÚBLICO face ao acordo, expressa em editorial, é a de que este não será aplicado enquanto tal for possível, receio que também o PÚBLICO possa, um dia, entender que ‘já não é possível’ continuar a escrever como escreve. Imagine-se um cenário (longínquo, esperamos) em que já toda a comunicação social aderiu ao acordo, a nova norma é ensinada nas escolas, toda a comunicação oficial é feita pelas novas regras e as agências publicitárias (e respectivos outdoors nas ruas) cumprem também o AO 90. Não seria de estranhar que, num cenário assim, o PÚBLICO, para evitar o arrastar da coexistência entre duas grafias, reconsiderasse a sua posição”. Sugeria este leitor que, “antes de chegarmos a esse cenário”, o jornal encarasse a possibilidade de “assumir uma posição combativa”, fazendo sua, ou pelo menos divulgando-a, a causa dos que se opõem ao AO 90, apoiando nomeadamente “um movimento [em curso] para lançar uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos na Assembleia da República, com vista à revogação do actual acordo”.

Recentemente, o mesmo leitor lançou um novo desafio: “Gostaria de ver o ‘meu’ jornal renovar o propósito enunciado” em Dezembro de 2009 (quando o PÚBLICO revelou que não iria adoptar a nova grafia), ” mas gostaria ainda mais de o ver ir mais longe, proclamando uma recusa simples, mas liminar, inequívoca e sem prazo do AO 90″. Tendo o compromisso inicial sido reafirmado na edição de 4 de Junho — em que se sugeria mesmo o “corajoso abandono” do acordo —, quis saber se a direcção editorial considerava sustentável manter essa posição face à prevista generalização da nova ortografia e, nomeadamente, à sua anunciada introdução nas escolas no próximo ano lectivo.

Recebi uma resposta clara. “Sim. Porque achamos que ainda é possível inviabilizar o acordo” — afirma Nuno Pacheco, para quem “a forma como tal adesão se fez (contornando o texto inicial do próprio acordo, que obrigava ‘à ratificação de todos os Estados’ para avançar, o que não sucedeu) mostra bem como o processo foi sobretudo político e não linguístico/científico”. “Os muitos argumentos denunciando as suas incongruências bastarão” — acredita — “para reavaliá-lo”.

Solicitado a explicitar melhor o sentido da posição anteriormente divulgada (“no espaço noticioso, o jornal mantém como regra não acatar tal acordo enquanto tal for legalmente possível”), escreve o director adjunto do PÚBLICO: “O ‘legalmente possível’ refere-se à ameaça, velada, de que o AO 90 terá forma de lei dentro de três anos, coisa que não lembrou a ninguém, nunca, em matéria de ortografia, mas que os defensores do AO brandem, à falta de argumentos consistentes (…). É o argumento da autoridade contra o argumento da razão. Haverá multas? Processos judiciais? Não se sabe. Daí o ‘legalmente possível’, embora a nossa determinação seja mantê-lo para sempre, porque achamos que só isso faz sentido”.

Quanto à posição mais “combativa” sugerida por Rui Valente, o mesmo responsável editorial manifesta reservas: “O PÚBLICO perderá crédito se, neste campo, se substituir à sociedade civil, assumindo qualquer proselitismo na matéria e tornando-se uma espécie de ‘jornal de combate’ anti-acordo. Mas do ponto de vista editorial bater-se-á por isso, claro, no espaço de opinião, abrindo as suas páginas ao debate necessário. E às iniciativas que forem tendo lugar na sociedade civil, onde o caso deverá resolver-se”.

Fica assim mais clara a doutrina do jornal nesta matéria, e aparentemente a contento dos leitores que têm manifestado apreensão face a um eventual recuo na “determinação” anunciada. Poderá dizer-se que as incógnitas de natureza legal referidas por Nuno Pacheco deixam ainda a sombra de uma dúvida, e que essa é uma dúvida inevitável. E também não me parece possível predizer o que acontecerá se, em vez da inviabilização do AO 90 desejada pela direcção do PÚBLICO — ou de uma larga frente de “objecção de consciência” à sua efectiva aplicação — , se vier a assistir, a prazo, à adopção generalizada da nova ortografia na educação, na edição, na comunicação, dando lugar a um cenário tipo “aldeia de Astérix”, como o antecipado por Rui Valente quando escreve: “A isto se resume o meu desafio ao PÚBLICO: se a minha língua não pode ser preservada no meu país, que o seja ao menos num jornal do meu país”.

Num tal cenário, seria avisado conhecer com o rigor possível o que pensa a generalidade dos leitores do PÚBLICO. O que é mais uma razão para manter o debate vivo nas páginas do jornal.

 

Prevenir a asneira

Mais importante do que a alteração ou não das normas ortográficas referidas no texto acima é o respeito pela correcção da ortografia adoptada e, em geral, pela regras do português escrito. Temo que os responsáveis editoriais do PÚBLICO não avaliem em toda a sua extensão o desconforto, quando não a indignação, que os erros de escrita suscitam entre os seus leitores. E suspeito que muitos jornalistas tenderão a desvalorizar o descrédito que, para a imagem de um jornal de qualidade, resulta de certos “erros de cabo de esquadra” (retiro a expressão de uma mensagem do leitor José Mário Costa). Essa indiferença não é partilhada pelos leitores, que fazem da crítica aos desmandos na escrita um tema dominante das suas queixas.

Não vou repetir aqui os maus exemplos a que aludi numa crónica recente, mas registo o caso que, nas últimas semanas, deu origem a uma maior chuva de reclamações. Foi quando, a 29 de Maio, em plena campanha eleitoral — e em plena terceira página, “uma das mais importantes do jornal”, como bem sublinha o leitor Rui Monteiro —, se pôde ler, nos caracteres grossos da entrada de uma reportagem sobre o desempenho de candidatos pelo círculo de Braga, que “[ António José] Seguro houve e cala“.

Mais do que um leitor sugeriu que o jornalista que assinava a peça deveria “voltar à escola”. O que, no caso concreto, é provavelmente injusto. Como já expliquei neste espaço, títulos e entradas não são, geralmente, da responsabilidade dos repórteres no terreno. E a leitura da peça em questão mostra que quem a redigiu conhece a grafia do verbo “ouvir”.

Também já aqui referi, quando abordei o problema das deficiências de revisão no PÚBLICO, que é frequente algumas páginas — como as do destaque do dia — não passarem pelo crivo da equipa de revisão, devido ao seu fecho mais tardio. É isso que explicará, aliás, a sensação de que alguns erros mais gritantes ocorrem precisamente onde são mais visíveis: nas páginas mais nobres do jornal, e nos seus títulos, entradas ou legendas.

Desconhecendo o que se passou neste caso, verifico no entanto que ele reforça a ideia de que a responsabilidade por erros tão inaceitáveis como este deve ser assacada, em primeira linha, a responsáveis editoriais pelo fecho do jornal. O que é grave e recomenda medidas urgentes para prevenir a asneira.

José Queirós

 

 

Documentação complementar

Carta do leitor Rui Valente

Escrevi há tempos ao Público, abordando a possibilidade de o jornal assumir, em defesa da Língua Portuguesa, uma posição mais combativa contra o Acordo Ortográfico de [ver carta publicada neste blogue a 25 de Março passado]. Devo dizer que não escrevi para mais nenhum jornal. Há outras publicações que não adoptaram o AO90, mas confesso desconhecer as suas razões. Tanto quanto sei, pode até acontecer que o Correio da Manhã ou o Diário de Notícias estejam a favor do AO, e só não o aplicaram ainda por mera falta de tempo. O Público, sendo o “meu” jornal, é o único cuja realidade conheço melhor: sei que não adoptou o AO90 porque não o aprova e não o aplicará “enquanto tal for possível”. Além disso, abriu um espaço de opinião onde autores como Francisco Miguel Valada, entre outros, dissecaram até à exaustão o absurdo deste Acordo. Sucede, porém, que o tempo corre a favor dos acordistas. Foi em Dezembro de 2009 que o Público tornou clara a sua posição. Desde então, imposto à força de decreto, o Acordo foi adoptado pela televisão estatal, por outras publicações periódicas e, naturalmente, pelas editoras, que garantiram com o AO90 a obsolescência instantânea de toneladas de livros escolares e puseram em marcha a impressão de novos e “atualizados” manuais. Ao longo dos últimos quinze meses o cerco apertou-se. E creio que uma posição como a que então foi tomada já não seja suficiente. Receio que, nos tempos que correm, dizer que não se adoptará o acordo “enquanto tal for possível” apenas faça do Público um “sitting duck“, à espera que o AO90 se torne uma inevitabilidade. Enquanto leitor, gostaria de ver o “meu” jornal renovar o propósito enunciado há quinze meses. Mas gostaria ainda mais de o ver ir mais longe, proclamando uma recusa simples, mas liminar, inequívoca e sem prazo do AO90. Só assim poderia o Público estabelecer uma verdadeira posição de ruptura com o actual statu quo acordista. Só assim poderia o Público ir ao encontro de milhares de portugueses que decidiram, no seu íntimo, não adoptar o AO90 – ainda que muitos acreditem, na sua inocência, que quem fez este Acordo certamente saberia o que estava a fazer. Mas, acima de tudo, só assim poderia o Público dar um contributo decisivo para a defesa da Língua Portuguesa enquanto património linguístico, histórico e universal. Não resisto a citar uma crónica de Diogo Mainardi a propósito do Acordo Ortográfico: “Eu entendo perfeitamente o empenho dos brasileiros em deslatinizar a língua escrita. De certo modo, o latim representa tudo o que rejeitamos: os valores morais, o rigor poético, o conhecimento científico, o respeito às leis, a simetria das formas, o pensamento filosófico, a harmonia com o passado, o estudo religioso. Ele encarna todos os conceitos da cultura ocidental que conseguimos abandonar. Eliminando o C e o P de certas palavras, Portugal poderá se desgrudar da Europa e ancorar na terra dos tupinambás.” Diogo Mainardi estará talvez nos antípodas das minhas opções políticas mas não é possível negar a sua enorme capacidade intelectual e a acutilância do seu espírito crítico (vale a pena ler o artigo na íntegra http://veja.abril.com.br/081008/mainardi.shtml). O Brasil já eliminou há muito o C e o P de certas palavras. Se as eliminarmos também no chamado Português Europeu a Língua Portuguesa, como um todo, perde diversidade, que é talvez a sua maior riqueza, e perde uma parte crucial da sua dimensão histórica. Essa diversidade devia ser preservada, em especial num país como Portugal, cuja oralidade irá sofrer com o enxerto frankensteiniano da ortografia brasileira – que é, grosso modo, o que se preconiza no AO90. E a isto se resume, portanto, o meu desafio ao Público: se a minha Língua não pode ser preservada no meu país, que o seja ao menos num Jornal do meu país.
15 de Maio de 2011
Rui Valente
Coimbra

Perguntas dirigidas à direcção do PÚBLICO

1) O A direcção considera sustentável manter a prazo a posição de não adoptar o acordo ortográfico, tendo em conta, nomeadamente a prevista adopção das novas regras na escolarização oficial?
2) Em Outubro do ano passado, numa resposta que transcrevi na minha coluna a propósito de um caso específico, dizia a direcção que, “no espaço noticioso, o jornal mantém como regra não acatar tal acordo enquanto tal for legalmente possível”. O que deve entender-se exactamente por isso?
3) Deve concluir-se que, na ausência de legislação efectiva nesse sentido, o PÚBLICO admitiria a hipótese de não alterar as regras ortográficas que segue, mesmo que a adopção das novas normas se generalizasse nos documentos oficiais, nas escolas, na comunicação social e na edição?
4) O PÚBLICO admite a hipótese (sugerida pelo leitor Rui Valente) de assumir abertamente a “causa” da oposição ao acordo, “batendo-se” pela sua eventual revogação (já sugerida no editorial de 04.06.11)?
5) Existe algum conhecimento sobre as preferências dos leitores neste domínio?
J.Q.

Respostas do director adjunto Nuno Pacheco

1) Sim. Porque achamos que ainda é possível inviabilizar o acordo. Ainda hoje, por exemplo, muita gente escreve “lobby” ou “dossier” em vez dos já aportuguesados lóbi ou dossiê (inscritos como “lei” nos Dicionários Houaiss e da Academia das Ciências) e ninguém levanta qualquer problema. Mas só é possível mudar alguma coisa desde que a sociedade civil se mobilize e desde que os políticos acolham os argumentos sensatos de quem tem denunciado, há muito, as incongruências e erros manifestos do AO 90. Recordo que foi só em 1915 que a Academia Brasileira de Letras aderiu à primeira reforma ortográfica que Portugal decretou (unilateralmente, em 1911) acabando por, quatro anos passados, em 1919, revogar essa mesma decisão. Ou seja: o Brasil aderiu e depois desligou-se. Nenhum mal veio ao mundo por causa disso. No caso presente, o do AO 90, a pressão para um acordo veio de Portugal, não do Brasil, ao contrário do que alguns pensam e defendem. O Brasil foi arrastado para a “reforma”, achou que era politicamente correcto aderir e cedeu no trema e nalgumas modificações menores (os hífens, por exemplo, que estão a ser interpretados das mais variadas maneiras, uns livros garantindo que se mantêm, outros que afinal deixam de se usar nas mesmíssimas palavras). A forma como tal adesão se fez (contornando o texto inicial do próprio acordo, que obrigava “à ratificação de todos os Estados” para avançar, o que não sucedeu) mostra bem como o processo foi sobretudo político e não linguístico/científico. E os muitos argumentos denunciando as suas incongruências bastarão para reavaliá-lo.
2) O “legalmente possível” refere-se à ameaça, velada, de que o AO 90 terá forma de lei dentro de três anos, coisa que não lembrou a ninguém, nunca, em matéria de ortografia, mas que os defensores do AO brandem, à falta de argumentos consistentes. “Está aprovado, é lei, cumpra-se e pronto”. É o argumento da autoridade contra o argumento da razão. Haverá multas? Processos judiciais? Não se sabe. Daí o “legalmente possível”, embora a nossa determinação seja mantê-lo para sempre, porque achamos que só isso faz sentido.
3) Ao longo dos anos, mesmo no acordo anterior, foi lenta a adopção das novas regras. A ortografia não é o código penal. Ainda hoje há quem escreva Eça de Queirós ou Eça de Queiroz, ou outras palavras em que, por regra, o S foi substituindo o Z. Ninguém se incomoda. E há quem ainda acentue os advérbios de modo, quando os “sábios” resolveram um dia tirar-lhes a acentuação por inteiro. Por isso, não é desadequado nem condenável escrever em português correcto (não “correto”), mesmo que possa ser considerado “antigo”.
4) O PÚBLICO perderá crédito se, neste campo, se substituir à sociedade civil, assumindo qualquer proselitismo na matéria e tornando-se uma espécie de “jornal de combate” anti-acordo. Mas do ponto de vista editorial bater-se-á por isso, claro, no espaço de opinião, abrindo as suas páginas ao debate necessário. E às iniciativas que forem tendo lugar na sociedade civil, onde o caso deverá resolver-se.
5) O conhecimento é empírico, nunca foi feito qualquer inquérito. Mas é sintomático que todas as cartas ou mensagens que recebemos sejam contra o AO 90 e não a seu favor. Tal como é sintomático que apenas dois cronistas (Vital Moreira e Rui Tavares) tenham feito questão de escrever segundo as novas regras (o que aceitámos, referindo isso mesmo; podíamos ter recusado, mas não o fizemos porque prezamos acima de tudo a liberdade.). Uma pequena nota: quando editamos textos provenientes do Brasil não mexemos na ortografia nem na construção do texto. Ninguém precisa de artifícios para ler português, seja ele escrito na variante portuguesa europeia, na brasileira ou em qualquer outra. Ora como há tantas, e ainda bem, era desnecessária mais uma, híbrida, contraditória e inconsequente: a “variável” AO 90.
15 de Junho de 2011
Nuno Pacheco

Alguns protestos de leitores contra erros na edição de 29 de Maio

Voltar à escola

Na página 2 do Público de hoje, dia 29, encontra-se em subtítulo a seguinte “pérola”: “Macedo critica Sócrates e Seguro houve e cala“. Para este tipo de erros não há corretor de texto… Talvez seja útil ao jornalista (…) voltar à escola. Porque não as “Novas Oportunidades”?
29 de Maio de 2011
Fernanda Almeida

Dinheiro de volta?

Na terceira página, uma das mais importantes do jornal, escreve-se hoje que “Seguro houve e cala“. Depois disso, esperam que leia a notícia ou devo devolver o jornal e pedir o meu dinheiro de volta?
29 de Maio de 2011
Rui Monteiro

Não há ninguém para corrigir?

Público de hoje, dia 29 de Maio, secção ” Destaque – Eleições 2011″ página 3 (…), pós-título: “Seguro e Macedo disputam Braga .(…): “Seguro houve e cala“.Pois bem, num jornal sério esta autêntica aberração e confissão de analfabetismo seria motivo para despedimento imediato. Mas no Público…serve apenas para aumentar a lista de disparates que pagamos todos os dias e constatar que o jornal bateu mesmo no fundo…Mas há mais: página 14, secção Portugal, reportagem (…) sobre o “Serralves em Festa”. Pós-título: “Entre uma manhã solarenga e um final de tarde chuvoso (…)“. O erro aqui é infelizmente muito comum, mas não tão evidente. A jornalista nunca poderia ter escrito “solarenga” pois tal termo refere-se a uma edificação rústica, um solar (daí a palavra), mas “soalheira”, que, esse sim, se poderia referir a uma manhã banhada pelo sol. Este erro, e esta confusão, são, infelizmente frequentes, mas não deixam por isso de ser graves e induzir os leitores em erro (…).E não há por aí ninguém para corrigir os dois disparates que aqui relato? Cada vez me convenço mais que não, infelizmente…
30 de Maio de 2011
Alda Nobre

Erros de “cabo de esquadra”

Dois erros “de cabo de esquadra” na edição do Público de ontem (…). O primeiro, então, é de bradar aos céus…(Que houve Seguro, lá isso houve… Agora, se ele ouviu e calou, aquele “houve”, enfim ). Quanto ao ”solarengo”, um erro generalizado nos media portugueses, convém lembrar que nada tem que ver com “soalheiro”. Se nessa manhã radiava o Sol em Serralves, então, era uma manhã soalheira. “Solarengo” é relativo a solar, casa apalaçada. (…).
30 de Maio de 2011
José Mário Costa

3 comentários a Esta ainda não é a aldeia de Astérix

  1. «O PÚBLICO perderá crédito se, neste campo, se substituir à sociedade civil, assumindo qualquer proselitismo na matéria e tornando-se uma espécie de “jornal de combate” anti-acordo. » pERDERÁ CRÉDITO? PORQUê?

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  2. Envio outro comentário, adenda ao anterior, para dizer que argumentos ortográficos e afins até são argumentos deitados à rua, o AO foi uma politiquice… apenas pura e simplesmente…quem ganhou com isso? ainda se está para ver…mas creio que só trouxe perturbação.

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  3. EU APOIO O PÚBLICO, contra o DESacordo ortográfico, a favor da suspensão do mesmo. Argumentos importantes foram sendo dados em vários artigos do jornal nestes últimos dias. Ver ainda, por exemplo, argumentos já antigos de Vasco Graça Moura e no texto da ILC http://pt.scribd.com/doc/30246473/Texto-da-ILC-contra-o-AO. Não se pode unificar o que já É DIFERENTE… e ainda bem, quer dizer, que o PORTUGUÊS lá noutros lugares onde ganhou raízes foi evoluindo de maneira diferente, felizmente. PELA LÍNGUA PORTUGUESA, CONTRA O ACORDO, APOIO O PÚBLICO… só a morte NÃO é irreversível… uma lei absurda pode failmente ser revogada…

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